terça-feira, maio 04, 2010

NECESSIDADE DE ATENÇÃO

Porque é que a necessidade de atenção influencia o comportamento?

Os nossos comportamentos muitas vezes são induzidos pela necessidade de reconhecimento e uma série de acontecimentos pode ser motivada por um simples gesto de atenção.

Um comportamento que não é produtivo é típico de alguém que deseja receber uma carícia que lhe faz falta. Descobrir qual é essa carícia e dá-la é a melhor maneira de esvaziar esse comportamento.

Um adolescente que implica com todos os que o rodeiam em casa pode estar a precisar de escutar dos pais: “Filho, nós confiamos em ti, e é altura de cuidares de ti próprio e da tua vida. Sempre que precisares, conta connosco”. Um funcionário que tem atitudes de rebeldia pode estar a precisar que o patrão lhe diga o quanto é importante para o projecto. O marido que passa o tempo a reclamar de tudo em casa pode estar a precisar de um carinho na hora de adormecer. Uma mulher com gastrite pode estar a necessitar de que a família lhe leve o café á cama com flores e bilhetes carinhosos, num domingo de manhã.

Quando alguém, nalgum lugar, tiver um comportamento que não faz parte da sua maneira de ser, está indirectamente a dizer bem alto: “Estou a precisar de me sentir importante!” Quando esse alguém, está a “dizer alto” e não é escutado, começa a gritar, e se não recebe nada em troca, acaba por ficar afónico: o seu corpo perde o vigor, e o seu olhar perde o brilho, isto porque não conseguiu sentir-se importante para a pessoa que ama...

As nossas condutas são induzidas pela necessidade de reconhecimento. Algumas, de maneira imediata: “Ei, porque é que não me cumprimentaste?” Outras, a longo prazo: “Com esta descoberta, vou ganhar um prémio Nobel”. Ou: “Um dia vão ver o quanto valho!” Ou ainda: “Vou ganhar muito dinheiro para dar uma casa para os meus pais”.

Toda uma série de acontecimentos pode ser motivada por um simples gesto de atenção (lembram-se das loucas histórias de paixão de adolescentes, resultado, às vezes, de simples olhares?). A vida dos seres humanos é orientada quase sempre para receber do pai um abraço que não se conseguiu quando era criança, de modo incondicional, simplesmente pelo facto de ser o filho. Carreiras que poderiam ter sido brilhantes vão-se desmoronando por falta de estímulos. Muitas vezes, os seres humanos funcionam como “burros” que caminham atrás da cenoura suspensa numa vara, à sua frente. Caminham sem parar e, frequentemente, nem chegam a comer a cenoura (andando atrás de um vislumbre de reconhecimento). São pessoas que colocam um objectivo lá à frente, sem valorizar o prazer de viver o presente. Esse objectivo longínquo pode ser uma situação na qual vão receber uma tonelada de carícias, por terem atingido o alvo. Outras vezes, não recebem as carícias por não conseguir alcançar o objectivo. É importante, na nossa vida, que cuidemos de procurar as carícias que necessitamos, ao mesmo tempo que, a cada momento, desfrutamos o facto de estarmos vivos.

Bem hajam.

sábado, abril 17, 2010

PNL e Coaching

O que é Coaching?

O "Coaching" visa guiar pessoas no processo de desenvolver uma actuação na vida pessoal e profissional, com um desempenho que corresponda ao potencial das suas habilidades.

Durante a orientação, o "Coach" ajuda o seu cliente a estar ciente dos seus recursos e capacidades, bem como dos seus valores fundamentais e um senso de propósito de vida.

Os pontos fortes do cliente são reforçados através de observação, feedback e estímulos, para o bem da sua vida pessoal, familiar e no contexto profissional.

As habilidades desenvolvidas através da Programação Neurolinguística facilitam o desenvolvimento do trabalho de coaching.

1) Saber elaborar uma meta bem formulada

2) Usar apropriadamente as perguntas do metamodelo

3) Manter sintonia com o cliente

4) Tomar diferentes perspectivas de uma situação

5) Reconhecer estados internos ou de recursos…

Estão entre algumas das habilidades desejáveis de um coach que o practitioner aprende na formação básica de PNL.

