domingo, outubro 31, 2010

10 Maneiras de Conduzir o Diálogo Interno Negativo

O diálogo interno é uma parte natural, importante e valiosa do nosso processamento interno, desde que saibamos como usá-lo e conduzi-lo com eficácia. Normalmente não aprendemos a usar e a conduzir o processo interno dos nossos pensamentos e sensações. Muitas vezes deixamos esse diálogo interno ou crítico interior, à solta dentro de nós, e acabamos por ter de olhar para ele através do resultado que obtemos sobre as nossas acções e comportamentos. Por vezes temos de lidar com ele através de tentativas e erros. E na verdade são esses resultados da tentativa e erro, mesmo razoavelmente efectivos, que nos informam e guiam sobre o estado dos nossos pensamentos e da nossa vida emocional.
Como a PNL nos permite "modelar" ou examinar como usamos a nossa mente e corpo, isso é um “insight” valioso para aprendermos a conduzir melhor a nossa vida.

Aplicar a PNL no diálogo interno negativo significa termos escolhas para melhorar a forma como utilizamos essa capacidade:

Bloqueá-lo: pois assim você na realidade inibe a sua própria capacidade de diálogo interno.
Substitui-lo: similar ao bloqueio, você substitui um fluxo de diálogo interno por outro.
Inibi-lo: ao prestar atenção às coisas que não exigem diálogo interno ou que recorram fortemente a outros sentidos como barulho, visão ou sensações físicas.
Redireccioná-lo: use o seu diálogo interno com uma finalidade mais positiva.Negociar com ele: faça um acordo com seu próprio diálogo interno usando uma técnica da PNL.
Torná-lo desnecessário: muitas vezes, o nosso diálogo interno é um meio de imaginar algo ou de desanuviar a mente de alguém. A PNL usa técnicas mais eficazes para atingir este resultado.
Reduzi-lo: use a consciência e outros métodos, para reduzi-lo.
Diriji-lo: desenvolva a capacidade de decidir não "acolher" certos tipos de pensamentos.
Reconhece-lo: como resultado do uso de outros formas de percepcionar a realidade; Assim, o diálogo interno deixa de ter o peso substancial que tem.

Use-o ou fique à mercê dele

Quando "usado" com eficácia, o nosso diálogo interno é um recurso admirável, uma dádiva que nos permite pensar com criatividade, realismo, lógica, e continuidade. Sem essas capacidades, nós não seríamos capazes de actuar efectivamente na vida diária.
O problema do diálogo interno negativo tem origem no facto de que nós não sabemos que podemos dirigi-lo, ou se sabemos, não sabemos como dirigi-lo. É mais ou menos como ter um cão. Se o cão foi treinado, ele pode ser uma óptima companhia, ajudar na segurança e ser um companheiro fiel. Porém, se sempre permitiram que ele fizesse tudo que queria, ele pode causar destruição dentro e fora de casa – e até mesmo arriscar a segurança de amigos e da família!

Esse artigo foi publicado na The Pegasus NLP Newsletter – Novembro de 2006 com o título de Dealing with Negative Self-Talk no site www.nlp-now.co.uk

sábado, outubro 23, 2010

Depressão: doença ou capacidade?

