Mostrar mensagens com a etiqueta pnl. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pnl. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, novembro 07, 2014

A vaquinha

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com o seu fiel discípulo quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita...
Durante o percurso falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizagem que temos, também com as pessoas que mal conhecemos. Quando chegaram ao sítio constaram a pobreza do lugar, uma casa de madeira a cair aos bocados, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas... então aproximou-se do senhor, aparentemente o pai daquela família e perguntou:
- Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho, como é que o senhor e a sua família sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte produzimos queijo, manteiga, etc... para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo. O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois despediu-se e foi embora. A meio do caminho, dirigiu-se ao seu fiel discípulo e ordenou:
- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali à frente e empurre-a lá para baixo. O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o facto da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.
Assim empurrou a vaquinha morro abaixo e viu-a morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos até que um dia resolveu largar tudo o que tinha aprendido e voltar aquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.
Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças a brincar no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, "apertou" o passo e quando lá chegou, logo foi recebido por um caseiro muito simpático. Perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:
- Continuam a morar aqui. Espantado, entrou a correr na casa e viu que era a mesma família que visitara antes com o mestre.
Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):
- Como é que o senhor melhorou este sítio e esta tão bem de vida?
E o senhor entusiasmado, respondeu: - Nós apenas tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos e assim alcançamos o sucesso que os seus olhos vislumbram agora.

Todos temos uma “vaquinha” que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina, e com certeza a solução para desenvolvermos as nossas potencialidades é empurrá-la morro abaixo e praticar coisas inovadoras sendo merecedores de alcançarmos o sucesso que tanto merecemos!

sábado, novembro 01, 2014

5 CHAVES PARA FELICIDADE

Todos nós temos a responsabilidade de assumir o comando absoluto da nossa vida, mas essa responsabilidade não é sinónimo de bom uso. A vida é cheia de desafios que nos impedem de alcançar o nosso potencial.

Segundo Anthony Robbins (famoso escritor e palestrante motivacional norte-americano), se dominar estas cinco chaves alcançaremos a plena felicidade na vida:

1- Aprendamos a lidar com a frustração: a frustração pode matar os sonhos. Pode mudar a atmosfera de um ambiente deixando-o em estado de sentimento negativo. Se olharmos para os grandes homens de sucesso veremos que, num certo momento, sofreram com algum tipo de frustração. Temos que aprender a superar qualquer tipo de frustração, focalizando sempre o alvo ao invés de olharmos para os desafios/obstáculos que são inúmeros. 

2- Aprendamos a lidar com a rejeição: um não, muitas vezes gera uma grande decepção. Ninguém tem como objectivo, receber um “não”, pois por norma magoa. Apesar disso não nos podemos limitar, temos que arriscar para crescer na vida. Quantas vezes já decidimos não assumir uma posição na empresa ou tentar fazer uma venda com medo do não? Não há sucessos reais sem rejeição. Quanto mais sofremos a rejeição, mais podemos aprender. Isto acontece também nos relacionamentos, quando nos apaixonamos por uma pessoa e “levamos um não”, na verdade estamos a qualificar-nos para a próxima pessoa que se apaixonar. Quem nos “der um não” é porque não acredita em nós e, provavelmente, também não merece receber a nossa confiança. Valorizemo-nos a nós próprios, os “não” o iram qualificar para o “sim”, trazendo crescimento e sucesso para a vida.

3- Devemos aprender a lidar com a crise financeira: o dinheiro é como qualquer outra coisa na vida, podemos usá-lo a nosso favor ou contra nós. A crise financeira quando chega acarreta consigo crise para todas as outras áreas da vida, mas isso acontece porque perdemos o controlo da situação (lembremo-nos sempre: Deus é a prioridade, o dinheiro é a bênção que Deus vai providenciar, abrindo as portas para conquistar mais e mais prosperidade financeira). 

"Não são os acontecimentos da vida que determinam a forma como se sente e age, mas sim a maneira como interpreta e avalia esses acontecimentos". Tony Robbins.

4- Aprendamos a criar e gerar entusiasmo: todos nós vimos pessoas que conquistaram o sucesso e depois pararam de crescer e de desenvolver-se. O conforto pode ser uma emoção desastrosa porque quando ficamos muito confortáveis, paramos de crescer. A chave para gerir o entusiasmo é manter o foco nas metas a atingir.

