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sábado, novembro 16, 2013

Uma Citação, uma Fábula

Uma das citações mais populares de Mahatma Gandhi é “Você deve ser a mudança que deseja ver no mundo.”
Partilho a história que se acredita verdadeira - embora não confirmada – que terá estado na origem desta citação.
Durante a década de 1930, um jovem rapaz tinha-se tornado obcecado com a ingestão de açúcar. A sua mãe tentou por todos os meios dissuadi-lo do vício mas não conseguiu. Ao constatar que o seu único filho, o seu “bem” mais precioso, começava a por a sua vida em risco, e ao saber da admiração e respeito que este tinha por Gandhi – já muito venerado em todo o país - decidiu levá-lo à presença do Mahatma (Grande Alma) na esperança que as suas palavras pudessem convencer o filho a parar de ingerir açúcar.

Viajaram durante um dia de comboio e esperaram na Gandhi's Ashram (Ermida) outro dia para falar com Gandhi. Ao chegar à sua presença a mãe desesperada pediu “Mahatma, peço-lhe que convença o meu filho a não comer mais açúcar, pois está a ‘envenenar’ o seu corpo ao ponto da sua vida começar a ficar em risco!” Gandhi deliberou por breves minutos e respondeu "Por favor volte daqui a um mês. Nessa altura falarei com o seu filho." A mãe desesperada ao ouvir estas palavras implorou “Mas Mahatma, por favor, eu viajei um dia de comboio e aguardei outro dia para poder estar aqui…” Gandhi interrompeu dizendo seriamente: “Entendo, mas terá que voltar daqui a um mês. Só nessa altura falarei com o seu filho.”

Mãe e filho levaram mais um dia para regressar de comboio à sua aldeia. Embora não tendo desistido de comer açúcar, o facto de ter estado na presença de Mahatma e, a curiosidade em voltar a visitá-lo para escutar as suas palavras, fizeram com que ele reduzisse a sua ingestão. Passado um mês voltaram de novo a viajar um dia de comboio e aguardar por mais um dia para estarem na presença de Gandhi. Ao chegarem perto dele a mãe voltou a dirigir-se-lhe “Mahatma, conforme nos pediste estamos de volta…” Gandhi respondeu “Sim, recordo-me de si e do problema do seu filho com o açúcar” e dirigindo-se a este gritou-lhe "Vais deixar de comer açúcar, JÁ!" O rapaz assustado admitiu, "Perdoe-me bapu (Pai), vou seguir de imediato o seu conselho."

A mãe perplexa perguntou, "Bapu, poderia ter solicitado ao meu filho que deixasse de comer açúcar, há um mês atrás quando o visitámos…. Porquê nos pediu para voltarmos um mês depois?" Gandhi respondeu, "Ben (Irmã), há um mês, também eu ainda comia açúcar… Você deve ser a mudança que deseja ver no mundo."

Apenas devemos exigir de alguém o que exigimos primeiro de nós próprios. Só ao sermos coerentes com os nossos valores poderemos de forma positiva deixar a nossa “marca”. Lembre-se disso ao influenciar da próxima vez…

Bem hajam,

Miguel Ferreira

segunda-feira, junho 20, 2011

MICHAEL O'BRIEN, UM NADADOR QUE COMPETIU NOS 1.500 METROS (1984)

(Anthony Robbins - Poder sem limtes)

