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terça-feira, fevereiro 28, 2017

A importância de ser o que se é (As coisas são o que são.)

Num certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, e com a beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior.
Perguntou então ao Mestre Zen – “Porque me estou a sentir inferior? A 10 mínutos estava tudo tão bem e quando aqui entrei, subitamente senti-me inferior e nunca me tinha sentido assim. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei nenhum medo. Porque me estou a sentir assustado agora?”
O Mestre falou: – “Espere. Quando todos se forem embora, responderei.”
Durante todo o dia, chegavam pessoas para ver o Mestre, e o samurai estava a ficar mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou novamente:
– “Agora já me pode responder porque me sinto inferior?”

O Mestre levou-o para fora. Estava uma noite de lua cheia e a lua estava justamente a surgir no horizonte e então disse o Mestre:
– “Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado da minha janela durante anos e nunca houve nenhum problema. A árvore menor jamais disse à maior: ” Porque me sinto inferior diante de si? ” Esta árvore é pequena e aquela é grande – este é o facto, e nunca ouvi sussurro nenhum sobre isso.”

O samurai então argumentou: – “Isto dá-se porque elas não se podem comparar.”
E o Mestre replicou: Então não me precisa perguntar. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é o que é.
Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer.
Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida!

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Receita: Como NÃO ter sucesso!

Depois de já muito ter lido sobre sucesso e entendendo-se este como um conceito muito subjetivo, que varia de pessoas para pessoa, grande parte das dicas para o alcançar não servem para todos. Por outro lado, se fosse tão simples não haveria tantas pessoas com a vida tão desorganizada e cheia de insucessos.

Assim e para provocar, segue uma série de “dicas para NÃO ter sucesso”, que o afastaram definitivamente dos resultados que quer alcançar ou famoso “sucesso”, seja lá qual for o conceito que possa ter.
Quanto maior a quantidade de pontos seguir, menor será a hipótese de ser bem-sucedido. Então lá vai:
1 - Aja como um falhado ou perdedor: Lamente-se, queixe-se, reclame e fique sempre focado nos seus problemas. Jamais procure soluções.
2 - Trate as pessoas com desrespeito, impessoalidade, indiferença. Não dê atenção a ninguém que não represente para si uma boa oportunidade de negócios. Considere-as meros números na sua estratégia.
3 - Seja mal-humorado, arrogante e mal-educado. Viva como se fosse “última bolacha do pacote”. Faça questão de não memorizar o nome das pessoas, próximas ou não.
4 - Deixe a sua saúde para depois. Afinal, dinheiro, trabalho, TV, relatórios, petiscadas, bebida, cigarros são muito mais importantes.
5 - Gaste o seu dinheiro sem planeamento e critério. De preferência gaste bem mais do que ganha. Faça dívidas, muitas dívidas, principalmente em cartão de crédito. Faça créditos intermináveis e pague por uma coisa três vezes que o valor real.
6 - Use constantemente frases do tipo: “Não sei”, “não posso”, “não consigo”, “não sei se vou conseguir”, “isso é muito difícil”.
7 - Coloque a culpa dos seus fracassos nos outros. Esta é fundamental. Jamais assuma os seus erros ou aprenda com eles.
8 - Aja como vítima. Viva a dizer que “todos estão contra si”, “que nada dá certo”, “que é um azarado”, etc, etc, etc
9 - Esteja sempre distante das pessoas que ama, como familiares e amigos. Visite-os apenas para cumprir a obrigação.
10 - Deixe tudo para amanhã. Adie tudo o máximo que puder. Seja um procrastinador nato.

Para provar que isto não é só uma brincadeira, dê-se conta a sua volta de pessoas que adotam alguns destes comportamentos e veja em que condições se encontram. E se estiver a pensar: “Conheço alguns que fazem muitas destas coisas e obtém relativo sucesso”, tenha a certeza de que é algo fugaz e efêmero. Não se pode enganar as pessoas por muito tempo, e talvez o preço a ser pago por isso seja muito mais caro no futuro.

