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sábado, outubro 31, 2015

O porteiro do prostíbulo

Não havia no povoado pior ofício do que porteiro do prostíbulo (bordel). Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O facto é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse: - A partir de hoje, o Senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e os seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, Senhor - balbuciou - mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Então sinto muito, mas se é assim, já não poderá continuar a trabalhar.
- Mas Senhor, não me pode despedir, eu trabalhei nisto a toda a minha vida, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi-se embora. O porteiro sentiu-se como se o mundo desmoronasse. E o que fazer agora? Lembrou-se que no prostíbulo, quando se quebrava alguma cadeira ou mesa, ele arranjava-a, com cuidado e carinho.
Pensou que essa poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só tinha alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, tinha de viajar dois dias numa mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.
E assim o fez. No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabei de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar... já que...
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bem.
Na manhã seguinte, como tinha prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque não me o vende?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem de mula.
- Façamos um acordo - disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que está sem trabalho de momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias...aceitou. Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho esperava-o na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo ao nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe os seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que as compre para mim, pois não tenho tempo para viajar e fazer compras. Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu a sua caixa de ferramentas e o seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi-se embora. E o nosso amigo guardou as palavras que escutara: “não tenho tempo para viajar e fazer compras”.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas. Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que tinha vendido.
De facto, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a espalhar-se pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas. Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam os seus clientes. Com o tempo, alugou uma pequena loja para expor as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou a pequena loja, na primeira loja de ferragens do povoado.
Estavam todos contentes e ferramentas compravam-nas a ele. E agora, já não viajava, os fabricantes enviavam-lhe os seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens.
Um dia lembrou-se de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc..
E depois foram os pregos e os parafusos... Em poucos anos, o nosso amigo transformou-se, com o seu trabalho, num rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito entregou-lhe as chaves da cidade, abraçou-o e lhe disse:
-É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
-O Senhor?!?! - disse o prefeito sem acreditar. O Senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:
- O que teria sido do Senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder - disse o homem com calma. Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o PORTEIRO DO PROSTÍBULO!!!
Geralmente as mudanças são vistas como adversidades. As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de oportunidades. Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água: “A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna-os”.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas. Não há comparações entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar. 

sábado, dezembro 27, 2014

Inferioridade

Um samurai, conhecido por todos pela sua nobreza e honestidade, foi visitar um monge Zen em busca de conselhos. Entretanto, assim que entrou no templo onde o mestre rezava, sentiu-se inferior, e concluiu que, apesar de toda a sua vida ter lutado por justiça e paz, não tinha sequer chegado perto ao estado de graça do homem que tinha à sua frente.
- Por que razão me estou a sentir tão inferior a si? Já enfrentei a morte muitas vezes, defendi os mais fracos, sei que não tenho nada do que me envergonhar.
Entretanto, ao vê-lo meditar, senti que a minha vida não tem a menor importância.
- Espere. Assim que eu tiver atendido todos os que me procurarem hoje, eu dou-te a resposta.
Durante o resto do dia o samurai ficou sentado no jardim do templo, a olhar para as pessoas que entraram e saíram à procura de conselhos. Viu como o monge atendia a todos com a mesma paciência e com o mesmo sorriso luminoso no seu rosto. Mas o seu estado de ânimo ficava cada vez pior, pois tinha nascido para agir, não para esperar. De noite, quando todos já tinham partido, ele insistiu:
- Agora podes-me ensinar?
O mestre pediu que entrasse, e conduziu-o até o seu quarto. A lua cheia brilhava no céu, e todo o ambiente inspirava uma profunda tranquilidade.
- Estás a ver esta lua, como ela é linda? Ela vai cruzar todo o firmamento, e amanhã o sol tornará de novo a brilhar. Só que a luz do sol é muito mais forte, e consegue mostrar os detalhes da paisagem que temos à nossa frente: árvores, montanhas, nuvens. Tenho contemplado os dois durante anos, e nunca escutei a lua a dizer: por que não tenho o mesmo brilho do sol? Será que sou inferior a ele?
- Claro que não - respondeu o samurai. - Lua e sol são coisas diferentes, e cada um tem sua própria beleza. Não podemos comparar os dois.
- Então, tu sabes a resposta. Somos duas pessoas diferentes, cada qual a lutar à sua maneira por aquilo que acredita, e a fazer o possível para tornar este mundo melhor; o resto são apenas aparências. 

