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domingo, maio 10, 2015

Crenças e convicções que stressam

Crenças e convicções que stressam...

O Stress é muitas vezes resultado das crenças tradicionais que nos foram passadas desde tempos remotos, e que seguimos de forma inconsciente sem questionar a veracidade dos fatos.
Poderíamos denominar como as nossas, leis, normas e regras às quais nos obrigamos a seguir e que muitas vezes são a “forca” que criamos ao longo da vida, querendo sempre que isso aconteça e o pior é que isso não depende unicamente de nós mais da realidade á nossa volta, o que é muito desagradável, pois quando tal não acontece, automaticamente geramos sentimentos negativos que não nos facilitam a vida.
De acordo com o Academic Resource Center do Sweet Briar College dos EUA, eis algumas dessas "tradições", que servem de combustível para nos tentar "arrastar" de vez ao precipício.
Assim enumeramos essas “tradições” ou crenças irracionais:
  1. Devemos ser amados por todos, e todos, sem exceção, devem aprovar todos os nossos atos.
  2. Devemos ser absolutamente competentes, capazes, bem sucedidos, articulados, admiráveis, adequados e inteligentes, e o mais importante, conseguirmos respeito de todos em tudo que fizermos.
  3. Certas atitudes ou atos são errados, desprezíveis ou prejudiciais, e as pessoas que cometem tais ações deverão ser severamente punidas.
  4. Podemos considerar como uma verdadeira catástrofe quando as coisas não acontecem como gostaríamos.
  5. Infelicidade é o resultado de eventos estranhos, e acontecimentos que são dirigidos exclusivamente a nós e sobre os quais não temos nenhum controle.
  6. Devemos preocupar-nos com coisas que são perigosas ou que nos causam temor, e devemos fixar os nossos pensamentos em tais "eventos", até que o perigo tenha passado.
  7. É mais fácil evitar as dificuldades e responsabilidades da vida do que enfrentá-las.
  8. Precisamos de alguém ou algo mais forte que nós para nos dar confiança.
  9. Porque algo nos influenciou de forma marcante no passado, isto deve determinar o nosso comportamento presente: A influência do passado é uma espécie de determinismo e não pode ser desfeita.
  10. O que as outras pessoas fazem tem importância vital para nós, e devemos fazer todo esforço possível para mudá-las, para que então pensem como nós.
  11. Existe uma solução única e perfeita para todo e qualquer problema, e se não for encontrada, os resultados serão desastrosos.
  12. Seguir a tradição e suas regras, mitos, tabus e rituais, cada um desses pontos sem questionar, é coisa fundamental, pois os antigos sempre sabiam o que estavam a fazer.
  13. O sofrimento é o único e verdadeiro caminho necessário à nossa felicidade e sem ele não temos a menor hipótese de alcançarmos o contentamento nem a paz de espírito.
  14. Ser bem-sucedido significa conseguir alcançar um ponto onde nenhum outro jamais colocou os pés. Sem isso a felicidade é impossível.
  15. Ser perfeito é possível, afinal de contas, existem pessoas perfeitas, especialmente os gurus religiosos, que podem nos servir de guias.

Se por acaso, reconhece em si algumas destas crenças, saiba que todas elas são irracionais e as principais determinantes pela nossa visão negativa e limitadora da realidade. Vale a pena questioná-las e desembaraçar-se delas, pois caso contrário a sua vida será um martírio.

