domingo, março 04, 2012

Persistência


Um dia, um menino de 3 anos estava na oficina do pai, vendo-o fazer arreios e selas. Quando crescesse, queria ser igual ao pai. Tentando imitá-lo, pegou num instrumento pontudo e começou a bater numa tira de couro. O instrumento escapou da pequena mão, atingindo-lhe o olho esquerdo. Logo mais, uma infecção atingiu o olho direito e o menino ficou totalmente cego.
Com o passar do tempo, embora se esforçasse para se lembrar, as imagens foram gradualmente desaparecendo e não se lembrava mais das cores. Aprendeu a ajudar o pai na oficina, trazendo ferramentas e peças de couro. Ia para a escola e todos se admiravam com a sua memória.
Na verdade, ele não estava feliz com os seus estudos. Queria ler livros e escrever cartas, como os seus colegas.
Um dia, ouviu falar duma escola para cegos. Aos dez anos, Louis chegou a Paris, levado pelo pai e matriculou-se no instituto nacional para crianças cegas.
Ali havia livros com letras grandes em relevo. Os estudantes sentiam, pelo tato, as formas das letras e aprendiam as palavras e frases. Logo o jovem Louis descobriu que era um método limitado. As letras eram muito grandes. Uma curta história enchia muitas páginas.
O processo de leitura era muito demorado. A impressão de tais volumes era muito cara. Em pouco tempo o menino tinha lido tudo o que havia na biblioteca.
Queria mais. Como adorava música, tornou-se estudante de piano e violoncelo.
O amor à música aguçou o seu desejo pela leitura. Queria ler também notas musicais.
Passava noites acordado, a pensar em como resolver o problema.
Ouviu falar dum capitão do exército que tinha desenvolvido um método para ler mensagens no escuro.
A escrita noturna consistia em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel. Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os códigos, ler sem precisar de luz.
Ora, se os soldados podiam, os cegos também podiam, pensou o garoto.
Procurou o capitão Barbier que lhe mostrou como funcionava o método. Fez uma série de furinhos numa folha de papel, com um furador muito semelhante ao que cegara o pequeno.
Noite após noite e dia após dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adaptações e aperfeiçoando-o.
Suportou muita resistência. Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impressão dos livros com as letras em relevo. Não queriam que tudo fosse por água abaixo.
Com persistência, Louis Braille foi mostrando o seu método. Os meninos do instituto interessavam-se.
À noite, às escondidas, iam ao seu quarto, para aprender. Finalmente, aos 20 anos de idade, Louis chegou a um alfabeto legível com combinações variadas de um a seis pontos.
O método Braille estava pronto.
O sistema permitia também ler e escrever música.
A ideia acabou por encontrar aceitação. Semanas antes de morrer, no leito do hospital, Louis disse a um amigo: "Tenho a certeza de que minha missão na Terra terminou."
Dois dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu. Nos anos seguintes à sua morte, o método espalhou-se por vários países.
Finalmente, foi aceite como o método oficial de leitura e escrita para aqueles que não vêm.
Assim, os livros puderam fazer parte da vida dos cegos. Tudo graças a um menino imerso em trevas, que dedicou a sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de todos os que se encontram privados da visão física.
Vale a pena persistir. Força.

Miguel Ferreira

sábado, fevereiro 18, 2012

O significado do grito

Um certo dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: 
- Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas? 
- Gritamos porque perdemos a calma. - Disse um deles. 
- Mas, porque gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? - questionou novamente o pensador. 
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça. - retrucou outro discípulo. 
E o mestre volta a perguntar: 
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa? 
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. 
Então esclareceu: 
- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa? 
O facto é que quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir essa distância precisam de gritar para se poderem escutar mutuamente. 
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para se ouvirem um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E porquê? 
Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. 
Às vezes estão tão próximos os seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações entendem-se. 
 É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas. 
Quando discutirem, não deixem que os seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta. 

