
Tudo de bom,
Yehuda
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Tudo de bom,
Yehuda


O instinto mais forte do ser humano não é o da sobrevivência.
O instinto mais forte do ser humano é a necessidade de olhar para aquilo que é familiar.
Sente-se confortável e seguro diante do que lhe é familiar.
Fica incomodado diante do que é desconhecido. Dependendo da situação, pode até entrar em pânico.
Algumas pessoas conseguem transformar rapidamente o desconhecido em algo familiar.
Fazem isso começando por se focalizarem naquilo que há de familiar no meio do desconhecido.
Outras, tem enormes dificuldades com o desconhecido.
Fazem isso ao focalizarem-se nas diferenças, anulando qualquer sinal de semelhança. Preferem o sofrimento conhecido ao prazer desconhecido.
Em casos extremos, preferem a morte a enfrentar o desconhecido.
Não confunda o “ser amado ou aprovado” pelos outros com o seu valor pessoal. Independentemente de quanto os outros o possam amar ou valorizar em benefício próprio, não podem, pelo simples facto de o amarem, «dar-lhe» valor intrínseco como pessoa. Se conseguir realmente aceitar a verdade importante de que não necessita de se classificar a si próprio de nenhuma maneira, deixará de ter a necessidade desesperada da aprovação dos outros, e assim estará apto a beneficiar das vantagens práticas inerentes à aprovação dos outros e não mais a fazer depender absurdamente o seu valor como ser humano do amor ou aprovação dado ou não pelos outros. Todos de alguma forma temos a ideia de que necessitamos de amor. Desde muito cedo, através da música, dos filmes, livros, esta necessidade é veiculada, e muitas vezes que não somos nada sem o amor. É claro, se isto fosse verdade, estaríamos todos mortos. Tenho explorado muitas teorias de diversos autores, e muitos deles defendem que necessitamos de amor. Também concordo que os bebés e as crianças necessitam de amor, pois caso não haja alguém que trate delas e lhes preste assistência, morrem por abandono. As crianças dependem literalmente dos outros, particularmente dos pais para conseguirem alimento, vestuário, abrigo e assistência médica para vingarem e serem felizes. Todos nos entristecemos e indignamos sempre que lemos ou ouvimos falar de crianças que sofrem ou mesmo morrem devido a maus tratos e negligência por parte dos adultos responsáveis por elas. Mas nós, adultos bem racionais, agora já não somos essas crianças, e em termos expressos, dizer que necessitamos de qualquer coisa “é quase” que o mesmo que afirmar que morreríamos se a não tivéssemos. As únicas coisas de que necessitamos para sobreviver são os alimentos, a água, o abrigo e o ar que respiramos, tudo o resto é facultativo. É claro, que nos sentimos bem quando somos amados ou admirados por pessoas que nos são queridas e que nos sentiríamos muito menos felizes se nunca recebêssemos amor ou aprovação dos outros. Contudo, querer alguma coisa é totalmente diferente de necessitar dela.
Se acredita que os adultos humanos necessitam de amor e aprovação e que não podem viver felizes sem eles, convido-o a considerar estas ideias alternativas:
1) Caso necessite sempre de amor terá de parecer adorável, particularmente para aqueles de cujo amor desesperadamente «necessita». Conhece alguém que tenha parecido adorável durante todos os momentos da vida? Talvez hoje pareça adorável, ou seja, tenha algumas características de personalidade e outros atributos que outras pessoas pensam ser adoráveis. Mas poderá alguém garantir que continue adorável amanhã?
2) Mesmo que exija amor da parte de algumas das pessoas que o rodeiam não é provável que o consiga de todas elas. Algumas podem desaprová-lo porque lhe falta alguma qualidade que consideram importante ou porque possui uma característica que elas pensam ser desagradável. Pode ser exageradamente baixo, ou magro ou ter a cor de pele pouco atractiva ou, ainda, falar com voz esganiçada. Não há muito que possa fazer em relação a estas características inatas. Outras podem desaprová-lo durante toda a vida só porque não confiam em si devido a qualquer erro cometido no encontro anterior. Ainda, outras estarão mais interessadas em conseguir que as ame a elas!
3) A partir do momento em que conseguiu o amor de que pensava necessitar, também tenderá a preocupar-se sobre quanto tempo este durará e se a outra pessoa o ama suficientemente. Se existir uma ansiedade face a estes aspectos, é possível que o outro se comece a sentir incomodado pela sua necessidade contínua de confirmação.
4) Tenho colaborado com variadas as pessoas com uma necessidade extrema de amor e aprovação, que tendem a procurar a atenção dos outros de forma compulsiva e tentam ser populares mostrando-se espirituosos e excelente companhia para alguém que consigam persuadir a ouvi-los. Acontece que quando isto não funciona, estas pessoas adoptam uma atitude de pena de si próprios e queixam-se de serem ignorados. Descobrimos aqui uma capa que esconde uma série de sentimentos de menor valia pessoal. Na realidade, o que estas pessoas estão a dizer é: «Tenho necessidade de ter o teu amor ou aprovação porque sou alguém que não presta e que não consegue gerir a vida sozinha, e por isso necessito desesperadamente do teu amor e aprovação.» Acontece que, quanto mais se disfarçam os sentimentos de menos valia pessoal menos provável é que se seja capaz de lidar com eles, aprendendo a desembaraçar-se sozinha, com ou sem a aprovação dos outros.