Continuem a procurar a felicidade. Se a vida é simples porque complicar!
Bem hajam

Miguel Ferreira

domingo, outubro 19, 2014

Crenças – as forças interiores

Esta história trata de um jovem príncipe que só não acreditava em três coisas. Não acreditava em princesas, ilhas e em Deus.
O seu pai, o rei, dissera-lhe que essas coisas não existiam. No reino do seu pai, não havia ilhas, princesas e nenhum sinal de Deus.
O jovem príncipe acreditava no pai.
Um dia, o príncipe fugiu do palácio para o país vizinho. Lá, para sua surpresa, de toda a costa avistou ilhas e, nestas ilhas, estranhas criaturas cujo nome nem sequer imaginava.
Enquanto procurava um barco na praia, um homem em trajes de gala aproximou-se dele.
- Aquelas ilhas são reais? - perguntou o jovem príncipe.
- Claro que são reais - respondeu o homem em trajes de gala.
- E aquelas estranhas e perturbadoras criaturas?
- São todas princesas autênticas e genuínas.
- Então, Deus também deve existir! - exclamou o príncipe.
- Eu sou Deus - replicou o homem em trajes de gala, curvando-se em reverência.
O jovem príncipe voltou para casa o mais depressa que pôde.
- Então está de volta - exclamou seu pai, o rei.
- Eu vi ilhas, vi princesas, eu vi Deus - disse o príncipe acusadoramente.
O rei permaneceu impassível.
- Não existem ilhas, nem princesas, nem um Deus de verdade.
- Eu vi-os!
- Diga-me como Deus estava vestido.
- Deus estava em trajes de gala.
- Estavam as mangas do casaco arregaçadas?
O príncipe lembrava-se de que estavam. O rei sorriu.
- Esse é o uniforme de um mágico. Foste enganado.
Com isto o príncipe retomou à terra vizinha e foi até a mesma costa, onde mais uma vez encontrou o homem em trajes de gala.
— Meu pai, o rei, disse-me quem é — disse o jovem príncipe indignado. — enganou-me da última vez, mas não o fará novamente. Agora sei que aquelas não são ilhas, nem princesas de verdade, porque é mágico.
O homem na praia sorriu.
- Estás enganado, meu rapaz. No reino do seu pai há muitas ilhas e muitas princesas. Mas estás sob a magia do teu pai, e por isso não podes vê-las.
O príncipe retomou a casa pensativo, e quando viu o seu pai, olhou-o nos olhos.
- Pai, é verdade que não é um rei de verdade, mas apenas um mágico? O rei sorriu e arregaçou as mangas.
- Sim, meu filho, sou apenas um mágico.
- Devo saber a verdade, a verdade acima da magia.
- Não há verdade acima da magia - disse o rei. O príncipe encheu-se de tristeza e disse:
- Vou-me matar.
O rei, por magia, fez a morte aparecer. A morte ficou em pé junto à porta e acenou para o príncipe real. O príncipe estremeceu. Ele lembrava-se das belas, mas irreais ilhas e das irreais, porém belas, princesas.
- Muito bem - disse ele. - Posso viver com isso.
- Vê, meu filho - disse o Rei. - Agora também começas a ser mágico.
(A Estrutura da Magia - Bandler)