Esse conhecimento constitui-se numa vantagem para o practitioner e favorece um treinamento voltado para como estruturar o trabalho de coaching utilizando o “Ciclo de Coaching” e como fazer as escolhas certas das técnicas e ferramentas da PNL para se obter um resultado eficaz para o processo de mudança do cliente.

Enquanto estruturamos as nossas vidas de uma maneira em que a felicidade seja dependente de algo que não podemos controlar, então vamos experimentar dor.

Anthony Robbins

VIDA – UMA ESCOLA DE APRENDIZAGEM



Vejo a vida como uma escola – uma escola de aprendizagem e crescimento pessoal e espiritual. Acredito que cada um de nós escolheu a sua própria “especialização” e todas as condições para tornar possível esta aprendizagem! A sua missão terrena é encontrar-se consigo mesmo… é perceber que o poder está em si, e que o seu maior propósito é aceitar-se por inteiro! É a tomada de consciência que a vida é a única forma de manifestar a essência do ser no seu sentido mais primário. Dentro dos seus limites e condicionalismos, a Vida Terrena, é, na verdade, a escola, onde o ser humano pode crescer e ascender à vibração do amor. “Você é o seu próprio criador”, naquilo que sente, naquilo que faz, naquilo que projecta, naquilo que pensa, tudo se inicia em si… e também termina em si – já pensou nisso? Já viu as coisas desta forma? Afinal de contas, é você o seu próprio criador, pois tem o poder sobre si mesmo… Sabendo tudo isto, porque é que não temos coragem de dar o passo que já sabemos que pode contribuir para o nosso bem-estar?

Primeiro, “temos medo do desconhecido”, pois desce cedo habituamo-nos à zona de conforto – tudo se torna mais fácil e confortável quando se trata de algo que já conhecemos. Segundo,não assumimos a responsabilidade total”. Transportamos registos e memórias da infância e adolescência que nos ensinam a ignorar – aprendemos a culpar os outros e o exterior por tudo o que nos incomoda, omitindo na nossa vida consciente a importância que esses registos e memórias têm para a nossa aprendizagem e crescimento pessoal.

Terceiro, “somos prisioneiros de nós mesmos”, pois crescemos numa sociedade que nos impõe regras, valores e hábitos que acreditamos serem os mais correctos. Ao longo da vida perdemos a capacidade de reinventar, ou criar algo novo! Sem nos apercebermos disso, estamos a alimentar o sistema que também apontamos como culpado. Na verdade, a maior dificuldade do ser humano em dar o passo encontra-se na incapacidade de sentir o Amor! O Amor pelo mundo, pelos outros e pela vida, mas acima de tudo e o mais importante – o Amor por nós mesmos!

É essa mesma a solução: o Amor como o Alicerce da vida e felicidade.

Numa altura em que procuramos respostas e atrevemo-nos a iniciar um caminho de descoberta pessoal interior, torna-se necessário evidenciar a importância da essência básica da vida – o Amor! Desde o primeiro suspiro, mesmo antes de conhecermos o mundo, ainda na barriga da nossa mãe, somos elevados a uma vibração sublime e perfeita.

Independentemente do que a mãe possa sentir, acredito que o próprio corpo desenvolve capacidades ligadas à perfeição e organização sábia da vida, tornando-se possível a criação do ser. Seguindo padrões e referências através de associações, o ser humano desenvolve a sua vida através das suas vivências e experiências nos relacionamentos. Como um ciclo estruturado e previamente criado, a vida desenvolve-se como uma roda. Desde o inicio da sua existência – mesmo ainda na barriga da mãe – o relacionamento é a ferramenta essencial na concretização da vida. Relacionamo-nos com tudo o que nos rodeia. Nas mais diversas áreas da vida, tudo encontra o seu sentido através do relacionamento. Apesar do primeiro ser connosco próprios, ao longo da vida ensinam-nos a relacionar e a dar cada vez mais importância ao relacionamento com o exterior, que apesar de ser necessário, torna-se o “calcanhar de Aquiles” no processo de crescimento e reencontro da paz interior tão desejada. É pois urgente investir no processo de relacionamento interior para que efectivamente consigamos viver plenamente.

Bem hajam.

terça-feira, abril 06, 2010

13. Todos os procedimentos devem ter como fim aumentar as possibilidades de escolha.


Ter a possibilidade de escolher ou optar é melhor do que não ter essa possibilidade.