Bem hajem e Bom Natal,

domingo, outubro 19, 2014

Crenças – as forças interiores

Esta história trata de um jovem príncipe que só não acreditava em três coisas. Não acreditava em princesas, ilhas e em Deus.
O seu pai, o rei, dissera-lhe que essas coisas não existiam. No reino do seu pai, não havia ilhas, princesas e nenhum sinal de Deus.
O jovem príncipe acreditava no pai.
Um dia, o príncipe fugiu do palácio para o país vizinho. Lá, para sua surpresa, de toda a costa avistou ilhas e, nestas ilhas, estranhas criaturas cujo nome nem sequer imaginava.
Enquanto procurava um barco na praia, um homem em trajes de gala aproximou-se dele.
- Aquelas ilhas são reais? - perguntou o jovem príncipe.
- Claro que são reais - respondeu o homem em trajes de gala.
- E aquelas estranhas e perturbadoras criaturas?
- São todas princesas autênticas e genuínas.
- Então, Deus também deve existir! - exclamou o príncipe.
- Eu sou Deus - replicou o homem em trajes de gala, curvando-se em reverência.
O jovem príncipe voltou para casa o mais depressa que pôde.
- Então está de volta - exclamou seu pai, o rei.
- Eu vi ilhas, vi princesas, eu vi Deus - disse o príncipe acusadoramente.
O rei permaneceu impassível.
- Não existem ilhas, nem princesas, nem um Deus de verdade.
- Eu vi-os!
- Diga-me como Deus estava vestido.
- Deus estava em trajes de gala.
- Estavam as mangas do casaco arregaçadas?
O príncipe lembrava-se de que estavam. O rei sorriu.
- Esse é o uniforme de um mágico. Foste enganado.
Com isto o príncipe retomou à terra vizinha e foi até a mesma costa, onde mais uma vez encontrou o homem em trajes de gala.
— Meu pai, o rei, disse-me quem é — disse o jovem príncipe indignado. — enganou-me da última vez, mas não o fará novamente. Agora sei que aquelas não são ilhas, nem princesas de verdade, porque é mágico.
O homem na praia sorriu.
- Estás enganado, meu rapaz. No reino do seu pai há muitas ilhas e muitas princesas. Mas estás sob a magia do teu pai, e por isso não podes vê-las.
O príncipe retomou a casa pensativo, e quando viu o seu pai, olhou-o nos olhos.
- Pai, é verdade que não é um rei de verdade, mas apenas um mágico? O rei sorriu e arregaçou as mangas.
- Sim, meu filho, sou apenas um mágico.
- Devo saber a verdade, a verdade acima da magia.
- Não há verdade acima da magia - disse o rei. O príncipe encheu-se de tristeza e disse:
- Vou-me matar.
O rei, por magia, fez a morte aparecer. A morte ficou em pé junto à porta e acenou para o príncipe real. O príncipe estremeceu. Ele lembrava-se das belas, mas irreais ilhas e das irreais, porém belas, princesas.
- Muito bem - disse ele. - Posso viver com isso.
- Vê, meu filho - disse o Rei. - Agora também começas a ser mágico.
(A Estrutura da Magia - Bandler)

sábado, junho 07, 2014

A Catedral de Londres (Motivação / Valores)

Aquilo que nos move na vida é a nossa motivação, que é totalmente dirigida por aquilo que é mais importante para nós e que ainda que possamos reagir à vida, nem sempre é claro, mas de facto são os motores da na vida – refiro-me, é claro, aos nossos valores, que suportam a nossa identidade e que nos definem como seres unido no mundo.
Sem dúvida, que se quisermos atingir o que quer que seja, é absolutamente fundamental “motivação”. Este estado difere de pessoa para pessoa e estão intimamente ligada à nossa história pessoal, ou melhor, à forma como está “arrumada” a nossa história pessoal.
Deixo-vos aqui uma história, para que cada um de vós possa encontrar o significado profundo da motivação e vale a pena lê-la várias vezes e até fazer de tema de conversa de café ou até mesmo em família, com os filhos, avós, etc.
Dizem que Christopher Wren, arquiteto encarregado da construção da Catedral de Londres, decidiu passear incógnito pelo canteiro de obras para ver como os pedreiros trabalhavam.
Ficou pensativo enquanto observava três operários. Um trabalhava muito mal; outro, de forma correta; o terceiro, por sua vez, realizava o seu trabalho com muito mais força e dedicação que os demais. Sem se conter, o arquiteto aproximou-se do primeiro e perguntou:
- Boa tarde. O que é que o senhor está a fazer?
- Eu? – disse o pedreiro. – Trabalho de sol a sol, num serviço muito cansativo. Não vejo a hora de terminar.
Depois foi até ao segundo operário e fez a mesma pergunta:
- Boa tarde. O que é que o senhor está a fazer?
- Estou aqui para ganhar dinheiro a para que possa sustentar a minha mulher e meus quatro filhos. 
Finalmente, Wren se dirigiu ao terceiro trabalhador:
- Boa tarde. O que é que o senhor está a fazer?
O pedreiro levantou a cabeça e, com um olhar cheio de orgulho, respondeu:
- Eu? Estou a construir a Catedral de Londres, cavalheiro.
Fica o desafio! Aguardo reações. Email: mig-ferreira@hotmail.com.