sexta-feira, maio 10, 2013

Supere as suas Convicções limitadoras


Se existe alguém responsável pela forma como está a sua vida, esse alguém é você mesmo. Precisa acreditar que é você mesmo quem conquista o seu próprio êxito, que promove a sua própria mediocridade e que é você quem estabelece a sua própria batalha pelo prosperidade e pelo sucesso. Consciente ou inconscientemente trata-se sempre de você mesmo. Sabia que tudo que vivência está registrado no seu inconsciente? Tanto coisas as boas como as coisas ditas negativas. Tudo o que vivemos desde de bebés, até os dias de hoje está como que arquivado numa pasta na nossa memória e isso cria muitas limitações. Quando temos que tomar uma decisão a primeira pergunta que fazemos a nós mesmo é: Devo fazer isso? Dependendo do que se trata, dispara um alarme no nosso celebro, e o mesmo transmite sensações boas ou negativas. “Lembro-me dum exemplo duma paciente que referia que quando tinha três anos de idade, viu a sua tia a gritar de horror por causa duma barata voadora enquanto o seu avô esmagava ratos com a mão que retirava duma ratoeira. Até há pouco tempo esta paciente evitava limpar qualquer parte da casa em que houvesse hipóteses de encontrar alguma barata. Em processo terapêutico, percebeu que a sensação de medo ficou registrado no seu inconsciente. A partir dai, descobriu que poderia mudar qualquer convicção no seu inconsciente, conseguindo posteriormente efectuar a devida limpeza a todas as partes da casa.” Ninguém poe limitações a nós próprios, somos nós mesmo que as criamos, sempre para não voltar a sofrer as mesmas emoções negativas do passado. Por isso, muitas vezes deixamos de fazer as coisas certas, projectando de imediato o que poderá dar não funcionar ou nem sequer acreditamos na possibilidade e merecimento do resultado desejado. Todos nós temos sonhos. Todos nós queremos acreditar no fundo da nossa “alma”, que temos um dom especial, que somos capazes de fazer uma diferença, que podemos tocar os outros de um modo especial e que podemos fazer do mundo um lugar melhor. Em determinadas épocas da nossa vida, visualizamos a qualidade de vida que desejávamos. No entanto, para muitos, esses sonhos foram tão encobertos pelas frustrações e rotinas da vida cotidiana, onde deixou de haver esforço para realizá-los. Para grande maioria o sonho dissipou-se, e com ele, a vontade de moldar os nossos destinos. Se não acreditar realmente que poderá atingir os seus objetivos, ai já se sabotou a si próprio. Nem chegará a tentar. Estará a faltar-lhe a convicção que tornaria possível usar todo o seu potencial (capacidade) que está dentro de si mesmo. As nossas convicções são como ordens inquestionáveis, que nos dizem como são as coisas, o que é possível e o que é impossível, o que podemos fazer e o que não podemos. Essas convicções ou crenças modelam cada ação, pensamento e cada sentimento que experienciamos. Como resultado, mudar o nosso sistema de convicções é fundamental para realizar qual qualquer mudança real e duradora nas nossas vidas. Assim, será muito bom aprender que podemos desenvolver a convicção de que iremos atingir os nossos objetivos, isto, mesmo antes de tentar atingi-los, e com isso remar contra a “maré” que actualmente nos assola ao nosso redor.

Bem hajam e boas superações.

Miguel Ferreira

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Qualidade de Vida: Fluir no Tempo

