segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Liderança Criativa

Onde houver um grupo a desenvolver alguma actividade, seja ela qual for, a figura do líder logo se destaca dos demais. Sem pedir licença, mas também sem se impor de forma autoritária, ele é capaz de perceber de imediato as necessidades e as potencialidades de cada um e, de maneira espontânea, começa a comandar.

Criatividade e entusiasmo são as características que o diferenciam de imediato.
A sensibilidade permite estabelecer empatia com todos os membros do grupo, o que facilita o seu trabalho de motivar, estimular, ouvir e encontrar as formas de colocar em acção as ideias que surgem. Livre para pensar, para criar, para agregar.
Decidir sobre as ideias não é tão fácil, o que gera a tendência a deixá-las de lado.
Um dos critérios para implementá-las é destacar a sua importância e observar a potencialidade dos novos caminhos que surgirão quando colocadas em prática. O importante não é, portanto, somente o número de ideias ou a quantidade de invenções colocadas em prática.
Criar não é necessariamente lançar novos produtos ou serviços, nem tão pouco modificar o comportamento do consumidor. Fazer negócios inovadores é, entre outras coisas, estar atendo às decisões do dia-a-dia e aos seus desdobramentos. É detectar o quanto estamos a ser repetitivos nas decisões ou a ter atitudes sem sentido. A inovação deverá ser vista como parte do processo e não algo que pode ser deixado para depois.
Outra capacidade importante do líder é estar sempre preparado, na procura de atitudes que poderão servir de suporte para as reacções adversas que inevitavelmente surgirão principalmente no ambiente de trabalho. Há os que aceitam quase de imediato suas ideias e conseguem tirar o melhor proveito delas. Em contrapartida existem os cépticos que não sabem ao certo o que fazer com elas, seguidos daqueles que as encaram negativamente, esperando que a “novidade” desapareça e tudo volte aos seus lugares.

Caso seja um desses líderes natos, aqui vão algumas dicas que o ajudarão a aumentar o seu poder de influência:
  • Ouça mais e mande menos, permitindo a liberdade de expressão, ciente de que nenhuma ideia nasce perfeita.
  • Dê tempo para o seu subordinado crescer, compartilhe e em alguns casos desafie.
  • Motive-se e motive, ou seja, partindo do ponto de vista individual, perceba, respeite e considere as diferentes necessidades dos seus colaboradores, utilizando-se disso os liderar.
  • Estimule, permita que trabalhem com autonomia, sendo responsáveis pelas suas atitudes, dando o máximo de si e liderando os seus próprios comportamentos.
  • Delegue, partilhe as responsabilidades, divida com seus colaboradores a decisão, dando-lhes liberdade para sugerir e agir. Atribua tarefas, responsabilidades e autoridades, procurando assim desenvolver ao máximo suas habilidades.
  • Flexibilize-se, ou seja, adapte-se às diferenças individuais dos membros da sua equipe, tornando-se facilitador do processo, tomando, contudo, o devido cuidado para não ser paternalista. Flexibilize-se também perante as ideias
  • Possibilite a criatividade, pois o espírito inovador e criativo faz parte das características do indivíduo de sucesso. Livre para pensar, criar e agregar.
  • Para inovar é preciso olhar para a frente, pois da quantidade de ideias pode-se extrair a qualidade desejada.
  • Pratique o Zoom criativo – pensando e repensando sobre o negócio e a sua equipe. Trate o negócio com criatividade, copiar um negócio é mais perigoso do que criar um negócio. Temos que temer os modismos, pois os únicos ganhadores são os que criaram e não os que se adaptaram.
  • Lidere com exemplo – seja criativo.
A liderança criativa é aquela que provoca:
  • Um motivo para criar

  • A criação dos meios para transformar ilusão em atitude

  • A geração e aproveitamento de oportunidade


    •  “Explicitar qual o caminho que imaginamos para a nossa organização é, hoje, um antídoto contra a intranquilidade e as incertezas que teremos”.

      domingo, fevereiro 27, 2011

      Rapport consigo mesmo

      De certa forma, todos procuramos formas de facilitar os processos de transformação interna e consequente qualidade de vida. Quando encontramos uma forma, no início parece fácil tomar decisões de vida e executá-las. Contudo, por vezes, sem nos apercebermos lá nos "auto-sabotando". Isto porque não nos escutamos suficientemente a nós mesmos. E porque é que isto acontece? Porque não desenvolvemos a capacidade de nos sintonizamos com os nossos lados internos, escutando o que diz o nosso “coração”. Ou seja, não conseguimos suficiente Rapport.

      Rapport é uma palavra francesa que significa harmonia, confiança, segurança e compreensão (com os outros ou consigo si mesmo). Ter rapport com os outros significa ter relacionamentos de qualidade. Ter rapport consigo mesmo significa ter um diálogo interno produtivo, não ignorar as reclamações da própria alma.

      Da mesma forma que uma cadeira, para que possamos ter "estabilidade" num processo de mudança interna, o ideal é que haja quatro suportes, quatro pernas que apoiem a mudança. E todos eles são uma forma de Rapport. São eles:
      . rapport com o aspecto físico;
      . rapport com as diversas partes da mente;
      . rapport entre o corpo e a mente;
      . rapport com a parte espiritual do nosso ser.

      O Rapport consigo mesmo tem três aspectos:

      Acuidade perceptiva (sensorial);
      Auto-observação é a chave para a auto-aprendizagem e para a auto-consciência. E as representações internas, na nossa mente, são a chave para o controle dos estados mentais, físicos e emocionais. A auto-observação não significa distanciamento de nós mesmos, das nossas próprias emoções. Significa observar o seu começo, a sua origem, expansão e a sua diminuição, entendendo que são partes de nós, mas não são o todo de nós.
      Flexibilidade nos pensamentos, sentimentos e acções (adaptabilidade); Flexibilidade é entender que o objectivo final não é o meio. Podemos encontrar várias formas alternativas de agir. Quem tem apenas uma forma de comportamento perante uma determinada situação da vida está a agir como um robô de si mesmo.