Bem hajam e deixem falar o coração Miguel Ferreira

Kagemu- Paris

domingo, fevereiro 12, 2012

A Doença como Caminho


Achei muito interessante esta analogia descrita no livro de “A doença como caminho”, de Thorwald Dethlefsen e Rudiger Dahlke, onde nos é apresentado uma nova visão da cura como ponto de mutação em que um mal se deixa transformar em bem e que nos fala da seguinte comparação: um automóvel possui diversas lâmpadas de controlo no painel, as quais só se acendem quando alguma função importante do carro não está a funcionar como devia. Num caso concreto, quando uma destas luzinhas se acende durante uma viagem, não ficamos nada satisfeitos com o facto. Sentimo-nos obrigados a interromper o nosso passeio por causa deste sinal.
Apesar da nossa inquietação, muito compreensível, seria ridículo ficarmos zangados com a lâmpada: afinal, informa-nos sobre um evento que, de outra forma, talvez nem notássemos, ou então demorássemos a notar, visto que para nós está numa zona "invisível". Assim, entendemos que o facto da lâmpada se acender equivale a um convite para chamarmos um mecânico para que, com a sua intervenção, a luzinha se apague e possamos continuar tranquilamente a nossa viagem.
É claro que ficaríamos muito zangados se o mecânico apagasse a lâmpada usando o simples estratagema de retirá-la. Por certo, a luzinha não se acenderia mais - e isto, de facto, é o que desejávamos, mas o modo como o problema foi resolvido parecer-nos-ia pior do que incompetente. Achamos muito mais sensato tornar desnecessário o aviso da lâmpada, em vez de impedir que ela se acenda. No entanto, para isso, precisamos desviar a nossa atenção do painel para os âmbitos subjacentes, e desta forma descobrir o que afinal deixou de funcionar. A função da lâmpada é agir como um mero indicador, levando-nos a fazer perguntas.
Aquilo que, no exemplo acima, é a lâmpada de controlo, equivale no nosso caso aos sintomas, quer seja físicos ou emocionais. O que constantemente se manifesta no nosso corpo como sintoma é a expressão visível de um processo invisível, o qual deseja interromper o nosso caminho por meio da sua função de sinal de advertência, indicando que alguma coisa não esta em ordem. Isto faz-nos questionar os motivos subjacentes. Também neste caso é ridículo zangar-se com o sintoma, aliás, é de facto absurdo desejar apagá-lo, meramente impedindo-o de se manifestar. O sintoma deve tornar-se supérfluo e não ser impedido de se manifestar. Mas para isso, também neste caso, é preciso desviar o nosso olhar do sintoma e examinar tudo com mais profundidade, e desta forma compreendermos para onde o sintoma está a apontar. Desta forma estaremos a agir de forma responsável, continuando num processo contínuo de modificação de comportamento, rumo à qualidade de vida. Está totalmente nas suas mãos grande parte de toda a sua felicidade.
Bem hajam e atenção aos sintomas

Miguel Ferreira

sábado, fevereiro 04, 2012

CURSO BÁSICO DE PNL (FÁTIMA)


Últimas Inscrições
FÁTIMA: 9 e 16 Fevereiro, 2013
APROVEITE ESTA OPORTUNIDADE, PARA AQUELA QUE É CONSIDERADA A METODOLOGIA QUE FAZ TODA A DIFERENÇA NA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL (PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA).
CURSO BÁSICO DE PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA (12 horas)
Modalidade B: (2 x 6 horas // 2 x Sábados, 9h30 – 18h30)
A FORMAÇÃO IRÁ DECORRER EM GRUPOS RESTRITOS.

FAÇA JÁ A SUA PRÉ-INSCRIÇÃO ENVIANDO OS SEUS DADOS:
nome:
profissão:
morada:
telemóvel:
local de residência:
nº do BI|CC:
nif:
objectivos da formação:


Tlm: 91 401 94 01 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS 91 401 94 01end_of_the_skype_highlighting / 96 720 50 66 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS 96 720 50 66end_of_the_skype_highlighting

Com os melhores cumprimentos,

A equipa (Chunkingup): 
Miguel Ferreira

terça-feira, janeiro 24, 2012

Percepção é projecção


Um certo dia um rei chamou ao seu palácio o mestre zen Muhak - que viveu de 1317 a 1405 - e disse-lhe que, para afastar o cansaço e a tensão do trabalho administrativo, queria ter uma conversa completamente informal com ele. De seguida, o rei comentou que Muhak parecia um grande porco faminto a procurar comida.
"E você, excelência", respondeu Muhak, "parece o Buda Sakiamuni a meditar, sobre um pico elevado dos Himalaias".
O rei ficou surpreso com a resposta de Muhak.
"Comparei você a um porco, e você me compara ao Buda?"
"É que um porco só pode ver porco, excelência, e um Buda só pode ver Buda", explicou Muhak com um jeito humilde. 
O rei sorriu, antes de admitir que a resposta de Muhak era uma lição de sabedoria. 