“Ahhh.... como seria bom se o dia tivesse 30 horas” ... “Estou sem tempo”....”vivo a correr” ... “não vai dar tempo”... “tenho menos tempo hoje do que a uns tempo atrás”...e tantas outras frases que pronunciamos ou ouvimos dizer. Gerir o tempo tornou-se uma das tarefas mais imprescindíveis e difíceis nos tempos atuais, sendo uma das competência fundamental ainda não trabalhada de forma eficiente pela maioria dos profissionais no dia-a-dia. Gerir o próprio tempo tornou-se de tal forma um desafio, tal como aprender qualquer outra competência técnica e muitas vezes mais difícil. Administrar o tempo tem duas funções básicas: procura de eficácia no trabalho e melhorar a qualidade de vida. Este tema tem sido essencial na medida que cada vez mais existem pressões provindas de todos os lados para que as ações aconteçam e as atividades sejam realizadas de forma otimizada, assim como as mudanças na maneira de trabalhar e os imprevistos, que sendo cada vez mais frequentes provocam a necessidade de termos 30 horas no dia para que possamos resolver tudo o que necessitamos. Estas exigências geralmente tornam o nosso dia curto e cansativo, com elavado stresse, os nervos a flor da pele e a vontade de fugir, viajar, ou muitas vezes enfiar-se num buraco e ficar lá...quietinho, sem ninguém a incomodá-lo. Além de aprender a gerir melhor o nosso próprio tempo, temos de aprender a gerir o tempo alheio que tanto nos influencia. Gerir o tempo passa por alguns algumas habilidades fáceis de entender, mas de relativa dificuldade de aplicação. Ficam aqui três dias fundamentais: Procurar objetividade Saber chegar à raiz do que é importante, evitar sobrecargas desnecessárias ou perder-se em detalhes que não agregam valor. Definir prioridades Esta é talvez a habilidade mais difícil e também a mais importante para conseguir otimizar o tempo. Temos uma limitação natural de tempo (24 horas ao dia e 8 de trabalho) e uma quantidade de tarefas a desempenhar durante este tempo. Com a rotina acabamos por não exercitar a habilidade de filtrar o que é importante, aquilo que realmente é importante. Trabalhar prioridades significa filtrar, selecionar e definir os elementos que são imprescindíveis naquele dia ou naquela semana, ou seja, termos bem claro qual será a nossa prioridade ou prioridades, ter foco, direção. Delegar Dividir o fardo, contar com a ajuda das outras pessoas, evitando centralizar todas as decisões. Quem não consegue delegar acaba por carregar um peso excessivo e chega um ponto em que o trabalho simplesmente deixa de ser produtivo, surgindo o cansaço, desânimo e o stresse elevado que acaba por ser o fator principal de grande parta dos problemas e doenças psicossomáticas. Será pois importante, aprenda a dizer não e a delegar pedindo ajuda as pessoas que o rodeiam. Não assuma mais do que pode fazer, é preferível fazer menos mas com mais qualidade do que tentar abraçar o mundo e não conseguir o resultado desejado. Nunca prometa o que não pode cumprir, pois a força desse compromisso irá causar desgaste e sobrecarga. Cuide do seu estado mental e físico, desanuviando a sua cabeça com atitidades livres, relaxamento, meditação ou oração; descanse e faça exercício físico. A caminhada livre, sem competição e uma boa companhia, podem fazer milagres. Perceba que quando a sua mente esta mais tranqüila e seu corpo mais relaxado as tarefas fluem melhor. Permita-se a ter momentos de tranquilidade e descanso periodicamente. Gastamos cerca de 70 a 80% do nosso tempo com funções que não agregam valor de forma substancial à nossa vida, a resolver problemas menores perdendo de vista o que realmente é importante. Por fim, gerir o tempo deve considerar diversos outros pontos que devem ser considerados em relação a realidade de cada um. O ponto central é: desenvolva meios de ter uma melhor qualidade de vida. Afinal, a quem diga que vivemos apenas uma vez, assim sendo, procure viver o melhor que puder, mesmo que acredite que vivemos várias vidas. Bom trabalho e disfrute do tempo.

domingo, abril 01, 2012

NASCIMENTO DA EXCELÊNCIA: A CRENÇA


"O homem é o que ele acredita."
                                                                       Anton Tchecóv