Bem hajam,

Miguel Ferreira


segunda-feira, janeiro 30, 2017

O caso do Abacaxi

João trabalhava numa empresa há muitos anos. Era um funcionário sério, dedicado, cumpridor das suas obrigações e, por isso mesmo, já com 20 anos de casa.
Um belo dia, procurou o dono da empresa para fazer uma reclamação:
– Patrão, tenho trabalhado durante estes 20 anos na empresa com toda a dedicação, só que me sinto injustiçado. O Luis, que está connosco há somente três anos, está a ganhar mais do que eu e foi promovido para um cargo superior ao meu.
Ao que lhes respondeu o patrão – João, foi muito bom vir aqui. Antes de tocarmos neste assunto, tenho um problema para resolver e gostaria da sua ajuda. Quero dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina existe uma quinta. Por favor, dirija-se e verifique se eles têm abacaxi.
De contra gosto e até um tanto indignado pelo estranho pedido, o funcionário foi e voltou quase uma hora depois, pois tinha aproveitado para fumar, tomar café na pastelaria da esquina e conversar com alguns conhecidos que passavam.
Retornou e foi à sala do patrão:
– Então João?
– Verifiquei como o senhor me mandou. Eles têm abacaxi.
– E quanto é que custam?
– Isso não perguntei! Disse ele.
– Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários?
– Isso também eu não perguntei.
– Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi?
– Não sei, não…
– Muito bem, João. Sente-se nesta cadeira e aguarde um pouco.
O patrão pegou no telefone e mandou chamar o Luis. Deu-lhe a mesma orientação que dera a João:
– Luis, quero dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quinta. Dirija-se lá e verifique se eles têm abacaxi, por favor.
Luis saiu para cumprir a sua missão e, em oito minutos, voltou.
– E então? Indagou o patrão.
– Eles têm abacaxi, sim, e em quantidade suficiente para o nosso pessoal. Se o senhor preferir tem também laranja, banana e melão. O abacaxi custa €1 cada, a banana e o melão são €0,75 o quilo, e a laranja €0,60 o quilo. Mas como eu disse que a compra seria grande, eles deram-me 15% de desconto. Assim, aproveitei e já deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo – explicou o Luis.
Agradecendo as informações Luis! E então o patrão dispensou-o. Voltou-se para o João que permanecia sentado ali e perguntou-lhe:
– João, o que era mesmo que me estava a dizer?
– Nada de sério, depois falarei consigo. Esqueça. Com licença. E João deixou a sala.

Bem hajam,


Miguel Ferreira

segunda-feira, agosto 01, 2016

Pai, posso pedir-te emprestado 10 euros



Um homem chegou a casa do trabalho, cansado e irritado, quando encontrou o seu filho à espera na porta.
Filho: Papá, posso fazer-te uma pergunta?
Pai: Claro que sim, o que foi? - disse o homem
Filho: Papá, quando ganhas por hora?
Pai: Não tens nada a ver com isso. Porque é que perguntas uma coisa dessas? - disse o homem furioso
Filho: Apenas quero saber. Diz-me por favor quanto ganhas por hora?
Pai: Já que queres saber ganho 20 euros por hora.
Filho: Oh! - respondeu a criança, cabisbaixo
Filho: Papá, posso pedir-te emprestado 10 euros?
Agora, o homem estava furioso - Se a única razão pela qual tu perguntaste isso foi para te emprestar dinheiro para comprar um brinquedo qualquer sem jeito nenhum, vai já imediatamente à minha frente para o teu quarto e vai para a cama. Pensa porque és tão egoísta! Eu não ando a trabalhar todos os dias para estas palermices!
A criança foi silenciosamente para o seu quarto e fechou a porta.
O homem sentou-se e começou a ficar ainda mais chateado com as perguntas do seu filho. Como é que ele se atreve a perguntar aquelas coisas apenas para ter algum dinheiro?!
Meia hora depois, o homem acalmou e começou a pensar:
Talvez exista alguma coisa que ele queira comprar com os 10 euros e já que ele não me pede dinheiro tantas vezes, o homem dirigiu-se à porta do quarto do seu filho e abriu a porta.
Pai: Estás a dormir? - perguntou o homem
Filho: Não papá, estou acordado - respondeu a criança
Pai: Estive a pensar e acho que fui muito duro contigo. Foi um dia grande de trabalho e descarreguei em cima de ti. Aqui está a nota de 10 euros que me pediste - disse o homem
A criança sentou-se na cama a sorrir e disse: Oh papá! Muito obrigado! -exclamou
Depois, levantou a almofada e tirou duas notas de cinco euros amarrotadas.
O homem viu que a criança tinha dinheiro e começou a ficar novamente chateado.
A criança começou a contar o dinheiro e depois olhou para o seu pai.
Pai: Porque é que que queres mais dinheiro se já tens algum? - perguntou o homem furioso.
Filho: Porque não tinha suficiente, mas agora já tenho - respondeu a criança.
Filho: Papá, agora tenho 20 euros. Posso comprar uma hora do teu tempo?
Anda para casa amanhã mais cedo. Adorava jantar contigo.
O pai ficou completamente emocionado. Abraçou o seu filho e pediu-lhe desculpa.
Nota: Este é um pequeno lembrete para todos nós que trabalham muito duro na vida. Temos de agarrar o nosso tempo e passá-lo com as pessoas que são mais próximas do nosso coração. Lembra-te de partilhar os 20 euros do teu tempo com alguém que tu realmente amas.
Se morreres amanhã, a empresa onde trabalhas pode facilmente substituir-te numa questão de horas. Mas a família e os amigos que deixamos para trás vão sentir a nossa perda para o resto das suas vidas.
Bem hajam,