      Objectivos bem elaborados;
      Apenas "ter esperança" no futuro (ficar a espera) não é suficiente. Imaginar um futuro melhor ("i" de interno + "maginar, magicar" = magia interna) é o primeiro passo. Contudo, deve ser seguido de acção positiva no mundo material, para consolidar os efeitos da magia interna (imaginação).
      Você cria o seu futuro com o que faz agora. Pense sobre o que deseja ser – os seus objectivos - e siga o seguinte modelo para a sua concretização:
      1. Expresse o seu objectivo numa linguagem positiva.
      2. Torne o seu objectivo o mais específico possível.
      3. Situe-os na sua área de influência.
      4. Defina quais os recursos que já tem e aqueles que pode adquirir.
      5. Identifique as evidências de realização (Critérios) dos seus objectivos (isto é, como é que irá saber que os alcançou).
      Seja um objectivo físico, profissional, social, emocional ou espiritual, experimente um formato de linguagem que afirme o que é quer alcançar, não algo que não quer alcançar. O Universo não trabalha com base em ausências ("a Natureza não suporta o vácuo") e busca preencher com algo efectivo.

      O Quê, Porquê, Quem, Como, Para quê, Qual, Quando, Onde;
      Devemos usar com muito cuidado estas palavras pois guardam muito poder na linguagem. Se focarmos o nosso "O Quê" nos problemas e não nas soluções, teremos dificuldades. E também não é útil procurar o "porquê" duma situação indesejável, assim como não resolve muito perguntar o "de quem" é a culpa, seja nossa ou dos outros. Desta forma, apenas dirigimos a nossa criatividade para a manutenção da situação inadequada, contribuindo também para gerar remorsos, ressentimentos e mágoas. Também ficar a descrever para os outros o "como" é que o problema nos afecta só contribui para consolidar o incómodo que ele nos causa.
      Ao invés, prefira o "Para quê" e "Qual". Isto é, em que direcção desejo ir, qual é o meu objectivo e estou a dirigir-me para "o quê". Estabeleça sub-objectivos (metas) e defina prazos. Teste a congruência de seus objectivos (e de cada uma das metas) com os seus valores e crenças pessoais. Pense nas consequências mais amplas da destas realizações na sua vida. Como é que as outras pessoas e tarefas da sua vida serão afectadas? e, por final, exercite "Viagens ao Futuro" subjectivas e Integre a sua Identidade nos seus objectivos.

      Voltar a sonhar

      PNL - Kau Mascarenhas

      PNL - Kau Mascarenhas

      Os 3 porquinhos da empresa

      O perfil do bom vendedor

      sábado, fevereiro 26, 2011

      Michael Jordan Coaching - Liderança - Motivação - Vitória - Conquista

      Um mapa para o Practitioner PNL (Multi-Nivel)

      Um Practitioner Guia (Ambiente)


      O Practitioner-Guia dá apoio à sua organização com respeito ao ambiente no qual as mudanças estão a ocorrer. Neste nível, o practitioner-guia, ajuda a sua organização a identificar oportunidades e limites no ambiente.
      Como isto é uma questão de percepção, um practitioner-guia também pode trabalhar suposições que a sua organização tenha a respeito do ambiente ao seu redor. Um practitioner-guia pode estar fisicamente no ambiente da sua organização no momento de seu desempenho e a sua própria presença pode servir como um estímulo e âncora positiva.

      Um Practitioner-Treinador (Comportamentos)


      O Practitioner-treinador - o estilo mais tradicional do practitioner - foca os comportamentos e o desempenho. Procura-se criar consciência dos recursos e habilidades que produzem um bom desempenho (ou "performance").
      O Practitioner-treinador faz uma observação cuidadosa dos resultados da sua organização, dando feedback. Quando se trata de linhagens, o practitioner-treinador ajuda os seus “filhos” directos a agir em colaboração com os demais integrantes da sua linhagem. O Practitioner-treinador dá dicas e orientação em relação a como melhorar em contextos e situações específicas.


      Um Practitioner-Instrutor (Capacidades)


      Ser um Practitioner-instrutor significa ajudar a sua organização a desenvolver habilidades cognitivas, visando aumentar competências e um pensamento estratégico e eficaz relativo a uma aprendizagem desejada. O foco está mais nas habilidades gerais, em vez de uma "performance" específica em situações específicas. Assim, o practitioner-instrutor ajuda a sua organização a desenvolver novas estratégias de pensar e agir. A ênfase está mais na nova
      aprendizagem do que num refinamento de desempenho já realizado.


      Um Practitioner- Mentor (Crenças e Valores)


      Um Practitioner-mentor guia a sua organização a descobrir as suas competências inconscientes e superar resistências e interferências internas e externas, especialmente por acreditar, profundamente, no potencial da pessoa individualmente e validar as suas intenções positivas.
      Os mentores moldam e influenciam crenças e valores de maneira positiva, muito através da "ressonância", liberando e descobrindo a sabedoria interna da sua organização, frequentemente através do seu próprio exemplo.
      É comum o practitioner-mentor transformar-se numa parte internalizada da sua organização, de modo que sirva quando está presente, fisicamente, e também nos momentos em que está presente na “mente” e no “coração” da sua organização.
      As pessoas naturalmente levam dentro de si mesmos, os seus "mentores internos" como conselheiros para toda a vida, para guiá-las em várias situações.