Bem hajam

quinta-feira, junho 13, 2013

O Diamante

O Hindu chegou aos arredores de certa aldeia e aí sentou-se para dormir debaixo duma árvore. Chega então a correr, um habitante daquela aldeia e diz, quase sem fôlego:
- Aquela pedra! Eu quero aquela pedra.
- Mas que pedra? Pergunta-lhe o Hindu.
- Ontem à noite, eu vi o meu Senhor Shiva e, num sonho, disse-me que eu viesse aos arredores da cidade, ao pôr-do-sol; aí devia estar o Hindu que me daria uma pedra muito grande e preciosa que me faria rico para sempre.
Então, o Hindu mexeu na sua trouxa e tirou a pedra e foi dizendo:
- Provavelmente é desta que lhe falou; encontrei-a num trilho da floresta, alguns dias atrás; podes levá-la! E assim falando, ofereceu-lhe a pedra.
O homem olhou maravilhado para a pedra. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto no mundo.
Pegou, pois, o diamante e foi-se embora. Mas, quando veio a noite, ele virava de um lado para o outro na sua cama sem conseguir dormir. Então, ao romper do dia, foi ver novamente o Hindu e o despertou dizendo:
- Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim tão facilmente!

Bem hajam.


Miguel Ferreira

quarta-feira, maio 08, 2013

Talento


Um jovem procurou o seu professor porque se sentia um inútil. Achava-se lerdo, não conseguia fazer nada bem
feito. Desejava saber como é que poderia melhorar e o que devia fazer para que o valorizassem.
O professor, sem olha-lo, disse: sinto muito, mas antes de resolver o seu problema preciso de resolver o meu próprio. Talvez me possas ajudar. Tirou um pequeno anel do dedo e deu ao rapaz recomendando: Vai até o mercado. Preciso vender este anel pois tenho que pagar uma dívida. Mas não aceite menos do que uma moeda de ouro. O rapaz pegou o anel e foi oferecê-lo aos mercadores. Eles olhavam o anel com certo desprezo e ofereciam menos do que o recomendado. Quando o rapaz dizia o que queria pelo anel então, aí é que o motivo de gozo aumentava. O rapaz volta ao professor e relata o acontecido, dizendo que o máximo que lhe tinham oferecido pelo anel eram 3 moedas de prata.
O professor então, pede para que agora, o rapaz vá até a um relojoeiro famoso da região, mas repete o aviso: Não o venda por menos de 1 moeda de ouro. O rapaz desacreditado da venda chegou ao relojoeiro que oferece pelo anel 58 moedas de ouro. O discípulo recusou a oferta e voltou a correr para dar a boa notícia ao professor. Depois de ouvi-lo o professor falou: Sente-se meu rapaz. Tu és como este anel. Uma jóia valiosa só pode ser avaliada por quem entende do assunto. Tomando o anel do rapaz colocou-o novamente no seu dedo e finalizou: todos somos como esta jóia: muito valiosos! No entanto, andamos por todos os mercados da vida pretendendo que outras  pessoas  nos valorizem.

Bem hajam e dêem-se valor.

quarta-feira, março 13, 2013

Por Fernando Pessoa

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)

quinta-feira, março 07, 2013

Necessidades Humanas Essenciais

A grande motivação do ser humano é a busca do prazer e a fuga da dor e do sofrimento. Nós fazemos qualquer coisa para evitar dor e obter prazer. Além disso, nós, seres humanos, temos algumas necessidades básicas e essenciais. Anthony Robbins, coach, comunicador e escritor americano, identifica seis necessidades humanas essenciais:

1ª. - Necessidade de certeza e conforto; 
2ª. - Necessidade de incerteza e variedade; 
3ª. - Necessidade de amor e conexão; 
4ª. - Necessidade de significância e importância; 
5ª. - Necessidade de crescimento; 
6ª. - Necessidade de contribuição.