Miguel Ferreira

domingo, junho 07, 2015

O Farmacêutico e a Criançaa

João era o dono duma farmácia bem sucedida. Era um homem bastante inteligente mas não acreditava na existência de Deus ou de qualquer outra coisa além do mundo material.
Um certo dia, estava ele a fechar a farmácia quando chegou uma criança aos prantos a dizer que a sua mãe estava muito mal e que se ela não tomasse o medicamento iria morrer.
Muito nervoso, e após a insistência da criança, resolveu reabrir a farmácia para lhe dar o medicamento. A sua insensibilidade perante aquele momento era tal que acabou por lhe dar o medicamento mesmo no escuro. A criança agradeceu e saiu dali depressa. Alguns minutos depois João percebeu que tinha entregado o medicamento errado e que se aquela mãe o tomasse teria morte instantânea. Desesperado tentou alcançar a criança mas não teve êxito. Sem saber o que fazer e com a consciência pesada, ajoelhou-se e começou a chorar e a dizer que se realmente existisse um Deus que não o deixasse passar por assassino.
De repente, sentiu uma mão a tocar-lhe no ombro esquerdo e ao virar-se deparou com a criança a dizer: - Senhor, por favor não se zangue comigo, mas é que cai e parti o vidro do medicamento...

Será que o senhor me poderia dar outro?

terça-feira, maio 26, 2015

O Zelador da Fonte

Conta uma lenda austríaca que num determinado povoado havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas naturais que guarneciam a fonte de água da comunidade. O cavalheiro com silenciosa regularidade, inspeccionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos. Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. Rodas d´água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite. As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária.

Os anos foram passando. Certo dia, o conselho da cidade reuniu-se, como fazia semestralmente. Um dos membros do conselho resolveu inspeccionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte. De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade. E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma. O seu discurso a todos convenceu. O conselho municipal dispensou o trabalho do zelador.

Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. Numa certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. 

As rodas d´água começaram a girar lentamente, depois pararam. Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado. O conselho municipal tornou a reunir-se, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido. Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte. Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas d´água voltaram a funcionar. Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso...