Antes das Olimpíadas de 1984, trabalhei com Michael O'Brien, um nadador que competiu nos 1.500 metros, estilo livre. Ele estava a treinar, mas sentia que não estava a dar tudo o que podia para alcançar o sucesso. Tinha desenvolvido uma série de bloqueios mentais que o pareciam estar a limitar. Tinha algum medo sobre o que o sucesso pudesse significar, e, assim, a sua meta era a medalha de bronze ou a de prata. Não era o nadador cotado para ganhar a de ouro. O favorito, George Di Carlo, já vencera Michael em diversas ocasiões.
Passei uma hora e meia com Michael e ajudei-o a modelar os seus estados em desempenhos máximos, isto é, a descobrir como se pusera em fisiologia cheis de recursos, o que imaginara, o que dissera para si mesmo e o que sentira na única competição em que vencera George Di Carlo. Começamos a separar as medidas, mentais e físicas, que tomara quando vencera as competições. Ligamos o estado em que estava nestas ocasiões a um accionador automático, o som do revólver de partida a disparar. Descobri que no dia em que vencera George Di Carlo estivera a ouvir Huey Lewis and The News, bem antes do início. Assim, no dia das finais das Olimpíadas, ele repetiu as mesmas coisas, as mesmas acções que fizera no dia em que vencera, e até ouviu Huey Lewis momentos antes. Venceu George Di Carlo e ganhou a medalha de ouro por seis segundos cravados.   

quarta-feira, junho 01, 2011

O Falso Mestre


Era um renomado mestre; um desses mestres que correm atrás da fama e gostam de acumular mais e mais discípulos. Numa grande planície, reuniu centenas de discípulos e seguidores. Levantou-se, impostou a voz e disse:
- Meus amados, escutai a voz de quem sabe.
Fez-se um grande silêncio. Poder-se-ia escutar o vôo rápido de um mosquito.
- Nunca deveis relacionar-vos com a mulher de outro; nunca.
Jamais deveis beber álcool e tão pouco comer carne.
Um dos assistentes atreveu-se a perguntar:
- Outro dia, não eras tu que estavas abraçado com a esposa de Jai?
- Sim, era eu -respondeu o mestre.
Então, outro ouvinte perguntou:
- Não vi a ti outro dia ao anoitecer bebendo na taberna?
- Esse era eu -respondeu o mestre.
Um terceiro homem interrogou ao mestre:
- Não eras tu que outro dia comias carne no mercado?
- Efetivamente -afirmou o mestre.
Nesse momento todos os assistentes sentiram-se indignados e começaram a protestar.
- Então, porque pedes a nós, que façamos o que tu não fazes?
E o falso mestre respondeu:
- Porque eu ensino, mas não pratico.
O GRANDE MESTRE disse: Se não encontras um verdadeiro mestre para seguir, converte a ti mesmo em mestre.
Em última instância, tu és teu discípulo e teu mestre.

sábado, fevereiro 26, 2011

Torne-se um Poliglota (pistas de acesso)


Como é que os poliglotas (pessoas que falam frequentemente várias línguas) se lembram de entre uma dúzia de idiomas de que língua provém cada palavra? Será mágia? No passado muitas pessoas tinham como certo de que havia algo diferente na neurologia do poliglota, algo que os fazia naturalmente mais hábeis para guardar cada língua em separado. Hoje, estudos de PNL (Dilts e Epstein, 1995 p.222) mostram que os poliglotas prestam especial atenção aos seus sistemas sensoriais auditivos e cinestésicos. Eles usam um tom de voz e um conjunto de posturas corporais diferentes para cada idioma. Alguém que usa apenas o sistema visual (e tenta ver cada palavra que dizem como se estivesse escrita) não achará tão fácil tornar-se fluente em vários idiomas.

Assim como o software Windows pode ser instalado em qualquer computador compatível, assim a "estratégia" que os poliglotas usam pode na realidade ser instalada em qualquer outra pessoa. Se é possível na neurologia duma pessoa, é possível na de qualquer uma. Tudo o que precisamos saber é exatamente que distinções sensoriais a primeira pessoa usa, e em que sequência. Para "instalar" uma nova estratégia, a PNL usa uma série de descobertas inéditas sobre o que acontece quando uma pessoa usa cada sistema sensorial. Por exemplo, nós usamos o facto de que os olhos duma pessoa se movem de forma diferente dependendo de que sentido está a usar para obter a informação.

