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quarta-feira, dezembro 17, 2014

A chavená de chá

Um professor de filosofia foi ter com um mestre zen, Nan-In, e fez-lhe perguntas sobre Deus, o nirvana, meditação e muitas outras coisas. O Mestre ouviu-o em silêncio e depois disse.
- Pareces cansado. Escalaste esta alta montanha, vieste de um lugar longínquo.
Deixa-me primeiro servir-te uma chávena de chá.
O Mestre fez o chá. Fervilhando de perguntas, o professor esperou. Quando o Mestre serviu o chá encheu a chávena do seu visitante e continuou a enche-la. A chávena transbordou e o chá começou a cair do pires até que o seu visitante gritou:
- Para. Não vês que o pires está cheio?
- É exatamente assim que te encontras. A tua mente está tão cheia de perguntas que mesmo que eu responda não tens nenhum espaço para a resposta. Sai, esvazia a chávena e depois volta.
Encontramos tantas vezes pessoas na vida que estão tão cheias delas próprias e de convicções fixas acerca de si e dos assuntos da vida e que dificilmente conseguem encontrar espaço para aprender novas coisas ou ter novas perspetivas.
Mesmo que queiramos mostrar outros pontos de vista, quanto mais procuramos convence-las mais elas se justificam com as suas ideias que vão defendendo certas formas de ser e estar que de alguma forma as compensam ou equilibram.
De facto, necessitamos de acreditar sempre em algo. Uns acreditam num Deus todo-poderoso, outros em diversos Deuses, outros no Deus dinheiro, outros apenas na ciência e ainda outros que afirmam que não acreditam em nada, nem em ninguém.
A falta de abertura é por norma sinónimo de ignorância e esta é a porta para o fracasso em qualquer área da nossa vida, e é claro que não sendo propositado, essa rigidez representa para muitos a convicções defensivas, para que não se volte a sofrer, como passou no passado. O facto de ter caído uma vez, não significa que tenha que estar sempre a cair. Por isso, aprenda com a própria vida, pois ela mesmo está sempre a ensinarmos, ainda que muitas vezes a lição não é clara e custe a aceitar. No entanto é fundamental essa aprendizagem, pois de somos nós os principais responsáveis pela forma como interpretamos e sentimos a vida, e nem sempre ela acontece da forma como gostaríamos que acontecesse e por mais “voltas que o rio deia ele sempre vai desaguar ao mar”.

Tenha pois um espirito aberto á vida e pratique a gratidão. Só assim poderá estar verdadeiramente apto a tirar total partido da vida, pois o melhor está sempre para vir.

sábado, agosto 30, 2014

História do Burro

Um dia, o burro de um camponês caiu num poço. Não chegou a ferir-se, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.
Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena esforçar-se para tirar o burro de dentro do poço. Ao contrário, chamou os seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou numa pá e começou a mandar terra dentro do poço.
O burro não tardou a dar-se conta do que estavam a fazer com ele e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, o burro aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e surpreendeu-se com o que viu. A cada pá de terra que caía sobre as suas costas o burro a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando. A vida vai-lhe mandando muita terra nas costas. Principalmente se já estiver dentro dum “poço”. O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela. Cada um dos nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que lhe mandam para seguir adiante!

Recorde-se das 5 regras para ser feliz:
1. Liberte o seu coração do ódio.

2. Liberte a sua mente das preocupações.
3. Simplifique a sua vida.
4. Dê mais e espere menos.
5. Ame-se mais e...aceite a terra que lhe mandam. Ela pode ser a solução, não o problema.