      O Practitioner Patrocinador/Sponsor (Identidade)


      O Practitioner-patrocinador relaciona-se com a sua organização reconhecendo e validando
      (vendo e abençoando) a sua essência e/ou identidade.
      Este processo envolve a busca e guarda de potencial dentro de outros, focando o desenvolvimento de identidade e valores fundamentais.
      A eficácia do parctitioner-patrocinador vem do seu compromisso em promover algo que já está dentro da pessoa, contudo que ainda não é expresso plenamente.
      A sua comunicação está repleta de mensagens do tipo: Tu existes. Vejo-te.
      Você é valioso. Você é importante, especial e único. Você é bem-vindo. Você pertence a este lugar. Você tem algo para contribuir.
      Um bom practitioner-patrocinador cria condições e contextos para que a sua organização possa agir, crescer e prosperar.


      Aquele que desperta (Visão e Espiritualidade)


      O Practitioner é "aquele que desperta" e vai além dos níveis anteriores, para incluir visão, missão e espírito. O seu apoio visa a criação de contextos e experiências que trazem à tona o melhor da sua organização em termos de compreensão, de amor, "self" e espírito.
      O Practitioner actua como "aquele que desperta pessoas” através da sua própria integridade e congruência.
      Ao estar em contacto profundo com a sua visão e missão, o practitioner desperta na sua organização, em cada um, este contacto profundo com a própria visão e missão.

      Torne-se um Poliglota (pistas de acesso)


      Como é que os poliglotas (pessoas que falam frequentemente várias línguas) se lembram de entre uma dúzia de idiomas de que língua provém cada palavra? Será mágia? No passado muitas pessoas tinham como certo de que havia algo diferente na neurologia do poliglota, algo que os fazia naturalmente mais hábeis para guardar cada língua em separado. Hoje, estudos de PNL (Dilts e Epstein, 1995 p.222) mostram que os poliglotas prestam especial atenção aos seus sistemas sensoriais auditivos e cinestésicos. Eles usam um tom de voz e um conjunto de posturas corporais diferentes para cada idioma. Alguém que usa apenas o sistema visual (e tenta ver cada palavra que dizem como se estivesse escrita) não achará tão fácil tornar-se fluente em vários idiomas.

      Assim como o software Windows pode ser instalado em qualquer computador compatível, assim a "estratégia" que os poliglotas usam pode na realidade ser instalada em qualquer outra pessoa. Se é possível na neurologia duma pessoa, é possível na de qualquer uma. Tudo o que precisamos saber é exatamente que distinções sensoriais a primeira pessoa usa, e em que sequência. Para "instalar" uma nova estratégia, a PNL usa uma série de descobertas inéditas sobre o que acontece quando uma pessoa usa cada sistema sensorial. Por exemplo, nós usamos o facto de que os olhos duma pessoa se movem de forma diferente dependendo de que sentido está a usar para obter a informação.

      A facilidade com que uma nova estratégia pode ser instalada é demonstrado por uma pesquisa feita na Universidade de Moncton no Canadá (Dilts e Epstein, 1995 p.409). Aqui a quatro grupos de soletradores médios pré-testados, foi dado o mesmo teste de soletração (usando palavras inventadas sem sentido e desconhecidas para eles). Cada grupo tinha instruções diferentes.

      Grupo A: simplesmente aprender as palavras.

      Grupo B: visualizar as palavras como método de aprendê-las.

      Aos outros dois grupos C e D, a instrução era olhar numa certa direção enquanto as visualizavam.

      Grupo C: olhar para cima à esquerda (posição dos olhos que segundo a PNL auxilia a memória visual).

      Grupo D: olhar para baixo à direita (posição dos olhos que segundo a PNL auxilia a sentir cinestesicamente, mas pode esconder a visualização).

      O grupo A teve o mesmo rendimento que o seu pré-teste. O grupo B rendeu 10% a mais. O grupo C rendeu 20 a 25% a mais. O grupo D teve resultado 15 % pior!.

      Este estudo confirma 2 asserções da PNL:

      a) a direcção para onde o aluno dirige os olhos, decide qual o sistema sensorial em que vai efectivamente processar a informação.

      b) visual recordado é o melhor sistema sensorial para aprender a soletrar em inglês.

      Mais do que surpreendente, isto demonstra que os estudantes podem ser ensinados com sucesso (em 5 minutos) a usar uma estratégia sensorial mais eficaz. Para um estudante cinestésico com um desempenho medíocre em soletrar, isto trará um resultado positivo imediato de 35 a 40%. Curiosamente num teste final, algum tempo depois (um teste de retenção de aprendizagem), os resultados do grupo C permaneceram constantes, enquanto os resultados do grupo A caíram 15%, uma queda consistente com os estudos de padrão de aprendizagem. A diferença final na memória entre os dois grupos foi de 61%.

      Da mesma forma, qualquer estratégia de aprendizagem pode ser "modelada" de estudantes excelentes e ensinada a outros num tempo mínimo.

      sexta-feira, fevereiro 25, 2011

      O Sentido da Aprendizagem

      Segue, uma simples experiência que explica o modelo da PNL, de como funciona a sua neurologia (ou para usar um termo menos formal, o seu "cérebro").

      Pense em um limão fresco. Imagine-o agora à sua frente, e sinta como é pegá-lo na sua mão. Pegue numa faca e corte uma fatia e ouça o leve som do suco a escorrer. Cheire o limão, enquanto leva a fatia até a sua boca e dê-lhe uma mordida. Sinta o gosto ácido da fruta. Se na realidade se imaginou a fazer, a sua boca está agora a salivar. Porque? Porque o seu cérebro seguiu as suas instruções e pensou, viu, ouviu, sentiu, cheirou e provou o limão. O seu cérebro "tratou" o limão imaginário como se fosse real, e preparou a saliva para digeri-lo.

      Ouvir, olhar, sentir, cheirar e provar são as "linguagens" naturais da sua neurologia. Quando usa estas linguagens, a sua neurologia considera o que está a pensar como "real".