5- Devemos dar sempre mais do que o que esperamos receber: a excelência deve ser o foco constante em tudo aquilo que fazemos. Em qualquer relacionamento que criemos, procuremos valorizar as pessoas e entregar-lhes o nosso melhor. Assim, desenvolver-nos-emos como pessoas agradáveis capazes de agregar valor na vida das pessoas.

Bem hajam

domingo, outubro 19, 2014

Crenças – as forças interiores

Esta história trata de um jovem príncipe que só não acreditava em três coisas. Não acreditava em princesas, ilhas e em Deus.
O seu pai, o rei, dissera-lhe que essas coisas não existiam. No reino do seu pai, não havia ilhas, princesas e nenhum sinal de Deus.
O jovem príncipe acreditava no pai.
Um dia, o príncipe fugiu do palácio para o país vizinho. Lá, para sua surpresa, de toda a costa avistou ilhas e, nestas ilhas, estranhas criaturas cujo nome nem sequer imaginava.
Enquanto procurava um barco na praia, um homem em trajes de gala aproximou-se dele.
- Aquelas ilhas são reais? - perguntou o jovem príncipe.
- Claro que são reais - respondeu o homem em trajes de gala.
- E aquelas estranhas e perturbadoras criaturas?
- São todas princesas autênticas e genuínas.
- Então, Deus também deve existir! - exclamou o príncipe.
- Eu sou Deus - replicou o homem em trajes de gala, curvando-se em reverência.
O jovem príncipe voltou para casa o mais depressa que pôde.
- Então está de volta - exclamou seu pai, o rei.
- Eu vi ilhas, vi princesas, eu vi Deus - disse o príncipe acusadoramente.
O rei permaneceu impassível.
- Não existem ilhas, nem princesas, nem um Deus de verdade.
- Eu vi-os!
- Diga-me como Deus estava vestido.
- Deus estava em trajes de gala.
- Estavam as mangas do casaco arregaçadas?
O príncipe lembrava-se de que estavam. O rei sorriu.
- Esse é o uniforme de um mágico. Foste enganado.
Com isto o príncipe retomou à terra vizinha e foi até a mesma costa, onde mais uma vez encontrou o homem em trajes de gala.
— Meu pai, o rei, disse-me quem é — disse o jovem príncipe indignado. — enganou-me da última vez, mas não o fará novamente. Agora sei que aquelas não são ilhas, nem princesas de verdade, porque é mágico.
O homem na praia sorriu.
- Estás enganado, meu rapaz. No reino do seu pai há muitas ilhas e muitas princesas. Mas estás sob a magia do teu pai, e por isso não podes vê-las.
O príncipe retomou a casa pensativo, e quando viu o seu pai, olhou-o nos olhos.
- Pai, é verdade que não é um rei de verdade, mas apenas um mágico? O rei sorriu e arregaçou as mangas.
- Sim, meu filho, sou apenas um mágico.
- Devo saber a verdade, a verdade acima da magia.
- Não há verdade acima da magia - disse o rei. O príncipe encheu-se de tristeza e disse:
- Vou-me matar.
O rei, por magia, fez a morte aparecer. A morte ficou em pé junto à porta e acenou para o príncipe real. O príncipe estremeceu. Ele lembrava-se das belas, mas irreais ilhas e das irreais, porém belas, princesas.
- Muito bem - disse ele. - Posso viver com isso.
- Vê, meu filho - disse o Rei. - Agora também começas a ser mágico.
(A Estrutura da Magia - Bandler)

domingo, outubro 05, 2014

O monge mordido

Está é uma das histórias que mais me tem ajudado na vida, embora simples, diz muito da forma como cada um de nós anda diariamente, e claro que o importante é ter sempre uma melhor escolha para agir…
Um monge e os discípulos iam pela estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião a ser arrastado pelas águas.
O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho picou-o e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.
Foi então à margem, pegou num ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e salvou-o.
O monge voltou e juntou-se aos discípulos na estrada.
Eles tinham assistido à cena e receberam-no perplexos e penalizados.
- Mestre deve estar muito doente! Porque foi salvar esse bicho mau e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda, picou a mão que o salvara!
Não merecia a sua compaixão!
O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu (…):
- Ele agiu conforme a sua natureza, e eu de acordo com a minha. (Autor desconhecido)
Deixo aqui uma pergunta: O que é que nos impede der ser como o monge?
Aguardo respostas: mig-ferreira@hotmail.com


