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segunda-feira, janeiro 30, 2017

O caso do Abacaxi

João trabalhava numa empresa há muitos anos. Era um funcionário sério, dedicado, cumpridor das suas obrigações e, por isso mesmo, já com 20 anos de casa.
Um belo dia, procurou o dono da empresa para fazer uma reclamação:
– Patrão, tenho trabalhado durante estes 20 anos na empresa com toda a dedicação, só que me sinto injustiçado. O Luis, que está connosco há somente três anos, está a ganhar mais do que eu e foi promovido para um cargo superior ao meu.
Ao que lhes respondeu o patrão – João, foi muito bom vir aqui. Antes de tocarmos neste assunto, tenho um problema para resolver e gostaria da sua ajuda. Quero dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina existe uma quinta. Por favor, dirija-se e verifique se eles têm abacaxi.
De contra gosto e até um tanto indignado pelo estranho pedido, o funcionário foi e voltou quase uma hora depois, pois tinha aproveitado para fumar, tomar café na pastelaria da esquina e conversar com alguns conhecidos que passavam.
Retornou e foi à sala do patrão:
– Então João?
– Verifiquei como o senhor me mandou. Eles têm abacaxi.
– E quanto é que custam?
– Isso não perguntei! Disse ele.
– Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários?
– Isso também eu não perguntei.
– Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi?
– Não sei, não…
– Muito bem, João. Sente-se nesta cadeira e aguarde um pouco.
O patrão pegou no telefone e mandou chamar o Luis. Deu-lhe a mesma orientação que dera a João:
– Luis, quero dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quinta. Dirija-se lá e verifique se eles têm abacaxi, por favor.
Luis saiu para cumprir a sua missão e, em oito minutos, voltou.
– E então? Indagou o patrão.
– Eles têm abacaxi, sim, e em quantidade suficiente para o nosso pessoal. Se o senhor preferir tem também laranja, banana e melão. O abacaxi custa €1 cada, a banana e o melão são €0,75 o quilo, e a laranja €0,60 o quilo. Mas como eu disse que a compra seria grande, eles deram-me 15% de desconto. Assim, aproveitei e já deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo – explicou o Luis.
Agradecendo as informações Luis! E então o patrão dispensou-o. Voltou-se para o João que permanecia sentado ali e perguntou-lhe:
– João, o que era mesmo que me estava a dizer?
– Nada de sério, depois falarei consigo. Esqueça. Com licença. E João deixou a sala.

Bem hajam,


Miguel Ferreira

segunda-feira, novembro 24, 2014

Curso Comunicação e Liderança



Programa: http://www.projectointervir.org.pt/comunicaccedilatildeo-e-lideranccedila.html

Inscrições: http://www.esecs.ipleiria.pt/Paginas/conteudo.aspx?cid=24710&type=News

domingo, julho 06, 2014

O Verdadeiro Poder

Era uma vez um guerreiro, famoso pela sua invencibilidade na guerra. Era um homem extremamente cruel e, por isso, temido por todos. Quando se aproximava duma aldeia, os moradores saiam a correr para as montanhas, onde se escondiam do malvado guerreiro. Subjugou muitas aldeias.
Um certo dia, alguém o viu aproximar-se com o seu exército, numa pequena aldeia onde viviam alguns agricultores e entre eles um velhinho, muito sábio.
Quando o povo escutou a terrível notícia da aproximação do guerreiro, trataram de juntar o que podiam e fugir rapidamente para as montanhas. Só o velhinho ficou para trás. Ele já não podia fugir. O guerreiro entrou na aldeia e foi cruel, incendiando as casas e matando alguns animais soltos pelas ruas.
Até que chegou na casa do velhinho... E sem piedade, foi dizendo ao velhinho que os seus dias tinham chegado ao fim. Mas, que lhe concederia um último desejo, antes de passá-lo pelo fio da sua espada. O velhinho pensou um pouco e pediu que o guerreiro fosse com ele até ao bosque e ali lhe cortasse um galho duma árvore. O guerreiro achou aquilo ridículo. -"Este velho deve estar senil. Que último desejo mais idiota." Mas, se esse era o último desejo do velhinho, tinha que atendê-lo. E lá foi o guerreiro até o bosque e com um golpe da sua espada, cortou um galho duma árvore.-" Muito bem" disse o velhinho.
-"O senhor cortou o galho da árvore. Agora, por favor, coloque esse galho na árvore outra vez." O guerreiro deu uma grande gargalhada, dizendo que o velho devia estar louco, pois toda a gente sabe que isso já não era possível, colocar o galho cortado na árvore outra vez. O velhinho então respondeu-lhe:

- "Louco é você que pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar, esse não tem poder. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que faz reviver o que parece morto. Essa pessoa tem verdadeiro poder". 