Bem hajam,

domingo, abril 26, 2015

O Chapéu de Chuva à Porta

Um vez um Mestre mandou que chamassem determinado discípulo, que se encontrava recluso na sua cabana, nos arredores de um mosteiro Zen. Este discípulo já estava com este Mestre há anos, treinando sob a sua direção. Como o Mestre tinha muitos discípulos, era difícil de se conseguir uma entrevista particular com ele. O discípulo achou invulgar o facto do Mestre o estar a chamar para uma conversa. Começou a ficar excitado, pensando: "o que será que o Mestre deseja de mim?", "será que me vai perguntar alguma coisa sobre o Dharma, para testar-me?", "será que deseja atribuir-me algum cargo ou tarefa?". Com a mente repleta de pensamentos, pôs-se a andar. Como estava a chover, levou o seu guarda-chuva.   Ao chegar à casa do Mestre, fechou o guarda-chuva e colocou-o a um canto. Pôs as suas sandálias molhadas ao lado do guarda-chuva. Na frente do Mestre, fez as reverências como mandam a etiqueta monástica e sentou-se. O Mestre então foi logo perguntou:  - Quando entrou aqui, de que lado do guarda-chuva deixou as suas sandálias? O monge discípulo não se conseguiu lembrar com certeza. Então o Mestre declarou:  - Volte para a sua cabana e medite!   Desta maneira, o Mestre quis dizer que a meditação e a vida quotidiana são uma única realidade. Não podemos separar a nossa vida diária do ato de atenção com que devemos fazer todas as coisas. O discípulo estava separado, e ao ver que ainda não estava preparado o suficiente o Mestre recomendou que voltasse para a sua cabana e meditasse mais.
Esta é a prática budista no dia-a-dia e efetivamente, mesmo na nossa vida ocidental, sempre muito ocupada, quando praticada com algum rigor, dá-nos uma grande qualidade de vida, pois o acto de ter os sentidos despertos ao exterior, para além de reter mais informação, também nos possibilita viver a vida em tudo o vimos, ouvimos, sentimos, saboreamos e cheiramos com mais intensidade e satisfação, tendo com isso constantes experiência simples e ao mesmo tempo realizadoras.Não pense tanto e viva mais a realidade, tal como ele é, sem preconceitos nem críticas. Tudo à sua volta ganha mais sentido.

Bem hajam!

sábado, fevereiro 14, 2015

Carroças vazias


Certa manhã, meu pai convidou-me para dar uma volta numa carroça pelo bosque. Ao ouvir um ruído meu pai parou e perguntou-me: Para alem do barulho dos pássaros que outros barulhos ouves? Ouço o barulho de uma carroça – respondi-lhe. Muito bem –disse meu pai – uma carroça vazia! Como sabes que é uma carroça vazia? Perguntei-lhe, ao que ele me respondeu: É uma carroça vazia porque quando estão vazias fazem mais barulho. Cresci, fiz-me adulto e hoje quando ouço certo tipo de pessoas que falam sem respeitarem os outros, elevam a sua voz querendo dar a ideia de que são os donos da verdade e da sabedoria, que são agressivos com intenção de intimidar, lembro-me sempre do meu pai quando dizia: As carroças vazias são sempre as que mais barulho fazem!

O mestre da paciência


Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência. O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo. Chegou a jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todos os tipos de insultos.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se.

Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
O mestre perguntou:- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo. Respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale p/ a inveja, a raiva e os insultos. Quando não aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior depende exclusivamente de você.
As pessoas não podem lhe tirar a calma.....a não ser que você permita!!!!!!

UM REI...

Era uma vez..... Um rei que tinha 4 esposas...

Ele amava a 4ª esposa demais..... e vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor...

Ele também amava muito a sua 3ª esposa e gostava de exibi-la aos reinados vizinhos. Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei...

Ele também amava a sua 2ª esposa. Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e ciência. Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela, para atravessar esses tempos de dificuldade.....

A 1ª esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito Rico e poderoso, ele e o reino. Mas....ele não amava a 1ª esposa, e apesar dela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.

Um dia.... o rei caiu doente.... e percebeu que o seu fim estava próximo...Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou...."É.... agora eu tenho 4 esposas comigo, mas quando eu morrer, eu ficarei sozinho...

Então... ele perguntou a 4ª esposa:
-"Eu amei-te tanto, querida.... cobri-te com as mais finas roupas e jóias.... Mostrei o quanto te amava, cuidando bem de ti.... agora que eu estou morrendo.... és capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho...? De jeito nenhum!" respondeu a 4ª esposa e saiu do quarto sem sequer olhar para trás...
A resposta que ela deu....cortou o coração do rei...... como se fosse uma faca afiada...

Tristemente.... o rei então perguntou a 3ª esposa: "Eu também te amei tanto a vida inteira.....Agora que eu estou morrendo... és capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho...? "Não!!!", respondeu a 3ª esposa. "A vida é boa demais!!! Quando você morrer, eu vou é ..... casar de novo..." O coração do rei sangrou e gelou.... de tanta dor...

Ele perguntou, então, à 2ª esposa: "Eu sempre recorri a ti quando precisei de ajuda...... e sempre estiveste ao meu lado... Quando eu morrer... serás capaz de morrer comigo, para me fazer companhia...? Sinto muito... mas..., desta vez, eu não posso fazer o que me pedes! "respondeu a 2ª esposa. O máximo que eu posso fazer... é enterrar-te..."
Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei e ele ficou arrasado...