À medida que enriquecemos o nosso mapa e melhoramos a interpretação da realidade, tornamo-nos mais flexíveis e capazes de abarcar mais possibilidades, passando a ter um maior número de escolhas.

Há um mínimo de flexibilidade requerida para se conseguir resultados desejados.

As pessoas com mais escolhas têm melhores hipóteses de atingir os seus objectivos - quanto mais escolhas tiverem, mais livre se sentirão.

Atitudes:
• Valorizar as escolhas (no mínimo, devemos efectuar três escolhas comportamentais).

• Dar-se conta das estratégias inócuas (inofensivas).

• Procurar influenciar a equipa através da flexibilidade e não da imposição.

sexta-feira, abril 02, 2010

12. Resistência num cliente / no outro é sinal de falta de rapport (harmonia).


Não há clientes de má vontade, mas sim comunicadores inflexíveis (técnicas/ normas/ escolhas).
A resistência revela-se assim como um indicador acerca da inflexibilidade do comunicador;
Sabe qual é a diferença entre o teimoso e o persistente? O teimoso é aquele que, ao não conseguir o seu objectivo, repete os mesmos comportamentos e atitudes na expectativa de ter sucesso.
O persistente é aquele que, na mesma situação, altera criativa e flexivelmente os seus comportamentos e atitudes até alcançar o objectivo desejado.
O persistente obtém sempre o que deseja. O teimoso nem sempre.
Muitas pessoas não conseguem o resultado desejado na sua comunicação porque, mesmo não tendo funcionado anteriormente, elas a repetem. Usam os mesmos comportamentos, da mesma maneira, vezes e vezes seguidas. E as respostas obtidas, como é de se esperar, só podem ser as mesmas. Ao invés de pensarmos um pouco para solucionar o problema, o que fazemos? Simplesmente rotulamos e culpamos o outro de "resistente", quando não com termos piores.
Este facto aqui demonstra apenas a rigidez, a inflexibilidade do comunicador.

terça-feira, março 30, 2010

11. Errar não existe, só existe feedback (aprendizagem; resultado)


Segundo este pressuposto, não há erros. Só existem resultados. Não há fracassos, apenas existem experiências de aprendizagem, no âmbito das quais todas as consequências e respostas a comportamentos podem ser utilizadas.

Não há fracasso, apenas feedback e oportunidades renovadas de sucesso.

Cada tentativa sem sucesso coloca a pessoa mais próxima da meta desejada.

Thomas Edson, por exemplo, ao falhar 999 vezes na criação da lâmpada disse: “Descobri 999 maneiras de como não inventar a lâmpada”.

Face a cada tentativa frustrada, aprendemos algo novo e com esse acréscimo de conhecimento podemos desenvolver novas estratégias que a nos deixarão mais próximos do objectivo pretendido. O importante é não desistir dos sonhos, por mais difíceis que estes possam parecer.

Cada vez mais os grandes líderes sabem que não há fracassos na comunicação, somente resultados. Resultados, como placas de sinalização rodoviária, que nos proporcionam oportunidades de ajustar a nossa direcção para atingir mais rapidamente os nossos objectivos.

É como conduzir numa estrada e encontrar uma placa de sinalização a dizer "curva perigosa à esquerda" ou "desvio mais a frente". O que é que faz? Se sabe para onde está a ir, se sabe o destino da sua viagem e tem flexibilidade para encontrar caminhos alternativos ou mudar de velocidade, com certeza que chegará lá. Agora, se entender estes sinais como um fracasso da sua viagem, ou se for teimoso e rígido nos seus comportamentos, só poderá causar acidentes ou parar na estrada e chorar debaixo da placa de sinalização.

domingo, março 28, 2010

10. O sistema (a pessoa) com o comportamento mais flexível dominará o sistema

A natureza do Universo reside essencialmente na mudança: tudo é um sistema aberto e tende a mudar. Os sistemas fechados, por melhores que nos possam parecer, estagnam e decaem.

As pessoas com maior variedade de opções eficazes dominaram o sistemas, ou seja, segundo a lei das Variedades Requisitivas, da Cibernética, este pressuposto demonstra que num sistema de elementos inter-relacionados, aquele que tiver maior quantidade de funções, isto é, mais flexibilidade, é o elemento que controla ou domina, e isto também é valido para relações humanas.