Bem hajam,

sexta-feira, agosto 02, 2013

O Judeu e a Vaca

Todos os dias, da manhã até o cair da noite, Jacob Simen não fazia outra coisa senão maldizer a sorte ingrata. Blasfemava contra o destino que o forçava a viver naquela insuportável e torturante penúria. A casa em que morava era pequena, incómoda e sem conforto: não dispunha senão de dois quartos para os pequenos e de uma sala minúscula com duas janelas, onde mal podia receber, nos dias de festa, meia dúzia de amigos e vizinhos.
A paciente Sorele não concordava com as queixas e revoltas do marido. A vida para eles não era, por certo, invejável. Lá isso não era! Podia, porém, ser pior, muito pior...
- "Pior do que isso, mulher, nunca"!, clamava Jacob, arrepelando-se, irritado.
- "Repara na apertura e no desconforto em que vivemos! Não cabemos nesta casa e não vejo como nem quando será possível arranjar outra melhor".
Um dia, afinal, a cidade foi visitada por um sábio famoso que o povo apelidara Baal Schem.
Sorele sugeriu, cheia de confiança, ao esposo:
- "Por que não vais ouvir o velho Baal Schem? Dizem que ele tem feito espantosos milagres. Possivelmente poderá auxiliar-nos".
Tal lembrança parecia traduzir uma providência fácil, acertada e feliz. Nesse mesmo dia, Jacob Simon foi ter à presença do santo rabi e desafiou o rosário interminável das suas queixas e misérias: que vivia num casebre triste e miserável e seu maior sonho era possuir uma casa ampla e espaçosa.
- "Meu filho", ponderou o sábio, cheio de paciência e bondade, "posso, realmente, com a valiosa proteção dos guias invisíveis, realizar prodigioso milagre em teu benefício. Serei capaz de transformar a tua casa, pobre e acanhada, num lugar amplo, claro e confortável. Para tanto torna-se indispensável que pronuncies, agora mesmo, um juramento: vais ter que jurar, pelo nome sagrado de Moisés, e pela memória de todos os profetas, que seguirás fielmente todas as minhas determinações".
- "Juro"!, declarou Jacob com voz firme e inabalável sinceridade.
- "Muito bem. Agora uma pergunta: Tens uma vaca, não é verdade"?
- "Sim, com efeito. Tenho uma vaca".
- "Leva, então, hoje mesmo, a vaca pra dentro da tua casa"!
- "A vaca para dentro de casa"!?
- "Senhor! Na casa em que moro mal cabem os meus filhos. Onde colocarei a vaca"?
- "Lembra-te, amigo, de teu juramento! Põe a vaca dentro de casa".
Não houve remédio. Era preciso obedecer cegamente ao milagroso conselheiro. Aquela vaca, sob o teto de seu lar representava uma tortura constante. O monstruoso animal quebrava, destruía e sujava tudo. Para que os vizinhos não envolvessem o caso com os impiedosos comentários ditados pelo ridículo, a delicada Solere conservava as janelas e portas cuidadosamente fechadas durante o dia.
Decorridos três dias, voltou Jacob, a alma vencida pelo desespero, à presença do Baal Schem.
Era preciso pôr termo, o mais depressa possível, àquela situação torturante!
- "Tens uma cabra"? indagou o sacerdote, à meia voz.
- "Sim".
- "Leva também a cabra para dentro de tua casa"! ordenou, sem hesitar, o prudente rabi.
A nova determinação do milagroso guia deixou Jacob sucumbido pelo desalento. A vaca, por si só, tornava a vida, dentro da casa, insuportável. A cabra e a vaca, juntas seriam uma calamidade! Que horror!
Antes de terminar a primeira semana, Jacob receando que o desespero o levasse à loucura, voltou a implorar o auxílio do santo e virtuoso conselheiro. Sentia-se esgotado; na sua casa não havia mais sossego; as crianças sofriam. Ele preferia morrer a continuar a viver daquela maneira miserável e anti-humana.
Disse, então, o santo milagroso:
- "Retira, então hoje a cabra. Amanhã, logo que o sol nascer, farás a mesma coisa com a vaca. Procederás, a seguir, a uma cuidadosa limpeza em tua casa, arrumando os móveis como se achavam. Ao cair da tarde irei visitar-te para ver realizado o milagre"!
No dia seguinte, o sábio encontrou o judeu risonho e satisfeito. Sentia-se perfeitamente feliz em companhia da meiga Solere e de seus quatro filhos.
- "Que tal"?, indagou Baal Schem.
- "Eis a verdade, ó Rabi! Livre da vaca e livre também da cabra, a nossa casa é uma delícia! Sinto-me bem dentro dela. Já podemos respirar e viver! Há até lugar de sobra para as crianças"!
Estava feito o prodigioso milagre.
Baal Schem transformara, numa casa ampla e confortável, o mísero casebre do judeu!


