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quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Dados científicos sobre os sistemas de representação interna
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Crenças Limitadoras
As galinhas chocaram o ovo e adoptaram a pequena gaivota como se fosse uma delas.
domingo, fevereiro 06, 2011
Castelos na areia
PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA
As experiências possuem uma estrutura
Podemos aprender como é o mapa mental de um grande realizador e fazê-lo nosso. Muita gente pensa que certas coisas são impossíveis, sem nunca se ter disposto a fazê-las.
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
O Mestre da Paciência
Marcenaria... (Reenquadramento)
Foi uma reunião, onde as ferramentas se juntaram para acertar as suas diferenças.
Um martelo estava na presidência, mas, os participantes notificaram-lhe que teria que renunciar. A causa?
Fazia demasiado barulho e além do mais passava o tempo todo martelando.
O martelo aceitou a sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.
Neste momento entrou o marceneiro, juntou todos e iniciou o seu trabalho.
Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira converteu-se num fino móvel.
O mesmo ocorre com os seres humanos. Basta observar e comprovar.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Corpo e mente são partes do mesmo sistema
As pessoas possuem todos os recursos de que necessitam
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Estratégias (inventor do anzol)
e se calhar nem o próprio cérebro, mas o uso da fisiologia que inclui
a acuidade sensorial e a flexibilidade do raciocínio...e da acção...
Até os nossos irmãos bichinhos sabem isso, não acreditem em mim, VEJAM O VIDEO!
O inventor do anzol - vale a pena ver.
Abraço,
Luz & Amor
António
segunda-feira, janeiro 31, 2011
O mapa não é o território
É impossível NÃO se comunicar
O significado da sua comunicação é a resposta que se obtém
domingo, janeiro 30, 2011
Todo o comportamento tem uma intenção positiva
sábado, janeiro 29, 2011
As pessoas sempre fazem a melhor escolha disponível no momento
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Aplicações da PNL
A Programação Neurolingüística, em sigla PNL é uma ferramenta muito útil para localizar e organizar recursos dentro das pessoas, oferecendo uma grande variedades de aplicações: Apenas algumas dessas possibilidades serão citadas aqui:
- Como acrescentar recursos e intensificar resultados.
- Como aumentar o rapport nos processos de comunicação.
- Como conhecer e alcançar os cinco estados essenciais.
- Como contactar o "lado criança" e conseguir acordos entre as partes.
- Como descobrir as causas de incongruência.
- Como descobrir e compreender as suas motivações básicas.
- Como descobrir os modelos de mudança.
- Como eliciar os estados de excelência.
- Como entender os mecanismos do mapa e dos filtros.
- Como implantar e modificar âncoras.
- Como modelar e adoptar pontos de vista e excelências.
- Como proceder a uma cura rápida de fobia.
- Como proceder à Mudança de História Pessoal.
- Como proceder a Ressignificações de palavras, de significado e de contexto.
- Como programar objectivos.
- Como comunicar-se com os aliados internos, descobrindo os objetivos positivos.
- Como trabalhar as convicões / crenças e o sistema de crenças.
- Como trabalhar com convicções limitadoras.
- Como usar a Associação, Dissociação e Tela Mental.
- Como usar a estrutura decisória T.O.T.S.
- Como usar a hipnose ericksoniana para mudar recursos e comportamentos.
- Como usar a Linha do Tempo.
- Como usar a modelagem para adquirir novos recursos internos.
- Como usar a técnica do reimprinting da linha temporal parental como recurso de reeducação emocional.
- Como usar as submodalidades para descobrir estados de recurso.
- Como usar metáforas.
- Como usar métodos de visualização e verificação ecológica.
- Como usar o Circulo de Excelência para conquistar novos recursos.
- Como usar o metamodelo da linguagem de Fritz Perls.
- Como utilizar os Níveis Neurológicos para tomadas de decisão e implante de modificações.
- Como utilizar os sistemas de representação..
O verdadeiro amor
segunda-feira, janeiro 24, 2011
Foco nos Objectivos: “Cavar um buraco…”
domingo, janeiro 23, 2011
É preciso saber dizer...
A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro: é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados.
Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata: é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais.
E alguns nunca dizem o que sentem ao outro.
Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto.
Não é preciso dizer.
Conta um médico que uma das suas pacientes, esposa de um homem avesso a exteriorizar sentimentos, foi acometida duma supuração de apêndice e levada à pressa para o hospital.
Operada de urgência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento da sua saúde.
O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestioná-la, disse-lhe: pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rapidamente possível para voltar para o seu lar e marido.
Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo:
- O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Está sempre a dizer-me isto.
Naquela noite, o médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada, pois estava a sofrer de profunda carência afectiva, estando assim a comprometer a sua cura.
A resposta do marido foi curta, mas precisa:
- Ela tem de ficar boa.
Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue directa.
O doador foi o próprio marido, pois possuía o mesmo tipo de sangue.
Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.
O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa:
- Querida, eu vou fazer-te ficar boa.
- Porque? Perguntou ela, sem sequer abrir os olhos.
- Porque representas muito para mim. És a minha vida!
Houve uma pausa.
O pulso dela bateu mais depressa.
Os seus olhos abriram-se e voltou lentamente a cabeça para ele.
- Tu nunca me disseste isso.
- Estou a dizer agora.
Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa.
Não foi a transfusão em si, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse.
As palavras de carinho fizeram a diferença entre a vida e morte.
É importante saber dizer: amo-te!
O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afectiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor.
É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as pessoas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo.
A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.
Quem diz ao outro: eu amo-te, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirma que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.
Não basta amar o outro.
É preciso que ele saiba que é amado!
Bem hajam. Miguel Ferreira
“Aprendi e cresci…”
Aquele dia,
"não durmo para descansar… agora apenas durmo para sonhar.”
sexta-feira, janeiro 21, 2011
quarta-feira, janeiro 19, 2011
5 Princípios (Reiki)

Só por hoje…
Sou tolerante (não me zango)
domingo, janeiro 16, 2011
Auto-Conhecimento vs Liderança
“Liderar é orientar a criação de um mundo ao qual as pessoas queiram pertencer”.
“Se houver um cego guiando outro cego, chegarão a algum lugar?”.
A primeira citação, escrita por Robert Dilts, um dos maiores Coachs de liderança empresarial e Programação Neurolinguística da actualidade, define a essência da liderança. Não é possível liderar sem que os outros optem por viajar na mesma.
A liderança possui um paradoxo no seu âmago, não pode ser tomada directamente, pois é um presente que só pode ser dado pelos outros.
A segunda citação, feita há mais de 2000 anos por Jesus Cristo, alerta-nos para o facto de que precisamos de conhecer, ou pelo menos sermos capazes de ver, o caminho para o qual pretendemos dirigir as outras pessoas.
E qual é o mundo que as pessoas querem pertencer?
Para onde é que as pessoas querem caminhar?
O ser humano quer caminhar na direcção dum mundo onde os seus valores sejam mais satisfeitos.
Um tema bastante conhecido actualmente na psicologia organizacional trata da motivação extrínseca e da motivação intrínseca dos empregados de grande empresas.
A motivação extrínseca é quando a motivação se dá devido a uma recompensa externa ao trabalho em si, seja ela dinheiro ou promoção. Essa motivação, apesar de fundamental, tem carácter temporário. Após algum tempo, atingido o patamar financeiro ou o cargo almejado, será necessária a visualização de um novo aumento ou promoção a serem conquistados.
Já a motivação intrínseca tem um carácter um tanto o quanto diferente. É a motivação onde o próprio prazer da realização do trabalho impulsiona para uma nova realização. É quando o estamos a viver nossos valores dentro da função que desempenhamos e da empresa a que pertencemos.
E quais são os valores que impulsionam a pessoa?
Os valores que impulsionam cada pessoa são diferentes. Algumas pessoas são impulsionadas pelo reconhecimento, outras por satisfação pessoal, outras pela possibilidade de exercer a sua criatividade, outras pelo poder e ainda outras pela possibilidade de realizarem uma obra.
Reconhecimento, satisfação pessoal, criatividade, poder, realização, ensino, companheirismo, segurança, transformação, responsabilidade, alegria, são alguns dos valores que impulsionam diferentes pessoas num objectivo.
Então a resposta é fácil. Basta alinharmos o nosso trabalho com os nossos valores pessoais e estaremos constantemente motivados, não é?
Seria, se além das questões práticas não houvesse um pequeno detalhe.
Na maioria das vezes não conhecemos verdadeiramente os nossos valores. Agimos procurando valores que aprendemos que seriam os “mais correctos” a serem procurados. Valores que aprendemos com os nossos pais ou com a nossa sociedade que seriam os mais adequados à nossa vida.
Valores de uma imagem que criamos na esperança de que essa imagem seja a mais aceite e reconhecida pelo mundo externo.
E como, estando cegos de para onde queremos ir, poderemos liderar pessoas na criação dum mundo ao qual queiram pertencer?
Isso não é possível para a verdadeira liderança. O verdadeiro líder deve antes de mais saber para onde quer ir e de seguida colocar-se em marcha nesse caminho. E estando no seu verdadeiro caminho será tão impulsionado pelos seus valores que será possível às pessoas à sua volta perceberem a sua satisfação, o seu carisma natural, a sua congruência entre discurso e prática, e decidirem que esse, também é o mundo ao qual querem pertencer.
Não será preciso convencer ninguém a seguir esse líder. Trata-se de liderança natural, a liderança através do exemplo vivido pelo próprio líder.