A facilidade com que uma nova estratégia pode ser instalada é demonstrado por uma pesquisa feita na Universidade de Moncton no Canadá (Dilts e Epstein, 1995 p.409). Aqui a quatro grupos de soletradores médios pré-testados, foi dado o mesmo teste de soletração (usando palavras inventadas sem sentido e desconhecidas para eles). Cada grupo tinha instruções diferentes.

Grupo A: simplesmente aprender as palavras.

Grupo B: visualizar as palavras como método de aprendê-las.

Aos outros dois grupos C e D, a instrução era olhar numa certa direção enquanto as visualizavam.

Grupo C: olhar para cima à esquerda (posição dos olhos que segundo a PNL auxilia a memória visual).

Grupo D: olhar para baixo à direita (posição dos olhos que segundo a PNL auxilia a sentir cinestesicamente, mas pode esconder a visualização).

O grupo A teve o mesmo rendimento que o seu pré-teste. O grupo B rendeu 10% a mais. O grupo C rendeu 20 a 25% a mais. O grupo D teve resultado 15 % pior!.

Este estudo confirma 2 asserções da PNL:

a) a direcção para onde o aluno dirige os olhos, decide qual o sistema sensorial em que vai efectivamente processar a informação.

b) visual recordado é o melhor sistema sensorial para aprender a soletrar em inglês.

Mais do que surpreendente, isto demonstra que os estudantes podem ser ensinados com sucesso (em 5 minutos) a usar uma estratégia sensorial mais eficaz. Para um estudante cinestésico com um desempenho medíocre em soletrar, isto trará um resultado positivo imediato de 35 a 40%. Curiosamente num teste final, algum tempo depois (um teste de retenção de aprendizagem), os resultados do grupo C permaneceram constantes, enquanto os resultados do grupo A caíram 15%, uma queda consistente com os estudos de padrão de aprendizagem. A diferença final na memória entre os dois grupos foi de 61%.

Da mesma forma, qualquer estratégia de aprendizagem pode ser "modelada" de estudantes excelentes e ensinada a outros num tempo mínimo.

domingo, fevereiro 20, 2011

Modelagem vs Descobrir uma estratégia

Para descobrir uma estratégia podemos utilizar três opções:
1. Observar os predicados, isto é, as palavras que se utilizam ao falar. Se alguém diz: “Olhar este assunto por esta nova perspectiva, noto uma certa sensação que me obriga a perguntar-me se devo mudar de atitude”, está a usar uma estratégia na qual primeiro vê, depois sente, a continuação tem um diálogo interno e, por último, decide.
2. Observar os sistemas de representação da outra pessoa, isto é, os seus acessos oculares e as microcondutas (pequenos gestos da cara ou do corpo).

As estratégias representam-se com letras: V=visual; A=auditivo; K=cinestésico; Ou=gustativo, olfativo. Também podemos incluir uma referência se é recordado, criado ou digital: Vê/Vc; Ac/Ar; K; A/Ad (diálogo interno). Por último, podemos introduzir uma referência se o acesso é externo ou interno, isto é, se provem de uma estimulação do nosso interior ou do exterior de nós mesmos: Vê/Vi; Ae/AI; Ke/Ki. No exemplo anterior, a seqüência seria: Vc –> Ki –> Ad –> Saída

3. Fazer perguntas directas sobre a forma como a outra pessoa faz as coisas: O que acontece em primeiro lugar?, o que vem depois?. Pode ser útil fazer perguntas do estilo: ” Como fazes tal coisa?, o que precisa para fazer tal coisa?, o que acontece quando fazes tal coisa?

As estratégias eficazes podem-se aplicar a outros conteúdos diferentes. Sabendo-se qual é a estratégia para aprender matemáticas, pode aplicar essa mesma estratégia para aprender a pilotar um helicóptero. Se sabe qual é a sua estratégia de motivação para o desporto, pode também aplicar essa mesma estratégia para se motivar na hora de fazer algumas actividades que lhe resistem. Vamos fazer um exercício sobre a estratégia de motivação de outra pessoa.