Bem hajam, Miguel Ferreira

A Receita da Dona Cacilda

A Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda e elegante, que todos os dias às 8 da manhã já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar da sua pouca visão.
E hoje ela mudou-se para uma casa de repouso: o marido, com quem viveu 70 anos, morreu recentemente, e não tinha outra solução.
Depois de esperar pacientemente duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a senhora que a veio atender lhe disse que o seu quarto estava pronto. Enquanto manobrava o andador em direção ao elevador, a senhora deu uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela. Ela interrompeu-a com o entusiasmo duma criancinha que acabou de ganhar um cachorrinho.
- Ah, adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu o seu quarto... Espera um pouco...
- Isso não tem nada a ver, respondeu a D. Cacilda, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todos os dias quando acordo. Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem... Ou posso levantar-me da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Parece assim? Nem por isso; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pela vida fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir os meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Calmamente a D. Cacilda continuou: - Cada dia é um presente, e enquanto os meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, o meu conselho para si, é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como vê, eu ainda continuo a depositar e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Vale a pena ter em conta a Receita da Dona Cacilda:  
COMO MANTER-SE JOVEM

1. Deixe de fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos levam-nos para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
“Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.” E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas.
   
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele ou ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem,  aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica connosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refúgio.
8. Tome cuidado com a sua saúde: Se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhorá-la, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa.
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
"De nada vale a pena se não tocarmos o coração das pessoas."


Bem hajam, Miguel Ferreira

terça-feira, agosto 19, 2014

A Lição do Fogo

Um membro dum determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem avisar deixou de participar nas suas atividades.
Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Estava uma noite muito fria.
O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado à lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.
Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, à espera. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada.
No sério silêncio que se formou, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.
Após alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.
Então, voltou a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.
Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e o seu fogo apagou-se de vez.
Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto duma espessa camada de fuligem acinzentada.
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.
O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo.
Quase que imediatamente tornou-se a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.
Quando o líder alcançou a porta para partir, o seu anfitrião disse:
- Obrigado pela sua visita e pelo belíssimo sermão. Vou voltar ao convívio do grupo. Deus te abençoe!

Reflexão: Aos membros de qualquer grupo vale a pena lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo perdem todo o brilho. Aos líderes vale a pena lembrar que são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

domingo, agosto 03, 2014

Voem juntos, mas nunca amarrados.

Conta uma velha lenda dos índios Sioux que uma vez, Touro Bravo - o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros e Nuvem Azul, a filha do chefe e uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e disseram:
Nós amamo-nos e vamo-nos casar. E amamo-nos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã. Alguma coisa que garanta que possamos ficar sempre juntos. Que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até a morte. O velho sábio, ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Pois bem. Há uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte desta aldeia e, apenas com as suas próprias mãos e uma rede, caçar o falcão mais vigoroso do monte e traze-lo com vida, até ao terceiro dia depois da lua cheia.
- E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono, onde encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la, trazendo-a viva.
Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada. No dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro dum saco.
O velho pediu que, com cuidado, as retirassem. Observou então que se tratavam de belos exemplares.
- E agora, o que faremos? Perguntou o jovem.
Matamo-las e depois bebemos à honra do seu sangue ou as cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne?
- Não, disse o feiticeiro! Apanhem as aves e amarrem-nas entre si pelas patas, com estas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...
O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros...
A águia e o falcão tentaram alçar voo, mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade de voar, as aves atiravam-se uma contra a outra, bicando-se até se magoarem.

- E o velho disse: jamais esqueçam o que estão a ver. Este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão: se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, viverão arrastando-se e, cedo ou tarde, começarão a magoarem-se mutuamente. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos... Mas nunca amarrados. 

Floquinhos de algodão (Dar sem esperar receber...)

Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava.
Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado.
A coisa mais importante, a coisa mais valiosa, era a amizade.
Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava o seu CARINHO.
O CARINHO era simbolizado por um floquinho de algodão.
Muitas vezes, era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca.
As pessoas davam o seu CARINHO pois sabiam que receberiam outros noutro momento ou noutro dia.
Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia, convenceu um pequeno garoto a não dar mais os seus floquinhos. Dessa forma, ele seria a pessoa mais rica da aldeia e teria o que quisesse. Iludido pelas palavras da malvada, o menino, que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar CARINHOS e em pouquíssimo tempo a sua casa estava repleta de floquinhos, ficando até difícil de movimentar-se dentro dela.
Daí então, quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, as pessoas começaram a guardar o pouco CARINHO que tinham e toda a HARMONIA da cidade desapareceu.
Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, o primeiro ROUBO, o ÓDIO, a DISCÓRDIA, as pessoas se OFENDERAM pela primeira vez e passaram a IGNORAR-SE pelas ruas.
Como era o mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO, o que o fez procurar a velha para lhe perguntar se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumularia.
Como não a encontrou mais, tomou uma decisão: pegou num carrinho de mão, onde colocou todos os seus floquinhos e foi por toda a cidade distribuindo aleatoriamente o seu CARINHO.
A todos a quem dava CARINHO, apenas dizia: "Obrigado por receber o meu carinho". Assim, sem medo de acabar com os seus floquinhos, distribuiu até o último CARINHO sem receber um só de volta.
Sem que tivesse tempo de se sentir sozinho e triste novamente, alguém caminhou até ele e deu-lhe CARINHO.

Um outro fez o mesmo...Mais outro...e outro...até que definitivamente a aldeia voltou ao normal. 

domingo, julho 06, 2014

Pedra no Caminho (Obstáculos)

Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio duma estrada.
Então, escondeu-se e ficou a observar se alguém tiraria a imensa rocha do caminho.
Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra. Alguns até esbracejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas, mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.
De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao aproximar-se da imensa rocha, pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali. Após muita forca e suor, finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra.
A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.
O camponês aprendeu o que muitos de nos nunca entendeu: "Todo o obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos a nossa condição".
Podemos escolher agradecer os obstáculos da vida!

Bem hajam

O Verdadeiro Poder

Era uma vez um guerreiro, famoso pela sua invencibilidade na guerra. Era um homem extremamente cruel e, por isso, temido por todos. Quando se aproximava duma aldeia, os moradores saiam a correr para as montanhas, onde se escondiam do malvado guerreiro. Subjugou muitas aldeias.
Um certo dia, alguém o viu aproximar-se com o seu exército, numa pequena aldeia onde viviam alguns agricultores e entre eles um velhinho, muito sábio.
Quando o povo escutou a terrível notícia da aproximação do guerreiro, trataram de juntar o que podiam e fugir rapidamente para as montanhas. Só o velhinho ficou para trás. Ele já não podia fugir. O guerreiro entrou na aldeia e foi cruel, incendiando as casas e matando alguns animais soltos pelas ruas.
Até que chegou na casa do velhinho... E sem piedade, foi dizendo ao velhinho que os seus dias tinham chegado ao fim. Mas, que lhe concederia um último desejo, antes de passá-lo pelo fio da sua espada. O velhinho pensou um pouco e pediu que o guerreiro fosse com ele até ao bosque e ali lhe cortasse um galho duma árvore. O guerreiro achou aquilo ridículo. -"Este velho deve estar senil. Que último desejo mais idiota." Mas, se esse era o último desejo do velhinho, tinha que atendê-lo. E lá foi o guerreiro até o bosque e com um golpe da sua espada, cortou um galho duma árvore.-" Muito bem" disse o velhinho.
-"O senhor cortou o galho da árvore. Agora, por favor, coloque esse galho na árvore outra vez." O guerreiro deu uma grande gargalhada, dizendo que o velho devia estar louco, pois toda a gente sabe que isso já não era possível, colocar o galho cortado na árvore outra vez. O velhinho então respondeu-lhe:

- "Louco é você que pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar, esse não tem poder. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que faz reviver o que parece morto. Essa pessoa tem verdadeiro poder". 