As quatro primeiras são fundamentais e a realização das duas últimas só é possível após a satisfação das primeiras.
Tudo que nós, seres humanos, fazemos, de alguma maneira, é procurar satisfazer uma ou mais dessas seis necessidades essenciais. Elas são os nossos meta-objectivos, isto é, os objectivos dos objectivos.
Cada um de nós tem a sua própria maneira de satisfazer essas necessidades. Podemos denominar as maneiras de realização das necessidades de veículos. Alguns veículos são construtivos, alguns neutros e, outros, destrutivos. Por exemplo, a doença pode ser usada como veículo para obter amor e conexão e isso pode dificultar a cura devido a esse ganho secundário da doença. O dinheiro, frequentemente, é utilizado como veículo para satisfazer a necessidade de significância. Álcool e drogas, inúmeras vezes, são veículos destrutivos para tentar satisfazer a necessidade de variedade e incerteza.
Uma coisa importante a lembrar, é que escolhemos os nossos veículos e não são eles que nos escolhem. A verdadeira realização e felicidade humana, depende muito da satisfação destas seis necessidades essenciais.
Certeza e conforto: A necessidade de certeza e conforto está relacionada à habilidade de evitar a dor e obter prazer, levando à segurança e à sobrevivência. Os potenciais veículos para satisfazer esta necessidade essencial são: comida, controle, consistência, identidade, fé.
Incerteza e variedade: O ser humano tem necessidade de um certo grau de surpresa, variedade, desafio, diferença e novidade na vida. Sem isso, a vida fica monótona, sem tempero e sem motivação. Quando encaramos a incerteza e o desconhecido expandimos a nossa vida. Potenciais veículos usados para satisfazer esta necessidade são: enfrentar desafios, novos relacionamentos, novos empregos, viagens, aventuras, estudar algo novo, mudanças, uso de álcool e drogas etc.
Significância: A necessidade de ser importante, de ser reconhecido, original, diferente. Os veículos para satisfazer esta necessidade são muito variados. O dinheiro, o poder e a fama são maneiras claras de alcançar significância na nossa sociedade. Mas também ter o maior problema, ser o mais humilde pode dar significância. Ter um filho é uma boa maneira de obter significância, pois os filhos, pelo menos na infância, valorizam os pais.
Conexão e Amor: Tudo o que nós queremos na vida é amor. Esta é uma necessidade básica do ser humano. Uma criança que não receba um mínimo de amor não sobrevive. (Experiência do rei da Prússia que proibiu as enfermeiras de darem afecto a crianças e nenhuma sobreviveu). São vários os veículos para a satisfação desta necessidade. Eles vão desde o uso da doença para ganhar conexão e atenção amorosa, o que dificulta a recuperação e cura devida a esse ganho secundário, até o amor incondicional dos pais para os filhos.
Crescimento: Todos nós temos a necessidade de crescer na vida, aprender, mudar, expandir e melhorar.
Contribuição: É a necessidade de dar, ajudar, servir e fazer uma diferença na vida dos outros. Quando ajudamos os outros a realizarem-se, nós nos realizamos. Uma boa fórmula de felicidade é sempre dar aos outros o que queremos receber.
Precisamos escolher a maneira mais harmoniosa de satisfazer as nossas necessidades essenciais. Podemos satisfazer qualquer uma ou todas estas seis necessidades, mudando a nossa PERCEPÇÃO (crença ou apreciação) ou por algum PROCEDIMENTO (veículo ou maneira). Então, o segredo para satisfazer as nossas necessidades é mudar as nossas percepções ou nossas acções.