Gostaria de partilhar convosco uma nova visão deste problema, que nos tempos que correm cada vez mais faz parte do nosso quotidiano.
Para tal fundamento-me em partes do livro “Using Your Brain - For a Change” de Richard Bandler (co-fundador da PNL), em que num texto claro, vai demonstrando as diversas maneiras que usamos para pensar sobre os nossos problemas quotidianos e resolvê-los. Ficam aqui algumas ideias que puderam alterar dramaticamente a compreensão do que é o processo de estar deprimido - e portanto o que pode ser feito para lidar com ele. O autor falamos que uma vez, perguntou a um homem de que forma, ficava deprimido, ao este respondeu: "Bom, quando entro no meu carro e descubro que um dos pneus está furado". Bem, é verdade que isso é desagradável, mas não me parece o suficiente para se ficar deprimido. Como é que faz para que se torne deprimente de verdade? Eu sei que para cada uma das vezes que o seu carro se avariou houve centenas de vezes em que funcionou na perfeição. Mas, naquele momento, ele não pensava sobre isso. Se conseguisse com que pensasse em todas as ocasiões em que o carro funcionou bem, ele não ficará deprimido. Ora, este é sem dúvida um dos ingredientes fundamentais para desenvolver tal desordem – foca somente nos aspectos negativos. Continuando com exemplos do autor, uma outra vez, foi consultado por uma mulher que dizia estar deprimida, ao que este lhe respondeu: "Como é que sabe que está deprimida?" Ela olhou para ele e responde-lhe que o seu psiquiatra lhe tinha dito. Então ele disse-se: "Talvez ele esteja errado; talvez não esteja deprimida; talvez isto seja estar feliz!". Ela olhou novamente para ele, levantou as sobrancelhas e disse: "Acho que não''. Contudo, ela não tinha respondido à pergunta: "Como é que sabe se está deprimida?". Se estivesse feliz, como saberia?" "Já esteve feliz alguma vez?" Refere então o autor, que a maioria das pessoas deprimidas teve tantas experiências agradáveis quanto as outras pessoas, só que quando se lembram dessas experiências acham que não foram assim tão agradáveis. Em vez de usarem lentes cor-de-rosa, usam lentes cinza. Refere ainda que conheceu uma maravilhosa senhora que colocava uma coloração azulada nas experiências desagradáveis e uma rosa nas que eram agradáveis, classificando-as desta forma e ao lembrar-se de algo, mudando a cor, a lembrança era completamente transformada. Não haveria aqui explicação clara, contudo era assim que ela fazia inconscientemente.
Bandler refere ainda acerca deste tema, que a primeira vez que um dos seus clientes lhe disse: "Estou deprimido", respondeu: "Olá, eu sou Richard". O cliente parou e disse: "Não". "Não sou?" "Espere um pouco. Você está confuso." "Não estou confuso. Está tudo muito claro para mim." "Sinto-me deprimido há 16 anos." "Muito interessante! Nunca dormiu durante todo este tempo?" A estrutura do que lhe estava a dizer, era de que tinha codificado a sua experiência de tal forma que estava a viver na ilusão de manter o mesmo estado de consciência à 16 anos''. Ora sabemos que não é possível estar deprimido 16 anos, pois temos de almoçar, chatear-se e outras coisas mais. Tentem manter o mesmo estado de consciência por 20 minutos. Por vezes, gasta-se muito tempo e dinheiro a aprender a meditar, para manter o mesmo estado durante uma ou duas horas. Se a pessoa ficasse deprimida durante uma hora seguida, nem se apercebia, pois a sensação tornara-se um hábito, ficando assim imperceptível. Se fazemos algo durante muito tempo, não seríamos capazes de percebê-lo. Isto é o que o hábito faz, mesmo a nível de sensação física. Surge aqui uma boa pergunta: "Como é que a pessoa pode acreditar que tem estado deprimida esse tempo todo?''