365 Zen Sayings, p. 205 

Semeando


Esta história fala de um velho que se chamava Fleming, um pobre fazendeiro escocês.
Um dia, enquanto trabalhava, ouviu um pedido desesperado de socorro vindo de um pântano nas proximidades. Largou as suas ferramentas e correu em direção aos gritos. Quando lá chegou, encontrou, enlameado até a cintura, um menino a gritar e a tentar safar-se da morte. O fazendeiro salvou o rapaz duma morte lenta e terrível.
No dia seguinte, uma carruagem riquíssima chega à humilde casa do camponês. Um nobre, elegantemente vestido, sai e apresenta-se como o pai do menino que o fazendeiro tinha salvo.
- Eu quero recompensá-lo por salvar a vida do meu filho - disse o nobre.
- Não, eu não posso aceitar nenhum pagamento pelo que fiz - respondeu o fazendeiro.
Naquele momento, o filho do fazendeiro veio à porta do casebre.
- É seu filho? - perguntou o nobre.
- Sim - respondeu orgulhosamente o fazendeiro.
- Pois faço-lhe uma proposta: deixe-me levá-lo e dar-lhe uma boa educação. Se o rapaz for como o seu pai, crescerá e será um homem do qual ainda terá muito orgulho.
E assim foi.
Tempos depois, o filho do fazendeiro formou-se no St. Mary's Hospital Medical School de Londres e ficou conhecido em todo o mundo como o notável Sr. Alexander Fleming, um dos descobridores da penicilina e prémio Nobel de 1945.
Anos depois, aquele mesmo filho do nobre ficou doente, com pneumonia. E o que o salvou? A penicilina. O nome do nobre que educou Alexander Fleming? Sr. Randolph Churchill. O nome do filho dele? Winston Churchill... 

Autor desconhecido

O Diamante


O Hindu chegou aos arredores de uma certa aldeia e sentou-se para dormir debaixo duma árvore. Entretanto chega um habitante daquela aldeia e diz, quase sem fôlego:
"Aquela pedra! Eu quero aquela pedra."
"Mas que pedra?" pergunta-lhe o Hindu.
"Ontem à noite, eu vi o meu Senhor Shiva e, num sonho, que me disse para que viesse aos arredores da cidade, ao pôr-do-sol; aí devia estar o Hindu que me daria uma pedra muito grande e preciosa que me faria rico para sempre."
Então, o Hindu mexeu na sua trouxa e tirou a pedra e disse-lhe:
"Provavelmente é desta que te falou; encontrei-a numa trilha da floresta, alguns dias atrás; podes levá-la!" Ofereceu-lhe assim a pedra.
O homem olhou maravilhado para a pedra. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto no mundo.
Pegou, pois, o diamante e foi-se embora. Mas, quando veio a noite, ele virava-se de um lado para o outro na sua cama sem conseguir dormir. Então, ao romper do dia, foi ver novamente o Hindu. Despertou-o e disse-lhe:
"Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim tão facilmente!"


Extraído de 'Histórias da Tradição Sufi'
Edições Dervish, 1993
 

sábado, janeiro 21, 2012

Um Curso em Milagres -Ep.1

Convicções limitadoras


Conta um certa lenda, que estavam duas crianças a patinar num lago congelado.
Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo quebrou-se e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu o amiguinho preso e a congelar-se, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que tinha acontecido, perguntara ao menino:
- Como é que conseguiu fazer isso?
É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor, para lhe dizer que não seria capaz.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

O AMOR VENCERÁ

Como manter o amor?


