terça-feira, fevereiro 15, 2011

Níveis Neurológicos

Níveis Lógicos – O antropólogo Gregory Bateson (1904-1980), defende a ideia de que as nossas aprendizagens obedecem a uma determinada hierarquia, a que chama de Níveis Lógicos de Aprendizagem.

Mudanças geradas num nível podem ou não afectar os outros níveis, dependendo da sua construção hierárquica.

Bateson notou que os conflitos ou confusão nos níveis lógicos frequentemente causam problemas.

Níveis Neurológicos
Robert Dilts modelou a estratégia de Bateson e a adapto-a aos pressupostos de PNL, criando o que chamamos de Níveis Neurológicos.

Uma mudança hierárquica num nível superior irá necessariamente trazer mudanças nos níveis inferiores, porém uma mudança em um nível inferior pode ou não trazer mudanças em níveis superiores.


Espiritual: Consideramos como espiritual os sistemas de que fazemos parte, incluindo as pessoas que nos são significativas, família e também crenças religiosas, a nossa relação com o espiritual está ligada a sentimentos de pertinência e aceitação. Esta nível também direcciona os nossos objectivos. As crenças ao nível espiritual afectam todos os outros níveis. É a resposta à pergunta: “a quem mais?” ou “a que sistema maior pertence?”

Identidade: Uma identidade é formada por um conjunto de crenças e valores. É a resposta à pergunta “Quem é você?”. Uma identidade é sustentada por estruturas complexas de crenças.

Crenças e Valores: Uma crença é uma aprendizagem ocorrido por causa e efeito, dão-nos a permissão ou não para que capacidades e comportamentos ocorram. Os Valores são crenças específicas que procuramos honrar, organizados a partir dum conjunto de ideias. Exemplos de valores: honestidade, justiça, cumplicidade, etc. Os valores são necessariamente abstractos. É a partir dos nossos valores que organizamos a nossa estrutura de crenças. Crenças e Valores são a resposta à pergunta “Porquê?”, Uma crença ou valor pode permitir várias capacidades.

Capacidades / Estratégias: Uma capacidade ou estratégia dá suporte para que o comportamento ocorra. São a resposta à pergunta “como é que faz especificamente para que determinado comportamento ocorra?”. Uma capacidade pode gerar vários comportamentos.

Comportamento: Um comportamento é algo que pode ser percebido com descrição baseada no sensorial, possuindo uma representação interna VAC. É a resposta à pergunta “o que especificamente? Pensamentos, emoções e sentimentos são considerados comportamentos pois possuem fisiologia congruente associada. Um comportamento pode ocorrer em diferentes ambientes.

Ambientes: Consideramos como ambiente o contexto em que ocorre o comportamento. É a resposta à pergunta “onde e quando determinado comportamento ocorre?”.

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Exemplos de Afirmações em Diferentes Níveis Neurológicos

Espiritual:
“Quero deixar uma herança positiva para os meus filhos.”, “É importante procurar soluções para o aquecimento global.”, “Ao mandar “beatas” de cigarro para o lixo, estou a construir um mundo melhor.”, “Se eu faço parte do mundo, ao melhorar pelo menos um comportamento já construí um mundo melhor.”

Identidade:
“Eu sou saudável.”, “Eu sou nervoso.”, “Eu sou médico.”, etc.

Crenças e Valores:
“Se eu beber coca-cola à noite, não durmo.”, “Laranja com leite faz mal.”, “Só ganha dinheiro quem é desonesto.”, “Quero sucesso na minha vida porque mereço.”

Capacidades / Estratégias:
“Não consigo falar em público”, “Isto é muito difícil.”, “Acho que não vou conseguir”, “Eu consigo fazer isso.”, “Para cozinhar arroz coloque duas chávenas de água para uma de arroz.”, “para chegar à padaria, desça até o fim da rua.”

Comportamento:
“Eu não sei fazer isso.”, “Eu gosto de beber sumo de laranja todas as manhãs.” “Tenho a tensão alta.”, “Estou acima do peso.”

Ambientes:
“A esse lugar, eu não vou!”, “Lá é mais longe que aqui.”, “Tenho medo de falar em público.”