(autor desconhecido)

Clic aqui para ver a nossa Agenda de Cursos

domingo, fevereiro 02, 2014

Motivação: O problema da “cenoura”

Na natureza humana, existe uma forte tendência de motivar através de recompensas, “fazes isto e eu dou-te aquilo”, acontecendo nos diversos contextos da vida social, organizacional e educacional. Contudo, os bonus financeiros e outras premiações não trazem necessariamente motivação e, podem até acarretar efeitos negativos.
A maioria dos esquemas motivacionais é baseada no enfoque da cenoura – um desempenho excepcional é recompensado. Esta é a base de todos os esquemas de bónus, financeiros e de outros incentivos. Parece razoável recompensar alguém, como agradecimento pelos serviços prestados, acima e além de suas obrigações. Há um forte argumento, contudo, no sentido de que as recompensas motivam só em circunstâncias limitadas, e podem até ser contraprodutivas.
Sito estes autores, McDermott e O’Connor (2000), que referem algumas razões pelas quais uma recompensa extra e mais bónus são ineficazes e podem ser desmotivadores: recompensas oferecidas não são o que as pessoas valorizam. A maior parte das recompensas não é financeira e, contrário ao conceito geral, o dinheiro não aparece na lista dos três valores que as pessoas mais prezam; As recompensas podem azedar as relações, e frequentemente não fazem nada pela colaboração e cooperação das equipes. Em particular, naquelas épocas em que as recompensas rareiam, e somente uma pessoa ou equipe pode ganhar, cria-se uma luta ao invés de cooperação; Por fim, as recompensas podem transformar as tarefas em meios para o fim. Se for prometida uma recompensa por uma tarefa, faz sentido terminá-la o mais rápido e urgente possível. A pessoa tenderá a evitar as partes mais difíceis da tarefa devido ao alto risco de falhas, desestimulando a criatividade.

Bem hajam e cuidado com as recompensas que oferecem, 

sábado, maio 25, 2013

Você é importante

Um certo homem fazia parte de um grupo. Participava activamente duma grande parte das actividades sociais do mesmo. Porém um dia permitiu ser dotado de um sentimento de "inutilidade" e distanciou-se do grupo. O líder deste grupo sentiu a sua falta e para todos aos quais o líder interpelava diziam não saber do destino daquele homem. O líder resolveu, então, ir até a casa daquele cidadão. Bateu à porta e para sua surpresa quem o atendeu era justamente o tal "homem desaparecido". O líder entrou e sentou-se ao lado do homem em frente ao calor de uma lareira. Ficaram ali por alguns instantes sem se falarem e apenas a observar a madeira a transformar-se em brasas. Foi aí que o sábio líder escolheu a brasa que em mais ardência se encontrava e retirou-a da lareira, colocou-a no chão e em poucos minutos a brasa, outrora incandescente, transformara-se num pedaço de madeira gélido. A seguir, pegou a tal madeira gélida e devolveu para junto das outras brasas. Em segundos a madeira foi tomada pelo calor das demais e voltou a ser a brasa mais incandescente da lareira. O líder olhou para os olhos do homem, sorriu e foi em direcção à porta.
 
O homem toca nas costas do líder e diz: “Irei consigo!”

Pense nisto…

Miguel Ferreira

segunda-feira, julho 18, 2011

Líderes nível 5

Jim Collins, no seu último livro, intitulado Empresas Feitas para Vencer (Editora Elsevier), pesquisou empresas que nasceram como empresas boas e se tornaram empresas óptimas. Adoptando uma metodologia séria e detalhada, ele e a sua equipa perceberam características comuns nas “Empresas Feitas para Vencer”.

