domingo, julho 06, 2014

Pedra no Caminho (Obstáculos)

Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio duma estrada.
Então, escondeu-se e ficou a observar se alguém tiraria a imensa rocha do caminho.
Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra. Alguns até esbracejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas, mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.
De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao aproximar-se da imensa rocha, pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali. Após muita forca e suor, finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra.
A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.
O camponês aprendeu o que muitos de nos nunca entendeu: "Todo o obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos a nossa condição".
Podemos escolher agradecer os obstáculos da vida!

Bem hajam

O Verdadeiro Poder

Era uma vez um guerreiro, famoso pela sua invencibilidade na guerra. Era um homem extremamente cruel e, por isso, temido por todos. Quando se aproximava duma aldeia, os moradores saiam a correr para as montanhas, onde se escondiam do malvado guerreiro. Subjugou muitas aldeias.
Um certo dia, alguém o viu aproximar-se com o seu exército, numa pequena aldeia onde viviam alguns agricultores e entre eles um velhinho, muito sábio.
Quando o povo escutou a terrível notícia da aproximação do guerreiro, trataram de juntar o que podiam e fugir rapidamente para as montanhas. Só o velhinho ficou para trás. Ele já não podia fugir. O guerreiro entrou na aldeia e foi cruel, incendiando as casas e matando alguns animais soltos pelas ruas.
Até que chegou na casa do velhinho... E sem piedade, foi dizendo ao velhinho que os seus dias tinham chegado ao fim. Mas, que lhe concederia um último desejo, antes de passá-lo pelo fio da sua espada. O velhinho pensou um pouco e pediu que o guerreiro fosse com ele até ao bosque e ali lhe cortasse um galho duma árvore. O guerreiro achou aquilo ridículo. -"Este velho deve estar senil. Que último desejo mais idiota." Mas, se esse era o último desejo do velhinho, tinha que atendê-lo. E lá foi o guerreiro até o bosque e com um golpe da sua espada, cortou um galho duma árvore.-" Muito bem" disse o velhinho.
-"O senhor cortou o galho da árvore. Agora, por favor, coloque esse galho na árvore outra vez." O guerreiro deu uma grande gargalhada, dizendo que o velho devia estar louco, pois toda a gente sabe que isso já não era possível, colocar o galho cortado na árvore outra vez. O velhinho então respondeu-lhe:

- "Louco é você que pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar, esse não tem poder. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que faz reviver o que parece morto. Essa pessoa tem verdadeiro poder". 

(autor desconhecido)

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domingo, junho 22, 2014

Cada um na sua

Num largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Numa das viagens, iam um advogado e uma professora.
Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:
- Meu caro barqueiro, você entende de leis?
- Não, senhor - responde o barqueiro.
E o advogado, compadecido:
- É uma pena... Você perdeu metade da vida!
O barqueiro nada responde.
A professora, muito social, entra na conversa:
- Senhor barqueiro, o senhor sabe ler e escrever?
- Também não sei, senhora responde o remador.
- Que pena... - Condói-se a mestra. Você perdeu metade da vida!
Nisto, chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O canoeiro, preocupado, pergunta:
- Vocês sabem nadar?
- Não! - responderam eles rapidamente.
- Então, é pena... - conclui o barqueiro. Vocês perderam toda uma vida!
(autor desconhecido).

Descubram a essência da história. Bem hajam

sábado, junho 07, 2014

A Catedral de Londres (Motivação / Valores)