Durante a formação profissional vamos adquirindo modelos padrões de como nos devemos comportar e agir e muitas vezes aprisionamo-nos a estes modelos tornando-nos muitas vezes inflexíveis, não sabemos como agir em determinadas situações em que não podemos aplicá-los.

Aprendemos uma série de "devo ser", e depois somos guiados por essas aprendizagem rigidificadas, independente do quanto estamos a ser eficazes e muitas vezes não nos disponibilizamos a experimentar de diversas maneiras até conseguir o resultado desejado, ou seja, “se uma coisa não está a funcionar, faça de outra maneira”.

Muitos aprendem "maneiras apropriadas" para responder a pacientes ou clientes e quando na realidade se confrontam com alguém que não obedece ao padrão aprendido de comunicação, sentem-se paralisados, incapazes de gerar respostas alternativas eficazes. Em psicoterapia, uma das razões pelas quais os psicóticos são tradicionalmente vistos como pacientes difíceis de tratar pode ser atribuída à maneira como comunicam os profissionais, muitas vezes fixa num modelo rígido de compreensão e de comportamento do mundo do doente. Verificamos que os pacientes, nesse caso, têm muito mais flexibilidade e liberdade de agir e de se expressar do que o terapeuta.

Observa-se também a falta de flexibilidade dos pais como uma das principais causas do poder que certas crianças ou jovens possuem dentro de casa. Os pais possuem muitos "deveres" na sua cabeça a respeito do que é ser pai ou mãe, e geralmente comportam-se de acordo com estes "devo ser", independentemente do quanto isto está a ser ineficaz. As crianças e os jovens, no entanto, estão dispostos a experimentar de todas as formas para ver e sentir se isto funciona, e se funciona, continuam a usar; se não, experimentam outra coisa até conseguirem o que querem.

quarta-feira, março 24, 2010

9. Sou dono da minha mente e portanto dos meus resultados

Os padrões de pensamento e comportamento podem ser aprendidos, desde que consigamos eliciar (investigar/descrever) os componentes das crenças (como percebemos o mundo), os valores (o que priorizamos no mundo), os filtros perceptivos (em que focalizamos a atenção no mundo) e a fisiologia (como reagimos corporalmente ao mundo).

Os nossos resultados dependem dos nossos programas mentais e da forma como processamos a informação, que consequentemente afecta os nossos estados internos que motivam os comportamentos e atitudes. Quando aprendemos a modificar as nossas representações internas (pensamentos), desenvolvemos autonomia e estabilidade emocional.

Bons estados significam, bem-estar físico e discernimento mental e com isso bons resultados.

terça-feira, março 23, 2010

8. As pessoas têm todos os recursos de que necessitam para ter sucesso.

(não há pessoas sem recursos, há pessoas que não empregam os seus recursos).

“Se uma pessoa pode fazer algo, todos podem aprender a fazê-lo também.”

O cérebro da maioria dos seres humanos é similar. Não há grande diferença entre os "génios" e os indivíduos "normais" além de uma maneira mais eficiente de usar os pensamentos. Por consequência, todo o ser humano, salvo raras excepções, possui um rol de recursos e potencialidades que lhe permitem atingir as suas metas (não existem pessoas desprovidas de recursos, apenas estados mentais desprovidos de recursos, ou seja, pessoas que não empregam os seus recursos).

Todos funcionamos perfeitamente (ninguém está errado ou é defeituoso) e não existe nada que seja impossível de concretizar. Muita gente pensa – erroneamente - que certos sonhos e desejos são irrealizáveis, mesmo sem nunca terem tido coragem para experimentar concretizá-los. Todavia, tudo o que a mente humana consegue pensar e acreditar, é passível de realização. Se, por acaso, existir um limite físico ou ambiental, o mundo da experiência elucidar-nos-á acerca do mesmo.

Imagens mentais, vozes interiores, sensações e sentimentos são os blocos básicos de construção de todos os nossos recursos mentais e físicos. Os recursos que temos hoje são mais vastos do que aqueles que tínhamos quando a "programação" original foi gerada e podem ser utilizados para alterar essa mesma "programação", bem como os comportamentos nocivos a ela eventualmente associados.

Podemos usá-los para construir qualquer pensamento, sentimento ou habilidade que desejarmos, colocando-os depois nas nossas vidas onde quisermos e quando mais precisarmos. Quer isto dizer que todas pessoas possuem os recursos necessários para operarem as mudanças desejadas, mas nem sempre sabem disso.