A mais marcante é a liderança: a maioria absoluta das empresas tinham líderes modestos, mas determinados; humildes mas corajosos, com ambição direcionada para a empresa e não para o seu lado pessoal, com consciência de que o sucesso pessoal/profissional será resultado do sucesso da organização em que está inserido. Chamou-lhes de líderes nível 5.
Para entender melhor, está em baixo a classificação criada por Collins e a sua equipa para os líderes das empresas:

Nível 5 – Líder Excelente
Constrói excelência através da humildade pessoal e determinação profissional.

Nível 4 – Líder Eficiente
Tem um alto grau de comprometimento. Tem visão e estimula os seus funcionários a produzirem mais.

Nível 3 – Gerente Competente
Organiza pessoas e recursos para que os resultados sejam atingidos.

Nível 2 – Membro da equipe que contribui
Contribui com a sua capacidade individual para que o grupo cresça e seja capaz de alcançar os seus objetivos.

Nível 1 – Indivíduo altamente capaz
Contribui individualmente, através de seu talento, conhecimento e bons hábitos de trabalho.

O caminho para se tornar um grande líder está no livro !

terça-feira, julho 12, 2011

LIDERANÇA E COACHING EXECUTIVO


Segundo Colin Powell (Secretário de Estado dos Estados Unidos, no governo do presidente George W. Bush, 2001 a 2005), alcança-se a excelência como líder quando se segue a um em todas as partes, mesmo que só seja por curiosidade.
A liderança é um talento fundamental em qualquer empresa, e o que está plenamente demonstrado é que este talento especial se pode aprender. Isto é, um líder não nasce, faz-se. O que acontece muitas vezes é que os altos directores não têm referências ou modelos onde aprender, navegando por intuição, na tentativa de dirigir as suas equipes e departamentos sem um rumo claro e definido.
Aprende-se das experiências às vezes dolorosamente, redefinindo as estratégias, num processo que pode levar-lhes toda a sua vida profissional. Por isso, é cada vez mais necessário no mundo da empresa que estes gerentes ou directores-gerais ou departamentais contactem com uma assessoria especializada, num processo onde possam descobrir e treinar essas concorrências de liderança num ambiente seguro, para depois levá-las à prática na sua realidade empresarial. Encontramos aqui o coaching executivo.

O QUE TEM QUE APRENDER UM LÍDER?

Jim Kouzes, considerado um dos mais prestigiosos Coaches executivos do mundo, depois de 20 anos de trabalho e estudo em coaching com líderes de empresas em todos os continentes, concluiu que a característica principal que todos procuram e admiram num líder é a CREDIBILIDADE. Isto é, fazer o que diz que vai fazer. Porque se não acreditamos no mensageiro, não acharemos a mensagem.

E como consegue um líder este prezado tesouro que é a credibilidade pessoal ante os seus superiores, subordinados, clientes e provedores? Em primeiro lugar, é básico que o líder clarifique as suas crenças e valores, a sua visão e missão da empresa. Se não sabe o que quer, dificilmente transmitirá aos demais uma mensagem clara e firme. Se não sabe qual é a visão da companhia, aonde se deseja dirigir, também não saberão os seus subordinados, e criará sempre à sua volta uma imagem de insegurança.

Primeiro é fundamental, o líder clarificar quais são os seus valores mais importantes, e como se reflectem no seu dia-a-dia profissional dentro da companhia. Se uma empresa está a provocar prejuízos no meio ambiente com a produção de seus produtos, e o director-geral tem entre os seus valores o desenvolvimento sustentável, deverá planear a sua continuidade na empresa, ou lutar para resolver este desencontro.

Em segundo lugar, o líder deve alinhar as suas próprias acções e decisões com seus valores, crenças, missão e visão da companhia. Não bastam apenas as palavras bonitas, é necessário actuar de acordo com o que se disse. Com estes dois passos, o líder começa a caminhar com passo firme para a excelência.

Por último, o líder do século XXI deve conhecer e entender as pessoas que o rodeiam, valorizar as suas opiniões e diversidade, acreditar no seu talento e capacidade inclusive mais do que eles, inspirar-lhes com paixão, reconhecimento, ao mesmo tempo em que exigindo-lhes maiores desafios. O líder deve colocar desafios altos nas suas equipas, pois as pessoas, acima de remunerações económicas, o que procuram são desafios, projectos nos quais encontrem o reconhecimento pessoal.