Aquilo que nos move na vida é a nossa motivação, que é totalmente dirigida por aquilo que é mais importante para nós e que ainda que possamos reagir à vida, nem sempre é claro, mas de facto são os motores da na vida – refiro-me, é claro, aos nossos valores, que suportam a nossa identidade e que nos definem como seres unido no mundo.
Sem dúvida, que se quisermos atingir o que quer que seja, é absolutamente fundamental “motivação”. Este estado difere de pessoa para pessoa e estão intimamente ligada à nossa história pessoal, ou melhor, à forma como está “arrumada” a nossa história pessoal.
Deixo-vos aqui uma história, para que cada um de vós possa encontrar o significado profundo da motivação e vale a pena lê-la várias vezes e até fazer de tema de conversa de café ou até mesmo em família, com os filhos, avós, etc.
Dizem que Christopher Wren, arquiteto encarregado da construção da Catedral de Londres, decidiu passear incógnito pelo canteiro de obras para ver como os pedreiros trabalhavam.
Ficou pensativo enquanto observava três operários. Um trabalhava muito mal; outro, de forma correta; o terceiro, por sua vez, realizava o seu trabalho com muito mais força e dedicação que os demais. Sem se conter, o arquiteto aproximou-se do primeiro e perguntou:
- Boa tarde. O que é que o senhor está a fazer?
- Eu? – disse o pedreiro. – Trabalho de sol a sol, num serviço muito cansativo. Não vejo a hora de terminar.
Depois foi até ao segundo operário e fez a mesma pergunta:
- Boa tarde. O que é que o senhor está a fazer?
- Estou aqui para ganhar dinheiro a para que possa sustentar a minha mulher e meus quatro filhos. 
Finalmente, Wren se dirigiu ao terceiro trabalhador:
- Boa tarde. O que é que o senhor está a fazer?
O pedreiro levantou a cabeça e, com um olhar cheio de orgulho, respondeu:
- Eu? Estou a construir a Catedral de Londres, cavalheiro.
Fica o desafio! Aguardo reações. Email: mig-ferreira@hotmail.com.

Bem hajam

Qual a sua escolha?

Uma mulher regava o jardim da sua casa e viu três velhos à sua frente. Não os conhecia e disse:
- Não creio conhecê-los, mas devem ter fome. Por favor, entrem na minha casa e comam algo.
Eles perguntaram:
- O homem da casa está?
- Não, respondeu ela.
- Então, não podemos entrar.
Ao entardecer, quando o marido chegou, ela contou o sucedido.
- Ora, diga-lhes para que entrem!
A mulher saiu e convidou os três.
- Não podemos entrar os três juntos, explicaram os velhinhos.
- Porquê?
Um dos homens apontou um dos companheiros e explicou:
- O seu nome é Riqueza. Logo indicou o outro: O seu nome é Êxito e eu chamo-me Amor. Agora, entre e decida com o seu marido qual dos três será convidado.
A mulher entrou e contou ao marido sobre o que ouvira. O homem ficou feliz:
- Que bom! E já que o assunto é assim, convidemos a Riqueza! Que entre e encha a nossa casa.
A mulher não concordou:
- Querido, porque não convidamos o Êxito?
A filha que estava a escutar veio a correr e disse:
- Não seria melhor convidar o Amor? A nossa casa ficaria, então, feliz...
- Sigamos o conselho da nossa filha, disse o marido à sua mulher. Vai lá fora e convide o Amor a ser o nosso hóspede.
A mulher saiu e perguntou:
- Qual de vocês é o Amor? Por favor, venha. Você é nosso convidado.
O amor avançou para dentro da casa e os outros dois seguiram-no.
Surpreendida, a mulher perguntou:
- Convidei o Amor, porque o seguem? Também vão entrar?
Os velhos responderam juntos:
- Se tivesse convidado a Riqueza ou o Êxito, os outros dois ficariam de fora. Mas, como o Amor foi convidado, onde ele vai nós seguimo-lo. (Autor: Desconhecido)