(autor desconhecido)

Clic aqui para ver a nossa Agenda de Cursos

sábado, junho 07, 2014

A Catedral de Londres (Motivação / Valores)

Aquilo que nos move na vida é a nossa motivação, que é totalmente dirigida por aquilo que é mais importante para nós e que ainda que possamos reagir à vida, nem sempre é claro, mas de facto são os motores da na vida – refiro-me, é claro, aos nossos valores, que suportam a nossa identidade e que nos definem como seres unido no mundo.
Sem dúvida, que se quisermos atingir o que quer que seja, é absolutamente fundamental “motivação”. Este estado difere de pessoa para pessoa e estão intimamente ligada à nossa história pessoal, ou melhor, à forma como está “arrumada” a nossa história pessoal.
Deixo-vos aqui uma história, para que cada um de vós possa encontrar o significado profundo da motivação e vale a pena lê-la várias vezes e até fazer de tema de conversa de café ou até mesmo em família, com os filhos, avós, etc.
Dizem que Christopher Wren, arquiteto encarregado da construção da Catedral de Londres, decidiu passear incógnito pelo canteiro de obras para ver como os pedreiros trabalhavam.
Ficou pensativo enquanto observava três operários. Um trabalhava muito mal; outro, de forma correta; o terceiro, por sua vez, realizava o seu trabalho com muito mais força e dedicação que os demais. Sem se conter, o arquiteto aproximou-se do primeiro e perguntou:
- Boa tarde. O que é que o senhor está a fazer?
- Eu? – disse o pedreiro. – Trabalho de sol a sol, num serviço muito cansativo. Não vejo a hora de terminar.
Depois foi até ao segundo operário e fez a mesma pergunta:
- Boa tarde. O que é que o senhor está a fazer?
- Estou aqui para ganhar dinheiro a para que possa sustentar a minha mulher e meus quatro filhos. 
Finalmente, Wren se dirigiu ao terceiro trabalhador:
- Boa tarde. O que é que o senhor está a fazer?
O pedreiro levantou a cabeça e, com um olhar cheio de orgulho, respondeu:
- Eu? Estou a construir a Catedral de Londres, cavalheiro.
Fica o desafio! Aguardo reações. Email: mig-ferreira@hotmail.com.

Bem hajam

sexta-feira, maio 09, 2014

Auto - Motivação

Deixo-vos aqui uma história real, dum homem que investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, dormindo apenas quatro horas por dia. Dormia ali mesmo, entre um pequeno torno e algumas ferramentas espalhadas. Para poder continuar nos seus negócios. Empenha a sua casa e as jóias da esposa. Quando, finalmente, apresenta o resultado do seu trabalho a uma grande empresa, recebe a resposta que o seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido.
O homem desiste?
Não! Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima de gozo dos seus colegas e de alguns professores, que o chamam de "louco".
O homem fica ofendido?
Não! Dois anos depois de ter concluído o curso de Qualidade, a empresa que o recusara, finalmente, faz um contrato com ele.
Seis meses depois, vem a guerra. A sua fábrica é bombardeada duas vezes.
O homem desespera-se e desiste?
Não! Reconstrói a sua fábrica, mas novamente um terremoto arrasa-se.
Poderá pensar: bom, agora sim, ele desiste! Mais uma vez, não!
Imediatamente após a guerra há uma escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel, nem para comprar alimentos para a sua família. Entra em pânico e decide não continuar mais os seus propósitos?
Não! Criativo, adapta um pequeno motor à sua bicicleta e sai às ruas.
Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem as chamadas "bicicletas motorizadas". A demanda por motores aumenta e logo ele não conseguiria atender a todos os pedidos!
Decide montar uma fábrica para a novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país.
Como a ideia parece excelente, consegue ajuda de 3.500 lojas, as quais lhe adiantam uma pequena quantia em dinheiro.
Hoje, a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística!
Esta conquista foi possível porque o Sr. Soichiro Honda, o homem da nossa história, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.
Quantos de nós, desistimos por muito menos?
Quantas vezes o fazemos antes de enfrentar minúsculos problemas?
Todas as coisas são possíveis, quando sustentadas por sonhos e valores consistentes.