O caminho mais rápido e eficaz para aprender todas estas habilidades que conduzem à credibilidade pessoal e à verdadeira liderança, é um processo de coaching executivo, evitando assim ter de aprendê-lo durante anos e a base de experiências erróneas.
O coaching com a PNL têm-se manifestado com um dos métodos mais eficáses.

terça-feira, maio 31, 2011

Como se organiza para liderar


Penny Tompkins e James Lawley

O mau líder é aquele que as pessoas desprezam.
O bom líder é aquele que as pessoas elogiam.
O grande líder é aquele que as pessoas dizem "Nós fizemo-lo".
(parafraseado de Lao Tzu)

Hoje em dia muito se fala sobre liderança no mundo empresarial. Será que é por isso que o conceito de liderança é um dos mais difíceis de definir? Esse artigo combina a PNL com outras abordagens para explorar as substantivações que rotulamos como liderança e administração.
Combinando o conceito de Produtor, Gerente e Líder de Stephen Covey com o modelo dos Níveis Neurológicos de Robert Dilts, encontraremos um excelente modelo que nos poderá ajudar a criar uma maneira útil de acompanhar e liderar a comunidade empresarial, permitindo introduzir as ideias de "papéis funcionais" e "níveis de processo" numa linguagem facilmente assimilada em qualquer ambiente organizacional. A relação entre a organização, o papel funcional e os indivíduos pode ser expressa esquematicamente como:

Organização
Função
Indivíduo
Cultura
Líder
Crenças e valores
Processos
Gerente
Capacidades
Produção
Produtor
Comportamento

Bem no início dos treinos, apresentamos estas ideias para que proporcionem um excelente ponto de partida para explorar a questão: "O que é um líder?" Estas ideias também fornecem uma estrutura que pode ser comparada e contrastada com outros modelos. Há uma variedade de exercícios (muitas vezes utilizando a classificação espacial) que podem ajudar as pessoas a terem uma representação completa de cada função. Elas podem, então, analisar se as funções estão relacionadas ao contexto, o tempo que elas atribuem a cada função e os efeitos sobre aqueles ao seu redor. O nosso objectivo é que os participantes compreendam que têm escolha sobre as suas acções e no aumento da flexibilidade comportamental.
Um dos aspectos mais úteis desse modelo é identificar como os níveis mais elevados impactam sobre os níveis mais baixos e vice-versa. Descobrimos que uma meta consistente dos indivíduos e das organizações é semelhante a operar com todos os níveis alinhados.
Abaixo está um artigo que introduz estas ideias sem usar a linguagem da PNL. Foi publicado pela primeira vez de forma resumida na revista The Know, publicada pela Excel Communications (HRD) Ltd.
Uma resposta comum à pergunta "Qual é a diferença entre um produtor, um gerente e um líder?" é "os produtores produzem, os gerentes administram e os líderes... bem, dizem às pessoas o que fazer."
Essa resposta pode ter sido correcta no passado. No entanto, com a sempre crescente mudança tecnológica, a contínua redução do tempo em que as empresas permanecem como entidades, e com os factores de transformação ambiental, político e social que mudam de um dia para o outro, isto já não é bem assim.
Todas as definições antigas, rígidas e práticas de trabalho, estão a dar lugar a novos paradigmas da organização, da força de trabalho e mais definitivamente da liderança.

Pensamento limitador

Ao pensar nas pessoas como produtores, gerentes ou líderes deixamos escapar o que é realmente importante. Estas são funções que todos precisamos desempenhar em diferentes épocas e em diferentes situações. Quando ocupamos habitualmente qualquer uma destas funções, limitamo-nos... e aos outros.
Adoptar esta nova perspectiva leva-nos a perguntar: "Qual a função mais apropriada para que se dê uma maior contribuição numa determinada situação, num determinado momento?"
As decisões e as acções que se tomam baseados na resposta a esta questão são passíveis de terem consequências profundas para si e para a sua organização. Então vamos olhar estas funções mais detalhadamente.

A função Produtor

O Produtor está preocupado principalmente em gerir o seu próprio comportamento para fazer mudanças no ambiente externo. Noutras palavras, os Produtores focam-se no resultado e podem usar ferramentas para aumentar a produtividade. Enquanto eu estiver sentado, a escrever ao computador a escrever este artigo, eu estou no modo Produtor. No aspecto negativo, os Produtores raramente delegam e, portanto, estão limitados pela quantidade que eles próprios podem fazer, podendo ficar sobrecarregados e muitas vezes ressentidos com uma suposta falta de apoio. Os Produtores são, por vezes, conhecidos por dizer: "É mais rápido fazer sozinho do estar a explicar a alguém como fazê-lo."

