domingo, julho 14, 2013

Atenção vs Amar

Uma das grandes causas da infelicidade no mundo atual é a desatenção. Estamos desatentos ao que fazemos, à(s) pessoa(s) com quem estamos, ao trabalho em que estamos envolvidos, ao momento presente. E a cura para distração... é a atenção.
Como é que nós podemos ter atenção? O que é realmente a atenção? Tudo o que nós precisamos de pensar é em como é que esperamos receber atenção da outra pessoa.
Para realizarmos o que quer que seja é importante a reflexão e a meditação.
Se tem um problema e precisa conversar com um amigo, vai procurá-lo, sentar-se com ele, explicar o que está a sentir, o que tem passado e tudo o que realmente espera dele é que lhe dê toda á sua atenção. Esta é a coisa mais importante que ele pode fazer por si naquele momento. Mas se você é interrompido após uns dois minutos e ele começa a falar dos seus próprios problemas, ou começa a dar uma solução simples e óbvia para o seu problema, então, o deixará sem se sentir melhor do que quando foi procurá-lo. Mas, se realmente ele lhe der toda a sua atenção, então recebe dele o precioso dom do seu “Ser”. É o que fazemos quando damos atenção a alguém ou alguma coisa. Ai nós a amamos, realizamos o dom de ser. Isto não é fácil de dar, mas é o que há de mais rico e gratificante para ambos.

Quando recebe o dom da atenção da outra pessoa, quando realmente, ela presta atenção a si, está realmente interessada, com o coração aberto para si, então ai sentir-se-á amado, e isso faz com que se sinta mais capaz de lidar com aqueles problemas e dificuldades que está a enfrentar.
A atenção é verdadeiramente a qualidade essencial de todos os relacionamentos humanos. Quando ama alguém você presta atenção a ela, e por norma amamos aquilo em que prestamos atenção, e isto é muito visível no amor dos pais pelos filhos, assim como em grandes problemas que nos tiram a paz, quando não temos a atenção que necessitamos.
Se deixa de amar alguém é porque não lhe consegue prestar mais atenção, ou algo o distraiu, talvez uma outra pessoa, ou o seu trabalho, ou algum entretenimento.

Podemos dizer que, aprender a dar atenção é aprender a ser inteiramente humano e a amar o outro, os filhos, os animais, a natureza, a Deus, ou o que quer seja. É a essência de toda boa obra, seja trabalho escolar, seja trabalho profissional, seja trabalho em família. Qualquer coisa que você faça, ou o trabalho que realiza depende, para a sua qualidade, sobretudo... do tipo de atenção que lhe está a dar.

Atenção significa foco... simplicidade... significa dar a sua atenção a uma coisa, pessoa ou aspeto imaginativo mental. Não se trata duma forma viciante de fixação e compulsividade. Isso não é atenção.
Trata-se de ser capaz de se dar a si mesmo naquele momento, naquele trabalho, observar o que está a fazer, observar a pessoa que está consigo.
Assim, ligado a atenção está a prática da meditação, da reflexão ou oração consciente.
Aprender a meditar é aprender a prestar atenção. É a arte da atenção na sua forma mais simples, pura e imediata. Quando se senta para meditar ou orar, deixa “partir“ as milhares de coisas diferentes que passam pela sua vida, as “cem mil” coisas que estão a acontecer na sua mente o dia todo.
E não subestime o quão distraído anda. A primeira coisa que descobrimos quando nos sentamos para meditar é o quão difícil é prestar atenção. Sentar-se, fechar os seus olhos, ficar quieto e dizer a sua palavra. Isto não é fácil e não espere que seja fácil. Mas é simples e porque é simples qualquer um pode realizar se realmente desejar e for humilde suficiente para perseverar nela e aprender aos poucos, dia a dia, como prestar atenção.
Os frutos da atenção tornam-se evidentes na sua qualidade de vida, na qualidade dos seus relacionamentos, na qualidade do seu trabalho.
E sempre que perceber que voltou a estar distraído, e isso acontece frequentemente, pois vivemos num mundo muito distraído, envolvidos constantemente pelos média, internet, amigos, atividades, viagens, estudos, trabalho, absorvidos em centenas de direcções diferentes. Sempre que percebe que está perdido, que perdeu a sua atenção, pois começa a reconhecer os sintomas, muito rapidamente, começa a sentir que está em desarmonia consigo mesmo, em desarmonia com outras pessoas, não conseguindo aproveitar as coisas simples da vida. Reconhece esses sintomas! E porque os reconhece, pode fazer algo a respeito. Sentar-se quieto, relaxar e meditar. E com este hábito diário, desenvolver a sua atenção com o seu interior, com o seu “ser”, e a partir dai, naturalmente criar a harmonia, a paz e serenidade, e com este estado, a partir do nosso cerne, conseguir conviver com mais atenção a tudo e a todos, ou seja, tratar a tudo e a todos com amor puro, que não é mais do que plena atenção consciente.