Uma mãe e filha estavam a caminhar pela praia. 
A certa altura, a menina disse: 
- Como é que se faz para manter um amor? 
A mãe olhou para a filha e respondeu: 
- Pega um pouco de areia e fecha a mão com força... 
A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia, mais velocidade a escapava a areia. 
- Mamã, mas assim a areia cai!
- Eu sei, agora abre completamente a mão... 
A menina assim fez, mas veio um forte vento que levou consigo a areia que 
restava da sua mão. 
- Assim também não consigo mantê-la na minha mão! 
A mãe, sempre a sorrir disse-lhe: 
- Agora pega outra vez um pouco de areia e mantem-na na mão semiaberta, 
como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante 
aberta para lhe dar liberdade. 
A menina experimentou e viu que a areia não escapava da mão e que estava protegida do vento. 
- É assim que se faz durar um amor... 
- Se você quer muito alguma coisa, deixe-a livre. Se ela voltar será sua para sempre, se não, é porque na verdade nunca foi sua. A liberdade é o espaço que a felicidade precisa.


(autor desconhecido) 

Um Curso em Milagres_ O Filme Trailer.avi

Mindfulness

Relaxamento

Relaxamento

Meditação

Super Mind Power

I Had a Dream

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Bom milho


Esta é a história de um fazendeiro bem-sucedido.
Ano após ano, ganhava o troféu "Milho Gigante" da feira da agricultura do seu município. Entrava com o seu milho na feira e saía com a faixa azul recobrindo o seu peito.
E o seu milho era cada vez melhor...
Numa dessas ocasiões, um repórter de jornal, ao abordá-lo após a já tradicional colocação da faixa, ficou intrigado com a informação dada pelo entrevistado sobre como costumava cultivar o seu qualificado e valioso produto.
O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do seu milho gigante com os vizinhos, então perguntou:
- Como pode o senhor se dispor a compartilhar a sua melhor semente com os seus vizinhos, quando eles estão a competir com o seu?
O fazendeiro pensou por um instante e respondeu:
- Você não sabe? O vento apanha o pólen do milho maduro e leva-o através do vento, de campo para campo. Se os meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade do meu milho. Se eu quiser cultivar milho bom, tenho que ajudar os meus vizinhos a cultivar milho bom.
Ele era atento aos laços da vida. O milho dele não poderia melhorar se o milho do vizinho também não tivesse a qualidade aprimorada.

Assim é também noutras dimensões da nossa vida, aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que os seus vizinhos estejam em paz. Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem. E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a encontrar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos.

Você É Desarrumado ou Perfeito?


Esta história pertence ao livro Steps to an Ecology of Mind, de Gregory Bateson, trata-se da transcrição duma conversa que este tivera com a filha, anos atrás:
Um dia, ela procurou-o, e fez uma pergunta interessante:
- Papa, porque é que as coisas se tornam desarrumadas com tanta facilidade?
- O que está a querer dizer com "desarrumadas", querida ? - perguntou ele.
- Bem, sabe como é, quando as coisas não são perfeitas. Olhe para a minha escrivaninha agora. Está cheia de coisas. Desarrumada. E ontem à noite esforcei-me ao máximo para deixar tudo perfeito. Mas as coisas não permanecem perfeitas. Tornam-se desarrumadas com a maior facilidade!
Bateson pediu à filha :
- Mostre-me como é quando as coisas ficam perfeitas.
Ela arrumou cada coisa nas posições determinadas, e depois disse:
Aí está, agora ficou perfeito. Mas não continuará assim.
E se eu deslocar esta caixa de tinta para cá, cerca de um palmo? O que acontece?
- Ora, papa, agora ficou desarrumado. Além do mais, teria de estar recta, e não torta, como a deixou.
- E se eu mudasse este lápis para cá?
- Está desarrumado outra vez.
- E se deixasse este livro aberto?
- Também fica desarrumado!
Bateson declarou então para a sua filha:
- Querida, não é que as coisas fiquem desarrumadas com mais facilidade. O que acontece apenas que tens mais meios para dessarrumar as coisas, e só tem um meio para deixar tudo perfeito.
A maioria das pessoas cria numerosos meios para se sentir mal, e apenas uns poucos meios para se sentir realmente bem.