A função Gerente

O Gerente está focado em gerir as capacidades das pessoas e dos sistemas em que está envolvido. Como diz Stephen Covey: "Os gerentes entendem a necessidade da estrutura e dos sistemas – particularmente o treino, a comunicação, a informação e os sistemas de remuneração – e a necessidade dos procedimentos e das práticas padrões. Grande parte da produção pode ser feita no piloto automático. Os Gerentes tendem a focar-se na eficiência ao invés da eficácia - fazer certo as coisas em vez de fazer as coisas certas."

A função do Líder

O Líder está interessado em alinhar as crenças e os valores das pessoas com os objectivos gerais e a visão da organização. Na função como Líder, pode efectuar mudanças ao fornecer orientação, ao colocar um exemplo, ao motivar por inspiração, por formar equipas com base no respeito e na confiança. Um Líder está focado em resultados em vez de métodos, sistemas e procedimentos. Os Líderes perguntam-se "Qual é a finalidade?" e "Quais são as consequências para o sistema como um todo?"
Muitas pessoas que trabalham por conta própria estão a aprender a importância de alocar um tempo suficiente para elas mesmas executarem cada função. Sem um Produtor nada é feito. Sem um Gerente, tempo e recursos preciosos são desperdiçados. Sem Liderança, o Produtor e o Gerente oscilam de um objectivo a curto prazo para outro, muitas vezes esvaziando o reservatório de motivação no processo.
Assim, desempenhar estas funções não é sobre a posição que ocupa, é sobre a sua capacidade de se mover entre elas. Quanto mais alto na estrutura organizacional, mais influência potencial tem, mas está a exercer esta influência como um Produtor, um Gerente ou um Líder? Deixe-me contar sobre o George...

Santo George!

George era um operador de máquinas experiente. Era o tipo de pessoa que não se prestava atenção. Só depois dum desastre no seu bloco habitacional é que as suas qualidades foram reconhecidas e, mais tarde, utilizadas.
Houve um incêndio no qual morreram os três filhos de um casal que também perdeu todos os seus pertences... tudo. Estavam desolados e em estado de choque. Sem fazer alarde e despretensiosamente, George contactou os serviços sociais e organizou o apoio para estas pessoas: um lugar para ficarem, vizinhos para ajudarem e uma colecta por toda cidade para repor os seus pertences queimados.
As crianças do bairro queriam contribuir em memória dos amigos que tinham morrido e vieram falar com George. Este sugeriu que formassem equipas e se mobilizassem para limpar a área e reparar o parque infantil. Todos eles fizeram isto e o espírito de comunidade, gerado e estimulado como resultado das acções do George, fez do loteamento um lugar mais feliz e mais seguro para todos.
De volta ao trabalho, George recebeu a admiração dos seus colegas. Logo foi inscrito num curso de treino para operador qualificado. E a última vez que sobre dele, estava como o encarregado principal da fabricação de máquinas. Assim, o Produtor George também foi o Líder George e agora é o Gerente George. George ainda é o George. O que mudou para liberar as suas habilidades latentes foi o contexto. Este por sua vez influenciou as atitudes e um círculo virtuoso foi criado.

Vazando valores e liderando os valores

Outro exemplo, de um fabricante escocês, irá mostrar a influência subtil, porém poderosa, que a aplicação destas funções pode ter em toda uma empresa.
Diversas válvulas fornecidas às plataformas do Mar do Norte estavam a vazar por defeito nos anéis de vedação. Uma plataforma teve de parar completamente a produção e outras pareciam propensas a seguirem o mesmo caminho. Eram necessárias, rapidamente, novas válvulas de reposição a para preservar a reputação da empresa e manter os pedidos no futuro.
Toda a força de trabalho foi convidada a mudar para um sistema de turnos de 24 horas para fabricar as válvulas de reposição. Isto incluiu a Direcção que se juntou à equipe da produção no chão de fábrica. Às vezes, os trabalhadores do chão de fábrica podiam ser vistos a mostrar aos Directores o que fazer, sugerindo a melhor forma para concluir o trabalho. As válvulas foram produzidas em tempo recorde, a empresa obteve um aumento nos pedidos e tornou-se líder mundial neste campo.
Podemos notar que, neste caso os Directores tornaram-se Produtores e os operadores de máquinas tornaram-se Gerentes. Bem, então quem eram os Líderes?