No seu maravilhoso livro, Anatomy of an Illness, Norman Cousins conta uma instrutiva história sobre Pablo Casals, um dos maiores músicos do século vinte. É uma história de crença e renovação, e que todos nós podemos aprender com ela.
Cousins descreve o encontro com Casals, um pouco antes do nonagésimo aniversário do grande violoncelista. Diz ele que era doloroso olhar o velho homem quando começava o seu dia. A sua fragilidade e artrite eram tão debilitadoras que precisava de ajuda para se vestir. O Seu enfisema era evidente na difícil respiração, andando com um arrastar de pés, curvado, cabeça inclinada para a frente. As suas mãos eram inchadas, os seus dedos apertados. Parecia um homem muito velho, velho e cansado.
Antes mesmo de comer, foi até o piano, um dos vários instrumentos em que Casals se tornara perito. Com grande habilidade, ajustou-se na banqueta. Parecia para ele um terrível esforço levar os seus dedos inchados e cerrados até o teclado.
E, então, algo de muito milagroso ocorreu. De repente, Casals transformou-se completamente ante os olhos de Cousins. Entrou num estado cheio de recursos e, conforme o fez, a sua fisiologia mudou a tal ponto que começou a mover-se, e a tocar, produzindo no seu corpo e no piano resultados que só teriam sido possíveis num pianista saudável, forte e flexível. Como Cousins descreveu, os seus dedos abriram-se lentamente e acharam as teclas como os brotos de uma planta em direcção à luz do sol e ai as suas costas endireitaram-se.
Parecia respirar com mais facilidade". O simples pensamento de tocar piano mudava todo o seu estado, e assim a eficiência do seu corpo. Casals começou com uma peça do Cravo Bem Temperado, de Bach, com grande sensibilidade e controle. Atirou-se, então, ao concerto de Brahms, e os seus dedos pareciam correr sobre o teclado. "O seu corpo inteiro parecia fundido com a música", escreveu Cousins.
"Deixava de estar rijo e encolhido, ficando mais ágil, gracioso e completamente livre das suas torceduras artríticas." Quando se afastou do piano, parecia uma pessoa bem diferente da que se sentara para tocar.
Levantou-se erecto e mais alto e andou sem sinal de arrastar os pés.
Logo se dirigiu para a mesa do café, comeu com satisfação, e então saiu para dar um passeio pela praia.
Pensamos sempre em crenças no sentido de credos ou doutrinas e muitas crenças são isso mesmo. Contudo, no sentido básico, uma crença é qualquer princípio orientador, máxima, fé ou paixão que pode proporcionar significado e direcção na vida. Estímulos ilimitados estão disponíveis para nós. Crenças são os filtros pré-arranjados e organizados para as nossas percepções do mundo. São como comandos do cérebro. Quando acreditamos com convicção que alguma coisa é verdade, é como se mandássemos um comando para o nosso cérebro, de como representar o que está a ocorrer.
Casals acreditava na música e na arte. Foi o que deu beleza, ordem e nobreza à sua vida, e é o que poderia ainda proporcionar-lhe milagres diários. Por acreditar no poder transcendente da sua arte, ele estava fortalecido de uma forma que quase desafiava o entendimento. As suas crenças transformavam-no, diariamente, de um velho homem cansado num génio de vida. No sentido mais profundo, as suas crenças mantinham-no vivo.
Certa vez, John Stuart Mill escreveu: "Uma pessoa com uma crença é igual à força de noventa e nove que só têm interesses".
É por isso que as crenças abrem a porta para a excelência. A crença envia um comando directo para o seu sistema nervoso. Quando acredita que alguma coisa é verdade, você entra mesmo no estado de que aquilo deve ser verdade.
Tratadas desta maneira, as crenças podem ser as mais poderosas forças para criar o bem na sua vida.
Por outro lado, as crenças que limitam as suas acções e pensamentos podem ser tão devastadoras como as crenças cheias de recursos podem ser fortalecedoras. Através da história, as religiões têm fortalecido milhões de pessoas dando-lhes força para fazerem coisas que pensavam que não podiam. As crenças ajudam-nos a liberar os mais ricos recursos que estão bem dentro de nós, criando-os e dirigindo-os para apoiarem os nossos resultados desejados.

As crenças são os compassos e os mapas que nos guiam na direcção das nossas metas e nos dão a certeza de saber que lá chegaremos. Sem crenças ou a capacidade de entrar nelas, as pessoas podem ser totalmente enfraquecidas. São como um barco a motor sem o motor ou leme. Com crenças orientadoras fortes, você tem o poder de tomar medidas e criar o mundo no qual quer viver. As crenças ajudam-no a ver o que quer e energizam-no para obtê-lo.
De facto, não há força directora mais poderosa no comportamento humano do que a crença. Em essência, a história humana é a história da crença humana.
As pessoas que mudaram a história - Cristo, Maomé, Copérnico, Colombo, Edison ou Einstein - foram as que mudaram as nossas crenças.
Para mudar os nossos próprios comportamentos temos de começar a alterar as nossas próprias crenças. Se quisermos modelar excelência, precisamos aprender a modelar as crenças daqueles que alcançaram excelência.

Escolha as crenças em que quer acreditar e realize de forma mais fácil os seus objectivos.
Bem hajam.

Miguel Ferreira 

segunda-feira, julho 18, 2011

Crenças

Segundo Anthony Robbins, crenças, são percepções pré-formadas, pré-organizadas, que filtram a nossa comunicação interna, de uma maneira consistente.