A PNL ajuda-nos a descobrir, assimilar e integrar esses recursos internos, tornando-os disponíveis nos contextos desejados.

Atitudes:

• Deixar de se desculpar quando não consegue obter resultados.

• Valorizar a comunicação e os relacionamentos.

• Confiar na competência colectiva da equipa.

domingo, março 21, 2010

7. O comportamento de alguém não é a pessoa (aceite a pessoa, transforme o comportamento)

O valor positivo duma pessoa é mantido constante mesmo que o valor e a adequação do seu comportamento seja questionado.

Ou seja, independentemente do comportamento do outro ser ecológico (de acordo aos meus interesses), ele apenas procura realizar algo de importante para si, ainda que de forma pouco saudável, ou se quisermos, pouco satisfatória para as partes circundantes.

sábado, março 20, 2010

6. O comportamento é transformável e o comportamento actual é a melhor escolha que se tem no momento.

De acordo com este pressuposto, as intenções traduzem-se em fortes razões que subjazem à manutenção dos comportamentos e da integridade das pessoas, as quais fazem sempre a melhor escolha possível, de entre as disponíveis.

Todos os comportamentos nocivos, prejudiciais ou mesmo impensados tiveram, originalmente, um propósito positivo, uma vez que as partes internas das pessoas operam sempre a partir de intenções positivas. Gritar para ser reconhecido. Agredir para se defender. Esconder-se para se sentir mais seguro. Em vez de tolerarmos ou condenarmos estas acções, podemos separá-las da intenção positiva inicial de determinada pessoa, para que seja possível acrescentar opções mais actualizadas e positivas a fim de satisfazer a mesma intenção.

As pessoas agem sempre em função da forma que sabem e podem. Tendo em consideração os recursos, a intenção permanente de auto-consideração, assim como as possibilidades e capacidades que percebem a partir do seu modelo do mundo, as pessoas efectuam as melhores escolhas entre as disponíveis no momento.

Cada um de nós tem a sua própria história. Através da unicidade desta última, aprendemos o que querer e como querer, o que valorizar e como valorizar, o que aprender e como aprender. Esta é a nossa experiência. O nosso mapa mental aponta, assim, alguns caminhos e nós escolhemos aquele que, naquele instante, naquela situação, se apresenta como o melhor. Se o caminho escolhido não nos levar onde queremos, então cabe-nos a nós ampliá-lo e enriquecê-lo com novas informações e possibilidades. Assim, teremos mais opções e poderemos fazer mais e melhores escolhas.

Comummente as pessoas agem de acordo com os seus interesses. Todos temos razões que justificam os nossos comportamentos. Muitas vezes esses comportamentos são prejudiciais a outras pessoas, mas de acordo com o nosso mapa, todas as acções têm uma explicação aceitável.

Porque é que uma pessoa fuma, apesar de conhecer os malefícios do fumo para a saúde?

Por exemplo, porque ajuda a relaxar - responde a pessoa stressada.

A intenção positiva dessa pessoa está bem clara segundo o seu mapa: O fumo ajuda-a a relaxar.

A PNL procura encontrar a intenção por trás do comportamento e oferecer uma alternativa com a qual a pessoa se identifique sem se sentir prejudicada. A partir do momento que alguém encontre uma alternativa melhor e mais inteligente, opta naturalmente por ela.

Considere a situação, pelo menos, sob três pontos de vista (si mesmo, outro e observador).

O que vê, ouve e sente através dos seus próprios olhos, ouvidos e corpo?

Entre nos sapatos da outra pessoa. Como perceberia a situação se fosse a pessoa?

Imagine que é um observador neutro a olhar para a situação.

O que notaria sobre a situação desta perspectiva.

Atitudes:
• Disponibilidade para colocar-se no lugar do outro.

• Distinguir a pessoa do seu comportamento.

• Procurar responder à intenção positiva e oferecer novas alternativas.

quinta-feira, março 18, 2010

5. A informação mais importante sobre alguém é o seu comportamento (feed-back)

Estamos sempre a comunicar e as palavras são quase sempre a parte menos importante.

Tudo o que fazemos traduz uma comunicação, a qual acontece sobretudo através de vários sinais sensoriais: um suspiro, um sorriso, um olhar ou uma palavra.