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Tipos de Mudanças nos diferentes níveis Neurológicos:

1 – Mudanças Evolutivas

Ocorrem nos níveis Espiritual e Identidade. São mudanças relacionadas a missão e ao propósito. Em geral produzem um grande efeito nas nossas vidas, podendo ser geradas por experiências significativas e muitas vezes com grande teor emocional envolvido.

2 – Mudanças Generativas

Ocorrem nos níveis das Crenças e Capacidades e estão relacionadas a permissões, motivações e direcção dos comportamentos.

3 – Mudanças Remediativas

Ocorrem nos níveis do Comportamentos e Ambientes. São mudanças comportamentais e podem ocorrer por condicionamento, pois estão relacionadas a estruturas directas de acção e reacção.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Virgínia Satir: Eu sou eu Em todo o mundo, Não há ninguém...

Eu sou eu
Em todo o mundo,
Não há ninguém igual a mim.
Há pessoas,
Que têm alguns talentos iguais aos meus,
Mas a natureza de ninguém se compara a minha.
Por essa razão, tudo
Que sai de mim é meu de verdade
Porque eu sozinha fiz a escolha.
Sou dona de tudo o que diz respeito a mim.
O meu corpo, inclusive
Tudo o que ele faz;
A minha mente e inclusive todos os seus pensamentos e idéias;
Os mus olhos, inclusive as imagens de tudo o que contemplam;
Os meus sentimentos, sejam eles quais forem;
Raiva, alegria, frustração, amor, desengano, excitação;
A minha boca e todas as palavras que dela provêm;
Gentis, doces ou ásperas,
Próprias ou impróprias;
A minha voz, ruidosa ou suave;
E todas as minhas atitudes,
Com os outros ou comigo mesma.
Sou dona das minhas fantasias, meus sonhos, minhas esperanças,
Meus temores.
Sou dona de todos os meus triunfos e sucessos, de todos
Os meus fracassos e erros.
Porque sou dona de mim, sei o que se passa no meu íntimo.
Então, gosto de mim e sou afectuosa comigo em tudo que me diz respeito.
Desse modo, possibilito a mim trabalhar como um todo para o meu bem.
Sei que há em mim alguns aspectos que não conheço.
Mas enquanto eu for terna e
Afetuosa comigo mesma,
Poderei com coragem e esperança,
Procurar soluções para os enigmas e meios de descobrir mais sobre mim.
Seja como for que eu pareça e me comporte,
O que quer que diga e faça, pense e sinta num dado momento, tudo isso sou eu.
É autêntico e representa onde estou neste exacto momento.
Quando mais tarde recordo como pareci e me comportei, o que disse e fiz e pensei e senti,
Talvez algumas partes se revelem inadequadas...
Mando fora o que não me serve, guardo o que foi aprovado e invento algo novo para substituir o que descartei.
Vejo, ouço, sinto, penso, falo e faço.
Tenho as ferramentas para sobreviver, para ficar perto dos outros, para ser criativa e compreender o mundo das pessoas e as coisas fora de mim. Sou dona de mim!!!

Enviado por Rita Aleluia - NLP Coach and Therapy - Caracas - Venezuela
(Obrigado Rita)

sábado, fevereiro 12, 2011

Reenquadramento

n
O que é de facto significativo?


- O filho que muitas vezes não limpa o quarto e está a ver televisão, significa que está em casa.
- A desordem que se tem que limpar depois de uma festa, significa que estivemos rodeados de familiares e amigos. "
- As roupas que nos estão apertadas, significa que temos mais do que o suficiente para comer.
- O trabalho que temos a limpar a casa, significa que a temos.
- As queixas que escutamos acerca do governo, significa que temos liberdade de expressão.
- Não encontrar estacionamento, significa ter carro.
- Os gritos das crianças, significa que podemos ouvir.
- O cansaço ao final do dia, significa que temos trabalho.
- O despertador que nos acorda todas as manhãs, significa que estamos vivos.
- Finalmente, pela quantidade de mensagens que recebemos, significa que temos amigos a pensarem em nós.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

A auto-imagem

Por Sara Lindener

Para Feldenkrais, a autoi-magem compreende quatro componentes que interferem em toda a acção: movimento, sensação, sentimento e pensamento. Cada um destes componentes actua em distintas proporções, dependendo de cada contexto particular. E cada componente recebe interferência dos demais.