Bem hajam e boas escolhas

sexta-feira, maio 23, 2014

(des)organização

Mais que o significado do tempo, é a importância da organização do espaço que nos rodeia e o quanto nos pode facilitar a vida e ter ainda mais tempo, pois o impacto das disposições exteriores têm sempre uma grande influência no nosso estado. E mais importante que gerir o tempo, talvez seja gerir o nosso estado emocional
Neste artigo, deixo-vos algumas dicas para viver ainda melhor na sua organização ou se quiser desorganização. Essa é sem dúvida, uma grande e continua batalha que travamos no dia-a-dia, nessa correria diária de objetivos sem fim, muitas vezes nessa confusão em que se encontra o nosso local de trabalho ou até a nossa casa.
Para assegurar que este artigo é para si, peço que reflitam nestas questões: Sentem-se esmagados pela quantidade de pequenas coisas que tem de ser feita ao longo do dia? Passam horas à procura de papéis, documentos ou objetos? Têm dificuldades em encontrar as coisas devido às pilhas que se acumulam?
A razão pela qual grande parte das pessoas evita resolver o problema da desorganização e da confusão é devido ao esforço e ao tempo que são necessários investir, pois no final de um longo dia, a última coisa que alguém quer é passar tempo a organizar pilhas de papelada, itens, loiça, roupa, etc.
Nisto sentido, não é só da confusão que se trata, mas também do pesado efeito que poderá ter sobre nós, para além de que são situações são um subcarga que de forma direta ou indireta drenam energia preciosa, fazendo-nos sentir culpados por não conseguirmos lidar com ela.
Até existem pessoas que até evitam ir para casa ou receber visitas devido à confusão que vai lá.

Aqui vos deixa algumas soluções bem práticas, que se forem automatizadas na nossa rotina, toda a nossa vida poderá ganhar ainda mais vida. São técnicas simples e rápidas para a impedir de voltar a existir confusão à nossa volta (uma espécie de vacina contra a gripe da desarrumação), vamos poder começar (e terminar) o dia com mais energia, clareza de objetivos e sensação de bem-estar que vamos poder transmitir aos outros:

1. Quando em dúvida, lixo! Se sentem necessidade de colocar algo de lado para ponderarem se essa coisa vai voltar a ser precisa, é bastante provável que nunca mais precise dela!

2. Tenham “um lugar para cada coisa e cada coisa no seu lugar”. Os nossos avós tinham razão, quando diziam esta frase. Manter as coisas num lugar fixo e voltar a colocá-las lá mal deixem de ser precisas vai poupar HORAS por semana que seriam gastas a procurar isto e aquilo.

3. Tudo o que estiver visível tem de ter utilidade imediata. Se algo não é regularmente usado nem tem utilidade regular, é preferível estar longe da vista para não estar a ocupar espaço visível que pode ser ocupado por coisas muito mais úteis e “usáveis”. Isto aplica-se até a aparelhos eletrónicos, cabos, etc.

4. Tratar da loiça no final do dia. Uma das coisas mais desmotivantes é acordar o dia com uma pilha de loiça para lavar ou para colocar na máquina. Eu sei que não sabe muito bem ao fim do dia mas vamos dormir com uma sensação de ter feito essa pequena tarefa e acordamos sem esse peso!

5. Proibir pilhas. As pilhas (de roupa, papeis, pratos, caixas, etc.) são a principal razão do espaço ficar desarrumado e caótico. Não basta ocuparem espaço mas desmotivam e geram a sensação deprimente de estarmos a ser enterrados vivos. Mal reparem que uma pilha está a crescer, parem tudo e tratem dela!

6. Prestem atenção ao vosso estado de espírito. Pode parecer um conselho estranho mas se pegaram no molho de cartas no final de um dia muito cansativo, é bastante provável que não façam nada acerca de metade delas e que o papel se comece a empilhar. Se forem fazer arrumações num dia em que “não estão para aí virados” é provável que a arrumação não fique tão bem feita. Pensem nisso…

7. Lutem contra a desarrumação e contra a desorganização todos os dias. Não é como as “limpezas de primavera” que se fazem uma vez por ano. Tirem 15 minutos, todos os dias, para lutarem contra desarrumação e contra a desorganização. Assim nunca se tornará uma tarefa titânica!

Permitam-se a treinar e daqui a uns tempos tudo funcionará bem melhor.