Nas mais moderna empresas, voltadas para o desenvolvimento do potencial humano, algumas ferramentas têm sido utilizadas para auxiliar os seus colaboradores a identificarem os seus verdadeiros valores. O processo de coaching, embora mais directamente ligado à orientação para se atingirem metas através da optimização de performance pessoal, passa necessariamente por uma investigação dos verdadeiros valores pessoais do líder e da empresa.
O Coach utiliza técnicas que podem ser emprestadas da psicologia, da Programação Neurolinguística e da análise transacional, entre outras, que auxiliam o líder a conhecer e admitir os seus verdadeiros motivadores naturais e também os seus maiores obstáculos internos, possibilitando o trabalho de potencialização dos seus pontos fortes e minimização dos seus pontos fracos.
Nessa mesma direcção, outra ferramenta que pode ser utilizada nas empresas para identificação dos valores do líder é o Eneagrama. Através do processo de identificação com um dos nove tipos básicos de personalidades, possibilita ao líder o autoconhecimento das suas paixões, fixações, personalidade e preservação.
Ambas as ferramentas podem actuar não somente no desenvolvimento do líder, como também na sua interacção com as outras pessoas. O auto-conhecimento permite ao indivíduo perceber que vê o mundo através de seus próprios pontos de vista, e que são somente os seus e não verdades universais. Essa consciência permite a compreensão das diferenças entre as pessoas e a consequente diminuição do egocentrismo do líder, aumentando em muito a suas capacidades e do seu grupo, para realizarem um verdadeiro trabalho em equipa.
Outro ponto importante é que, embora sejam muitas as ferramentas que podem ser usadas neste processo de auto-conhecimento dos líderes nas organizações, isso não pode ser feito sem um real comprometimento tanto da organização quanto das suas pessoas.
Um processo como esse invariavelmente acarretará em mudanças profundas de paradigmas. Haverá a necessidade de re-alocação de funções, pessoas e estruturas de liderança. Poderá haver um grupo de líderes que se sinta profundamente insatisfeito pela consciência de que não está no lugar certo, trazendo a necessidade da organização de reagir rapidamente na sua re-alocação. E quando as possibilidades não permitirem, poderá haver demissões voluntárias.
Por outro lado, haverá um grupo de líderes consolidados e o consequente desenvolvimento de novos que terão a oportunidade de realizar um trabalho que esteja realmente condizente com os seus valores, gerando em si mesmo e nas pessoas à sua volta todos os tipos de motivação intrínseca e satisfação que isso pode trazer. Os benefícios a médio prazo serão enormes numa relação de ganha-ganha entre a organização e as suas pessoas.
Uma vez que a organização esteja comprometida com esse caminho, será também necessário que as pessoas façam o mesmo.
Elas também terão um árduo trabalho a realizar. Serão necessários coragem, mente e coração abertos para enfrentar muitos desafios. A transformação pessoal só pode ser realizada com a permissão e o esforço da própria pessoa. O auxílio exterior é necessário, porém o próprio “eu” é o único que pode realizar a verdadeira transformação.
Não há mais espaço nas empresas actuais para a gestão por imposição, sem levar em conta as ideias e a satisfação dos empregados. As consequências vão ainda além da desmotivação e da consequente queda de produtividade.
E também não é possível ao verdadeiro líder ser reconhecido como tal e conduzir pessoas numa determinada direcção, se ele mesmo não estiver a viver a sua própria verdade.
É preciso que os nossos líderes experientes, os nossos novos líderes e as organizações actuais estejam dispostos a conhecer e a trilhar os seus verdadeiros caminhos.
Será que estão?
As consequências de estarem e de não estarem serão experimentadas igualmente por todos eles.
terça-feira, janeiro 11, 2011
Atitudes positivas e o burro que caiu no poço.
Cada vez que tentavam, eu ficava cada vez mais apavorado, pois sentia que não iam conseguir. A certa altura o proprietário fartou-se daquilo e disse: "Bem pessoal, chega. Este poço já não serve para nada e o burro está velho. Vamos tampar o buraco e enterrar o burro aí dentro. Para meu pavor e sofrimento, começaram a mandar terra e entulho para cima de mim. Aquilo incomodava-me muito, e a cada vez que o entulho caía, eu sacudia o meu lombo e pisava. Era cansativo, mas era a única coisa que eu podia fazer naquele momento. Sacudir e pisar. Depois de algumas horas a receber entulho no lombo, sacudindo e pisando, para meu espanto, dei-me conta que estava quase na superfície, saindo do buraco. No final, o poço estava fechado e eu estava fora, na superfície. Isto serviu-me de lição e a partir daí, sempre que "recebo qualquer entulho no lombo", tudo o que eu faço é sacudir e pisar." "Portanto, para si, meu netinho, o que tenho a dizer é que se quiser ser bem sucedido na vida, primeiro vais ter de aprender a sacudir e pisar". As nossas atitudes determinam o mundo em que vivemos. São os fundamentos para o sucesso ou fracasso. As atitudes abrem o caminho para a maneira com que nos sentimos, encaramos e reagimos ao mundo.