Administração de crise ou liderança com princípios

Num certo nível, este exemplo pode ser visto como "combate ao incêndio" ou "administração de crise", a menos que olhe para as consequências mais profundas.
  • Em primeiro lugar, nesta parte da Escócia em meados da década de 1970, a mão-de-obra não estava acostumada a ver os Directores, muito menos trabalhar ao lado deles como uma equipa.
  • Em segundo lugar, o fornecedor responsável pelos anéis defeituosos não foi repreendido. Em vez disso, receberam apoio para planear melhores procedimentos para garantir que o produto fosse fabricado segundo as normas de qualidade exigidas.
  • Em terceiro, a atitude dos trabalhadores com os "chefes" e com toda a empresa mudou visivelmente após este episódio. As crenças e os valores dos Directores, embora nunca documentados ou descritos anteriormente, foram visivelmente demonstrados. Isto por sua vez influenciou as crenças e os valores de todos os trabalhadores. E foi apenas o começo do novo modo dos Directores desta empresa manifestarem a sua função como Líderes.
A empresa nunca mais teve este problema e, na década seguinte, pode orgulhar-se de possuir as melhores relações de trabalho de todas as indústrias da região.

CQT ou LCQ?

A administração de crises geralmente produz cinismo e desaprovação. Então, qual foi a diferença que fez a diferença neste caso? Para nós, foi a intenção, o compromisso e a congruência (alinhamento dos valores) daqueles mostrando a liderança. Neste exemplo, toda a força de trabalho foi influenciada sem um único seminário de Controle da Qualidade Total (CQT) ou um regulamento bem definido.
É óbvio que os programas de controle de qualidade são valiosos, e nós mesmos já nos envolvemos em alguns deles. No entanto, é nossa opinião de que esses programas irão terminar em slogans vazios se uma Liderança Consistente em Qualidade (LCQ!) não for demonstrada.

Excelentes líderes

Para saber a diferença entre um Produtor, um Gerente e um Líder, pode começar a perguntar-se: "Qual é AGORA a função mais adequada?" Todos nós temos o potencial para assumir as três funções. No entanto, será que tem a capacidade de reconhecer quando uma função é exigida e ser capaz de mudar de acordo com a sua vontade?
Robert Dilts realizou uma pesquisa fascinante sobre liderança com a Fiat em Itália. Utilizando os princípios da Programação Neurolinguística (PNL), ele estudou qual é a diferença entre quem é um excelente líder e quem é apenas competente.
Os líderes "naturais" têm inúmeras coisas em comum: expõem com precisão as visões comuns, definem os valores pelos quais operam, alinham-se congruentemente com a visão e os valores deles, e agem com sabedoria, isto é, avaliando com precisão as consequências para o sistema maior. Noutras palavras, os líderes naturais, não nascem, são construídos de dentro para fora. Como diz Peter Senge:
"A maioria dos destacados líderes com quem trabalhei não eram nem altos nem especialmente bonitos. Muitas vezes eram oradores medíocres, não se destacavam numa multidão, e nem hipnotizavam uma plateia com a sua genialidade ou a eloquência. Ao contrário, o que os distinguia era a sua clareza e o poder de persuasão das suas ideias, a profundidade do seu comprometimento e a sua franqueza para continuamente aprenderem mais."

A cerca de 30 anos que a PNL tem fornecido as técnicas e as metodologias para a transferência dos padrões de excelência de um indivíduo para uma infinidade de outros. Enquanto a maioria das outras abordagens supre "o que fazer", a PNL está estabelecida somente para fornecer "o como fazer".

No nosso trabalho com os líderes e os gerentes de diversos tipos de indústrias, temos visto os benefícios da aplicação da tecnologia da PNL. Os aumentos resultantes na produtividade, na eficiência e na eficácia precisam ser experimentados para serem aceitos.