Para a depressão, por exemplo, faz falta adoptar uma certa postura corporal, pensar numa determinada maneira e ter uma sensação (visual, auditiva ou cinestésica). Para cantar uma música, é necessário que haja um pensamento, um movimento, uma sensação e um sentimento. E isto é assim para qualquer acção que queiramos fazer na vida. Não é possível viver se algum destes componentes cair abaixo de um nível ou desaparecer completamente.

A autoimagem vai-se mudando e modificando ao longo do tempo, mas de forma quase imperceptível as acções vão-se transformando em hábito.

É preciso considerar que a nossa auto-imagem vai crescendo à medida que vamos desenvolvendo as nossas diversas capacidades. As células que temos utilizado efectivamente são as que configuram a nossa autocimagem, facto que faz que esta seja menor do que poderia ser. Um exemplo disso são as pessoas que falam mais de um idioma porque têm sua auto-imagem mais perto do máximo potencial do que a pessoa que fala apenas um idioma. Isto leva-nos a deduzir que são mais importantes os vários padrões e combinações de células do que o seu número material.

O facto de que determinamos metas e consigamos alcançá-las faz com que coloquemos um fim na nossa aprendizagem, fazendo com que na maioria das vezes, em muitos casos, o ser humano utilize apenas 5% do seu potencial.

Para atender às necessidades básicas da sociedade basta que os membros desenvolvam no mínimo a sua auto-imagem. Porém, nesta situação, haverá alguém que vá além e continue esse processo de desenvolvimento. Há certas células que influenciam o desenvolvimento da auto-imagem porque demoram mais a serem utilizadas ou que nunca chegam a ser utilizadas, já que, ao não se desenvolverem, impedem que a imagem se desenvolva.

O valor que o homem dá é que na sociedade se tem o costume de julgar a si mesmo. E, a avaliação que ele faz de si mesmo influenciará o seu aprimoramento.

Uma vez que criamos alguns padrões de conduta, estes influenciarão as condutas que aprenderemos mais tarde. Por exemplo, se aprendemos uma técnica de pintura e depois aprendemos outra, haverá uma tendência de utilizarmos a técnica empregada na primeira quando aprendamos à segunda.

Há partes do nosso corpo que, ao não serem usadas de maneira clara, não temos uma consciência clara sobre a sua existência. Ou seja, se alguém não realiza uma actividade, não pode sentir a parte de seu corpo que a realiza como parte de sua auto-imagem. Uma pessoa que não saiba nadar, não terá o conhecimento de que sincronizando o movimento dos pés com o dos braços poderá avançar dentro da água.

Neste contexto, aparece uma situação que ao mesmo tempo é estranha e ideal. Esta situação é a de um conhecimento completo de nossa auto-imagem, já que supomos uma consciência continua do nosso corpo.

O homem pode configurar a sua imagem exterior de acordo com o que quiser que os outros pensem dele e só ele saberá qual parte desta imagem é mais certa e qual é mais falsa.

Fisiologia

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Dados científicos sobre os sistemas de representação interna

Por Daniel Cúperman

Realizaram-se muitas pesquisas científicas sobre o movimento dos olhos. Apresentamos aqui uma investigação realizada com estudantes universitários mexicanos, franceses e alemães.

Richard Bandler e John Grinder fizeram nos seus primeiros anos de desenvolvimento da PNL (”sapos em príncipes”, 1979) uma distinção funcional entre dois fenômenos diferentes: os padrões do movimento dos olhos quando uma pessoa está a receber uma informação e o sistema de representação como expressão verbal quando está a processar essa mesma informação. É possível observar estes fenômenos, que, em princípio, são independentes, através dos movimentos oculares e dos predicados verbais.

Desde então realizaram-se muitíssimos estudos sobre estes dois fenômenos (Baddeley, 1991; Parr, 1986; Sandhu, 1991; Dooley, 1988; Dorn, 1983; Cassiere, 1987; Mafcier, 1984; Wilbur, 1987), mesmo que ninguém foi capaz de demonstrar uma correlação entre ambos. O estudo que comentamos (Meyer-Troeltsch, NLP World 3-1, 43) realizou-se entre estudantes universitários, entre 18 e 27 anos, mexicanos, franceses e alemães. Entre eles, estudantes de música, de design e de dança. O estudo baseou-se na pressuposição que contextos similares são representados por diferentes sujeitos em sistemas de representação diferentes. Mas o mesmo sujeito pode usar diferentes sistemas representacionais em diferentes contextos.