sexta-feira, março 28, 2014

Estratégias & Resultados

Acerca deste tema, gosto muito da história que vos deixo:
Havia um cego que passava o seu dia sentado na calçada a pedir esmola, com um boné aos seus pés e um pedaço de madeira escrito com giz branco: "Por favor, ajude-me, sou cego".
Um dia um publicitário da área de criação passou na calçada, parou e viu o cego sentado com umas poucas moedas no boné.
Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio.
Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.
Pela tarde o publicitário voltou a passar na calçada onde o cego que pedia esmola.
Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.
O cego reconheceu os passos e perguntou-lhe se tinha sido ele quem reescreveu o seu cartaz, sobretudo querendo saber o que tinha escrito.
O publicitário respondeu:
"Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras".
Sorriu e continuou o seu caminho.
O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:
"Hoje é Primavera, e não posso vê-la".
Mudemos a estratégia quando não nos acontece alguma coisa...
Mensagem: "Se é verdade que nada é perfeito, também é verdade que tudo pode ser melhorado."

Bem hajam e boas estratégias.

terça-feira, março 04, 2014

Programação neurolinguística - inovação na terapia

Iniciei a minha caminhada na programação neurolinguística no ano de 2004, com aquele que considerei ser o curso da minha vida, a saber: o pratitioner (nível 1 em PNL). Recordo-me que passado um mês, após a realização do primeiro módulo (4 dias seguidos), já conseguia aplicar grande parte da metodologia apreendida.
A PNL, como modelo pragmático, dava não só a possibilidade de me conhecer a fundo, como também de desenvolver no domínio da prática clínica resultados muito mais rápidos e eficazes, enriquecendo as habilidade cognitivas do paciente que, por sua vez, passaria a ter uma maior compreensão de si próprio, assim como dos outros que o rodeavam.
Devo dizer que, simplesmente pela expansão da percepção do problema do paciente, usando as três posições perceptivas, a pessoa desenvolvia mais aceitação da realidade, nomeadamente, dos obstáculos que não lhe possibilitavam ver, que por de trás destes, estava o objetivo que realmente pretendiam alcançar, e que na maior parte dos casos nem era consciente, pois era tal o foco no obstáculo, que todo o sistema nervoso se focalizava nisso, ficando quase que totalmente associada àquilo que não queria.
Assim, com uma maior compreensão de si mesmo, dos outros e da própria vida em si, a pessoa passava a gerar mais aceitação e com isso aumentava consideravelmente o grau de tolerância e flexibilidade, ao mesmo tempo que criava estados de satisfação e serenidade. Paralelamente desenvolvia a comunicação assertiva (respeitando os seus interesses e também os dos outros), a qual implicava quase sempre a implementação de recursos fundamentais, tais como a segurança, a confiança e a tranquilidade.
Tradicionalmente, a psiquiatria estipula o tratamento da depressão nervosa, em seis meses, com o uso de psicofármacos, não garantindo eficácia. Ao longo da minha experiencia profissional tenho encontrado muitíssimos casos, vítimas da visão limitadora acerca desta desordem emocional, por muitos, chamada de “doença mental” e por outros, apenas por desordem emocional. O facto é que, os estudos comprovam que a intervenção integrada de múltiplas abordagens aumenta significativamente a eficácia dos tratamentos.
Posto isto, devo dizer que foi neste panorama de resignação que iniciei a minha carreira em clínica privada. Não obstante, não desisti e a impotência (muitas vezes maior que as estratégias de ajuda efectiva) deram lugar à PNL. Esta metodologia inovadora, cuja maior vantagem é a sua rapidez, permite, em poucas sessões, aprender novas estratégias mentais e assim resolver situações que antes levariam meses de terapia. Algo igualmente inovador foi descobrir que a depressão não passava duma estratégia mental disfuncional, inconsciente, ou seja, sem intenção da pessoa. Mas, mesmo sem intenção, o facto é que era da responsabilidade do ser pensante e como tal, passível de ser modificada, independentemente do grau de dependência de psicofármacos, como é habitual nesse tipo de tratamento.

Desta feita, e após vários anos de experiências gratificantes, constatei que, com os métodos e técnicas revolucionárias da programação neurolinguística, a pessoa mais facilmente resolve os conflitos interiores que geram medo, ansiedade, depressão e outras emoções limitantes. Mas, não são só os estados negativos que podem ser alvo da PNL. O mesmo se passa com os estados positivos que nos realizam e impulsionam - de forma fácil e divertida - para a concretização dos nossos objetivos, despertando recursos do subconsciente e, assim, melhorar significativamente os relacionamentos afetivos, pessoais e profissionais, sobretudo, com aquela pessoa que está sempre connosco, em concreto, nós mesmos. Para além disso, com a PNL aprendemos a relaxar e a resolver situações stressantes em poucos segundos.
Para concluir esta partilha sobre uma das minhas grandes paixões, não posso deixar de agradecer a todos aqueles que se esforçaram na busca da síntese para a eficácia, utilizando a grande ferramenta que nem sempre empregamos da melhor forma possível – a comunicação.