James Lawley e Penny Tompkins são psicoterapeutas registrados na Grã Bretanha pela United Kingdom Council for Psychotherapy (UKCP). Residem em Londres e ensinam no mundo inteiro. São os autores de Metaphors in Mind: Transformation through Symbolic Modelling.

terça-feira, maio 10, 2011

4 dicas para ser um líder de sucesso

1-) Construir o futuro: O bom líder deve ser obrigatoriamente um visionário, um estrategista capaz de pensar o futuro e a situação da empresa no futuro, fazendo com que os colaboradores compreendam e sigam a direção estabelecida. É preciso imaginação aguçada por parte do líder para que a empresa não fique parada no tempo. Como estará o mundo daqui a 10, 20, 30 anos? A companhia terá como sobreviver nesse cenário ou vai precisar se reinventar?

2-) Fazer acontecer: O líder precisa saber o que e como fazer para que a empresa atinja aquela visão de futuro, que recursos buscar, como executar e concretizar os planos. Sem isso, a empresa não sai do plano das idéias e não consegue colocar em prática suas estratégias de médio e longo prazo.

3-) Envolver e motivar talentos: O bem mais valioso de qualquer empresa são as pessoas. O bom líder sabe reconhecer talentos, delegar poderes e criar um ambiente desafiante e motivador, retendo os funcionários e colaboradores talentosos e que vão trazer valor para a companhia. O líder seguro não precisa temer aos novos talentos, mas ao contrário, sabe como estimulá-los para tê-los como aliados.

4-) Construir sustentabilidade: A busca pela sustentabilidade passa invariavelmente pela preocupação com as novas gerações, com o meio ambiente e com a sociedade em geral. Bons líderes sabem que a empresa precisa caminhar e continuar forte por si mesma, independente das pessoas que estiverem nos cargos-chave no futuro. Empresas sustentáveis são menos suscetíveis a intempéries de mercado, crises financeiras ou imprevistos ligados a pessoas. Sustentabilidade é um dos pilares da condição de líder.

Steve Jobs, Bill Gates, Eike Batista, Carlos Slim, Rupert Murdoch são alguns nomes emblemáticos que podemos citar quando pensamos em figuras de bons líderes e que têm mantido suas empresas em postos de liderança. Todos eles têm suas ações pautadas por essas quatro regras, que conforme dito anteriormente, são válidas não somente para os líderes de grandes corporações, mas também para aqueles que dirigem empresas de pequeno e médio porte, jovens empreendedores, diretores, etc. É preciso mais do que boa intenção para ser um líder de sucesso.1-) Construir o futuro: O bom líder deve ser obrigatoriamente um visionário, um estrategista capaz de pensar o futuro e a situação da empresa no futuro, fazendo com que os colaboradores compreendam e sigam a direção estabelecida. É preciso imaginação aguçada por parte do líder para que a empresa não fique parada no tempo. Como estará o mundo daqui a 10, 20, 30 anos? A companhia terá como sobreviver nesse cenário ou vai precisar se reinventar?

2-) Fazer acontecer:
O líder precisa saber o que e como fazer para que a empresa atinja aquela visão de futuro, que recursos buscar, como executar e concretizar os planos. Sem isso, a empresa não sai do plano das idéias e não consegue colocar em prática suas estratégias de médio e longo prazo.

3-) Envolver e motivar talentos:
O bem mais valioso de qualquer empresa são as pessoas. O bom líder sabe reconhecer talentos, delegar poderes e criar um ambiente desafiante e motivador, retendo os funcionários e colaboradores talentosos e que vão trazer valor para a companhia. O líder seguro não precisa temer aos novos talentos, mas ao contrário, sabe como estimulá-los para tê-los como aliados.

4-) Construir sustentabilidade:
A busca pela sustentabilidade passa invariavelmente pela preocupação com as novas gerações, com o meio ambiente e com a sociedade em geral. Bons líderes sabem que a empresa precisa caminhar e continuar forte por si mesma, independente das pessoas que estiverem nos cargos-chave no futuro. Empresas sustentáveis são menos suscetíveis a intempéries de mercado, crises financeiras ou imprevistos ligados a pessoas. Sustentabilidade é um dos pilares da condição de líder.