Agora pense no custo que terá de pagar por se render aos desejos incessantes de lutar pelo amor e aprovação de determinadas pessoas. Quanto mais tenta conseguir a aprovação dos outros (ser sempre amigo e estar sempre presente, pondo os desejos dos outros à frente dos seus) mais acabarão por viver a vida segundo o desejo deles, em vez de lutar pelos seus próprios objectivos e valores.
É claro que muitas pessoas ficarão satisfeitas por estar sempre na disposição de lhes satisfazer os seus mais íntimos desejos mas, no limite, acabarão por perder todo o respeito e consideração por si. As suas incessantes atenções podem, inclusivamente, aborrecê-las ao ponto de o começarem a desprezar.
"Somos o que pensamos. Tudo o que somos, surge com os nossos pensamentos, e com os nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo" (Buda)
Somos o que pensamos, os caminhos que fazemos como os nossos pensamentos, o leme que conduz o navio até ao seu destino desejado. O processo do pensar é constante e ininterrupto. Até quando meditamos, a mente não descansa completamente, nem se pensarmos numa folha em branco (processo que particularmente uso para início da meditação), a mente trabalha, pensa. Por isso enquadrei, desde muito tempo, que ler, devorar livros, é um descanso à mente, ela é guiada por pensamentos de outrem – veja bem: guiada, mas não comandada.
Tal como disse Buda, “somos o que pensamos” ou ainda Pessoa "Somos do tamanho de nossos sonhos". Não precisamos ler livros de auto-ajuda, nem ir a sítios para moldar o nosso pensamento e condutas, nem tampouco mergulhar na filosofia ou ir a Psiquiatras, Psicólogos, e outros... Se eu escolho pensar no bem, eu sinto o bem; se escolho pensar no que me angustia, será isso que sentirei; se pensar na morte da bezerra, vou com certeza apenas esperar o enterro da coitadinha...
É claro que o aqui exposto não é a descoberta do tesouro, pois não estou a dizer nada de novo, não descobri coisa nenhuma, são frases e pensamentos por demais discutidos e tendo em cima deles, frases de efeito criadas e recriadas. Porém, esquecemo-nos disso com uma facilidade enorme, e quando damos por ela, lá estamos associados a algo desagradável e a criar emoções que nos dominam por completo, todo e qualquer raciocínio lógico, contudo tal como qualquer treino, estudo ou aprendizagem, também o domínio da mente poderá ser um objectivo a alcançar. Encontramos isto sobretudo no oriente, que em contraste com o ocidente, procuram melhorar a existência espiritual.
Nos tempos que correm, é pois fundamental, ajudarmo-nos a pensar de forma saudável, para que tenhamos condições emocionais para enfrentar todos os factores externos que de certa forma nos podem prejudicar a estabilidade.
"Penso, logo existo"... Nisto também Descartes estava certo. Existamos, da forma como gostaríamos de existir.
Um dos trabalhos mais fascinantes é sem dúvida encontrar respostas para as nossas inquietações. Tenho tido o privilégio de fazer exactamente isso. Nos tempos que correm, nem sempre é fácil conseguir viver da melhor forma, ou melhor, de forma tranquila e motivada, pois são imensos os factores exteriores que muito nos condicionam e atormentam.
É nesta busca incessante de resultados e bem-estar, que todos nós fazemos o melhor que sabemos e podemos nas circunstâncias em que co-habitamos.
Mas será que sabemos de facto uma boa forma de estar e agir. Com certeza que é a melhor que aprendemos.
A propósito disto, conhecem aquela história do mestre lenhador…
Ora, um dos desportos tradicionais do Alasca é o corte de árvores. Há lenhadores famosos com um grande domínio, habilidade e energia no uso do machado. Um jovem que queria tornar-se também num grande lenhador, ouviu falar do melhor dos lenhadores do país e decidiu ir ao seu encontro.
— Quero ser seu discípulo. Quero aprender a cortar árvores como você.
O jovem aplicou-se a aprender as lições do mestre. Depois de algum tempo, acreditou que o tinha superado. Sentia-se mais forte, mais ágil, mais jovem, estava seguro de vencer facilmente o velho lenhador. Assim desafiou o seu mestre a competir oito horas, para saber qual dos dois poderia cortar mais árvores.
O mestre aceitou o desafio, o jovem lenhador começou a cortar árvores com entusiasmo e vigor. Entre uma árvore e outra olhava o seu mestre, mas a maior parte das vezes encontrava-o sentado. O jovem voltava então as suas árvores. Seguro de vencer e sentindo pena pelo seu velho mestre.
Ao cair do dia e para grande surpresa do jovem, o velho mestre tinha cortado muito mais árvores que ele.
— Como era possível? — Surpreendendo-se — Quase todas as vezes que o observei, você estava a descansar!
— Não, meu filho, eu não descansava. Estava a afiar o meu machado. Essa é a razão por teres perdido.
O tempo empregue a afiar o machado é valiosamente recompensado.
O reforço no processo de aprendizagem, que dura toda a vida, é como afiar o machado.
Fica aqui a minha sugestão, procure explorar a forma como vive a sua vida e modele que vive bem a sua volta.
Continue a afiar o seu machado, nesse sítio!