Bem hajam e sejam felizes.


Miguel Ferreira

sexta-feira, janeiro 31, 2014

7 Dicas para aprender com os erros

Enquanto seres humanos vamos cometendo erros ao longo da vida, a questão não se coloque sobre se iremos cometer erros ou não, mas sim o que fazemos com os erros que cometemos; podemos deixar que os erros nos aprisionem, nos condicionem ou podemos escolher aprender com esses erros e evoluir a partir deles.

Deixo-vos algumas dicas para aprendermos com os erros:

1 Os erros acontecem: Os erros acontecem, não temos como os evitar e que eles ocorram é natural e assim os devemos encarar e interagir com eles, sem dramas pois nada é irreparável em relação a nós próprios.

2 Os erros não nos definem: os erros que cometemos não nos definem quem somos, eles não põem em causa aquilo que somos, mas sim o nosso comportamento. Por muitos erros que cometamos isso não faz de nós más pessoas, mostra apenas que desconhecemos quem somos de verdade.

3 Os erros mostram como não fazer: cada vez que erramos aprendes uma forma de como não fazer numa próxima tentativa, são procedimentos que tomamos consciência sobre os seus resultados e podemos evitar repeti-los de novo.

4 Os erros podem-te aprisionar: Sempre que deixamos que os erros nos condicionem, que nos impeçam de tentar de novo, estamos a aprisionar-nos, estamos a limitar o nosso raio de ação. Pois só não erra que nada faz, a não ser o erro de nada fazer, mas esses que nada fazem desistem de viver.

5 Os erros aguçam a criatividade: quando estamos a tentar alcançar determinado objetivo e erramos obtendo um resultado muito diferente daquele que esperávamos, esse mesmo resultado pode ser algo que nunca nos havia passado pela cabeça, mas que seja por si só algo de inovador. Muitas invenções resultaram de situações semelhantes como por exemplo os post-it.

6 Os erros ajudam-nos a conhecemo-nos: a forma como lidamos com o erro, como deixamos que ele impacte em nós, ajuda-nos a conhecemo-nos melhor e quanto mais consciente estivermos do impacto que os erros têm em nós, melhor os poderemos usar para evoluir, tomando nota das emoções que surgem em nós, observando-as e deixando-as partir.

7 O erro é um caminho mais longo para o sucesso: é através da tentativa e erro que surge a inovação. É entrando no desconhecido que testamos de verdade os nossos limites, pois se nos limitamos apenas ao que conhecemos os resultados que obtemos serão aqueles que já obtivemos. O desconhecido será sempre temido até que seja testado, só fazendo, só experimentando saberemos o que acontece, tudo o resto é mera especulação.

Na verdade o erro não existe, tudo é experiência, tudo acontece como tem de acontecer e se acontece é porque estamos preparados para lidar como eles e aprender com eles.

quinta-feira, novembro 28, 2013

Quebre o ciclo

“Os fracos nunca podem perdoar. O Perdão é atributo dos fortes" – Mahatma Gandhi
Um empresário com grande poder de decisão gritou com um director da sua empresa, porque naquele momento estava a sentir muita raiva.
O director, ao chegar a casa e ao ver um bom e farto almoço à mesa, gritou com sua mulher, acusando-a de gastar demais.
A mulher gritou com a empregada, que, assustada, quebrou um prato ao tropeçar no cão da casa. A empregada pontapeou o cão por este a ter feito tropeçar.
O cão saiu a correr e mordeu uma senhora que ia a passar pela rua, porque ela atrapalhou a sua saída pelo portão.
Essa senhora foi à farmácia para tomar uma vacina e fazer um penso, e gritou com o farmacêutico porque a vacina lhe doeu ao ser aplicada.
O farmacêutico, ao chegar a casa, gritou com sua mãe porque o jantar não estava do seu agrado.
A mãe, tolerante, com um manancial de amor e perdão, afagou os cabelos do filho e beijou-o na testa, dizendo:
- Meu Querido Filho, prometo que amanhã faço a tua sobremesa favorita. Trabalhas muito, estás cansado e precisas de uma boa noite de sono. Vou trocar os lençóis da tua cama, e pôr outros limpinhos e a cheirar bem para que durmas tranquilamente e em paz. Amanhã vais-te sentir melhor.
E ao retirar-se, abençoou-o, deixando o filho sozinho com seus pensamentos.
Naquele momento, o círculo do ódio se rompeu, porque ele esbarrou na TOLERÂNCIA, no PERDÃO e no AMOR.