Uma crença, portanto, é “qualquer princípio orientador, máxima, fé ou paixão que proporcione significado e direcção à nossa vida”. As crenças mais fortes são adquiridas na infância, afectando uma grande parte ou, às vezes, toda a vida adulta. Assim, se alguém ouve repetidamente a afirmação de que é desastrado, pode acabar por aceitar isso como verdade e formar a crença: "sou um desastrado". A partir de então, qualquer acção atrapalhada, mesmo aquela que possa ser cometida por qualquer pessoa, acaba por reforçar a sua crença, levando o indivíduo a aceitar-se desta maneira e a cometer mais actos desastrados.
De onde vem as crenças?
  1. Ambiente
  2. Acontecimentos
  3. Conhecimento
  4. Resultados passados
  5. Criação na sua mente da experiência que deseja no futuro
Mas e como mudamos as nossas crenças? Primeiro temos que querer mudar. Em segundo lugar, devemos ter uma crença que possa substituir a anterior e procurarmos comportamentos que sejam coerentes com a nova forma de pensar. Mas não basta crer, é preciso praticar.

terça-feira, junho 14, 2011

NASCIMENTO DA EXCELÊNCIA: A CRENÇA


"O homem é o que ele acredita."
                                                                       Anton Tchecóv

No seu maravilhoso livro, Anatomy of an Illness, Norman Cousins conta uma instrutiva história sobre Pablo Casals, um dos maiores músicos do século vinte. É uma história de crença e renovação, e que todos nós podemos aprender com ela.
Cousins descreve o encontro com Casals, um pouco antes do nonagésimo aniversário do grande violoncelista. Diz ele que era doloroso olhar o velho homem quando começava o seu dia. A Sua fragilidade e artrite eram tão debilitadoras que precisava de ajuda para se vestir. O Seu enfisema era evidente na difícil respiração, andando com um arrastar de pés, curvado, cabeça inclinada para a frente. As suas mãos eram inchadas, os seus dedos apertados. Parecia um homem muito velho, velho e cansado.
Antes mesmo de comer, foi até o piano, um dos vários instrumentos em que Casals se tornara perito. Com grande habilidade, ajustou-se na banqueta. Parecia para ele um terrível esforço levar os seus dedos inchados e cerrados até o teclado.
E, então, algo de muito milagroso ocorreu. De repente, Casals transformou-se completamente ante os olhos de Cousins. Entrou num estado cheio de recursos e, conforme o fez, a sua fisiologia mudou a tal ponto que começou a mover-se, e a tocar, produzindo no seu corpo e no piano resultados que só teriam sido possíveis num pianista saudável, forte e flexível. Como Cousins descreveu, os seus dedos abriram-se lentamente e acharam as teclas como os brotos de uma planta em direcção à luz do sol e ai as suas costas endireitaram-se.
Parecia respirar com mais facilidade". O simples pensamento de tocar piano mudava todo o seu estado, e assim a eficiência do seu corpo. Casals começou com uma peça do Cravo Bem Temperado, de Bach, com grande sensibilidade e controle. Atirou-se, então, ao concerto de Brahms, e os seus dedos pareciam correr sobre o teclado. "O seu corpo inteiro parecia fundido com a música", escreveu Cousins.
"Deixava de estar rijo e encolhido, ficando mais ágil, gracioso e completamente livre das suas torceduras artríticas." Quando se afastou do piano, parecia uma pessoa bem diferente da que se sentara para tocar.
Levantou-se erecto e mais alto e andou sem sinal de arrastar os pés.
Logo se dirigiu para a mesa do café, comeu com satisfação, e então saiu para dar um passeio pela praia.
Pensamos sempre em crenças no sentido de credos ou doutrinas e muitas crenças são isso mesmo. Contudo, no sentido básico, uma crença é qualquer princípio orientador, máxima, fé ou paixão que pode proporcionar significado e direcção na vida. Estímulos ilimitados estão disponíveis para nós. Crenças são os filtros pré-arranjados e organizados para as nossas percepções do mundo. São como comandos do cérebro. Quando acreditamos com convicção que alguma coisa é verdade, é como se mandássemos um comando para o nosso cérebro, de como representar o que está a ocorrer.
Casals acreditava na música e na arte. Foi o que deu beleza, ordem e nobreza à sua vida, e é o que poderia ainda proporcionar-lhe milagres diários. Por acreditar no poder transcendente da sua arte, ele estava fortalecido de uma forma que quase desafiava o entendimento. As suas crenças transformavam-no, diariamente, de um velho homem cansado num génio de vida. No sentido mais profundo, as suas crenças mantinham-no vivo.
Certa vez, John Stuart Mill escreveu: "Uma pessoa com uma crença é igual à força de noventa e nove que só têm interesses".
É por isso que as crenças abrem a porta para a excelência. A crença envia um comando directo para o seu sistema nervoso. Quando acredita que alguma coisa é verdade, você entra mesmo no estado de que aquilo deve ser verdade.
Tratadas desta maneira, as crenças podem ser as mais poderosas forças para criar o bem na sua vida.
Por outro lado, as crenças que limitam as suas acções e pensamentos podem ser tão devastadoras como as crenças cheias de recursos podem ser fortalecedoras. Através da história, as religiões têm fortalecido milhões de pessoas dando-lhes força para fazerem coisas que pensavam que não podiam. As crenças ajudam-nos a liberar os mais ricos recursos que estão bem dentro de nós, criando-os e dirigindo-os para apoiarem os nossos resultados desejados.