Essas mesmas atitudes determinam o que sentimos em relação às pessoas e situações na vida, e as nossas acções são o resultado das nossas atitudes, que por sua vez resultam dos nossos pensamentos e na nossa forma de reagir ao que nos acontece. E isto influência as reacções das outras pessoas. Então de onde vêm as atitudes negativas? É claro, vêm dos pensamentos negativos que temos a cada dia, ao longo da vida, e que nem sentimos mas que já passaram a fazer parte da nossa mente subconsciente. Esses pensamentos ou representações internas (termo neurolinguístico) é que criam as nossas expectativas e por vezes acabam por atrair o fracasso e os desastres, como um íman. E desta forma, as nossas crenças ou convicções negativas são reforçadas, ou seja, aquilo que esperamos, até agirmos inconscientemente para que nos aconteça. É daqui que resulta a expressão "aquilo que você pensa, é aquilo que você obtém". A partir de agora, sempre que "cair no fundo de algum poço", ou sempre que a vida lhe mandar "entulho" sobre os ombros, lembre-se da experiência do avô burro. Em 2011 e nos anos que se sucedem, aprenda a sacudir e pisar que o mundo voltará a sorrir-lhe.
Bem hajam e bons resultados.
Miguel Ferreira
segunda-feira, janeiro 10, 2011
sábado, janeiro 08, 2011
Despedida de Gabriel Garcia Marquez

"Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem. Ouviria quando os outros falam, e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate! Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto, não apenas o meu corpo, mas também a minha alma. Meu Deus se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol. Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à lua. Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das sua pétalas... Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas.
Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor. Aos homens provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar! A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas teria que aprender a voar sozinha. Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta. Aprendi que quando um recém-nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, o tem agarrado para sempre. Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer..."
Temperamento explosivo
Um dia ele recebeu um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira.
O pai disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua.
Já nos dias seguintes, enquanto ele ia aprendendo a controlar a sua raiva,
o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente.
Ele descobriu que dava menos trabalho controlar a sua raiva do que ter que
ir todos os dias pregar vários pregos na tábua...
Finalmente chegou o dia em que ele não perdeu a paciência em hora nenhuma.
Ele falou com o pai sobre seu sucesso e sobre como se sentia melhor em não explodir com os outros, e o pai sugeriu que ele retirasse todos os pregos da tábua e que a trouxesse ate ele.
O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai.
Ele disse "estas de parabéns, meu filho, mas olha para os buracos que os
pregos deixaram na tábua, ela nunca mais será como antes".
Quando falas enquanto estas com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retira-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuara lá. Uma agressão verbal e tão violenta como uma agressão física.
alcançar o sucesso. Eles emprestam-te o ombro, compartilham os teus momentos de alegria, e tem sempre os seus corações abertos para ti.
sexta-feira, janeiro 07, 2011
Krishnamurti disse um dia

Assim, as nossas mentes estão embotadas pelo passado... tantas experiências que conserva todas as cicatrizes, todas as lembranças, todos os movimentos do pensamento, como memória – com essa mente é que vamos ao encontro da vida... e não podemos evidentemente.
... para olhar (uma) flor de maneira nova... temos de ter uma mente nova... – uma mente fresca, inocente, extremamente acordada. De outro modo, não a podemos ver – só vemos as lembranças que projectamos nessa flor... Mas a nossa mente está tão gasta, tão embotada pela sociedade, pelas circunstâncias, pelos nossos medos e desesperos, por todas as desumanidades, pelos insultos e as pressões, que se tornou mecânica, insensível, entorpecida, indolente. E com essa mente queremos compreender: é evidente que não podemos.
Assim, a questão é: Será possível ficarmos livres de tudo isso? ... Será possível estarmos libertos do conhecimento (acumulado)?
...
Assim, a mente que quer compreender o que é verdadeiro, tem de compreender... todo o significado do que é a liberdade. A liberdade não é uma libertação a alcançar em algum mundo celestial, mas sim a liberdade quotidiana, que é estar livre do ciúme, do apego, da competição, da ambição – que significa
MAIS : “Tenho de ser melhor”, “sou isto e tenho de me tornar aquilo”.
Mas quando OBSERVAMOS o que somos, não há então o tornarmo-nos alguma coisa mais, além daquilo que somos; então, há UMA TRANSFORMAÇÃO IMEDIATA DE AQUILO QUE É.
MEDITAÇÕES
NESSE ESPAÇO RESIDE A BÊNÇÃO QUE O HOMEM PROCURA E NÃO PODE ENCONTRAR,
PORQUE A PROCURA DENTRO DAS FRONTEIRAS DO PENSAMENTO,
E ESTE DESTRÓI O ÊXTASE DESSA BÊNÇÃO.
J. KRISHNAMURTI
DIZER SIM À VIDA
...uma escola...rosa, verde, vermelha, não sei. Era brilhante, viva e tinha um perfume especial.