      No passado, pensava-se que aprender era apenas uma questão de "pensar" sobre o assunto, de usar palavras. Na realidade quando aprendemos, usamos os 5 sentidos básicos, assim como a 6a. linguagem do cérebro - as palavras. Em PNL os seis tipos de linguagens do cérebro chamam-se:
      VISUAL (ver as imagens)
      CINESTÉSICA (K) (sentir as emoções do corpo)
      AUDITIVA (ouvir os sons)
      OLFATIVA (cheirar fragrâncias)
      GUSTATIVA (provar os gostos)
      AUDITIVA-DIGITAL (pensar em palavras ou conceitos)

      Alguns estudantes usam muito o pensar em palavras (auditivo-digitais). Eles querem saber a "informação" que lhes está a dar. Mas para outros estudantes, poderem "ver a imagem" do que lhes está a mostrar (visual) é mais importante. Outros quererão "sintonizar com os temas principais" contidos nas suas palavras (auditivos) ou "agarrar-se com a lição" e "trabalhar vivenciando os exemplos" (cinestésico). Se ouvir as palavras que os estudantes usam, na realidade lhe indicarão quais são os seus sistemas sensoriais favoritos para representar a sua aprendizagem (chamado em PNL de Sistema de Representação de Preferência). Os Professores eficazes aprendem "a falar em cada um dos sistemas de representação" (Bolstad et alia, 1992 p.72).

      A PNL dá-lhe inúmeras formas para alcançar os estudantes que tem na sala de aula. Se alguns dos seus alunos parecem não aprender, poderá não estar a ensinar no sentido em que eles pensam. Por exemplo, para atingir os visuais poderá escrever as palavras na parte superior do quadro e desenhar mais diagramas. Para atingir os auditivos, pode escolher mais discussões e usar música. Cinestésicos gostam de se movimentar (provavelmente já os notou) e eles gostarão de serem aproveitados em actividades como dramatizações.

      Pode ajustar a sua linguagem para combinar com cada um dos sentidos principais (se não percebe isso, pode estar a perder a uma excelente oportunidade de se sintonizar com alguns dos seus alunos mais "desafiantes"). Quando usa todos os três sentidos mais importantes na sua sala de aula, os cérebros dos seus alunos serão mais profundamente activados. Eles ficarão sedentos dos seus ensinamentos, tal e qual a sua boca a salivar por aquele limão.

      Chunking Up (Para quê?)

      Era uma vez um homem muito rico que resolveu viajar. Pegou no seu iate e saiu pelo mundo. Um dia, chegou a uma ilha maravilhosa, cheia de riachos, água cristalina e cascatas. Tinha também muitos tipos de árvores frutíferas e muito peixe. O homem rico começou a andar pela ilha e encontrou um indígena deitado numa rede, a olhar para aquele mar muito azul. Chegou bem perto do indígena e puxou conversa:
      - Aqui é tudo bonito...
      - É...disse o indígena, sem tirar os olhos daquele mar.
      - Tem muito peixe neste mar?
      - É só mandar a rede e pesca quantos quiser.
      - E porque é que você não pesca bastantes?
      - Para quê?
      - Ora, você pesca um montão de peixes e depois vende-os.
      - Para quê?
      - Com o dinheiro destes peixes, compra uma canoa maior, vai mais ao fundo e pesca ainda mais peixe.
      - Para quê?
      - Com o dinheiro compra mais um barco, pesca mais peixe e ganha mais dinheiro.
      - Para quê?
      - Vai juntando, cada vez mais dinheiro, compra cada vez mais barcos, até chegar um dia em que terá uma indústria de pesca.
      - Para quê?
      - Ora, meu amigo, então será um homem poderoso, um homem rico, terá tudo o que quiser, tudo o que sonhar, poderá comprar um iate como o meu, poderá comprar uma ilha como esta e então ficar o resto da vida a descansar, sem preocupações...
      - E o que é que eu estou a fazer agora?
      (desconhecido)

      quarta-feira, fevereiro 23, 2011

      A Janela

      Certa vez, dois homens que, seriamente doentes, estavam na mesma enfermaria de um grande hospital. O quarto era bastante pequeno, e nele havia uma janela que dava para o mundo. Um dos homens tinha, como parte do seu tratamento, permissão para se sentar na cama durante uma hora, durante as tardes (tinha a que ver com a drenagem de fluido dos seus pulmões).

      A sua cama ficava perto da janela. O outro, contudo, tinha de passar o tempo todo deitado de barriga para cima.

      Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado na posição sentada, passava o tempo a descrever o que via lá fora. A janela aparentemente dava para um parque onde havia um lago.

      Havia patos e cisnes no lago, e as crianças atiravam-lhes pão e colocavam na água barcos de brinquedo. Os jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, havia flores, arbustos e vários grupos que jogavam à bola. E ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.

      O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma criança quase caiu no lago, e sobre como as garotas estavam bonitas nos seus vestidos de verão.

      As descrições do seu amigo eventualmente fizeram-no sentir que quase podia ver o que estava a acontecer lá fora...

      Então, numa bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: Porque é que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava a acontecer? Porque é que ele não podia ter essa hipótese?

      Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa!

      Numa noite, enquanto olhava para o tecto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando-se, e as suas mãos procuravam o botão que faria chamar a enfermeira. Ele observou-o sem se mexer... mesmo quando o som de respiração parou.

      De manha, a enfermeira encontrou o outro homem morto, e silenciosamente levou o seu corpo.

      Assim que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob os cobertores e fizeram com que se sentisse bastante confortável.

      Assim que saíram, apoiou-se sobre um cotovelo, e com dificuldades, sentindo muita dor, olhou para fora da janela. Viu apenas um muro...