As crenças são os compassos e os mapas que nos guiam na direcção das nossas metas e nos dão a certeza de saber que lá chegaremos. Sem crenças ou a capacidade de entrar nelas, as pessoas podem ser totalmente enfraquecidas. São como um barco a motor sem o motor ou leme. Com crenças orientadoras fortes, você tem o poder de tomar medidas e criar o mundo no qual quer viver. As crenças ajudam-no a ver o que quer e energizam-no para obtê-lo.
De facto, não há força directora mais poderosa no comportamento humano do que a crença. Em essência, a história humana é a história da crença humana.
As pessoas que mudaram a história - Cristo, Maomé, Copérnico, Colombo, Edison ou Einstein - foram as que mudaram as nossas crenças.
Para mudar os nossos próprios comportamentos temos de começar a alterar as nossas próprias crenças. Se quisermos modelar excelência, precisamos aprender a modelar as crenças daqueles que alcançaram excelência.

Escolha as crenças em que quer acreditar e realize de forma mais fácil os seus objectivos.
Bem hajam.
Miguel Ferreira 

(extraido do livro Poder Sem Limites - Anthony Robbins)

terça-feira, maio 31, 2011

Crenças Limitadoras


Era uma vez uma gaivota que pôs um ovo num galinheiro e depois teve que voar para longe. As galinhas chocaram o ovo e adoptaram a pequena gaivota como se fosse uma delas. A pequena gaivota foi crescendo e fazia como todas as outras: andava pelo galinheiro, debicava o chão, imitava as outras em tudo. Mas um dia viu uma gaivota a voar no céu. Excitada chamou a atenção das outras galinhas para aquele objecto estranho e nunca visto. Ninguém lhe ligou e continuaram indiferentes. Mas a pequena gaivota estava com pulos no coração e insistiu, insistiu: vejam aquela coisa, que espectáculo, também gostava de fazer. Deixa-te disso, disseram as galinhas, aquilo não é para nós. Nós não voamos, somos galinhas! Come e cala-te! A história pode ter dois finais:

A) A pequena gaivota conformou-se, continuou a debicar o chão e nunca voou, apesar de estar apetrechada para isso :-(

B) A pequena gaivota respirou fundo e acreditou nos pulos do seu coração. Um pouco afastada das outras galinhas começou a ensaiar pequenos voos. Falhou nas primeiras tentativas mas persistiu no seu sonho, apesar dos risinhos de algumas galinhas. Por fim conseguiu voar, aproveitou uma abertura na porta do galinheiro e lançou-se no ar. :-)