Uma escola muito bonita, onde todos, meninos, meninas, professores, aprendiam, estudavam, praticavam, brincavam, riam, zangavam, choravam, gritavam, cantavam, dançavam, ...e sobretudo cresciam, cresciam... ah, ah como cresciam...
Todos se sentiam bem, com zangas, amuos, ciúmes, medos, amor, amizade, eu sei lá...Porquê?
Tinham todos decidido interiormente DIZER SIM À VIDA,
DIZER SIM a tudo o que a vida lhes trouxesse, Bom ou Mau.
Bom porque era muito Bom, sabia a doce, cheirava a rosas...
Mau, porque esse mau era momentâneo, era só segundo uma crença limitada do momento.
Eles todos perceberam, aprenderam uma Crença Ilimitada:
tinham uma fé, que qualquer “mau” que a vida lhes desse, se tornaria Bom e mesmo Muito Bom, o melhor , quando assimilado e entendido.
Os meninos, as meninas e os professores cresceram , desde então, com o Sim, Sim, Sim À VIDA , muito felizes... e para sempre.
Podem alterar, mudar , retirar, acrescentar o que quiserem , e fazer circular se quiserem.
(Inês Melo)
Se não funciona experimenta doutra maneira
E se eu fizesse o que quero?
- o que é que eu quero realmente?
- como é que eu quero evoluir?
- onde é que eu quero chegar?
E imagine que escuta a resposta, imagine que leva a resposta a sério.
E imagine que transforma essa resposta numa meta e que pôe em acção as condições para a formulação de objectivos de sucesso (formulado positivamente, em termos sensoriais, especificado, contextualizado, controle próprio e ecológico)
Qual seria o primeiro passo que iria dar... agora?
Qual seria o primeiro passo que iria dar... agora?
Aquilo em que nos focamos determinará a maneira de como nos sentimos
Se ainda não conseguiu os resultados que queria obter na vida, proponho-lhe qua faça a si-mesmo esta pergunta:
- Em que devo acreditar para ter sucesso neste contexto?
(http://pnl-portugal.blogspot.com)
Estratégias
Ele queria virar a terra do seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado.
O seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.
O homem então escreveu a seguinte carta ao filho:
"Querido Filho, estou triste, pois não vou poder plantar o meu jardim este ano.
Detesto não poder fazê-lo, porque a tua mãe sempre adorava as flores, e esta é a época do plantação.
Mas eu estou velho demais para cavar a terra.
Se estivesses aqui, eu não teria esse problema, mas sei que não podes, pois estás na prisão.
Com amor, Seu pai."
Pouco depois, o pai recebeu o seguinte telegrama:
"PELO AMOR DE DEUS, pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos"
Como as correspondências eram monitoradas na prisão...
Às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de Agentes do FBI e Policiais apareceram, e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo.
Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.
Esta foi a resposta:
"Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento."
Estratégia é tudo!!!
Nada como uma boa estratégia para conseguir coisas que parecem impossíveis.
Assim, é importante repensar sobre as pequenas coisas que muitas vezes nós mesmos colocamos como obstáculos em nossas vidas.
"Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional"
Existia numa aldeia...sorte ou má sorte...
cavalo muito bonito.
O cavalo era tão bonito que os fidalgos do castelo
queriam comprar-lho, mas ele nunca quis.
"Para mim, este cavalo não é um animal, é um amigo. Como
é que eu podia vender um amigo? Perguntou-se.
Uma manhã, ele vai ao estábulo e o cavalo não estava.
Todos os aldeões lhe disseram: "Nos avisámos-te!
Devias tê-lo vendido. Agora roubaram-to... que má sorte!"
O velho homem respondeu " Sorte ou má sorte, quem o
pode dizer?"
Todas as pessoas faziam pouco dele. Mas 15 dias depois,
o cavalo apareceu, com uma horda de cavalos selvagens. Ele
tinha fugido para conquistar uma bela égua e depois veio
com o resto da horda.
"Que sorte!" disseram os aldeões.
O velho homem e seu filho começaram a domar os cavalos
selvagens. Mas uma semana mais tarde, o filho parte a
perna num treino.
"Que má sorte!" dizem os amigos. "Como vais fazer, tu
que já és tão pobre, se o teu filho, a tua única ajuda não
pode te ajudar!"
O velhote responde "Sorte, má sorte, quem o pode dizer?"
Alguns tempos mais tarde, os soldados dos fidalgos do
país chegaram à aldeia e levaram à força todos os jovens
disponíveis.
Todos ... excepto o filho do velhote, que tinha a
perna partida.
"Que sorte tu tens, todos os nossos filhos foram para
a guerra, e tu és o único a guardar o teu filho contigo.
Os nossos se calhar vão morrer ..."
O velhote responde "Sorte, má sorte, quem o pode dizer?"
O futuro nos é dado por fragmentos. Não sabemos nunca
o que vai acontecer. Mas um pensamento positivo permanente
abre-nos as portas da sorte, da criatividade e nos faz
mais feliz.