Boas realizações. Bem hajam.
Miguel Ferreira

sábado, novembro 26, 2011


Apenas mediante um trabalho continuado no sentido de aumentar a consciência, o homem encontraria o seu maior significado e a realização dos seus mais valores altos."
(Jung)

segunda-feira, novembro 07, 2011

O desenvolvimento da criança


“O desenvolvimento da criança é um processo global, contínuo e dinâmico que resulta da interacção recíproca e constante da criança com o meio em que vive.
Não depende apenas das potencialidades da criança, mas também das oportunidades que o ambiente lhe proporciona em cada momento.
Vários estudos sobre o desenvolvimento infantil e especificamente sobre as capacidades dos bebés vieram transformar os olhos com que os adultos olhavam para as crianças pequenas.
Sabe-se hoje que os primeiros anos de vida são os alicerces para a vida futura de qualquer criança.
Sabemos ainda que nestas idades é importantíssima a qualidade da relação que o bebé vai estabelecer com a mãe, o pai e quem os substitui (Educador, por exemplo).
A criança tem necessidades de vária ordem: de ordem física e emocional. De ordem física e emocional. De ordem física, poderemos fazer referência à alimentação, ao repouso, aos cuidados de higiene, à saúde.
De ordem emocional, tal como o carinho, o afecto, segurança, conforto. Havendo, claro, uma interligação entre ambas.
Desde que a criança nasce e durante os primeiros anos de vida, utiliza o corpo como um receptor atento e delicado do mundo exterior.
Tocar, agarrar, observar e escutar, todos estes estímulos têm uma importante função, desenvolvendo a fantasia e permitindo conhecer a realidade de uma forma harmoniosa durante as diversas fases do crescimento.
Brincar é uma actividade instintiva ligada às necessidades próprias da criança, para a qual convergem vários aspectos da sua personalidade.
É através do brinquedo que ela projecta os seus sentimentos.
Isto a ajudará a criar a sua própria relação consigo mesma e com o meio que a rodeia.
De acordo com Michelet, distinguem-se cinco parâmetros da personalidade que se desenvolvem com a utilização dos brinquedos: a afectividade, a motricidade fina e global, a inteligência, a criatividade, a socialização.


Educadora Especializada
Alcina Gomes

terça-feira, maio 24, 2011

A PEDRA DO MESTRE

Havia uma pedra, bela e grande. Um dia, alguém passou por ali e vendo a pedra, pôs-se a contemplá-la. Ficou por um longo tempo olhando os contornos da pedra, as flores que a rodeavam e o sol que parecia deixá-la mais bonita. Disse para si mesmo: esta é a Pedra do Mestre. Posso Vê-lo sentado sobre ela a sorrir para mim. E entrou em êxtase rapidamente. Foi quando outra pessoa chegou e lhe falou: Estou há algum tempo a observar-te, de frente para esta pedra, e penso: o que pode levar alguém sorrir por tanto tempo a uma pedra e, sinceramente, não encontro um justo motivo que possa convencer-me de que não estejas perdendo o teu tempo. Ele voltou-se para o estranho que invadira o seu momento com o Mestre: Pois bem. Fico também pensando em algo: O que pode levar alguém a perder o seu tempo tão precioso querendo entender algo que está somente para ser sentido. Eu olho para a pedra e vejo Deus. Eu olho para a pedra e sinto Deus. Tu olhas para a mesma pedra, mas nada vês e com tua mente julgas o que não estás sentindo. Para tornar-te um sábio, meu amigo, é preciso que vejas e sintas com o coração. Só assim poderás ver, mesmo numa pedra, a presença de Deus a abençoar-te.

domingo, maio 08, 2011

Valores Compartilhados pela Comunidade de PNL

Robert B. Dilts
Introdução

O Dicionário Webster´s define valores como "princípios, qualidades ou entidades intrinsecamente valiosos ou desejáveis." Serviço, lucros, resultados, saúde, qualidade, e segurança são exemplos de valores comuns, que podem ser mantidos por um indivíduo ou por um grupo. Devido ao facto de que são associados com dignidade, sentido e desejo, os valores são a fonte primeira de motivação na vida das pessoas. Valores compartilhados são considerados o fundamento da ética, da comunidade e da cultura. Quando os valores são alcançados ou correspondidos, existe uma sensação de satisfação, harmonia, ou rapport. Quando os valores não são alcançados ou correspondidos, as pessoas geralmente sentem-se insatisfeitas, incongruentes ou violadas.
Pelo modelo dos Níveis Neurológicos, os valores operam juntamente com as crenças, para dar significado e motivação às nossas vidas. Referem-se ao porque é que nós pensamos o que pensamos e fazemos o que fazemos. Os valores e as crenças dão suporte à identidade e à missão dum indivíduo ou organização, e oferecem o reforço (motivação e permissão) que promove ou inibe as capacidades e comportamentos em particular. Uma determinada identidade ou papel, por exemplo, são associados a diversos valores e crenças essenciais. Estes, por sua vez, são apoiados por uma série de habilidades e capacidades necessárias para manifestar determinados valores e crenças como acções, num determinado ambiente ou contexto.