Bibliografia:
Desperte o Gigante Interior
Robbins, Anthony
Editora Record, 1993, Pág. 386 e 387
 

A vida ao "momento"


Outro dia, estava eu na calçada a espera duma amiga, quando um homem se aproximou e pediu-me informações. Um caso como muitos, que acontecem todos os dias e várias vezes numa vida toda.
De repente, saltou-me à mente aquela cena do meu presente, na relação com aquele homem como que congelada, como se toda a vida parasse ou se traduzisse ali.
Tive consciência de que aquele homem não precisava de nada mais na sua vida a não ser da minha ajuda. Não era necessário dinheiro, influência, poder. Tudo e a única coisa importante era o que eu poderia fazer por ele com a minha cooperação, pois, naquele momento, ele era a minha responsabilidade, ele era o meu compromisso total. E o que eu podia fazer por ele era a única coisa que a vida esperava de mim.
Naquele segundo, os meus conhecimentos técnicos, os meus diplomas, as minhas experiências, tudo da minha vida passada e os meus sonhos de futuro de nada serviriam se eu não pudesse ajudá-lo.
Passou ainda pela minha cabeça que a intenção e a forma como faria o que deveria ser feito também teriam um grande significado. Tratá-lo com generosidade e respeito seria o mesmo que acariciar um filho para fazê-lo sentir-se bem e, se eu assim o fizesse, aquele homem iria percorrer o seu trajecto de bem consigo mesmo e com a vida, levando alegria para aqueles que o esperavam.

... A questão é a nossa consciência sobre o quanto podemos ser úteis a cada segundo de nossas vidas.


Bibliografia:
Evoluir ou... Morrer!
Franceschi, Omar
Editora Mercuryo, 1999, 
Pág. 119 e 120 

quarta-feira, janeiro 18, 2012

A porta


Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, mas levava-os a uma sala onde tinha um grupo de arqueiros num canto e uma imensa porta de ferro no outro, sendo que nessa porta havia figuras de caveiras cobertas de sangue.
Então o rei ponha-os ficar em círculo, e dizia:
- Podem escolher: morrer flechados pelos meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e serem por mim lá trancados.

Todos os que por ali passaram escolheram morrer pelas mãos dos arqueiros.
Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
- Senhor, posso-lhe fazer uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que há por trás de tão assustadora porta?
- Vá e veja.
O soldado então abre a porta vagarosamente, e percebe que, à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente. E vê, surpreso, que a porta levava rumo à liberdade.

Admirado, apenas olha para o rei, que diz:
- Eu dava-lhes a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta. 

(autor desconhecido)

Os três leões


Numa determinada floresta havia 3 leões. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e disse:
- Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais, mas há uma dúvida no ar: existem 3 leões fortes. Ora, a qual deles nós devemos prestar homenagem? Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei?
Os 3 leões souberam da reunião e comentaram entre si:
- É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido, uma floresta não pode ter três reis, precisamos saber qual de nós será o escolhido. Mas como descobrir?
Essa era a grande questão: lutar entre si, eles não queriam, pois eram muito amigos. O impasse estava formado. De novo, todos os animais se reuniram para discutir uma solução para o caso. Depois de usarem técnicas de reuniões do tipo brainstorming, etc. eles tiveram uma ideia excelente. O macaco encontrou-se com os 3 felinos e contou o que decidiram:
- Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil.
- Montanha Difícil? Como assim?
- É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês 3 deverão escalar a Montanha Difícil. O que atingir o pico primeiro será consagrado o rei dos reis.
A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta. O desafio foi aceite. No dia combinado, milhares de animais cercaram a Montanha para assistir a grande escalada. O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma vez que os três foram derrotados? Foi nesse momento que uma águia sábia, idosa na idade e grande em sabedoria, pediu a palavra:
- Eu sei quem deve ser o rei!!!
Todos os animais fizeram um silêncio de grande expectativa.
- A senhora sabe, mas como? - todos gritaram para a Águia.
- É simples - confessou a sábia águia - eu estava a voar entre eles, bem de perto e, quando eles voltaram para o vale, eu escutei o que cada um deles disse para a montanha.
O primeiro leão disse:
- Montanha, você venceu-me!
O segundo leão disse:
- Montanha, você venceu-me!
O terceiro leão disse:
- Montanha, você venceu-me, por enquanto! Mas você, montanha, já atingiu o seu tamanho final, e eu ainda estou a crescer.
- A diferença - completou a águia - é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que o seu problema: é rei de si mesmo, está preparado para ser rei dos outros.
Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei entre os reis. 