Neste momento … agora a agora…
Depois de acabar os estudos,
depois de arranjar trabalho, depois de casarmos,
depois de termos um filho, depois de termos outro filho.
Então, sentimo-nos frustrados porque os nossos filhos
ainda não são suficientemente crescidos
e julgamos que seremos mais felizes quando eles crescerem
e deixarem de ser crianças, depois desesperamo-nos
porque são adolescentes, insuportáveis.
Pensamos: "Seremos mais felizes quando esta fase acabar!"
Então decidimos que a nossa vida estará completa
quando o nosso companheiro ou companheira
estiver realizado, quando tivermos um carro melhor,
quando pudermos ir de férias,
quando conseguirmos uma promoção, quando nos reformarmos.
A verdade é que “Não há melhor momento para ser feliz
do que agora mesmo!” Se não for agora, então quando?
A vida está cheia de depois, de desafios.
É melhor admiti-lo e decidir ser feliz agora,
de todas as formas. Não há um depois,
nem um caminho para a felicidade,
a felicidade é o caminho e é AGORA!
Deixa de esperar até que acabes os estudos,
até que te apaixones, até que encontres trabalho,
até que te cases, até que tenhas filhos,
até que eles saiam de casa,
até que te divorcies, até que percas esses 10kg,
até sexta-feira à noite ou Domingo de manhã,
até à Primavera, o Verão, Outono ou o Inverno,
ou até que morras, para decidires então
que não há melhor momento
que justamente ESTE para seres feliz!
A felicidade é um trajecto, não um destino.
Trabalha como se precisasses de dinheiro,
ama como se nunca te tivessem magoado
e dança como se ninguém estivesse a ver!
(autor desconhecido)
segunda-feira, janeiro 03, 2011
quinta-feira, dezembro 30, 2010
Propulsores
Nenhuma destas afirmações implica que a pessoa que as menciona realmente queira fazer estas coisas.
Para a maioria das pessoas, "tenho que", "preciso" e "devo" vêm sempre acompanhados duma sensação de tensão. "Preciso arrumar a minha casa." "Devo visitar o meu amigo." Estas palavras são características de comportamento dirigido por propulsores, e muitas vezes a "propulsão" vem doutra pessoa, mesmo que seja alguém do passado, os pais ou talvez um professor. Talvez “eles” acreditassem que deveria manter a sua casa limpa.
Resultados contendo palavras como "preciso", "devo" ou "tenho que" perdem o poder, pois as palavras sugerem resultados que pertencem a outra pessoa. Os seus verdadeiros resultados contêm palavras como "realmente quero" e "posso". As palavras utilizadas por si são expressão da sua experiência. Ocasionam diferentes tipos de sentimentos, que, por sua vez, influenciam o seu potencial e sua capacidade de conseguir o que realmente deseja.
quarta-feira, dezembro 29, 2010
terça-feira, dezembro 28, 2010
Estar do lado da Causa - Assuma a responsabilidade.
As pesquisas mostram que a noção que as pessoas têm de controlo sobre as suas próprias vidas é um dos factores primordiais para o seu bem-estar psicológico. Mas se “o homem planeia e Deus ri”, isso não quer dizer que não temos controlo nenhum? Se não podemos controlar o comportamento dos outros, os seus pensamentos e sentimentos, nem as forças da natureza, o tráfico, as notícias, como é que podemos ter algum senso de controlo sobre nossas vidas?
A resposta, é claro, pois o facto é que temos pleno controlo sobre as nossas próprias acções, pensamentos e sentimentos. Quando está a conduzir, não tem controlo sobre os outros condutores, sobre as poças de óleo ou os buracos na estrada, mas controla o seu próprio veículo.
Isso, à primeira vista, parece bastante óbvio, mas pense um pouco e verá que isto não é tão trivial assim. É sempre mais fácil culpar os outros e as circunstâncias do que assumir as responsabilidades.
Isto faz-me lembrar a história daquela esposa que me contava: “quando o meu marido se irrita, eu tento acalmá-lo. Muitas vezes, ele responde-me: “Não me consigo acalmar, TU deixaste-me irritado”. Invariavelmente esta situação repetia-se e o desfecho essa quase sempre o mesmo: “TU deixaste-me irritado”. Ao fim de algum tempo, esta senhora compreendeu, ela sabia que ele não podia controlar as suas acções e a sua forma de falar com ele, e se foram as suas acções que o deixaram irritado, então era da sua responsabilidade mudar tudo! Bem, o facto é que o seu marido poderia controlar os seus pensamentos e sentimentos que as suas acções lhe provocavam e com isso controlar a maneira como iria reagir. Mas isso parece tão mais difícil que “Vou ficar furioso e então ela vai deixar-me ter o meu espaço e continuar o meu futebol na TV”. Parece sempre, ser mais fácil mudar as outras pessoas e mudar a realidade do que assumir a responsabilidade, mas não é bem assim.