Nos grupos, organizações e sistemas sociais, os valores formam um tipo de moldura imaterial que contorna toda a interacção das pessoas dentro dum sistema. Os seus valores, e crenças, determinam a maneira como os eventos e as comunicações são interpretados e recebem significado. Portanto, são a chave para a motivação e a cultura. Os valores compartilhados e as crenças são a "cola" que une e mantém efectiva qualquer organização, comunidade ou equipe. Os conflitos de valores são fonte de desarmonia e desavença.


Identificação de Valores Comuns dentro da Comunidade Global de PNL


Muitas pessoas acham que o campo da PNL é simplesmente um grupo de técnicas e modelos – uma espécie de "caixa de ferramentas" sem um coração. Os princípios, ferramentas e habilidades da PNL, contudo, pressupõem certos valores que formaram a base emocional do compromisso das pessoas nesta área. Os practitioners, trainers e directores de instituições da PNL compartilham os valores mais importantes que servem como ímpeto fundamental do seu envolvimento na comunidade da PNL e sua paixão por compartilhar com os outros os poderosos benefícios da mesma.

Um dos objectivos do Projecto Millennium de PNL em Santa Cruz, Califórnia, foi o de identificar alguns dos valores essenciais que nos tornam uma comunidade global. A identificação desses valores pode ajudar a solidificar os laços entre as pessoas dentro da comunidade (bem como atrair outros que também compartilham desses valores), e definir directrizes éticas para a prática da PNL. A comunicação destes valores às pessoas dentro de outros grupos profissionais e comunidades pode ajudar a fortalecer a credibilidade da PNL e aumentar a apreciação das intenções e motivações dos seus practitioners.

O grupo que participa no Projecto Millennium contou com mais de 110 pessoas (principalmente trainers e fundadores de institutos de PNL) de 26 países do mundo (inclusive Rússia, Japão, Jugoslávia, Bulgária, Brasil, Argentina, África do Sul, Hong Kong e muitos outros) representando uma combinação diversificada do nosso planeta. Seguindo um processo que desenvolvi para ajudar as grandes organizações a estabelecerem valores comuns, os participantes foram organizados em grupos de quatro ou cinco pessoas com a finalidade de fazer o seguinte exercício:

  1. Cada membro do grupo deve compartilhar com o resto do grupo alguns de seus próprios valores essenciais; principalmente aqueles que se referem à sua "missão" ou "chamado" em relação à PNL. Em outras palavras, responder às perguntas: "Porque é que estou pessoalmente envolvido com a PNL?" "Porque é que a PNL é importante?" "Qual é a contribuição da PNL para o mundo?"
  2. Fazer uma lista dos principais valores e critérios dos membros do grupo e procurar as semelhanças e igualdades.
  3. Identificar o valor essencial mais profundo, em nível mais elevado, pressuposto pelos valores individuais expressos pelos membros do grupo. Encontrar uma ou duas palavras ou frases que reflictam e abranjam todos os valores essenciais, de alguma forma expressos pelo grupo.

Cada grupo apresentou as suas conclusões para o resto dos participantes do Projecto Millennium. Essas formulações de valores foram coleccionadas numa lista simples, que foi distribuída a todos os participantes. Os participantes foram solicitados a escolher 7±2 valores da lista (Não menos que 5 e não mais que 9) e listá-los de acordo com sua importância (1 sendo o mais elevado). Os participantes também foram solicitados a escrever um ou dois "indicadores de comportamento" ao lado de cada formulação de valor que escolheram, a fim de ajudar a defini-los mais especificamente.


Os doze valores essenciais da Comunidade Global de PNL


Os doze valores mais importantes (e indicadores de comportamento que os acompanharam) estão relacionados abaixo, de acordo com a hierarquia de importância que lhes foi atribuída pelos participantes como um todo. Isto foi determinado através de um resumo da avaliação dada a cada valor pelos indivíduos que tomaram parte na pesquisa.