(autor desconhecido)

domingo, janeiro 15, 2012

Paz Perfeita


Existe um conto muito interessante sobre as nossas escolhas e de como encontrar a paz.
Uma certa vez, um rei teve de escolher entre duas pinturas, qual a que representava mais a paz perfeita. A primeira era um lago muito tranquilo, este lago era um espelho perfeito onde se reflectiam algumas plácidas montanhas que o rodeavam, sobre elas encontrava-se um céu muito azul com nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que reflectia a paz perfeita.
Já a segunda pintura também tinha montanhas, mas eram escabrosas e não tinham uma só planta, o céu era escuro, tenebroso e dele saíam faíscas de raios e trovões. Tudo isto não era pacífico. Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás de uma cascata havia um pequeno galho que saía duma fenda na rocha. Nesse galho encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho calmamente sentado no seu ninho. Paz Perfeita. O rei escolheu essa segunda pintura e explicou:
"Paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas Ou sem dor. Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, Permanecemos calmos e tranquilos no nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz."
Este conselho real serve para todos nós que vivemos rotinas cheias de compromissos, obrigações e turbulências. Olhe para a pintura da sua alma, descubra o seu verdadeiro lugar no mundo e faça o seu "ninho" de paz e harmonia. Não se deixe levar pelo ambiente, construa na sua vida aquilo que é melhor para si mesmo e seja FELIZ!!!