As perguntas do questionário redigiram-se baseando-se em diferentes contextos, como “emoções positivas e negativas” ou “emoções individuais ou sociais”. Um exemplo das perguntas utilizadas:

* (exemplo de emoções individuais e positivas)

Quando estou completamente feliz, o mundo:
a)…. Está em perfeita harmonia com o movimento da vida (K)
b) …. Soa como uma orquestra acompanhando a voz da minha vida (A)
c) …. Ilumina minha vida com as cores brilhantes do Arco Iris (V)

* (exemplo de emoções sociais negativas)

A perda de uma pessoa que gosto produz em mim:
a)…. Uma pintura cinzenta de solidão; ninguém pode ver isso aí (V)
b)…. Um estado de sentimento forte, frio ou rígido; a vida é tão delicada (K)
c)…. Um silêncio definitivo no nosso diálogo; um vazio no tom de voz (A)

Das 36 questões originais escolheram-se finalmente as 16 que tinham a máxima correlação estatística. E os resultados em percentagens foram estes:

VISUAL AUDITIVO CINESTÉSICO
Mexicanos 20, 17, 63
Franceses/Alemães 38′5, 12′5, 49

VISUAL AUDITIVO CINESTÉSICO
Desenhadores 31, 21, 47
Músicos 13, 38, 48
Bailarinas 19, 17, 64

Neste quadro podemos observar que existe uma maior predisposição para diferentes tipos de representação de acordo com as preferências de actividade dos sujeitos.

Quanto às respostas dependendo do contexto, os homens tiveram uma maior representação visual que as mulheres em contextos negativos (0′98 frente a 0′63), enquanto que era mais auditiva que as mulheres em contextos positivos (0′81 frente a 0′52).

Como conclusão podemos deduzir que as pessoas não são visuais, auditivas ou cinestésicas, mas têm uma certa preferência para algum desses sistemas e esta preferência varia de acordo com os contextos nos quais se encontram.

Tradução – www.suamente.com.br – Aprenda mais sobre sua mente!

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Crenças Limitadoras

Certa vez uma gaivota pôs um ovo num galinheiro e depois teve que voar para longe.
As galinhas chocaram o ovo e adoptaram a pequena gaivota como se fosse uma delas.
A pequena gaivota foi crescendo e fazia como todas as outras: andava pelo galinheiro, debicava o chão, imitava as outras em tudo.
Mas um dia viu uma gaivota a voar no céu. Excitada chamou a atenção das outras galinhas para aquele objecto estranho e nunca visto. Ninguém lhe ligou e continuaram indiferentes. Mas a pequena gaivota estava com pulos no coração e insistiu, insistiu: vejam aquela coisa, que espectáculo, também gostava de fazer. Deixa-te disso, disseram as galinhas, aquilo não é para nós. Nós não voamos, somos galinhas! Come e cala-te!
A história tem dois finais:
A) A pequena gaivota conformou-se, continuou a debicar o chão e nunca voou, apesar de estar apetrechada para isso :-(
B) A pequena gaivota respirou fundo e acreditou nos pulos do seu coração. Um pouco afastada das outras galinhas começou a ensaiar pequenos voos. Falhou nas primeiras tentativas mas persistiu no seu sonho, apesar dos risinhos de algumas galinhas. Por fim conseguiu voar, aproveitou uma abertura na porta do galinheiro e lançou-se no ar. :-)
Cada um que escolha as suas "galinhas" que quer transformar em "gaivotas".

domingo, fevereiro 06, 2011

Castelos na areia

São as pequenas coisas que nos ensinam muito.

"Um dia de verão, estava eu na praia, a observar duas crianças na areia. Trabalhavam muito, construindo um castelo de areia molhada, com torres, passarelas e passagens internas.
Quando estavam perto do final do projecto, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo a um monte de areia e espuma.
Achei que as crianças cairiam no choro, depois de tanto esforço e cuidado, mas tive uma surpresa: em vez de chorar, correram para a praia, fugindo da água, rindo, de mãos dadas e começaram a construir outro castelo.
Compreendi que tinha recebido uma importante lição: tudo nas nossas vidas, todas as coisas que gastam tanto o nosso tempo e a nossa energia para serem construídas, tudo é feito de areia; só o que permanece é o nosso relacionamento com as outras pessoas.