  1. Praticidade: Ser pragmático e orientado para o objectivo. Procurar fazer uma diferença. Focalizar as aplicações práticas. Usar todos os recursos disponíveis para alcançar o objectivo. Pensar e agir tendo em mente a finalidade. Satisfazer as necessidades de maneira orientada para o objectivo e possível de ser testada. Dividir em passos práticos e passíveis de serem testados.
  2. Integridade: Fazer o que recomenda. Ter congruência na linguagem e na acção. Ter alinhamento entre as próprias crenças e valores e o comportamento. Agir a partir dos próprios valores essenciais. Integrar todos os aspectos de quem somos. Estar cientes dos nossos processos internos e crenças e comportar-nos de forma congruente. Ser verdadeiros nas nossas acções.
  3. Respeito: Reconhecer os limites pessoais. Honrar o potencial existente na outra pessoa. Ouvir e dar espaço às necessidades e expectativas do outro. Dar a todas as pessoas espaço e tempo iguais. Pedir permissão. Manter uma consideração positiva incondicional para com os outros. Honrar as contribuições exclusivas de cada pessoa.
  4. Ecologia: Trabalhar sempre visando o resultado bem formulado da outra pessoa. Responder aos nossos próprios sinais de congruência. Ser sistematicamente orientado. Considerar as consequências das nossas acções. Respeitar a intenção positiva. Procurar intensamente resultados equilibrados. Procurar manter um equilíbrio saudável entre todos os sistemas. Considerar o nosso impacto sobre o sistema superior.
  5. Criatividade: Sermos construtores livres das nossas próprias vidas. Desenvolver erros bem formulados. Estar abertos para possibilidades. Não aceitar o dado como dado. Encontrar novas perguntas. Fazer novos modelos. Encontrar novas maneiras de alcançar um objectivo. Encorajar os outros a expressarem e compartilharem os seus sonhos mais íntimos. Desafiar constantemente a maneira como fazemos as coisas e inovar com novas possibilidades.
  6. Amor (Universal): Colocar-se no lugar dos outros. Colocando-se no lugar dos outros, conectar-se com a fonte de energia profunda que há dentro deles. Sentir e mostrar compaixão pelos outros. Aceitar os outros como são. Oferecer um espaço onde alguma coisa possa mudar. Valorizar a nós mesmos, e valorizar os outros da mesma maneira. "Ver" e reconhecer o melhor nos outros. Optar por investir no bem-estar dos outros.
  7. Liberdade: Poder escolher. Acrescentar mais opções. Ser capaz de escolher. Permitir que os outros façam as suas próprias escolhas. Declarar os nossos pensamentos e sentimentos sem medo da retribuição. Honrar o direito das pessoas ao seu desenvolvimento pessoal.
  8. Diversidade: Não ter medo da diferença. Acolher o desafio da diferença. Ver o valor em todos os mapas do mundo. Reconhecer, honrar e valorizar as diferenças dos outros. Aceitar estilos diferentes. Incluir perspectivas diferentes. Respeitar as diferentes culturas.
  9. Elegância: Procurar o caminho mais curto e mais simples para alcançar um resultado. Procurar a beleza e a simplicidade. Agir com graça. Procurar o caminho e as ferramentas que nos permitem realizar o máximo com o mínimo esforço.
  10. Profissionalismo: Trabalhar com competência, criatividade e alegria. Observar com precisão. Estabelecer altos padrões. Conhecer os nossos limites. Modelar a excelência. Ser congruente, claro e habilidoso sempre, em qualquer contexto em que estejamos representando a PNL como uma área. Saber o que estamos a fazer, e fazer aquilo que sabemos. Ser capazes de demonstrar todas as habilidades da PNL. Manter-se sempre a aprender.
  11. Flexibilidade: Ter mais possibilidades de comportamento. Ter mais instrumentos de trabalho. Sermos capazes de desapegar-nos da nossa última descoberta. Ter uma série de caminhos para alcançar um objectivo. Ser aberto à mudança e acréscimo provindo de influências externas. Adaptar-nos a pessoas e situações diferentes. Sermos capazes de ajustar e adaptar-nos a situações inesperadas. Utilizar e reagir adequadamente ao retorno que recebemos.
  12. Criar uma Comunidade com Arte: Promover laços e amizade para projectos futuros em conjunto. Ter preocupação com o "nós". Agir ao serviço de outros. Valorizar os dons de cada pessoa. Criar afiliação e associação que incorporem a vasta variedade de aspectos da expressão humana. Ligar-se às pessoas como nossos semelhantes.