Bem hajam e muita paz

Miguel Ferreira

sábado, janeiro 14, 2012

A Dependência é o que mais abala a auto-estima


Você depende de alguém? O que significa para si ser independente? É não depender financeiramente de alguém? É conseguir pagar todas as suas contas? E a dependência emocional? Qual é mais destrutiva?
A dependência, seja financeira ou emocional, é o que mais abala a auto-estima. Se depende de alguém para comer, para pagar as suas contas, será difícil acreditar que é capaz de se manter por si só. É como se passasse para a sua mente uma mensagem a dizer: "Não sou capaz!" E conforme o tempo passa, esta crença vai-se tornando cada vez mais forte dentro de si.
É por isso que muitas mulheres que optaram por cuidar dos filhos e da casa, com o passar dos anos tendem a entrar em depressão. A auto-estima fica completamente comprometida, e por mais que lhe digam e a lembrem do quanto fizeram, não conseguem reconhecer, pois duvidam da sua capacidade em relação a tudo, questionando onde erraram. Será que existiu algum erro em optar por fazer uma parte enquanto outro fazia outra? Creio que não, mas tudo foi mudando muito rápido e as exigências passaram a ser outras, onde cada um se deve manter por si mesmo, valorizando cada vez mais a independência e a autonomia por cuidar da sua própria existência e isso inclui também as necessidades básicas.
Por um lado temos crescido, tanto os homens quanto as mulheres, mas por outro, muitas mulheres ficaram no meio do caminho sem forças para avançarem. Mesmo assim, muitas mães ainda hoje continuam a criar as suas filhas para a dependência. Mas qual a origem da dependência?
A dependência pode ter origem na infância. É tão significativa esta época das nossas vidas, que muitos pais ainda hoje tratam os seus filhos como foram tratados, mesmo que dissessem que fariam diferente, vez ou outra, podem agir exactamente igual. É uma tendência natural do ser humano repetir padrões conhecidos, mesmo que esses padrões sejam negativos e destrutivos.
Hoje me dia, mesmo com tanta informação, vemos pais super-protetores, muitos com a intenção de compensar a sua ausência constante, outros pelo medo de ficar sem os filhos e assim, sozinhos, fazendo-os acreditar que o melhor lugar para se viver é dentro de casa, debaixo das suas seguras asas. Pagam a faculdade dos filhos, permitem usar os seus carros, ou dão-lhes um novo, não os incentivam a trabalhar enquanto estudam. Outros ainda incentivam os seus filhos a esperarem pelo príncipe ou princesa encantado(a), como se isso existisse, ou seja, fazem com que os seus filhos vivam um mundo de faz de conta, muito longe da realidade.
É claro, tudo isso com a intenção de garantir a felicidade. Alguém garante felicidade de alguém? Sim, os pais têm um papel importante na nossa formação e educação, mas desde que nos incentivem a acreditar em nós mesmos, que permitam que acreditemos na nossa capacidade de nos nutrir, seja financeiramente e principalmente, emocionalmente, fazendo com que nos tornemos seres inteiros e não alguém que está sempre à espera que outra pessoa nos complete, como se sozinhos fossemos incapazes. Ninguém é incapaz para nada, por mais que nos fizessem acreditar.
É importante observar as suas próprias condutas e identificar se está a seguir algum tipo de exemplo que teve durante a sua infância. Você pode estar a agir igual a sua mãe, ou ao seu pai ou a uma pessoa que tenha sido significativa na sua educação. Por mais que tenha prometido fazer diferente, é como se fosse mais forte que você, e de facto é, pois é accionado de forma inconsciente, ou seja, sem perceber. E se alguém disser que está a agir tal como o seu pai ou a sua mãe, a tendência imediata é negar.
Comece a observar-se mais, e pergunte as pessoas mais próximas se os seus comportamentos são parecidos com os do seu pai ou da sua mãe. Depois de identificado, fique atento para não agir de forma automática, e tenha mais consciência das suas acções e atitudes, procurando aprofundar o seu autoconhecimento e crescer.
Sempre que uma criança se sente envergonhada, desprezada, pequena, humilhada, culpada, ou seja, sempre que os seus sentimentos são desrespeitados, provavelmente sente-se como se não fosse digna de senti-los e pode passar a negar ou esconder dos outros e de si mesma, os seus sentimentos. Os pais amam muito os seus filhos, e pode até ter sido muito amado, mas talvez sempre tenham centralizado a atenção no que estava errado e não no que estava certo. Há pessoas que supervalorizam o que acontece de errado, apontando sempre uma falha, um erro, e desprezam totalmente as vitórias, as conquistas, como se não existissem.
A criança precisa de se sentir valorizada, especial, precisa de amor. Pais que não demonstram amor aos filhos, deixando-os inseguros do amor que recebem, ou sufocando-os com excesso de zelo, poderão contribuir para que se tornem adultos dependentes da constante confirmação do amor do outro. Isto gera um círculo vicioso de procura de amor ou aprovação que vem de fora e da fuga para olhar para dentro de si e acreditar que mais importante que o amor do outro é o amor que cada um pode e deve ter por si mesmo.
Bem hajam e boa continuação…

Miguel Ferreira

sexta-feira, janeiro 06, 2012

CURSO BÁSICO DE PNL


Pré-inscrições abertas para os próximos meses
Solicite informações sobre próximas datas
PROMOÇÃO: 3 INSCRIÇÕES – OFERTA DE 1
FÁTIMA, LEIRIA, TORRES NOVAS, SANTARÉM, LISBOA E PORTO
APROVEITE ESTA OPORTUNIDADE, PARA AQUELA QUE É CONSIDERADA A METODOLOGIA QUE FAZ TODA A DIFERENÇA NA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL (PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA).
CURSO BÁSICO DE PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA (12 horas)
Modalidade A: (4 x 3 horas // 4 x 5ª feiras, 20h00 – 23h30)
Modalidade B: (2 x 6 horas // 2 x Sábados, 9h30 – 18h30)
A FORMAÇÃO IRÁ DECORRER EM GRUPOS RESTRITOS.