. "16 anos de depressão'' podem ser, na realidade, apenas 25 horas de depressão. Porém, se aceitarmos a afirmação desta pessoa de que "Estou deprimido há 16 anos" sem questionar, estaremos a aceitar o pressuposto de que tenha mantido um mesmo estado de consciência por tanto tempo. E, se partimos do princípio de que o objectivo é torná-la feliz, estaremos a tentar colocá-lo permanentemente noutro estado de consciência. Talvez até se consiga fazê-lo crer que é uma pessoa feliz o tempo todo. Em programação neurolinguistica, uma das técnicas mais eficazes que conheço, podemos ensinar qualquer pessoa a recodificar todos os momentos da sua vida como felizes, não importando o quanto se sinta infeliz, pois irá aprender a criar a sua própria felicidade, ainda que nada tenha mudado na realidade, ou no presente - apenas a forma como pensa no passado, pois de facto o passado não existe, ou melhor existe como uma ilusão ou percepção que temos num plano mental, e o que acontece é que podemos dar uma nova ilusão para substituir a anterior, só que com outro significado, positivo claro.
Neste contexto, também muitas pessoas sentem-se deprimidas porque têm uma boa razão para tal. Muitas têm vidas vazias, sem nenhum sentido e sentem-se infelizes. Tenho constatado que o facto de conversarem com um terapeuta não mudará em nada essa condição, a não ser que a pessoa passe a viver de maneira diferente. Se alguém prefere gastar dinheiro em terapia, em vez de gastá-lo para divertir-se, não se trata de uma deficiência mental, mas de estupidez! Se não fizer nada, é claro que ficará entediado e deprimido. Um exemplo extremo disto é a catatonia (estado permanente de apatia).
Quando alguém me diz que está deprimido, procuro descobrir como é que ela faz para ficar deprimida, pois acredito que de facto a pessoa tem habilidade para isso, embora não queira esse estado. Assim, acho que se puder refazer os seus passos de maneira metódica e descobrir o que a pessoa faz tão bem e que possa repeti-lo, então posso dizer-lhe o que fazer para mudar a sua maneira de agir, ou então, procurar alguém que não esteja deprimido e descobrir o que este faz para não ficar. Algumas pessoas ouvem uma voz interna, que parece lenta, dando-lhes a lista do que fizeram de errado. Desta forma é muito fácil ficar deprimido. É como se tivessem alguns dos seus educadores dentro da sua cabeça, a julgar todo e qualquer comportamento, por vezes de forma exagerada. Não é de admirar que estas pessoas se sintam deprimidas. Às vezes a voz interna é tão baixa que a pessoa não se dá conta até ao momento em lhe pergunto, é claro, como se trata de uma voz inconsciente, terá um efeito muito mais forte do que se fosse consciente - o impacto hipnótico será mais profundo ainda. Nestas situações, a solução é muito simples, basta aumentar o volume da voz interior para que perca o seu impacto hipnótico e de seguida, mudar o tom de voz, para que se torne amistoso. Normalmente este tipo de pessoa sentir-se-á instantaneamente bem melhor, mesmo que a voz continue a recitar listas das suas falhas. Por outro lado, tenho constatado também que muitas pessoas deprimem-se com imagens que vão criando nas suas mentes, e aqui há toda uma série de variações. A pessoa pode criar colagens de todas as vezes em que falhou no passado, ou criar milhares de imagens de como as coisas podem ser más no futuro. Pode-se olhar para qualquer coisa do mundo real e sobrepor uma imagem da maneira como aquilo será daqui a 100 anos e automaticamente ganhar outro significado. Com certeza que já ouviram falar em "começarmos a morrer na hora em que nascemos''. Acho esta formidável.