      (desconhecido)

      terça-feira, fevereiro 22, 2011

      O Menino e a Flor

      O estacionamento estava deserto quando me sentei para ler por baixo dos longos ramos dum velho carvalho, desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava a tentar-me afundar.
      E como se eu não tivesse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante chegou, cansado de brincar. Parou à minha frente, cabeça pendente, e disse cheio de alegria:
      - "Veja o que encontrei!"
      Na sua mão uma flor - que visão lamentável - pétalas caídas, pouca água ou luz. Querendo ver-me livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e virei-me. Mas ao contrário de recuar ele sentou-se ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:
      - "O cheiro é óptimo, e é bonita também... Por isso a peguei; hei-la, é sua."
      A flôr à minha frente estava morta ou a morrer, nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegá-la, ou ele jamais sairia de lá. Então estendi-me para pegá-la e respondi:
      - "Era o que eu precisava."
      Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele segurou-a no ar sem qualquer razão. Nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, que não podia ver o que tinha nas mãos. Ouvi a minha voz a sumir, lágrimas despontaram ao sol enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim.
      - "De nada", sorriu ele, e então voltou a brincar sem perceber o impacto que teve no meu dia.
      Sentei-me e pus-me a pensar como conseguiu ele enxergar um homem auto-piedoso sob um velho carvalho. Como sabia ele do meu sofrimento auto-indulgente? Talvez no seu coração tenha sido abençoado com a verdadeira visão.
      Através dos olhos duma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim EU. E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradecido a Deus por ver a beleza da vida, e apreciei cada segundo que é só meu. Então levei aquela feia flôr ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela rosa. Sorri enquanto via aquele garoto, com outra flor em suas mãos, prestes a mudar a vida de um insuspeito senhor de idade.

      (autor desconhecido)

      PNL (PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA) na educação


      ENSINANDO COM A LINGUAGEM DO CÉREBRO

      A Programação Neurolinguística é uma ciência de carácter prático nascida na América e em constante crescimento em todo o mundo que tem como fim o desenvolvimento pessoal, a optimização do desempenho e o preenchimento significativo da vida.

      OS PROFESSORES PRECISAM MAIS DO QUE O CONHECIMENTO DAS SUAS MATÉRIAS:

      Entre os anos 50 e 80, a psicóloga Virgínia Satir era uma das pessoas mais influentes no desenvolvimento do novo campo de Relações Humanas. Frequentemente chamada a avó da Terapia Familiar, Satir auxiliou milhares de casais e famílias a resolver velhos conflitos, e criar uma vida em comum mais prazeirosa. Na sua área, era uma especialista, mas tinha um problema - não conseguia ensinar o que fazia para os outros. Centenas de pessoas eram treinadas por ela, mas quando deixavam os seus seminários, normalmente não tinham habilidade de copiar o que ela tinha feito.

      Um dia, Virginia Satir estava a fazer uma demonstração em frente dum grupo de estudantes de psicoterapia, quando parou de falar com o casal com o qual estava a trabalhar, e perguntou se algum dos estudantes poderia continuar, usando os seus métodos. Um por um, os estudantes tentaram auxiliar o casal, mas nenhum deles parecia saber como Virginia escolhia o que dizer. Ao fundo da sala, um jovem gravava a sessão de treino, era um programador de computadores e estudante de linguística na Universidade da Califórnia e não tinha nenhum treino em psicologia (era Richard Bandler). Após os estudantes de Satir terem falhado, Bandler veio à frente da sala e ofereceu-se para falar com o casal. Surpreendentemente, parecia saber exactamente como Virginia Satir estava a construir as suas questões e sugestões para o casal. Ouvindo-o era como ouvi-la. Os psicoterapeutas estavam perplexos. Quem era este jovem e como tinha apreendido tão precisamente o método de Virgínia Satir?

      Em 1976, Richard Bandler e o professor de linguistica John Grinder escreveram o primeiro de vários livros, em explicavam as suas descobertas sobre comunicação, mudanças em pessoas e ensino.

      Nesse primeiro livro, chamado “A Estrutura da Magia” (Bandler e Grinder, 1977), é explicado que, pelo entendimento das "linguagens" internas do cérebro (neurolinguística) qualquer um poderia aprender a atingir os excelentes resultados dos melhores comunicadores, professores e terapeutas. Antes da publicação, Bandler e Grinder, mostraram cópias dos seus livros aos especialistas, cujas habilidades tinhams modelado, pessoas como o médico hipnoterapeuta Milton Erickson, o antropólogo Gregory Baterson e certamente Virginia Satir. Os comentários de Satir, que citaremos mais a frente, transmitem o arrebatamento que professores em todo o mundo tem relatado desde então, de como apreenderam, a "estrutura da magia" da Programação Neurolinguística.


      O QUE A PNL OFERECE AOS PROFESSORES:

      Para os professores, a PNL oferece três importantes benefícios:

      1- Fornece um novo modelo de como as pessoas aprendem. O entendimento exacto da forma como o cérebro trabalha, pode ser comparada a um "Manual do Usuário" de um computador.
      Sem o manual, sabe que o computador tem uma vasta memória e pode fazer coisas admiráveis.
      Se fica a "tentar cegamente", eventualmente acaba por "tropeçar" nessas coisas admiráveis.
      Mas com o manual, pode escolher exatamente o que pode fazer, e ter o computador a operar perfeitamente em todas as situações.
      Em PNL, nós sabemos os programas (ou estratégias, para usar um termo da PNL) nos quais os excelentes estudantes tropeçaram acidentalmente: a estratégia que os soletradores exímios usam para memorizar palavras; a estratégia que leitores entusiastas usam para ler rapidamente os seus livros numa fracção de tempo e por ai a diante.

      2- Todavia, o ser humano é mais do que um computador.

      Aprender e criar funcionam melhor quando a mente do estudante está livre da distracção, quando está em estado de calma e alerta quase meditativos. As pesquisas mostram que, ao conseguir que os estudantes relaxem no inicio de cada sessão de estudo, o seu rendimento aumentará 25%.
      A PNL fornece-nos algumas maneiras notáveis de colocar os estudantes rapidamente naquele estado.

      3- Se a PNL apenas nos desse estas novas e poderosas formas de aprendizagem para os estudantes, já teria merecido o seu lugar no centro da revolução da aprendizagem. Mas a PNL fornece também um modelo inteiramente novo do que é o ensino, de como os professores mais eficazes são hábeis em criar o senso de "rapport" com os seus estudantes, de motivá-los e inspirá-los a alcançar o seu melhor.