Bem hajam.

terça-feira, julho 30, 2013

Mestre lenhador

Um dos desportos tradicionais do Alasca é o corte de árvores. Há lenhadores famosos com um grande domínio, habilidade e energia no uso do machado. Um jovem que queria tornar-se também num grande lenhador, ouviu falar do melhor dos lenhadores do país e decidiu ir ao seu encontro.
Quero ser seu discípulo. Quero aprender a cortar árvores como você.
O jovem aplicou-se a aprender as lições do mestre. Depois de algum tempo, acreditou que o tinha superado. Sentia-se mais forte, mais ágil, mais jovem, estava seguro de vencer facilmente o velho lenhador. Assim desafiou o seu mestre a competir oito horas, para saber qual dos dois poderia cortar mais árvores.
O mestre aceitou o desafio, o jovem lenhador começou a cortar árvores com entusiasmo e vigor. Entre uma árvore e outra olhava o seu mestre, mas a maior parte das vezes encontrava-o sentado. O jovem voltava então as suas árvores. Seguro de vencer e sentindo pena pelo seu velho mestre.
Ao cair do dia e para grande surpresa do jovem, o velho mestre tinha cortado muito mais árvores que ele.
— Como era possível? — Surpreendendo-se — Quase todas as vezes que o observei, você estava a descansar! (…)
— Não, meu filho, eu não descansava. Estava a afiar o meu machado. Essa é a razão por teres perdido.
O tempo empregue a afiar o machado é valiosamente recompensado.
O reforço no processo de aprendizagem, que dura toda a vida, é como afiar o machado.

Continue a afiar o seu nesse sítio!


Bem hajam.

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Qualidade de Vida: Fluir no Tempo

“Ahhh.... como seria bom se o dia tivesse 30 horas” ... “Estou sem tempo”....”vivo a correr” ... “não vai dar tempo”... “tenho menos tempo hoje do que a uns tempo atrás”...e tantas outras frases que pronunciamos ou ouvimos dizer. Gerir o tempo tornou-se uma das tarefas mais imprescindíveis e difíceis nos tempos atuais, sendo uma das competência fundamental ainda não trabalhada de forma eficiente pela maioria dos profissionais no dia-a-dia. Gerir o próprio tempo tornou-se de tal forma um desafio, tal como aprender qualquer outra competência técnica e muitas vezes mais difícil. Administrar o tempo tem duas funções básicas: procura de eficácia no trabalho e melhorar a qualidade de vida. Este tema tem sido essencial na medida que cada vez mais existem pressões provindas de todos os lados para que as ações aconteçam e as atividades sejam realizadas de forma otimizada, assim como as mudanças na maneira de trabalhar e os imprevistos, que sendo cada vez mais frequentes provocam a necessidade de termos 30 horas no dia para que possamos resolver tudo o que necessitamos. Estas exigências geralmente tornam o nosso dia curto e cansativo, com elavado stresse, os nervos a flor da pele e a vontade de fugir, viajar, ou muitas vezes enfiar-se num buraco e ficar lá...quietinho, sem ninguém a incomodá-lo. Além de aprender a gerir melhor o nosso próprio tempo, temos de aprender a gerir o tempo alheio que tanto nos influencia. Gerir o tempo passa por alguns algumas habilidades fáceis de entender, mas de relativa dificuldade de aplicação. Ficam aqui três dias fundamentais: Procurar objetividade Saber chegar à raiz do que é importante, evitar sobrecargas desnecessárias ou perder-se em detalhes que não agregam valor. Definir prioridades Esta é talvez a habilidade mais difícil e também a mais importante para conseguir otimizar o tempo. Temos uma limitação natural de tempo (24 horas ao dia e 8 de trabalho) e uma quantidade de tarefas a desempenhar durante este tempo. Com a rotina acabamos por não exercitar a habilidade de filtrar o que é importante, aquilo que realmente é importante. Trabalhar prioridades significa filtrar, selecionar e definir os elementos que são imprescindíveis naquele dia ou naquela semana, ou seja, termos bem claro qual será a nossa prioridade ou prioridades, ter foco, direção. Delegar Dividir o fardo, contar com a ajuda das outras pessoas, evitando centralizar todas as decisões. Quem não consegue delegar acaba por carregar um peso excessivo e chega um ponto em que o trabalho simplesmente deixa de ser produtivo, surgindo o cansaço, desânimo e o stresse elevado que acaba por ser o fator principal de grande parta dos problemas e doenças psicossomáticas. Será pois importante, aprenda a dizer não e a delegar pedindo ajuda as pessoas que o rodeiam. Não assuma mais do que pode fazer, é preferível fazer menos mas com mais qualidade do que tentar abraçar o mundo e não conseguir o resultado desejado. Nunca prometa o que não pode cumprir, pois a força desse compromisso irá causar desgaste e sobrecarga. Cuide do seu estado mental e físico, desanuviando a sua cabeça com atitidades livres, relaxamento, meditação ou oração; descanse e faça exercício físico. A caminhada livre, sem competição e uma boa companhia, podem fazer milagres. Perceba que quando a sua mente esta mais tranqüila e seu corpo mais relaxado as tarefas fluem melhor. Permita-se a ter momentos de tranquilidade e descanso periodicamente. Gastamos cerca de 70 a 80% do nosso tempo com funções que não agregam valor de forma substancial à nossa vida, a resolver problemas menores perdendo de vista o que realmente é importante. Por fim, gerir o tempo deve considerar diversos outros pontos que devem ser considerados em relação a realidade de cada um. O ponto central é: desenvolva meios de ter uma melhor qualidade de vida. Afinal, a quem diga que vivemos apenas uma vez, assim sendo, procure viver o melhor que puder, mesmo que acredite que vivemos várias vidas. Bom trabalho e disfrute do tempo.