Steve Jobs, Bill Gates, Eike Batista, Carlos Slim, Rupert Murdoch são alguns nomes emblemáticos que podemos citar quando pensamos em figuras de bons líderes e que têm mantido as suas empresas em postos de liderança. Todos têm as suas acções pautadas por estas quatro regras, que conforme dito anteriormente, são válidas não somente para os líderes de grandes corporações, mas também para aqueles que dirigem empresas de pequeno e médio porte, jovens empreendedores, diretores, etc. É preciso mais do que boa intenção para ser um líder de sucesso.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Liderança Criativa

Onde houver um grupo a desenvolver alguma actividade, seja ela qual for, a figura do líder logo se destaca dos demais. Sem pedir licença, mas também sem se impor de forma autoritária, ele é capaz de perceber de imediato as necessidades e as potencialidades de cada um e, de maneira espontânea, começa a comandar.

Criatividade e entusiasmo são as características que o diferenciam de imediato.
A sensibilidade permite estabelecer empatia com todos os membros do grupo, o que facilita o seu trabalho de motivar, estimular, ouvir e encontrar as formas de colocar em acção as ideias que surgem. Livre para pensar, para criar, para agregar.
Decidir sobre as ideias não é tão fácil, o que gera a tendência a deixá-las de lado.
Um dos critérios para implementá-las é destacar a sua importância e observar a potencialidade dos novos caminhos que surgirão quando colocadas em prática. O importante não é, portanto, somente o número de ideias ou a quantidade de invenções colocadas em prática.
Criar não é necessariamente lançar novos produtos ou serviços, nem tão pouco modificar o comportamento do consumidor. Fazer negócios inovadores é, entre outras coisas, estar atendo às decisões do dia-a-dia e aos seus desdobramentos. É detectar o quanto estamos a ser repetitivos nas decisões ou a ter atitudes sem sentido. A inovação deverá ser vista como parte do processo e não algo que pode ser deixado para depois.
Outra capacidade importante do líder é estar sempre preparado, na procura de atitudes que poderão servir de suporte para as reacções adversas que inevitavelmente surgirão principalmente no ambiente de trabalho. Há os que aceitam quase de imediato suas ideias e conseguem tirar o melhor proveito delas. Em contrapartida existem os cépticos que não sabem ao certo o que fazer com elas, seguidos daqueles que as encaram negativamente, esperando que a “novidade” desapareça e tudo volte aos seus lugares.

Caso seja um desses líderes natos, aqui vão algumas dicas que o ajudarão a aumentar o seu poder de influência:
  • Ouça mais e mande menos, permitindo a liberdade de expressão, ciente de que nenhuma ideia nasce perfeita.
  • Dê tempo para o seu subordinado crescer, compartilhe e em alguns casos desafie.
  • Motive-se e motive, ou seja, partindo do ponto de vista individual, perceba, respeite e considere as diferentes necessidades dos seus colaboradores, utilizando-se disso os liderar.
  • Estimule, permita que trabalhem com autonomia, sendo responsáveis pelas suas atitudes, dando o máximo de si e liderando os seus próprios comportamentos.
  • Delegue, partilhe as responsabilidades, divida com seus colaboradores a decisão, dando-lhes liberdade para sugerir e agir. Atribua tarefas, responsabilidades e autoridades, procurando assim desenvolver ao máximo suas habilidades.
  • Flexibilize-se, ou seja, adapte-se às diferenças individuais dos membros da sua equipe, tornando-se facilitador do processo, tomando, contudo, o devido cuidado para não ser paternalista. Flexibilize-se também perante as ideias
  • Possibilite a criatividade, pois o espírito inovador e criativo faz parte das características do indivíduo de sucesso. Livre para pensar, criar e agregar.
  • Para inovar é preciso olhar para a frente, pois da quantidade de ideias pode-se extrair a qualidade desejada.
  • Pratique o Zoom criativo – pensando e repensando sobre o negócio e a sua equipe. Trate o negócio com criatividade, copiar um negócio é mais perigoso do que criar um negócio. Temos que temer os modismos, pois os únicos ganhadores são os que criaram e não os que se adaptaram.
  • Lidere com exemplo – seja criativo.
A liderança criativa é aquela que provoca:
  • Um motivo para criar

  • A criação dos meios para transformar ilusão em atitude

  • A geração e aproveitamento de oportunidade


    •  “Explicitar qual o caminho que imaginamos para a nossa organização é, hoje, um antídoto contra a intranquilidade e as incertezas que teremos”.