Até os nossos pensamentos - formas de comunicarmos connosco mesmos - se revelam aos outros pelos nossos olhos, tom de voz, atitudes e movimentos corporais.

Por trás do comportamento do outro estão várias informações conscientes e inconscientes e sobretudo toda uma história pessoal que o leva a agir de determinada maneira.

Atitudes:

• Desenvolver a acuidade sensorial.

• Entender o outro pelo seu comportamento, percebendo a intenção positiva, e o feedback que nos transmite.

quarta-feira, março 17, 2010

4. O Mapa não é o território

(as palavras que empregamos não são os acontecimentos ou assuntos que representam)

O Mapa não é o território - os nossos sentidos, crenças e experiências fornecem-nos um mapa do mundo para agirmos, mas este mapa nunca será tão preciso quanto a realidade em si, caso contrário seria igual ao terreno que abrange. Desta feita, podemos dizer que reagimos aos nossos mapas (modelo do mundo) e não directamente ao mundo concreto ou, se se quiser, à realidade em si mesma.

Determinar ou definir o que é realidade ainda não é uma tarefa possível: um sonho é tão real para a mente humana como uma experiência em estado de vigília. Consequentemente, como não é possível conhecer plenamente o território, assumimos o nosso mapa como verdadeiro e mentalmente transformamos o nosso mapa em território.

Um bom exercício é encontrar pelo menos dois outros mapas ou maneiras de perceber a situação (ex: como é que um antropologista, artista, ministro, jornalista, perceberia a situação?).

sexta-feira, março 12, 2010

3. O corpo e a mente influenciam-se um ao outro (corpo e mente são partes do mesmo sistema.)

O cérebro e o corpo fazem parte do mesmo sistema: os nossos pensamentos afectam instantaneamente a nossa tensão muscular, respiração, sensações e vice-versa. Por consequência, quando aprendermos a mudar a forma de pensar, mudamos as reacções físicas e a atitude corporal.

Muitas doenças são consideradas psicossomáticas, precisamente porque resultam da nossa forma de pensar. Não raras vezes, o stress, a ansiedade, o medo, a raiva, a mágoa impregnam a nossa mente e afectam o equilíbrio e a harmonia do corpo físico.

De referir, no entanto, que para conseguirmos operar mudanças é mais eficaz representarmos a mente como uma colecção de estados internos - constelações de percepções, cognições (crenças/valores) e fisiologias – em vez de a encararmos como um "ego" interno único e indivisível.

quinta-feira, março 11, 2010

2. O significado da comunicação é a resposta que se obtém (independentemente da intenção).

O significado de uma comunicação é sempre dado pelo receptor da mesma. Isto acontece porque qualquer comunicação implica a criação de uma experiência no outro e da obtenção de uma resposta por parte deste último. Quer isto dizer que a experiência e a resposta dependem, sobretudo, do modo como o interlocutor recebe o comportamento do emissor, e não da intenção deste.

Se pedirmos um copo de água a alguém e se essa pessoa nos der um copo de sumo é porque alguma coisa falhou no processo de comunicação (ruído ou interferência). A pessoa não entendeu a mensagem da maneira que esperávamos ou deliberadamente resolveu contrariar o nosso pedido.

Não obstante, reconhecer respostas requer canais sensoriais limpos e sensíveis, pois o tamanho da resposta que se obtém depende do tamanho da capacidade da pessoa perceber as respostas.

Somos pois, responsáveis pelo resultado da nossa comunicação. Todos os dias recebemos dos outros aquilo que eles dizem ou fazem, de acordo com os nossos mapas mentais do mundo. Observar como a nossa comunicação é recebida permite-nos ajustá-la, para que da próxima vez possa ser mais clara.

Comunicar bem e de forma correcta implica fazer com que o outro perceba e entenda o que queremos transmitir.

O resultado da comunicação traduz-se sempre no feed-back que obtemos. Se houve algum mal-entendido na nossa comunicação, não adianta culpar os outros. Ao invés, avaliemos o que podemos mudar na maneira de falar para sermos mais efectivos na comunicação e, por acréscimo, atingirmos os resultados desejados.

Atitudes:

• Deixar de culpar o outro quando a comunicação não é bem sucedida.

• Esclarecer convenientemente os diversos significados.

• Saber que comunicar bem não se resume a escolher mensagens, mas sobretudo a entender pessoas.