terça-feira, agosto 09, 2011

Aprendizagem acelerada


Qualquer pessoa pode aprender mais
e melhor se estiver "condicionada para aprender".
E este condicionamento é obtido a partir
das técnicas de relaxamento, que abrem
os "poros do subconsciente" para a memorização perfeita.
Na década de 60, o médico e educador búlgaro Georgi Lozanov fez uma descoberta interessantíssima, descobriu que há um "estado mental" propício para a aprendizagem e que qualquer aluno conduzido a esse estado mental aprende mais e melhor num espaço de tempo mais reduzido que o habitual.

Este estado mental foi denominado estado de vigília relaxada e é obtido quando o cérebro passa a operar na faixa de 8 a 12 ciclos por segundo, ou seja, quando o cérebro entra em "alfa".

Para baixar a frequência mental dos seus alunos, Lozanov experimentou começar as aulas com sessões de relaxamento bioenergético associado à música barroca. O resultado foi o melhor possível, pois os seus alunos, livres de tensão e do stresse, começaram a reflectir uma melhora substancial na percepção, processamento, memorização e recuperação das informações aprendidas. Principalmente na aprendizagem de língua estrangeira.

Nota: está cientificamente provado que 80% das dificuldades da aprendizagem estão relacionadas com o stresse e que, reduzindo-se o stresse, melhoramos a qualidade da aprendizagem.
Entusiasmado com os resultados, Lozanov resolveu utilizar a música (principalmente a música barroca, por causa das suas 60/70 batidas por minuto) como veículo da informação e passou a dividir a sua aula em três sessões bem definidas:

1ª parte) Relaxamento bioenergético (semelhante ao da tradição iogue)
2ª parte) Um concerto passivo, onde a matéria era lida de forma sugestiva para os alunos, tendo como fundo musical peças de Handel, Bach e Corelli 
3ª parte) Um concerto activo, onde a matéria era lida novamente, de forma sugestiva-expressiva, ao som de peças, como por exemplo, o Concerto nº 7 para violino e orquestra, de Mozart.

Lozanov acreditava - e isto veio a ser comprovado cientificamente - que a música mantém a informação (por ela canalizada) viva na consciência do aluno até à noite (nas primeiras horas do sono) quando, de facto ocorre, ocorre a aprendizagem. É exactamente nesta fase do sono que se abrem os poros que ligam o consciente ao subconsciente e onde todas as informações aprendidas (eficazmente), durante o dia, são transferidas para a memória de longo prazo.  Esta técnica de Lozanov foi denominada sugestopedia. Através dela, hoje em dia é possível aprender-se uma língua estrangeira em tempo recorde, no máximo em trinta dias, e memorizar capítulos inteiros da História Universal em poucos minutos, como fazem os alunos dos Supercamps americanos e outros similares ingleses e neozelandeses. Na realidade, entretanto, o factor musical na sugestopedia não apresenta uma grande novidade aos olhos do investigador curioso. Veja: as religiões (todas elas) sempre utilizaram a música como pano de fundo para "estimular a fé" nas pessoas. Há milénios se sabe que a música suave é profundamente relaxante. E é relaxante porque não cobra "acção intelectual", isto é, não exige raciocínio e isso faz baixar a frequência das ondas cerebrais,  sendo percebida pelo ouvido não havendo necessidade de ser "processada" de forma cansativa pela mente. Ora, isto é óptimo para "estimular" as emoções; e a fé, de certa forma, é uma emoção. É preciso que se entenda também, que o conceito de "informação" não abrange somente o campo da comunicação verbal ou visual; as emoções também são informações; a dor é uma informação, a sensação de frio ou calor também, o medo idem, etc.  Esta propriedade da música - a de carregar a informação de forma prazerosa - permite que a usemos como "veículo" para passarmos informações muito importantes ao cérebro. Esta técnica não se presta só à crianças pequenas; adolescentes e até adultos podem e devem usar esta propriedade da música. Por outro lado, sabe-se também que a nossa memória tem uma preferência pelas informações recheadas de prazer (quem não lembra do primeiro beijo, da primeira namorada). Todos memorizamos bem os eventos que dão muito prazer. E a música suave propicia este prazer. Também os velhos iogues já associavam a música aos seus exercícios de relaxamento com o propósito de conseguirem a "iluminação" que, no nosso caso, podemos entender como "aprendizagem". A aplicação prática da sugestopedia requer a participação de alguém experiente no processo e que funcione como monitor ou orientador. A aplicação autodidacta de tais técnicas não é recomendável, embora dela possamos tirar dois ou três pontos fundamentais que são de grande valia para quem quer aprender mais rápido e com mais eficácia. São eles:

1 - Uma breve sessão de relaxamento, antes de começar a estudar, pode aumentar em mais de 50% a retenção do conteúdo aula na memória; 
2 - A música barroca pode ser altamente eficaz durante o estudo quando funciona como pano de fundo;
3 - Fazendo relaxamento, usando a música barroca como suporte e explorando os recursos mnemónicos com certeza poderá livrar-se do stresse, que responde por 80% das dificuldades da aprendizagem, e dos riscos de vir a ter aquele terrível Bloqueio Mental por tensão.

domingo, maio 15, 2011

Sabedoria (A canoa)


Num lago de travessia difícil, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Numa das viagens iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito o advogado perguntou ao barqueiro: companheiro, você entende de leis? Não, respondeu o barqueiro. E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida!
A professora muito social entra na conversa: Senhor barqueiro, você sabe ler e escrever? Também não, respondeu o remador. Que pena! Condói-se a professora! Você perdeu metade da sua vida! Nisto chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O canoeiro preocupado, pergunta: vocês sabem nadar? Não! Responderam eles rapidamente.
Então é uma pena, concluiu o barqueiro. Vocês perderam toda a vossa vida!”
 
"Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes!" Paulo Freire
Pense nisto e valorize todas as pessoas com as quais contacte, pois cada uma delas tem algo diferente para nos ensinar...

quarta-feira, abril 20, 2011

O que a PNL oferece aos professores


Para os professores, a PNL oferece três importantes benefícios: 

1 - Fornece um novo modelo de como as pessoas aprendem. O entendimento exacto da  forma como o cérebro trabalha, pode ser comparada a um "Manual de Instruções" de um computador.
Sem o manual, sabe que o computador tem uma vasta memória e pode fazer coisas admiráveis.
Se fica a "tentar cegamente", eventualmente acaba por "tropeçar" nessas coisas admiráveis.
Mas com o manual, pode escolher exactamente o que pode fazer, e ter o computador a operar perfeitamente em todas as situações.
Em PNL, nós sabemos os programas (ou estratégias, para usar um termo da PNL) nos quais os estudantes excelentes tropeçaram acidentalmente: a estratégia que os soletradores exímios usam para memorizar palavras; a estratégia que leitores entusiastas usam para ler rapidamente os seus livros numa fracção de tempo e por ai a diante. 

2 - Todavia, o ser humano é mais do que um computador. 
Aprender e criar funcionam melhor quando a mente do estudante está livre da distracção, quando está em estado de calma e alerta quase meditativos. As pesquisas mostram que, ao conseguir que os estudantes relaxem no inicio de cada sessão de estudo, o seu rendimento aumentará 25%.
A PNL fornece-nos algumas maneiras notáveis de colocar os estudantes rapidamente naquele estado.

3 - Se a PNL apenas nos desse estas novas e poderosas formas de aprendizagem para os estudantes, já teria merecido o seu lugar no centro da revolução da aprendizagem. Mas a PNL fornece também um modelo inteiramente novo do que é o ensino, de como os professores mais eficazes são hábeis a criar o senso de "rapport" com os seus estudantes, de motivá-los e inspirá-los a alcançar o seu melhor.
Num mundo onde o professor compete com a TV, o vídeo-jogo e a cultura popular pela atenção do estudante, isto não é pouco. A PNL mostra como utilizar cada um dos seus movimentos e cada uma das suas palavras de maneira que ajudar o professor a conseguir com que os seus estudantes acreditem e se tornem “famintos” no aprender.  

A PNL não é uma técnica; é uma centena de técnicas no contexto adequado, que faz com que  tenham sentido. Este artigo dá apenas uma amostra das idéias das quais pode tirar partido.