Se momentânea ou permanentemente nos encontramos num círculo de intolerância, raiva, rancor ou ódio, ou se por ventura nos colocaram ali, devemos SEMPRE lembrar-nos de que apenas e só com TOLERÂNCIA, PERDÃO e AMOR o podemos quebrar!
(Adaptado do Livro “O que Podemos Aprender com os Gansos”, Alexandre Rangel)

Bem hajam

Miguel Ferreira

sábado, novembro 16, 2013

Uma Citação, uma Fábula

Uma das citações mais populares de Mahatma Gandhi é “Você deve ser a mudança que deseja ver no mundo.”
Partilho a história que se acredita verdadeira - embora não confirmada – que terá estado na origem desta citação.
Durante a década de 1930, um jovem rapaz tinha-se tornado obcecado com a ingestão de açúcar. A sua mãe tentou por todos os meios dissuadi-lo do vício mas não conseguiu. Ao constatar que o seu único filho, o seu “bem” mais precioso, começava a por a sua vida em risco, e ao saber da admiração e respeito que este tinha por Gandhi – já muito venerado em todo o país - decidiu levá-lo à presença do Mahatma (Grande Alma) na esperança que as suas palavras pudessem convencer o filho a parar de ingerir açúcar.

Viajaram durante um dia de comboio e esperaram na Gandhi's Ashram (Ermida) outro dia para falar com Gandhi. Ao chegar à sua presença a mãe desesperada pediu “Mahatma, peço-lhe que convença o meu filho a não comer mais açúcar, pois está a ‘envenenar’ o seu corpo ao ponto da sua vida começar a ficar em risco!” Gandhi deliberou por breves minutos e respondeu "Por favor volte daqui a um mês. Nessa altura falarei com o seu filho." A mãe desesperada ao ouvir estas palavras implorou “Mas Mahatma, por favor, eu viajei um dia de comboio e aguardei outro dia para poder estar aqui…” Gandhi interrompeu dizendo seriamente: “Entendo, mas terá que voltar daqui a um mês. Só nessa altura falarei com o seu filho.”

Mãe e filho levaram mais um dia para regressar de comboio à sua aldeia. Embora não tendo desistido de comer açúcar, o facto de ter estado na presença de Mahatma e, a curiosidade em voltar a visitá-lo para escutar as suas palavras, fizeram com que ele reduzisse a sua ingestão. Passado um mês voltaram de novo a viajar um dia de comboio e aguardar por mais um dia para estarem na presença de Gandhi. Ao chegarem perto dele a mãe voltou a dirigir-se-lhe “Mahatma, conforme nos pediste estamos de volta…” Gandhi respondeu “Sim, recordo-me de si e do problema do seu filho com o açúcar” e dirigindo-se a este gritou-lhe "Vais deixar de comer açúcar, JÁ!" O rapaz assustado admitiu, "Perdoe-me bapu (Pai), vou seguir de imediato o seu conselho."

A mãe perplexa perguntou, "Bapu, poderia ter solicitado ao meu filho que deixasse de comer açúcar, há um mês atrás quando o visitámos…. Porquê nos pediu para voltarmos um mês depois?" Gandhi respondeu, "Ben (Irmã), há um mês, também eu ainda comia açúcar… Você deve ser a mudança que deseja ver no mundo."

Apenas devemos exigir de alguém o que exigimos primeiro de nós próprios. Só ao sermos coerentes com os nossos valores poderemos de forma positiva deixar a nossa “marca”. Lembre-se disso ao influenciar da próxima vez…

Bem hajam,

Miguel Ferreira