Bem hajam.


Miguel Ferreira

domingo, junho 23, 2013

A Águia e o Pardal

O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia. O seu vôo preciso, perfeito, enchia os seus olhos de admiração. Sentia vontade de voar como a águia, mas não sabia como o fazer. Sentia vontade de ser forte com a águia, mas não conseguia ser assim. Todavia, não se cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza. Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia desapareceu da sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia tinha desaparecido. Foi quando levou um enorme susto, ao deparar de forma muito repentina com a grande águia a sua frente. Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou por bater de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado a observa-lo. Sentiu um calafrio no peito, as suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta. A águia na sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe: - Porque me estás a vigiar, Andala? - Quero ser uma águia como tu, Yan. Mas o meu vôo é baixo, pois as minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar os seus limites. - E como te sentes, amigo, sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com as tuas pequenas asas? - Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar esse sonho... - O pardal suspirou olhando para o chão... E disse: - Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar. És tão única, tão bela. Passo o dia a observar-te. - E não voas? Ficas o tempo inteiro a observar-me? Indagou Yan. - Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas... Mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente... - Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isso não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia. Sê firme no teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos. Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti te possa guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu. Acredita! - E assim, a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente. Andala, apenas mais uma coisa: - Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias. O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade a teus sonhos. Se não pões em prática a tua vontade, o teu sonho sempre será apenas um sonho. Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido. É para aqueles que acreditam serem livres, e quando trazes a liberdade no teu coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas. Serás livre! Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se esta for sua vontade. Confia em ti e voa, entrega as tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles. Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na tua capacidade em aprender e ser feliz com tua escolha. Transforme... Quebre os limites... ACREDITE!!! SEJA LIVRE e VOE... 

Bem hajam. Miguel Ferreira

quinta-feira, junho 13, 2013

O Diamante

O Hindu chegou aos arredores de certa aldeia e aí sentou-se para dormir debaixo duma árvore. Chega então a correr, um habitante daquela aldeia e diz, quase sem fôlego:
- Aquela pedra! Eu quero aquela pedra.
- Mas que pedra? Pergunta-lhe o Hindu.
- Ontem à noite, eu vi o meu Senhor Shiva e, num sonho, disse-me que eu viesse aos arredores da cidade, ao pôr-do-sol; aí devia estar o Hindu que me daria uma pedra muito grande e preciosa que me faria rico para sempre.
Então, o Hindu mexeu na sua trouxa e tirou a pedra e foi dizendo:
- Provavelmente é desta que lhe falou; encontrei-a num trilho da floresta, alguns dias atrás; podes levá-la! E assim falando, ofereceu-lhe a pedra.
O homem olhou maravilhado para a pedra. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto no mundo.
Pegou, pois, o diamante e foi-se embora. Mas, quando veio a noite, ele virava de um lado para o outro na sua cama sem conseguir dormir. Então, ao romper do dia, foi ver novamente o Hindu e o despertou dizendo:
- Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim tão facilmente!

Bem hajam.


Miguel Ferreira

sábado, maio 25, 2013

Você é importante

Um certo homem fazia parte de um grupo. Participava activamente duma grande parte das actividades sociais do mesmo. Porém um dia permitiu ser dotado de um sentimento de "inutilidade" e distanciou-se do grupo. O líder deste grupo sentiu a sua falta e para todos aos quais o líder interpelava diziam não saber do destino daquele homem. O líder resolveu, então, ir até a casa daquele cidadão. Bateu à porta e para sua surpresa quem o atendeu era justamente o tal "homem desaparecido". O líder entrou e sentou-se ao lado do homem em frente ao calor de uma lareira. Ficaram ali por alguns instantes sem se falarem e apenas a observar a madeira a transformar-se em brasas. Foi aí que o sábio líder escolheu a brasa que em mais ardência se encontrava e retirou-a da lareira, colocou-a no chão e em poucos minutos a brasa, outrora incandescente, transformara-se num pedaço de madeira gélido. A seguir, pegou a tal madeira gélida e devolveu para junto das outras brasas. Em segundos a madeira foi tomada pelo calor das demais e voltou a ser a brasa mais incandescente da lareira. O líder olhou para os olhos do homem, sorriu e foi em direcção à porta.
 
O homem toca nas costas do líder e diz: “Irei consigo!”