Cada um que escolha as suas "galinhas" que quer transformar em "gaivotas".
Na realidade, todos temos uma gaivota dentro de nós que quer voar!
Mas muitas vezes escolhemos ouvir as galinhas (crenças limitadoras) da nossa vida! Podem ser a nossa família, a sociedade, religião, etc... Algo em que escolhemos acreditar! Se acreditas que não podes voar! Então nunca irás voar! Se escolhes voar? Tenta, tenta muito. Falha, falha muito. Mas acredita que vais voar! E um dia! Um dia isso vai acontecer...

Bem hajam e bons voos.
Miguel Ferreira
Psicopedagogo Clínico,
Master Practitioner Trainer em Programação Neurolinguística (PNL).

segunda-feira, abril 11, 2011

Metáfora (Crenças)

Era uma vez um jovem príncipe que só não acreditava em três coisas. Não acreditava em princesas, ilhas ou em Deus.
O seu pai, o rei, lhe dissera que essas coisas não existiam. No reino do seu pai, não havia ilhas, princesas e nenhum sinal de Deus.
O jovem príncipe acreditava no pai.
Um dia, o príncipe fugiu do palácio para o país vizinho. Lá, para sua surpresa, de toda a 
costa ele avistou ilhas e, nestas ilhas, estranhas criaturas cujo nome ele sequer imaginava.
Enquanto procurava um barco, um homem em trajes de gala aproximou-se dele na praia.
- Aquelas ilhas são reais? - perguntou o jovem príncipe.
- Claro que são reais - respondeu o homem em trajes de gala.
- E aquelas estranhas e perturbadoras criaturas?
- São todas princesas autênticas e genuínas.
- Então, Deus também deve existir! - exclamou o príncipe.
- Eu sou Deus - replicou o homem em trajes de gala, curvando-se em reverência.
O jovem príncipe voltou para casa o mais depressa que pôde.
- Então está de volta - exclamou o seu pai, o rei.
- Eu vi ilhas, vi princesas, eu vi Deus - disse o príncipe acusadoramente.
O rei permaneceu impassível.
- Não existem ilhas, nem princesas, nem um Deus de verdade.
- Eu os vi!
- Diga-me como Deus estava vestido.
- Deus estava em trajes de gala.
- Estavam as mangas do casaco arregaçadas?
O príncipe se lembrava de que estavam. O rei sorriu.
- Esse é o uniforme de um mágico. Foi enganado.
Com isso o príncipe retomou à terra vizinha e foi até a mesma costa, onde mais uma
vez encontrou o homem em trajes de gala.
— Meu pai, o rei, disse-me quem é — disse o jovem príncipe indignado. —  enganou-me da 
última vez, mas não o fará novamente. Agora sei que aquelas não são ilhas, nem princesas 
de verdade, porque  é mágico.
O homem na praia sorriu.
- É quem está enganado, meu menino. No reino de seu pai há muitas ilhas e muitas 
princesas. Mas está sob a magia de seu pai, e por isso não pode vê-las.
O príncipe retomou à casa pensativo, e quando viu o seu pai olhou-o nos olhos.
- Pai, é verdade que não é um rei de verdade, mas apenas um mágico? O rei sorriu e 
arregaçou as  mangas.
- Sim, meu filho, sou apenas um mágico.
- Devo saber a verdade, a verdade acima da magia.
- Não há verdade acima da magia - disse o rei. O príncipe encheu-se de tristeza e disse:
- Vou-me matar.
O rei, por magia, fez a morte aparecer. A morte ficou em pé rui porta e acenou para o 
príncipe real. O príncipe estremeceu. Ele se lembrava das belas, mas irreais ilhas e das 
irreais, porém belas, princesas.
- Muito bem - disse ele. - Posso viver com isso.
- Vê, meu filho - disse o Rei. - Agora também começa a ser mágico.