Daí...uma voz se fez ouvir... "Eu partirei contigo e o seguirei por onde fores..."
O rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa, tão magrinha... tão mal nutrida,... tão sofrida...Com o coração partido, o rei falou:
"Eu deveria ter-te cuidado muito melhor, enquanto eu ainda podia..."

Na Verdade... nós todos temos 4 esposas nas nossas vidas...
A nossa 4ª esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para o manter saudável e bonito... ele deixará-nos, quando morrermos...

A nossa 3ª esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, as nossas riquezas...
Quando morremos, tudo isso vai para os outros...

A nossa 2ª esposa são a nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre a apoiar-nos, o máximo que eles podem fazer... é enterrar-nos...

E a nossa 1ª esposa é o nosso ESPÍRITO... ...muitas vezes deixado de lado... ele fica lá no fundo, esquecido, por perseguirmos durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso ego... É nele que cabe Deus, como bem dizia Dostoievsky:

"Todo homem tem dentro de si um vazio do tamanho de Deus".
Pena é que muitas vezes só consideramos isto quando estamos para deixar este mundo...
Apesar de tudo, é a única coisa que sempre irá connosco, não importa para onde formos...

Então... Cultive-o... Fortaleça-o... Bendiga-o... e acima de tudo, Alimente-o...
Dê o verdadeiro sentido à sua vida agora!!!!
É o maior presente que você pode dar ao mundo e principalmente a si mesmo...

LENDA ORIENTAL

Conta uma lenda popular do Oriente que um jovem chegou a um oásis junto a uma povoação e aproximou-se de um velho derviche e perguntou-lhe:
"Que tipo de pessoas vivem neste lugar?"
"Que tipo de pessoas viviem no lugar de onde vem?", perguntou o ancião.
"Oh, um grupo de egoístas e malvados.", replicou o rapaz.
"Estou satisfeito de ter saído de lá."
A isso, o velho replicou: "A mesma coisa haverá de encontrar por aqui."
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião, perguntou-lhe:
"Que tipo de pessoas vivem neste lugar?"
"Que tipo de pessoas viviem no lugar de onde vem?"
O rapaz respondeu: "um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras.
Fiquei muito triste por ter que deixá-las."
"O mesmo encontrará por aqui.", respondeu o ancião.
Um homem que tinha escutado as duas conversas perguntou ao velho:
"Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta? Ao que o velho respondeu:
"Cada um carrega no seu coração o meio em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares onde passou, não encontrará outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter o controle absoluto.

Coloque dentro de si a idéia do sucesso.
O primeiro requisito essencial para encontrar uma vida digna de ser vivida é ter uma atitude mental positiva.

O FARMACÊUTICO E A CRIANÇA


João era o dono duma farmácia bem sucedida. Era um homem bastante inteligente mas não acreditava na existência de Deus ou de qualquer outra coisa além do mundo material.
Um certo dia, estava ele a fechar a farmácia quando chegou uma criança aos prantos a dizer que a sua mãe estava muito mal e que se ela não tomasse o medicamento iria morrer.
Muito nervoso, e após a insistência da criança, resolveu reabrir a farmácia para lhe dar o medicamento. A sua insensibilidade perante aquele momento era tal que acabou por lhe dar medicamento mesmo no escuro. A criança agradeceu e saiu dali depressa. Alguns minutos depois João percebeu que tinha entregado o medicamento errado e que se aquela mãe o tomasse teria morte instantânea. Desesperado tentou alcançar a criança mas não teve êxito. Sem saber o que fazer e com a consciência pesada, ajoelhou-se e começou a chorar e a dizer que se realmente existisse um Deus que não o deixasse passar por assassino.
De repente, sentiu uma mão a tocar-lhe no ombro esquerdo e ao virar-se deparou com a criança a dizer: - Senhor, por favor não se zange comigo, mas é que cai e parti o vidro do medicamento...

Será que o senhor me poderia dar outro?

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

O BOM CAPITÃO


Havia um navio a vapor, em águas inglesas, velho, pesado e aparentemente impróprio para continuar navegando, que toda vez que chegava nas docas, de forma desajeitada, derrubava alguma parte do portão de entrada.Porém, um certo dia, quando se aproximava e todos observavam para ver que tipo de estrago faria, ele passou suavemente, deslizando sobre as águas, sem que nada de anormal fosse visto.Um dos espectadores gritou: - "O que houve com o velho navio? Alguma coisa aconteceu."
Um dos membros da tripulação, respondeu: "É o mesmo navio velho de sempre, mas temos um novo capitão."