      Num mundo onde o professor compete com a TV, o vídeo-jogo e a cultura popular pela atenção do estudante, isto não é pouco. A PNL mostra como utilizar cada um de seus movimentos e cada uma das suas palavras de maneira que ajudar o professor a conseguir com que os seus estudantes acreditem e se tornem famintos no aprender.

      A PNL não é uma técnica; é uma centena de técnicas no contexto adequado, que faz com que tenham sentido. Este artigo dá apenas uma amostra das idéias das quais pode tirar partido.

      O Quadro

      Um homem tinha pintado um lindo quadro. No dia de apresentá-lo ao público, convidou todo a gente para vê-lo. Compareceram as autoridades do local, fotógrafos, jornalistas, e muita gente, pois o pintor era muito famoso e um grande artista. Chegado o momento, tirou-se o pano que velava o quadro. Houve um caloroso aplauso. Era uma impressionante figura de Jesus a bater suavemente à porta de uma casa. O Cristo parecia vivo.
      Com o ouvido junto à porta, Ele parecia querer ouvir se lá dentro alguém respondia.
      Houve discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte. Um observador curioso porém, achou uma falha no quadro:
      A porta não tinha fechadura. E foi perguntar ao artista:
      - A sua porta não tem fechadura! Como é que se faz para abri-la?
      - É assim mesmo - respondeu o pintor
      - Esta é a porta do coração humano.
      - Só se abre do lado de dentro.

      (desconhecido)

      domingo, fevereiro 20, 2011

      Modelagem vs Descobrir uma estratégia

      Para descobrir uma estratégia podemos utilizar três opções:
      1. Observar os predicados, isto é, as palavras que se utilizam ao falar. Se alguém diz: “Olhar este assunto por esta nova perspectiva, noto uma certa sensação que me obriga a perguntar-me se devo mudar de atitude”, está a usar uma estratégia na qual primeiro vê, depois sente, a continuação tem um diálogo interno e, por último, decide.
      2. Observar os sistemas de representação da outra pessoa, isto é, os seus acessos oculares e as microcondutas (pequenos gestos da cara ou do corpo).

      As estratégias representam-se com letras: V=visual; A=auditivo; K=cinestésico; Ou=gustativo, olfativo. Também podemos incluir uma referência se é recordado, criado ou digital: Vê/Vc; Ac/Ar; K; A/Ad (diálogo interno). Por último, podemos introduzir uma referência se o acesso é externo ou interno, isto é, se provem de uma estimulação do nosso interior ou do exterior de nós mesmos: Vê/Vi; Ae/AI; Ke/Ki. No exemplo anterior, a seqüência seria: Vc –> Ki –> Ad –> Saída

      3. Fazer perguntas directas sobre a forma como a outra pessoa faz as coisas: O que acontece em primeiro lugar?, o que vem depois?. Pode ser útil fazer perguntas do estilo: ” Como fazes tal coisa?, o que precisa para fazer tal coisa?, o que acontece quando fazes tal coisa?

      As estratégias eficazes podem-se aplicar a outros conteúdos diferentes. Sabendo-se qual é a estratégia para aprender matemáticas, pode aplicar essa mesma estratégia para aprender a pilotar um helicóptero. Se sabe qual é a sua estratégia de motivação para o desporto, pode também aplicar essa mesma estratégia para se motivar na hora de fazer algumas actividades que lhe resistem. Vamos fazer um exercício sobre a estratégia de motivação de outra pessoa.

      Faça a sua parte

      Num lugar do Oriente, um Rei resolveu criar um lago diferente para as pessoas do seu reino.

      Quis criar um lago de leite!
      Pediu a que cada um dos seus súbditos que levasse apenas um copo de leite; com a cooperação de todos, o lago seria preenchido. O Rei muito entusiasmado esperou até a manhã seguinte para ver o seu lago de leite.
      Mas, qual não foi a sua surpresa, no outro dia pela manhã, quando viu o lago cheio de água e não de leite.
      Consultou o seu conselheiro que o informou, que todas as pessoas do reino tiveram o mesmo pensamento:
      No meio de tantos copos de leite, se só o meu for de água, ninguém vai notar...

      Pense nisto! É por isto que estamos nesta situação, onde todos por comodismo esperam pelos outros!
      Não espere pelo leite dos outros para encher o lago da vida, participe com sua parte!

      sábado, fevereiro 19, 2011

      PNL Sistémica

      Como seria se pudesse… ou soubesse como…

      Modificar reações emocionais automáticas.

      Neutralizar reacções negativas a estímulos como barulhos ou toques indesejados.

      Eliciar recursos internos como: confiança, concentração, segurança, etc.

      Neutralizar fobias e compulsões.

      Formular objectivos eficazes.

      Neutralizar sentimentos negativos.

      Modificar o seu estado emocional quando este for limitante.

      Neutralizar imagens mentais repetitivas e limitantes.

      Neutralizar medo de falar em público, conduzir, alturas, espaços fechados, etc.

      Utilizar a sua comunicação para eliciar estados internos possibilitadores nos seus ouvintes.

      Criar metáforas terapêuticas ou para aprendizagem.

      Modificar estratégias internas para motivação, flexibilidade, criatividade, etc.

      Neutralizar a sensação de fracasso ou frustração.

      Dar e receber feedbacks de forma adequada e ecológica.

      Estabelecer relações de confiança e empatia com outras pessoas.

      Utilizar estratégias eficazes para vendas, liderança e negociação.

      Modificar a sua dieta sem sofrimento pela reprogramação.

      E até mesmo desligar aquela música que não sai da sua mente.