Da próxima vez em que reclamar dos outros ou da falta de sorte, experimente este exercício simples: escreva num papel cinco coisas que poderia fazer que estejam sob o seu controle. Escolha uma e ponha-a em prática. Para mim funciona sempre. Lembre-se sempre que as coisas que não pode controlar, também podem agir a seu favor! Como também refere a cantora Alanis na sua música: “And life has a funny way of helping you out. When you think everything’s gone wrong and everything blows up in your face” (“E a vida tem uma maneira engraçada de ajudá-lo. Quando pensa que tudo deu errado e tudo explode na sua cara”).
A frase “há males que vêm por bem” é bem conhecida e não conheço ninguém que nunca tenha vivenciado algo que pudesse se explicar como indesejado, inconveniente, incómodo ou simplesmente negativo mas que acabou num resultado extremamente positivo.
A vontade de controlar tudo à nossa volta vem do nosso ego, que mimado e vaidoso, não quer que absolutamente nada corra mal ou ocorra de maneira diferente do esperado. Este seria um assunto extensivo e complicado demais para abordarmos aqui e agora!
A mensagem que quero deixar é de que acima de tudo a responsabilidade sobre como nos vamos sentir sobre os acontecimentos nas nossas vidas é nossa e não têm argumento contra isto, porque afinal de contas, quem é que escolhe ficar triste, enervado, deprimido, frustrado ou no outro oposto, alegre, motivado, tranquilo ou entusiasmado somos nós mesmos. É a compreensão desse facto que acaba por fazer toda a diferença em psicoterapia. Enquanto que o “reclamão” (aquele que reclama de tudo e de todos) acha que são os outros e o “destino” que determinam como é que ele se sente e o que faz na vida, aquele que é “pró-activo” e que escolhe não se deixar afectar pelo que os outros fazem e pelas circunstâncias, acaba ganhar por 10-0 a esses outros e mesmo sem querer, é mais produtivo, mais motivado e consequentemente alcança mais e melhores resultados na vida. Faça o favor de assumir a responsabilidade pela forma como vive a sua vida.
Bem Hajam e bons resultados.
terça-feira, dezembro 21, 2010
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Ser feliz..." - Fernando Pessoa

E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise…
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se no protagonista da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida…
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos…
É saber falar de si próprio…
É ter coragem para ouvir um "não"…
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta…
Guardo-as todas... e um dia vou construir um castelo..."
quarta-feira, dezembro 15, 2010
Stresse – o grande vilão.
Esse stresse é natural ao organismo, sendo ele que nos faz agir perante determinada situação, produzindo estimulantes na nossa corrente sanguínea. É graças ao stresse que a espécie humana se perpetuou ao longo da história desde os primórdios, quando os nossos ancestrais tinham de correr ou defenderem-se dos predadores que apareciam de repente.
Esse processo de fabricação de hormonas estimulantes, que nos deixa de repente eufóricos ou capazes de não sentir dores numa situação de risco, é altamente benéfico, sendo muitas vezes um recurso extremo do organismo para nos por a salvo.
É claro, o grande problema é quando o stresse se torna crónico, e nessa altura, torna-se o nosso pior inimigo, um “vilão” capaz de minar a nossa saúde.
A vida do homem moderno parece um “videoclipe”, cheio de luzes, poluição e perigo por todos os lados. É evidente que, neste fluxo incessante de acontecimentos, não há tempo para que o homem se possa adaptar.
A sociedade perdeu o sentido do ser, vivemos em pânico, no meio do caos, querendo ganhar cada vez mais, trabalhar cada vez mais, produzir cada vez mais. O homem pressionado por tantas solicitações esquece-se dele próprio e projecta-se para as coisas à sua volta. É só competir, competir, competir. Estamos a viver um momento em que o “deus mercado” transforma indivíduos em consumidores.
Tudo está voltado para o consumo e o ser humano acaba por se consumir nesta história. Resultado: o homem vive stressado, e uma pessoa stressada tem as portas abertas para qualquer tipo de doença. Assim, se pudermos fugir desse stresse, podemos curar-nos de quase tudo. Ninguém se pode isolar do mundo moderno, mas podemos adoptar atitudes e comportamentos que nos levem de volta ao aconchego e ao silêncio restaurador de cada final de dia.
Os nossos ancestrais não tinham luz eléctrica. A luz constante é um factor de estímulo. Experimente chegar a casa, apagar as luzes, e acender algumas velas: com isso, já diminuiu um pouco do seu grau de stresse. Todos nós temos necessidade do escuro total.