Outros valores notáveis incluem:


Curiosidade/Aventura: Ter prazer em "desconhecer" e permanecer o tempo suficiente para fazer descobertas a um nível mais alto.


Diversão / Bom Humor: Não levar a sério o que é profundamente sério. Gostar uns dos outros e do que fazemos.


Autenticidade: Ser nós mesmos. Compartilhar a nossa própria experiência interior honestamente com os outros.


É necessário lembrar que estes não são preceitos éticos ou "operadores modais" rígidos (i.e. "deve" e "precisa"). Ao invés disso, são princípios orientadores que aspiramos por em prática mais consistentemente nas nossas interacções pessoais e profissionais.

Uma Cultura de Liderança – Criando um Mundo ao qual as pessoas queiram pertencer.


Reflectindo sobre este conjunto de valores, fica evidente que alguns deles se referem a nós mesmos. Outros valores relacionam-se com a maneira como interagimos com os outros. Alguns relacionam-se a objectivos ou ao alcance deles. Ainda outros, relacionam-se a um sistema superior, dentro do qual estamos a agir.

Praticidade, liberdade e elegância, por exemplo, relacionam-se primeiramente à escolha e alcance de objectivos.

Integridade, criatividade e flexibilidade, por outro lado, estão basicamente relacionados à maneira como nos conduzimos a nós mesmos, enquanto procuramos atingir os nossos objectivos.

Respeito, amor e comunidade estão claramente associados com as nossas relações com os outros.

Ecologia, diversidade e profissionalismo estão mais ligados às nossas interacções com respeito a um sistema superior, dentro do qual agimos.
 
É fascinante notar que os quatro elementos ao redor dos quais os valores da comunidade de PNL se reúnem, são os elementos fundamentais da liderança. No seu sentido mais amplo, a liderança pode ser definida como a habilidade de envolver outros nos processos de alcançar um objectivo, dentro dum sistema superior ou de um ambiente. Isto é, um líder expressa-se (sendo tanto um estímulo como um exemplo) para influenciar indivíduos ou grupos, a fim de alcançar algum resultado, no contexto de um determinado sistema ou contexto. A mais alta expressão disso é conhecida como "Liderança Visionária".


A Liderança Visionária envolve o trabalho com os outros (na maioria das vezes companheiros) para "criar um mundo ao qual as pessoas queiram pertencer."

Uma das implicações do estudo de valores do Projecto Millennium é que as pessoas atraídas pela PNL, e os valores que representa, são naturalmente inclinadas à liderança.
Como mencionei anteriormente, os valores compartilhados são o fundamento da ética, da comunidade e da cultura. A cultura da PNL – conforme expressa pelos valores e habilidades que promove – é, em última análise, uma cultura de liderança.
Isto é algo que deve ser comunicado não somente àqueles que estão a aprender a ser practitioners em PNL; deve, também, ser reconhecido e apreciado pelos trainers e pelos institutos que formam a comunidade da PNL como um todo. É algo a ser compartilhado, e algo do qual devemos sentir-nos orgulhosos.

Novamente, é importante mencionar que a finalidade do estudo de valores do Projecto Millennium não foi tentar dizer que os doze valores que emergiram são os valores da comunidade inteira de PNL. A finalidade foi a de levar os membros representantes da comunidade a reflectirem sobre os seus valores essenciais e estabelecerem o início de uma conversa sobre valores. Um dos objectivos desta conversa é compreender melhor a finalidade e a influência dos valores na comunidade de PNL. Esperamos que muitos trainers, practitioners, desenvolvedores e directores de institutos de PNL reconheçam e façam eco aos valores que nós expusemos. Também, esperamos que estes valores sirvam como princípios orientadores do nosso trabalho com os outros e das nossas futuras interacções entre nós mesmos.
Quanto a mim, estou orgulhoso e contente por me contar como membro de uma comunidade que tem estes valores, e comprometo-me a traduzi-los em acção, na minha própria vida e no meu trabalho. Espero que vocês sintam o mesmo.

Robert Dilts é promotor e treiner no campo da PNL desde seu início, em 1975. É co-autor, com os fundadores da PNL, Bandler e Grinder, e Judith DeLozier, do NLP Volume I. Robert tem feito muitas contribuições fundamentais à PNL. Juntamente com Judith DeLozier e, mais recentemente, Todd Epstein, ele foi um dos membros fundadores da Universidade de PNL. Ele e Judith De Lozier completaram, recentemente, a obra The Encyclopedia of Systematic NLP.