FAÇA JÁ A SUA PRÉ-INSCRIÇÃO ENVIANDO OS SEUS DADOS:
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local ou locais onde prefere a formação: Fátima, Leiria, Torres Novas, Santarém, Lisboa e Porto.
modalidade que prefere: 4 módulos à 5ª Feira ou 2 módulos e 2 Sábados
disponibilidade: quando é que gostaria de iniciar a formação
nº do BI|CC:
objectivos da formação:


Tlm: 91 401 94 01 / 96 720 50 66

Com os melhores cumprimentos,

A equipa (Chunkingup):
Miguel Ferreira


sexta-feira, dezembro 30, 2011

Pais Brilhantes, Professores Fascinantes


A educação está a passar por uma crise sem precedentes a nível mundial. Haverá alguma esperança? Sim! Neste livro o psiquiatra e cientista Augusto Cury mostra que é preciso cultivar a emoção e expandir a inteligência dos jovens. E, para isso, os pais e professores precisam de ferramentas para estimular as crianças e os adolescentes. Esta obra mostra que, para fazer a diferença, temos de adquirir os sete hábitos dos pais brilhantes e dos professores fascinantes. Chama a atenção para os sete pecados capitais dos educadores e ensina dez técnicas pedagógicas que podem criar um espaço de desenvolvimento pleno e autêntico tanto na sala de aula como em casa.

LINK NA WEB : DOWNLOAD FILESONIC ou DOWNLOAD FILESERVE Em PT-BR

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Louis Braille - Persistência


Um dia, um menino de 3 anos estava na oficina do pai, vendo-o fazer arreios e selas. Quando crescesse, queria ser igual ao pai. Tentando imitá-lo, pegou num instrumento pontudo e começou a bater numa tira de couro. O instrumento escapou da pequena mão, atingindo-lhe o olho esquerdo. Logo mais, uma infecção atingiu o olho direito e o menino ficou totalmente cego.
Com o passar do tempo, embora se esforçasse para se lembrar, as imagens foram gradualmente desaparecendo e não se lembrava mais das cores. Aprendeu a ajudar o pai na oficina, trazendo ferramentas e peças de couro. Ia para a escola e todos se admiravam com a sua memória.
Na verdade, ele não estava feliz com os seus estudos. Queria ler livros e escrever cartas, como os seus colegas.
Um dia, ouviu falar duma escola para cegos. Aos dez anos, Louis chegou a Paris, levado pelo pai e matriculou-se no instituto nacional para crianças cegas.
Ali havia livros com letras grandes em relevo. Os estudantes sentiam, pelo tato, as formas das letras e aprendiam as palavras e frases. Logo o jovem Louis descobriu que era um método limitado. As letras eram muito grandes. Uma curta história enchia muitas páginas.
O processo de leitura era muito demorado. A impressão de tais volumes era muito cara. Em pouco tempo o menino tinha lido tudo que havia na biblioteca.
Queria mais. Como adorava música, tornou-se estudante de piano e violoncelo.
O amor à música aguçou o seu desejo pela leitura. Queria ler também notas musicais.
Passava noites acordado, a pensar em como resolver o problema.
Ouviu falar dum capitão do exército que tinha desenvolvido um método para ler mensagens no escuro.
A escrita noturna consistia em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel. Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os códigos, ler sem precisar de luz.
Ora, se os soldados podiam, os cegos também podiam, pensou o garoto.
Procurou o capitão Barbier que lhe mostrou como funcionava o método. Fez uma série de furinhos numa folha de papel, com um furador muito semelhante ao que cegara o pequeno.
Noite após noite e dia após dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adaptações e aperfeiçoando-o.
Suportou muita resistência. Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impressão dos livros com as letras em relevo. Não queriam que tudo fosse por água abaixo.
Com persistência, Louis Braille foi mostrando o seu método. Os meninos do instituto interessavam-se.
À noite, às escondidas, iam ao seu quarto, para aprender. Finalmente, aos 20 anos de idade, Louis chegou a um alfabeto legível com combinações variadas de um a seis pontos.
O método Braille estava pronto.
O sistema permitia também ler e escrever música.
A ideia acabou por encontrar aceitação. Semanas antes de morrer, no leito do hospital, Louis disse a um amigo: "Tenho a certeza de que minha missão na Terra terminou."
Dois dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu. Nos anos seguintes à sua morte, o método espalhou-se por vários países.
Finalmente, foi aceito como o método oficial de leitura e escrita para aqueles que não vêm.
Assim, os livros puderam fazer parte da vida dos cegos. Tudo graças a um menino imerso em trevas, que dedicou a sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de todos os que se encontram privados da visão física.