O homem antigo dormia e acordava com o dia. Evite ligar a televisão, um factor altamente stressante, colocando antes uma música calma. Obviamente que é bom procurar o estímulo, mas também o repouso, realizar trabalho, mas também o descanso. Trabalhar, não faz mal, trabalhar muito não faz mal, trabalhar demais também não faz mal. O que não pode é trabalhar indefinidamente, de forma sempre contínua. Lembre-se do exemplo do elástico. Pode esticá-lo, mas lembre-se de o afrouxar para que o possa esticar novamente, pois se o esticar indefinidamente, depois de algum tempo ele pode-se partir e aí não tem remédio! Acho que é assim que deveria ser o dia-a-dia de qualquer pessoa. Muito trabalho não faz mal, desde que possa ser interrompido por momentos de descanso, por períodos de lazer - para que a sua saúde não perca o poder de permitir essa flexibilidade, para que, quando for envolvido no trabalho, a produção possa ser aumentada e assim não correr riscos. Veja o exemplo do coração: trabalha e relaxa durante o tempo todo. O coração é uma filosofia de vida que poucos percebem, ele pode contrair 3 milhões e 500 mil vezes, mas relaxará outros 3 milhões e 500 mil vezes.
Até há bem pouco tempo, as empresas ainda se comunicavam com as suas filiais solicitando algum tipo de informação por telegrama. Tinham que esperar que aquela máquina lenta e barulhenta enviasse a mensagem e depois recebesse a resposta. Era um momento de relax natural porque demorava. Nessas alturas, a pessoa tinha tempo de se esticar, espreguiçar-se e até bocejar. Havia tempo para ir ter com os colegas e até conversar um pouco de banalidades. Podia-se olhar a paisagem e sentir o local em que se estava. Podia sentir a sua vida. É claro que esta pessoa tinha maior poder de concentração, produzindo mais e mantendo um melhor nível de saúde, pois fazia esse importante mecanismo do elástico reduzir um pouco para depois poder esticá-lo novamente. Depois veio o fax, que veio tirar um pouco do sossego das pessoas, pois, ao mesmo tempo que se colocava um papel no fax transmissor, o fax receptor já estava a receber. Era impressionante, como é que um monte de letras que saíam através do fio do telefone pudesse chegar ao outro lado do mundo instantaneamente. De facto, podíamos pensar, isso era muito louco, pois as letrinhas atravessavam oceanos imensos rapidamente e chegavam sem nenhum embaralho. Em termos de tecnologia, isso era o máximo, porém, já era o aumento das solicitações de atenção da pessoa no trabalho, porque, se se passa um fax, de seguida vem outro fax como resposta. Estas coisas instalam-se com tanta facilidade na nossa vida que é difícil imaginar a sua inexistência há tão pouco tempo. Desta maneira o stresse vai-se instalando e a humanidade nem se dá conta. Hoje, de olhos esbugalhados em frente a um microcomputador, o elástico é esticado a toda a hora. Mal se envia esse tal de “e-mail” e já se tem a resposta. Aqueles momentos de relaxamento, em que se tinha a oportunidade de soltar o elástico, já não existem.
Precisamos convencer-nos e aos nossos chefes, definitivamente, de que o ser humano não é uma máquina e, embora os estímulos não cessem, o homem pode reaprender que parar é essencial, resgatando intimamente o seu ancestral que acendia a fogueira no fim do dia para repensar a vida, integrar o pensado, compreender o aprendido e, enfim, descansar. Dormir profundamente. Deixar brotar o novo dia, para, aí sim, se entregar de novo à nova batalha...
Bem hajam e boas festas.
sábado, dezembro 11, 2010
Nasrudin e o ovo
- Hoje vamos ter um importante concurso! A quem descobrir o que está embrulhado neste lenço eu dou de presente o ovo que está dentro!
As pessoas se olharam, intrigadas, e responderam:
- Como podemos saber? Ninguém aqui é capaz de fazer esse tipo de previsões!
Nasrudin insistiu:
- O que está neste lenço tem um centro que é amarelo como uma gema, cercado de um líquido da cor da clara, que por sua vez está contido dentro de uma casca que se parte facilmente. É um símbolo de fertilidade, e lembra-nos dos pássaros que voam para seus ninhos. Então, quem é que me pode dizer o que está aqui escondido?
Todos os habitantes pensavam que Nasrudin tinha um ovo na sua mão, mas a resposta era tão óbvia, que ninguém quis passar vergonha diante dos outros.
E se não fosse um ovo, mas algo muito importante, produto da fértil imaginação mística dos sufis? Um centro amarelo podia significar algo do sol, o líquido em seu redor talvez fosse um preparado alquímico. Não, aquele louco estava a querer fazer alguém passar por ridículo.
Nasrudin perguntou mais duas vezes, e ninguém respondeu.
Então ele abriu o lenço e mostrou a todos o ovo.
- Todos vocês sabiam a resposta - afirmou. - E ninguém ousou reponder.
"É assim a vida daqueles que não tem coragem de arriscar: as soluções são dadas generosamente por Deus, mas estas pessoas sempre procuram explicações mais complicadas, e terminam não fazendo nada."

