Pense nisto…

Miguel Ferreira

sábado, maio 18, 2013

5 Frases de Albert Einstein

5 Frases de Buda

5 Frases de Bill Gates

5 Frases de Steve Jobs

Steve Jobs em Stanford (legendado) [parte 2]

Steve Jobs em Stanford (legendado) [parte 1]

domingo, maio 12, 2013

Ousar para mudar


Um filósofo passeava num bosque com o seu discípulo. O tema da conversa, naquela tarde, era sobre os encontros com que deparamos na nossa vida. Ensinava o filósofo que um encontro é sempre uma surpresa que nos mostra o novo, e o encanto das coisas que não conhecemos; dos caminhos que podemos descobrir. Um encontro é sempre uma oportunidade para aprender, para crescer e para ensinar. Num determinado momento, passavam em frente a um portal de aparência miserável, que contrastava com uma propriedade bem situada num parque de rara beleza. "Olha este lugar, comentou o discípulo: é mesmo como o mestre diz: muita gente está no paraíso, sem se dar conta disso. Num belo sítio como este, vive-se miseravelmente." Mas o mestre explicou: "não podemos julgar à primeira vista: precisamos verificar as causas, pois só entendemos o mundo quando entendemos as causas que o fazem mover". Bateram à porta e foram recebidos pelos moradores do casebre: um casal e três filhos, com as roupas sujas e rotas. "Vocês vivem aqui no meio da floresta, não há nenhum comércio por aqui perto", - disse o mestre ao pai da família. "Como é que conseguem viver?" “Meu amigo, respondeu o homem, - nós temos uma vaquinha, que nos dá uns litros de leite todos os dias. Vendemos uma parte do leite e compramos o que é necessário na cidade vizinha. Com a outra parte fazemos queijo e manteiga para comermos. E assim vamos vivendo e Deus é servido." O filósofo agradeceu a hospitalidade e a informação e os dois prosseguiram a sua viagem. Um pouco mais adiante, passaram ao lado de um poço. Diz o filósofo ao aluno: "Vai procurar a vaca daquele senhor e manda-a para o poço." "Como assim, se ele só tem aquela vaca para a sua sobrevivência?" Mas o filósofo não deu resposta e o aluno lá foi procurar a vaca e mandou-a para o poço. O discípulo nunca mais esqueceu aquela cena. Passados muitos anos, quando já era um empresário de sucesso, o discípulo decidiu voltar ao mesmo lugar, confessar àquela família o que tinha feito, pedir-lhe perdão e ajudá-la financeiramente. Mas qual não foi seu espanto ao ver aquele lugar transformado numa bela quinta, com árvores floridas, carro na garagem e algumas crianças a brincar no jardim. O homem ficou ainda mais desesperado pensando que aquela humilde família tinha sido obrigada a vender a propriedade para sobreviver. Apressou o passo e foi recebido por um caseiro muito simpático. "Para onde foi a família que aqui vivia há uns quinze anos?" "Continua aqui, são eles os donos da quinta", foi a resposta. Surpreendido, quis falar com o proprietário. Este logo o reconheceu e perguntou-lhe como estava o filósofo. Mas o discípulo estava ansioso por saber como é que ele tinha conseguido melhorar a quinta e mudar tudo… "Bem, disse ele - nós tínhamos uma vaca com que nos sustentávamos. Acontece, porém, que ela caiu no poço e morreu. Então para manter a família, tive que plantar uma horta com legumes. As plantas levavam tempo para crescer e vi-me obrigado a cortar madeira para vender. Ao fazê-lo tive que replantar as plantas e precisei comprar sementes. Ao comprá-las, lembrei-me da roupa dos meus filhos e pensei que pudesse cultivar algodão. Passei um ano difícil; mas, quando a ceifa chegou, eu já estava a vender legumes, algodão e ervas aromáticas. Nunca me tinha dado conta do potencial que tinha aqui. Foi uma sorte danada aquela vaca ter morrido!
Bem hajam.