Bem hajam.

domingo, outubro 10, 2010

Solidão (Reenquadrada)

Solidão não é a falta de gente para conversar,
namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às
vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe
compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....

Francisco Buarque de Holanda

terça-feira, outubro 05, 2010

CRENÇAS LIMITADORAS – OS TRAVÕES DA REALIZAÇÃO


“O número de pessoas que falham é directamente proporcional ao número de pessoas que desistem” (Joseph McClendon). Existe uma diferença entre desejar e acreditar que se pode fazer e obter algo. As pessoas que fazem acontecer, possuem um segredo fundamental: romper com as suas convicções limitadoras e, com isto, acreditar que podem conquistar tudo aquilo que planearam. Todos nós conhecemos a palavra “Microsoft” e Bill Gates, co-fundador dessa companhia, não foi apenas uma pessoa que teve sorte na vida, não foi apenas um génio, acima de tudo, possui-a uma capacidade extraordinária: a curiosidade, que lhe permitiu criar uma das maiores companhias do mundo, enquanto naquela altura não se acreditava no futuro dos microcomputadores, exemplo disto, foram as palavras do presidente da Digital Equipment Corporation em 1977: “Não há qualquer razão para as pessoas terem um computador em casa”, Bill Gates quebrou todas essas convicções, desenvolvendo o software que mudou a forma de actuação da vida humana, e consequentemente, aos trinta anos de idade tornou-se bilionário. Quanto mais entendemos o comportamento humano, mais compreendemos o extraordinário poder que as convicções têm nas nossas vidas. O sucesso não é uma questão de estar apenas melhor preparado, mas sim de ultrapassar aquelas convicções que nos dizem o que é possível e o que não é possível ser feito. Quantas pessoas mais preparadas que Bill Gates existiam na época? Quantas pessoas poderiam ter realizado o mesmo feito e não conseguiram ultrapassar as suas convicções e obter grandes resultados?
Acredito que nascemos destemidos para conquistar grandes realizações, e o nosso sucesso está nas nossas mãos, e o que quisermos fazer com as nossas vidas só dependente de nós, construindo a qualidade de vida que tanto sonhamos. A diferença entre os fracassados e as pessoas de sucesso está directamente relacionada com as convicções internas sobre o que podem e o que não podem ter ou fazer. O grande sucesso na vida ocorre quando aceitamos que somos seres com potencialidades extraordinárias e com todos os recursos necessários para fazer da nossa vida a experiência mais bela do planeta.
Uma das maravilhas do trabalho que tenho efectuado no âmbito trabalho com de “coaching ou terapia com PNL”, prende-se com a oportunidade de conviver com diferentes tipos de pessoas, nas mais diferentes condições culturais, sociais e financeiras. Neste aspecto, o que sobressai é que as pessoas que vivem em ambientes prósperos possuem melhores oportunidades de se tornarem bem sucedidas, pois possuem menos convicções limitadoras, enquanto que as de ambientes menos prósperos, de alguma forma foram acumulando mais convicções ou crenças limitadoras, o que as impede de obterem melhores resultados.
Li uma vez num livro qualquer, que há alguns anos atrás, no decorrer duma palestra, o autor reparou numa garota de 13 anos, sentada na primeira fileira, percebendo no final que estava desacompanhada. Curioso de saber qual era o seu propósito ao participar numa conferência destinada a profissionais da área do desenvolvimento pessoal (PNL), dirigiu-se a ela e logo percebeu que aquela garota era um ser humano extraordinário, com um currículo invejável, pois falava fluentemente quatro idiomas, sendo que um deles era o mandarim, tocava violão, violino, piano, flauta e já era formada em PNL, e que o seu plano para o futuro era fazer uma licenciatura em medicina. Poderemos pensar que seria sobredotada, ou que teria algum dom sobrenatural. Não, ela simplesmente possui-a uma família onde todas estas qualificações eram altamente normais, ou seja, todos na família faziam o que ela faz. Era tudo uma questão de treino, dedicação e disposição para aprender. Por outras palavras, para ela era como aprender a andar. Se todas as pessoas andam, porque é que ela não?
As convicções actuam como a lei da gravidade, mantêm os nossos resultados no solo. Uma nave espacial gasta aproximadamente 75% de todo o seu combustível para sair do campo gravitacional terrestre, os restantes 25% são necessários para fazer a sua exploração espacial e voltar á Terra. Poderá ser este o nosso grande desafio, se quisermos descobrir novos mundos, novas formas de actuação, novos resultados, precisamos de empenhar-nos para ultrapassar os limites gravitacionais das nossas convicções. Ainda que não seja fácil, teremos uma grande sensação de prazer pessoal, se ousarmos explorar novos caminhos e assim obter novos resultados.
Como é que podemos acreditar que não conseguimos aprender química, português, idiomas, conduzir, nadar, falar em público, ou então, que não somos capazes de ser profissionais de sucesso? Excepção feita às pessoas que possuem disfunções físicas ou mentais, todas as outras podem fazer e ser o que bem quiserem no decurso das suas vidas (se alguém é capaz de fazer algo, então qualquer pessoa pode). Não existem limites para as nossas realizações, a não ser as que impomos a nós mesmos através das nossas convicções, ou seja, elas comandam o que é possível ou não é possível acontecer, ter ou fazer. É pois esta a força que impede a grande maioria das pessoas de realizarem mais, pois tais convicções são baseadas em interpretações de experiências pessoais e colectivas passadas, e estas não representam a realidade, apenas a nossa crença. A principal característica que diferencia o ser humano de qualquer outro animal é que possui uma incrível habilidade de aprendizagem. Durante toda a nossa vida adquirimos muitas convicções sobre o que podemos ou não podemos fazer e que direccionam todas as nossas acções. Muitas pessoas aceitam tais convicções e fracassam. Outras, mais sábias, desafiam-nas e prosperam, Vejamos alguns exemplos:

 Benjamin Franklin e o psicólogo Carl Jung eram maus matemáticos;
 Albert Einstein só começou a falar com quase 5 anos e era considerado “retardado mental”;
 O inventor James Watt foi declarado “bronco e incapaz”;
 Walt Disney foi demitido por não ter imaginação;
 Thomas Edison foi intimado a deixar a escola por ser o último da turma.
As convicções estão na origem de todo o sucesso ou fracasso pessoal, e o seu poder sobre o ser humano é magnífico e, muitas vezes, surpreendente. Se entendermos a natureza das convicções, como funcionam, modo de actuação e utilização no dia-a-dia, podemos obter um alto nível de desempenho. Saber que as convicções são regras internas que limitam o nosso desempenho é um passo importante para assumirmos o controlo total da nossa vida.