      Se pudesse… ou soubesse como… reprogramar as suas aprendizagens mentais e emocionais… como seria a sua vida?

      sexta-feira, fevereiro 18, 2011

      PNL, para bébes (até dia 28 - curso intensivo)


      Olá, eu sou o Tim... e vou ter um curso intensivo, só para mim... ehehhehhhehh

      Pirâmide dos Níveis Neurológicos aplicados as empresas

      A vida das pessoas dentro duma empresa e, sem dúvida, a vida da própria empresa, podem ser descritas e compreendidas em diferentes níveis. Num primeiro nível, está o ambiente no qual a organização e seus membros agem e interagem, isto é, quando e onde acontecem as operações e relações dentro de uma organização.

      Os factores ambientais determinam o contexto e as contingências dentro dos quais as operam as organizações. O ambiente duma organização é formado por coisas como a localização geográfica das operações, os prédios e instalações que definem o "local de trabalho", o design do escritório e da fábrica, etc.
      » Além da influência que estes factores ambientais exercem sobre os colaboradores dentro da organização, podemos também examinar a influência e o impacto que os colaboradores podem exercer sobre o ambiente, e que produtos ou criações a ele trazem.

      Noutro nível, podemos examinar os comportamentos específicos e as acções da organização ou dos indivíduos, ou seja, o que o colaborador ou organização faz dentro do ambiente.
      Quais são os padrões especiais de trabalho, interacção ou comunicação?
      » A nível individual, os comportamentos tomam a forma de rotinas específicas de trabalho, hábitos de trabalho ou actividades relacionadas com o trabalho.
      » Ao nível organizacional, os comportamentos podem ser definidos em termos de procedimentos gerais.

      Outro nível do processo envolve as estratégias, habilidades e capacidades pelas quais a organização ou o indivíduo dirige as acções dentro do seu ambiente isto é, como geram e orientam os seus comportamentos dentro dum contexto particular.
      » Para o indivíduo, as capacidades incluem estratégias cognitivas e habilidades tais como aprendizagem, memória, tomada de decisão e criatividade, que facilitam o desempenho dum determinado comportamento ou tarefa.
      » Ao nível organizacional, as capacidades relacionam-se com as infra-estruturas disponíveis para dar suporte à comunicação, inovação, planeamento e tomada de decisão entre os membros da organização.

      Outros níveis do processo são formados por valores e crenças, que fornecem a motivação e as linhas mestras que estão por detrás das estratégias e capacidades usadas para atingir os resultados do comportamento no ambiente, porque é que as pessoas fazem as coisas da maneira como as fazem, num determinado tempo e lugar.
      Os nossos valores e crenças fornecem o reforço (motivação e permissão) que suportam ou inibem as capacidades e comportamentos em particular. Os valores e crenças determinam como os eventos recebem significado, e estão no âmago do julgamento e da cultura. Os valores e crenças dão suporte ao senso de identidade dos indivíduos e da organização, revelam quem está por detrás do porque, do como, do que, do onde e do quando.

      Os processos ao nível da identidade envolvem o senso de função e missão das pessoas relativas à sua visão e aos sistemas superiores aos quais pertencem.

      Tipicamente, uma determinada identidade ou papel é expresso em termos de diversos valores e crenças. Estes, por sua vez, são suportados por uma gama maior de habilidades e capacidades, necessárias para manifestar determinados valores e crenças.

      Capacidades eficazes produzem um conjunto ainda mais amplo de acções e comportamentos específicos, que expressam e adaptam valores a respeito de muitos contextos e condições ambientais particulares.

      terça-feira, fevereiro 15, 2011

      Níveis Neurológicos

      Níveis Lógicos – O antropólogo Gregory Bateson (1904-1980), defende a ideia de que as nossas aprendizagens obedecem a uma determinada hierarquia, a que chama de Níveis Lógicos de Aprendizagem.

      Mudanças geradas num nível podem ou não afectar os outros níveis, dependendo da sua construção hierárquica.

      Bateson notou que os conflitos ou confusão nos níveis lógicos frequentemente causam problemas.

      Níveis Neurológicos
      Robert Dilts modelou a estratégia de Bateson e a adapto-a aos pressupostos de PNL, criando o que chamamos de Níveis Neurológicos.

      Uma mudança hierárquica num nível superior irá necessariamente trazer mudanças nos níveis inferiores, porém uma mudança em um nível inferior pode ou não trazer mudanças em níveis superiores.


      Espiritual: Consideramos como espiritual os sistemas de que fazemos parte, incluindo as pessoas que nos são significativas, família e também crenças religiosas, a nossa relação com o espiritual está ligada a sentimentos de pertinência e aceitação. Esta nível também direcciona os nossos objectivos. As crenças ao nível espiritual afectam todos os outros níveis. É a resposta à pergunta: “a quem mais?” ou “a que sistema maior pertence?”

      Identidade: Uma identidade é formada por um conjunto de crenças e valores. É a resposta à pergunta “Quem é você?”. Uma identidade é sustentada por estruturas complexas de crenças.

      Crenças e Valores: Uma crença é uma aprendizagem ocorrido por causa e efeito, dão-nos a permissão ou não para que capacidades e comportamentos ocorram. Os Valores são crenças específicas que procuramos honrar, organizados a partir dum conjunto de ideias. Exemplos de valores: honestidade, justiça, cumplicidade, etc. Os valores são necessariamente abstractos. É a partir dos nossos valores que organizamos a nossa estrutura de crenças. Crenças e Valores são a resposta à pergunta “Porquê?”, Uma crença ou valor pode permitir várias capacidades.

      Capacidades / Estratégias: Uma capacidade ou estratégia dá suporte para que o comportamento ocorra. São a resposta à pergunta “como é que faz especificamente para que determinado comportamento ocorra?”. Uma capacidade pode gerar vários comportamentos.

      Comportamento: Um comportamento é algo que pode ser percebido com descrição baseada no sensorial, possuindo uma representação interna VAC. É a resposta à pergunta “o que especificamente? Pensamentos, emoções e sentimentos são considerados comportamentos pois possuem fisiologia congruente associada. Um comportamento pode ocorrer em diferentes ambientes.