Autor desconhecido

domingo, janeiro 04, 2015

O Inferno e o Ceu

Mestre e discípulo foram até uma região onde havia fartura de arroz mas os habitantes daquele lugar possuíam talas em seus braços, o que os impedia de levarem o alimento à própria boca. No meio daquela fartura, passavam fome e eram fracos e subnutridos!
- Veja! - Disse o Mestre - Isto, é o inferno.
Em seguida, o Mestre guiou o Discípulo para uma região próxima e mostrou que nela também havia fartura de arroz e as pessoas também tinham os braços atados a talas mas eram saudáveis e bem nutridas pois uma levava o arroz à boca do outro, em um processo de interdependência e cooperação mútua. 
- E isto é o Céu.

sábado, dezembro 27, 2014

Inferioridade

Um samurai, conhecido por todos pela sua nobreza e honestidade, foi visitar um monge Zen em busca de conselhos. Entretanto, assim que entrou no templo onde o mestre rezava, sentiu-se inferior, e concluiu que, apesar de toda a sua vida ter lutado por justiça e paz, não tinha sequer chegado perto ao estado de graça do homem que tinha à sua frente.
- Por que razão me estou a sentir tão inferior a si? Já enfrentei a morte muitas vezes, defendi os mais fracos, sei que não tenho nada do que me envergonhar.
Entretanto, ao vê-lo meditar, senti que a minha vida não tem a menor importância.
- Espere. Assim que eu tiver atendido todos os que me procurarem hoje, eu dou-te a resposta.
Durante o resto do dia o samurai ficou sentado no jardim do templo, a olhar para as pessoas que entraram e saíram à procura de conselhos. Viu como o monge atendia a todos com a mesma paciência e com o mesmo sorriso luminoso no seu rosto. Mas o seu estado de ânimo ficava cada vez pior, pois tinha nascido para agir, não para esperar. De noite, quando todos já tinham partido, ele insistiu:
- Agora podes-me ensinar?
O mestre pediu que entrasse, e conduziu-o até o seu quarto. A lua cheia brilhava no céu, e todo o ambiente inspirava uma profunda tranquilidade.
- Estás a ver esta lua, como ela é linda? Ela vai cruzar todo o firmamento, e amanhã o sol tornará de novo a brilhar. Só que a luz do sol é muito mais forte, e consegue mostrar os detalhes da paisagem que temos à nossa frente: árvores, montanhas, nuvens. Tenho contemplado os dois durante anos, e nunca escutei a lua a dizer: por que não tenho o mesmo brilho do sol? Será que sou inferior a ele?
- Claro que não - respondeu o samurai. - Lua e sol são coisas diferentes, e cada um tem sua própria beleza. Não podemos comparar os dois.
- Então, tu sabes a resposta. Somos duas pessoas diferentes, cada qual a lutar à sua maneira por aquilo que acredita, e a fazer o possível para tornar este mundo melhor; o resto são apenas aparências. 

Bem hajem e Bom Natal,

Atravessando o Rio

Dois monges viajavam juntos num caminho lamacento. Chovia torrencialmente o que dificultava a caminhada.  A certa altura tinham que atravessar um rio, cuja água lhes dava pela cintura. Na margem estava uma moça que parecia não saber o que fazer:
- Quero atravessar para o outro lado, mas tenho medo.
Então o monge mais velho carregou a moça às suas cavalitas para a outra margem. Horas depois, o monge mais novo não se conteve e perguntou:
- Nós, monges, não nos devemos aproximar das mulheres, especialmente se forem jovens e atraentes. É perigoso. Por que fez aquilo?
- Eu deixei a moça lá atrás. Você ainda a está a carregar?

Pois é assim com muitas pessoas que conheço, e que passam a vida a julgar e a ressentir a atitude dos outros, gastando tempo e energia em algo que não irá contribuir em nada para a modificação do que passou e além disso, muitas vezes presa a esse mesmo passado que as impede de prosperar, aproveitar e disfrutar da vida.

Procurem pois aprender com os erros e viver cada vez melhor o presente.

Votos de boas festas. Bem hajam

quinta-feira, novembro 27, 2014