Miguel Ferreira

sexta-feira, maio 10, 2013

Supere as suas Convicções limitadoras


Se existe alguém responsável pela forma como está a sua vida, esse alguém é você mesmo. Precisa acreditar que é você mesmo quem conquista o seu próprio êxito, que promove a sua própria mediocridade e que é você quem estabelece a sua própria batalha pelo prosperidade e pelo sucesso. Consciente ou inconscientemente trata-se sempre de você mesmo. Sabia que tudo que vivência está registrado no seu inconsciente? Tanto coisas as boas como as coisas ditas negativas. Tudo o que vivemos desde de bebés, até os dias de hoje está como que arquivado numa pasta na nossa memória e isso cria muitas limitações. Quando temos que tomar uma decisão a primeira pergunta que fazemos a nós mesmo é: Devo fazer isso? Dependendo do que se trata, dispara um alarme no nosso celebro, e o mesmo transmite sensações boas ou negativas. “Lembro-me dum exemplo duma paciente que referia que quando tinha três anos de idade, viu a sua tia a gritar de horror por causa duma barata voadora enquanto o seu avô esmagava ratos com a mão que retirava duma ratoeira. Até há pouco tempo esta paciente evitava limpar qualquer parte da casa em que houvesse hipóteses de encontrar alguma barata. Em processo terapêutico, percebeu que a sensação de medo ficou registrado no seu inconsciente. A partir dai, descobriu que poderia mudar qualquer convicção no seu inconsciente, conseguindo posteriormente efectuar a devida limpeza a todas as partes da casa.” Ninguém poe limitações a nós próprios, somos nós mesmo que as criamos, sempre para não voltar a sofrer as mesmas emoções negativas do passado. Por isso, muitas vezes deixamos de fazer as coisas certas, projectando de imediato o que poderá dar não funcionar ou nem sequer acreditamos na possibilidade e merecimento do resultado desejado. Todos nós temos sonhos. Todos nós queremos acreditar no fundo da nossa “alma”, que temos um dom especial, que somos capazes de fazer uma diferença, que podemos tocar os outros de um modo especial e que podemos fazer do mundo um lugar melhor. Em determinadas épocas da nossa vida, visualizamos a qualidade de vida que desejávamos. No entanto, para muitos, esses sonhos foram tão encobertos pelas frustrações e rotinas da vida cotidiana, onde deixou de haver esforço para realizá-los. Para grande maioria o sonho dissipou-se, e com ele, a vontade de moldar os nossos destinos. Se não acreditar realmente que poderá atingir os seus objetivos, ai já se sabotou a si próprio. Nem chegará a tentar. Estará a faltar-lhe a convicção que tornaria possível usar todo o seu potencial (capacidade) que está dentro de si mesmo. As nossas convicções são como ordens inquestionáveis, que nos dizem como são as coisas, o que é possível e o que é impossível, o que podemos fazer e o que não podemos. Essas convicções ou crenças modelam cada ação, pensamento e cada sentimento que experienciamos. Como resultado, mudar o nosso sistema de convicções é fundamental para realizar qual qualquer mudança real e duradora nas nossas vidas. Assim, será muito bom aprender que podemos desenvolver a convicção de que iremos atingir os nossos objetivos, isto, mesmo antes de tentar atingi-los, e com isso remar contra a “maré” que actualmente nos assola ao nosso redor.

Bem hajam e boas superações.

Miguel Ferreira

quarta-feira, maio 08, 2013

Curso Básico de Programação Neurolinguística


Consulte o programa: http://chunkingup.blogspot.pt/p/curso-basico-de-programacao.html


Talento


Um jovem procurou o seu professor porque se sentia um inútil. Achava-se lerdo, não conseguia fazer nada bem
feito. Desejava saber como é que poderia melhorar e o que devia fazer para que o valorizassem.
O professor, sem olha-lo, disse: sinto muito, mas antes de resolver o seu problema preciso de resolver o meu próprio. Talvez me possas ajudar. Tirou um pequeno anel do dedo e deu ao rapaz recomendando: Vai até o mercado. Preciso vender este anel pois tenho que pagar uma dívida. Mas não aceite menos do que uma moeda de ouro. O rapaz pegou o anel e foi oferecê-lo aos mercadores. Eles olhavam o anel com certo desprezo e ofereciam menos do que o recomendado. Quando o rapaz dizia o que queria pelo anel então, aí é que o motivo de gozo aumentava. O rapaz volta ao professor e relata o acontecido, dizendo que o máximo que lhe tinham oferecido pelo anel eram 3 moedas de prata.
O professor então, pede para que agora, o rapaz vá até a um relojoeiro famoso da região, mas repete o aviso: Não o venda por menos de 1 moeda de ouro. O rapaz desacreditado da venda chegou ao relojoeiro que oferece pelo anel 58 moedas de ouro. O discípulo recusou a oferta e voltou a correr para dar a boa notícia ao professor. Depois de ouvi-lo o professor falou: Sente-se meu rapaz. Tu és como este anel. Uma jóia valiosa só pode ser avaliada por quem entende do assunto. Tomando o anel do rapaz colocou-o novamente no seu dedo e finalizou: todos somos como esta jóia: muito valiosos! No entanto, andamos por todos os mercados da vida pretendendo que outras  pessoas  nos valorizem.

Bem hajam e dêem-se valor.