      Ambientes: Consideramos como ambiente o contexto em que ocorre o comportamento. É a resposta à pergunta “onde e quando determinado comportamento ocorre?”.

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      Exemplos de Afirmações em Diferentes Níveis Neurológicos

      Espiritual:
      “Quero deixar uma herança positiva para os meus filhos.”, “É importante procurar soluções para o aquecimento global.”, “Ao mandar “beatas” de cigarro para o lixo, estou a construir um mundo melhor.”, “Se eu faço parte do mundo, ao melhorar pelo menos um comportamento já construí um mundo melhor.”

      Identidade:
      “Eu sou saudável.”, “Eu sou nervoso.”, “Eu sou médico.”, etc.

      Crenças e Valores:
      “Se eu beber coca-cola à noite, não durmo.”, “Laranja com leite faz mal.”, “Só ganha dinheiro quem é desonesto.”, “Quero sucesso na minha vida porque mereço.”

      Capacidades / Estratégias:
      “Não consigo falar em público”, “Isto é muito difícil.”, “Acho que não vou conseguir”, “Eu consigo fazer isso.”, “Para cozinhar arroz coloque duas chávenas de água para uma de arroz.”, “para chegar à padaria, desça até o fim da rua.”

      Comportamento:
      “Eu não sei fazer isso.”, “Eu gosto de beber sumo de laranja todas as manhãs.” “Tenho a tensão alta.”, “Estou acima do peso.”

      Ambientes:
      “A esse lugar, eu não vou!”, “Lá é mais longe que aqui.”, “Tenho medo de falar em público.”

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      Tipos de Mudanças nos diferentes níveis Neurológicos:

      1 – Mudanças Evolutivas

      Ocorrem nos níveis Espiritual e Identidade. São mudanças relacionadas a missão e ao propósito. Em geral produzem um grande efeito nas nossas vidas, podendo ser geradas por experiências significativas e muitas vezes com grande teor emocional envolvido.

      2 – Mudanças Generativas

      Ocorrem nos níveis das Crenças e Capacidades e estão relacionadas a permissões, motivações e direcção dos comportamentos.

      3 – Mudanças Remediativas

      Ocorrem nos níveis do Comportamentos e Ambientes. São mudanças comportamentais e podem ocorrer por condicionamento, pois estão relacionadas a estruturas directas de acção e reacção.

      segunda-feira, fevereiro 14, 2011

      Virgínia Satir: Eu sou eu Em todo o mundo, Não há ninguém...

      Eu sou eu
      Em todo o mundo,
      Não há ninguém igual a mim.
      Há pessoas,
      Que têm alguns talentos iguais aos meus,
      Mas a natureza de ninguém se compara a minha.
      Por essa razão, tudo
      Que sai de mim é meu de verdade
      Porque eu sozinha fiz a escolha.
      Sou dona de tudo o que diz respeito a mim.
      O meu corpo, inclusive
      Tudo o que ele faz;
      A minha mente e inclusive todos os seus pensamentos e idéias;
      Os mus olhos, inclusive as imagens de tudo o que contemplam;
      Os meus sentimentos, sejam eles quais forem;
      Raiva, alegria, frustração, amor, desengano, excitação;
      A minha boca e todas as palavras que dela provêm;
      Gentis, doces ou ásperas,
      Próprias ou impróprias;
      A minha voz, ruidosa ou suave;
      E todas as minhas atitudes,
      Com os outros ou comigo mesma.
      Sou dona das minhas fantasias, meus sonhos, minhas esperanças,
      Meus temores.
      Sou dona de todos os meus triunfos e sucessos, de todos
      Os meus fracassos e erros.
      Porque sou dona de mim, sei o que se passa no meu íntimo.
      Então, gosto de mim e sou afectuosa comigo em tudo que me diz respeito.
      Desse modo, possibilito a mim trabalhar como um todo para o meu bem.
      Sei que há em mim alguns aspectos que não conheço.
      Mas enquanto eu for terna e
      Afetuosa comigo mesma,
      Poderei com coragem e esperança,
      Procurar soluções para os enigmas e meios de descobrir mais sobre mim.
      Seja como for que eu pareça e me comporte,
      O que quer que diga e faça, pense e sinta num dado momento, tudo isso sou eu.
      É autêntico e representa onde estou neste exacto momento.
      Quando mais tarde recordo como pareci e me comportei, o que disse e fiz e pensei e senti,
      Talvez algumas partes se revelem inadequadas...
      Mando fora o que não me serve, guardo o que foi aprovado e invento algo novo para substituir o que descartei.
      Vejo, ouço, sinto, penso, falo e faço.
      Tenho as ferramentas para sobreviver, para ficar perto dos outros, para ser criativa e compreender o mundo das pessoas e as coisas fora de mim. Sou dona de mim!!!

      Enviado por Rita Aleluia - NLP Coach and Therapy - Caracas - Venezuela
      (Obrigado Rita)

      sábado, fevereiro 12, 2011

      Reenquadramento

      n
      O que é de facto significativo?


      - O filho que muitas vezes não limpa o quarto e está a ver televisão, significa que está em casa.
      - A desordem que se tem que limpar depois de uma festa, significa que estivemos rodeados de familiares e amigos. "
      - As roupas que nos estão apertadas, significa que temos mais do que o suficiente para comer.
      - O trabalho que temos a limpar a casa, significa que a temos.
      - As queixas que escutamos acerca do governo, significa que temos liberdade de expressão.
      - Não encontrar estacionamento, significa ter carro.
      - Os gritos das crianças, significa que podemos ouvir.
      - O cansaço ao final do dia, significa que temos trabalho.
      - O despertador que nos acorda todas as manhãs, significa que estamos vivos.
      - Finalmente, pela quantidade de mensagens que recebemos, significa que temos amigos a pensarem em nós.