Bem hajam.

quarta-feira, setembro 29, 2010

A tua Receita, tb é a da D. Cacilda

Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão. E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução..

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.

Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.

- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...

- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.

- Simples assim?

- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.

Calmamente ela continuou:

- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica..

Depois me pediu para anotar:

Como manter-se jovem:
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos! )

3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem
Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refugio.

8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a..
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhora-la , procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa.. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente,
mas NÃO para onde haja culpa

10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Valores - o motor das nossas acção



De facto, ainda que não saibamos o porquê? de todas as nossas atitudes e comportamentos, assim como dos outros, lá por trás está algo bem definido e com grande consistência.

É impressionante descobrir cada dia que passa todo um conjunto de necessidades que procuramos realizar de variadíssimas maneiras e que não poucas as vezes, o que fazemos é matar essa "fome" que fomos criando no caminho.

É claro que me refiro a esses nominalismos, a que chamamos em PNL, Valores.

Tendo sido um dia diferente, hoje uma vez mais descobri a força de tais motores, ao ponto de contra-balancear toda a minha vida, nomeadamente hábitos comportamentais que vai muitas vezes me aprisionam a uma necessidade de confirmação, reconhecimento, valorização que a própria mente que pedindo.

Cada vez mais confirmo esta convicção: o problema não está em pensar muito, mas antes, na forma como pensamos, que será o mesmo que dizer, como nos associamos a representações internas ligadas ao passado que depois no presente nos poderão aprisionar a estados emocionais desagradáveis.

É pois a PNL e toda a sua abordagem, um caminho para a congruência interior e cada vez mais acredito que somos nós próprios o nosso criador actual.

Obrigado pela vossa presença. Hoje sou mais livre, ;)

domingo, setembro 19, 2010

Cuidado com o pensamento positivo!

Nos livros de auto-ajuda é muito comum a ideia do pensamento positivo como forma de resolver as dificuldades pessoais; todavia, cientificamente, precisamos deixar claro que o chamado pensamento positivo pode falhar.
Por norma, usamos dois recursos para pensar: com palavras ou com imagens mentais. Einstein, por exemplo, declarou que pensava com imagens que ele produzia e reproduzia voluntariamente.
O pensamento com palavras pode não corresponder às imagens mentais que estamos a produzir no momento do pensamento. Actualmente sabemos que são as imagens, e não as palavras, que mexem com nosso sistema glandular. Por exemplo, se falarmos em passar as unhas num quadro de lousa, e se criarmos a imagem mental deste acto, poderemos experimentar uma sensação de aversão, e até sentir arrepios. Outro exemplo: se imaginarmos estar a chupar um limão, a nossa boca ficará cheia de saliva, mas, se falarmos no limão sem criarmos a imagem mental correspondente, não acontecerá nada. Ou seja, a força da imagem mexeu com o sistema glandular ao ponto de as glândulas salivares produzirem mais saliva.
Quero com isto, demonstrar que são as imagens mentais que têm força e não as palavras que não estejam acompanhadas das imagens daquilo que elas representam.
Os seres humanos, sempre que falam em alguma coisa, têm a tendência de imaginar, de criar automaticamente as imagens contrárias dessa coisa; assim, podemos pensar positivamente e, ao mesmo tempo, criar imagens mentais contrárias do que pensamos com palavras. Podemos dizer que as palavras são do hemisfério esquerdo do cérebro e as imagens são do hemisfério direito, onde se encontra o SAPE (Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie. Sempre que houver conflito entre as imagens mentais e as palavras, as imagens ganham. Ora, uma pessoa pode pensar positivamente e, até sem sentir, criar imagens contrárias do que pensou; por isso, é preciso cuidado com o pensamento positivo.
As pessoas me dizem que por normas pensam sempre positivamente e que mesmo assim, parece que tudo dá errado, é porque pensaram positivamente com palavras e criaram as imagens mentais contrárias do que pensaram e são as imagens mentais, com forte carga de emoções, que conseguem os resultados. Normalmente dirigimo-nos para aquilo de que criamos com imagens mentais com emoção! É isso que nos aproxima ou afasta das situações.
Bem hajam.