Mais cedo ou mais tarde, a onda poderá vir e desfazer o que levamos tanto tempo para construir.
Quando isso acontecer, somente aquele que tem as mãos de alguém para segurar serão capazes de rir."

Autor desconhecido

PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA

"Programação NeurolingUística" é uma expressão um tanto ou quanto obscura, mas na verdade compreende três idéias simples.

A parte "Neuro" da PNL reconhece a idéia fundamental de que todos os comportamentos nascem dos processos neurológicos da visão, audição, olfacto, paladar, tacto e sensação. Percebemos o mundo através dos cinco sentidos. "Compreendemos" a informação e depois agimos. A nossa neurologia inclui não apenas os processos mentais invisíveis, mas também as reações fisiológicas a idéias e acontecimentos. Uns refletem os outros no nível físico. Corpo e mente formam uma unidade inseparável, um ser humano.

A parte "Linguística" do título indica que usamos a linguagem para ordenar os nossos pensamentos e comportamentos e comunicarmos com os outros.

A "Programação" refere-se à maneira como organizamos as nossas idéias e acções com o objectivo de produzir resultados. A PNL trata da estrutura da experiência humana subjetiva, de como organizamos o que vemos através dos nossos sentidos. Também examina a forma como descrevemos tudo isso através da linguagem e como agimos, intencionalmente ou não, para produzir resultados.

As experiências possuem uma estrutura

Os nossos pensamentos e recordações possuem um padrão. Quando mudamos este padrão ou estrutura, a nossa experiência muda automaticamente. Podemos neutralizar lembranças desagradáveis e enriquecer outras que nos serão úteis.
 
Se uma pessoa pode fazer algo, todos podem aprender a fazê-lo também.
Podemos aprender como é o mapa mental de um grande realizador e fazê-lo nosso. Muita gente pensa que certas coisas são impossíveis, sem nunca se ter disposto a fazê-las.
Faça de conta que tudo é possível. Se existir um limite físico ou ambiental, o mundo da experiência irá mostrar-lhe isso.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

O Mestre da Paciência

Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, um homem conhecido pela sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência. O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo. Chegou a mandar algumas pedras na sua direcção, cuspiu na sua direção e gritou todos os tipos de insultos. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem deu-se por vencido e retirou-se.

Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como pudera suportar tanta indignidade.

O mestre então perguntou:

- Se alguém chega até vôs com um presente, e não o aceitam, a quem pertence o presente? A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos. O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam a pertencer a quem os carregava consigo. A sua paz interior depende exclusivamente de si. As pessoas não lhe podem tirar a calma. Só se você permitir...

(desconhecido)

Marcenaria... (Reenquadramento)

Contam que numa marcenaria houve uma estranha assembleia.
Foi uma reunião, onde as ferramentas se juntaram para acertar as suas diferenças.
Um martelo estava na presidência, mas, os participantes notificaram-lhe que teria que renunciar. A causa?
Fazia demasiado barulho e além do mais passava o tempo todo martelando.
O martelo aceitou a sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.
Diante do ataque o parafuso concordou, mas por sua vez pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.
A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que media sempre os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito.
Neste momento entrou o marceneiro, juntou todos e iniciou o seu trabalho.
Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira converteu-se num fino móvel.
Quando a marcenaria ficou novamente sem ninguém, a assembleia reactivou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com as nossas qualidades, ressaltando os nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos nos nossos pontos fracos e concentremo-nos nos nossos pontos fortes.
Então a assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limpar e afinar asperezas e o metro era preciso e exacto. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade e uma grande alegria tomou conta de todos pela oportunidade de trabalhar juntos.

O mesmo ocorre com os seres humanos. Basta observar e comprovar.
Quando uma pessoa procura defeitos noutra, a situação torna-se tensa e negativa. Ao contrário, quando se procura com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas. É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades... isto é para os sábios!!!

Autor Desconhecido. 

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Corpo e mente são partes do mesmo sistema

Os nossos pensamentos afetam instantaneamente a nossa tensão muscular, respiração e sensações. Estes, por sua vez, afetam os nossos pensamentos. Quando aprendemos a mudar um deles, aprendemos a mudar o outro.