Bem hajam.

sexta-feira, maio 09, 2014

Auto - Motivação

Deixo-vos aqui uma história real, dum homem que investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, dormindo apenas quatro horas por dia. Dormia ali mesmo, entre um pequeno torno e algumas ferramentas espalhadas. Para poder continuar nos seus negócios. Empenha a sua casa e as jóias da esposa. Quando, finalmente, apresenta o resultado do seu trabalho a uma grande empresa, recebe a resposta que o seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido.
O homem desiste?
Não! Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima de gozo dos seus colegas e de alguns professores, que o chamam de "louco".
O homem fica ofendido?
Não! Dois anos depois de ter concluído o curso de Qualidade, a empresa que o recusara, finalmente, faz um contrato com ele.
Seis meses depois, vem a guerra. A sua fábrica é bombardeada duas vezes.
O homem desespera-se e desiste?
Não! Reconstrói a sua fábrica, mas novamente um terremoto arrasa-se.
Poderá pensar: bom, agora sim, ele desiste! Mais uma vez, não!
Imediatamente após a guerra há uma escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel, nem para comprar alimentos para a sua família. Entra em pânico e decide não continuar mais os seus propósitos?
Não! Criativo, adapta um pequeno motor à sua bicicleta e sai às ruas.
Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem as chamadas "bicicletas motorizadas". A demanda por motores aumenta e logo ele não conseguiria atender a todos os pedidos!
Decide montar uma fábrica para a novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país.
Como a ideia parece excelente, consegue ajuda de 3.500 lojas, as quais lhe adiantam uma pequena quantia em dinheiro.
Hoje, a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística!
Esta conquista foi possível porque o Sr. Soichiro Honda, o homem da nossa história, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.
Quantos de nós, desistimos por muito menos?
Quantas vezes o fazemos antes de enfrentar minúsculos problemas?
Todas as coisas são possíveis, quando sustentadas por sonhos e valores consistentes.

sexta-feira, abril 25, 2014

A Borboleta

Um dia, apareceu uma pequena abertura num casulo.
Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme se esforçava para fazer com que o seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então, pareceu que tinha parado de fazer qualquer progresso.
Parecia que tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
Então o homem decidiu ajudar a borboleta: pegou numa tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta, então, saiu facilmente.
Mas o seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observá-la, esperando que a qualquer momento, as asas se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que se iria afirmar a tempo.
Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Nunca foi capaz de voar.
O que o homem, na sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual a Natureza ou Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de forma que estivesse pronta para voar uma vez livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é, justamente, o que precisamos na nossa vida.
Se Deus nos permitisse passar através das nossas vidas sem quaisquer obstáculos, deixar-nos-ia aleijados. Não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido e nunca poderíamos voar (autor desconhecido).
Bem hajam e bons voos.

sábado, abril 12, 2014

Árvore dos Problemas

Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para o ajudar a arrumar algumas coisas na sua quinta.
O primeiro dia do carpinteiro foi muito difícil: o pneu do seu carro furou; a serra elétrica avariou-se; cortou o dedo; e no final do dia, o seu carro não pegava.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu-lhe boleia para casa. Durante o caminho, o carpinteiro não disse nada. Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem a entrar e conhecer a sua família.  
Quando os dois homens se estavam a dirigir para a porta da frente, o carpinteiro parou junto duma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se: os traços tensos do seu rosto transformaram-se num grande sorriso, abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.
Assim que passaram pela árvore, o homem perguntou:
- Porque é que tocou na planta antes de entrar em casa?
- Ah! esta é a minha Árvore dos Problemas.
- Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas esses problemas não devem chegar até os meus filhos e esposa.
- Então, todas as noites, deixo os meus problemas nesta Árvore, quando chego a casa, e pego-os no dia seguinte.
- E quer saber duma coisa!
- Todas as manhãs, quando volto para ir buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.
Façam essa experiência. Bem hajam.

sexta-feira, março 28, 2014

Estratégias & Resultados

Acerca deste tema, gosto muito da história que vos deixo:
Havia um cego que passava o seu dia sentado na calçada a pedir esmola, com um boné aos seus pés e um pedaço de madeira escrito com giz branco: "Por favor, ajude-me, sou cego".
Um dia um publicitário da área de criação passou na calçada, parou e viu o cego sentado com umas poucas moedas no boné.
Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio.
Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.
Pela tarde o publicitário voltou a passar na calçada onde o cego que pedia esmola.
Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.
O cego reconheceu os passos e perguntou-lhe se tinha sido ele quem reescreveu o seu cartaz, sobretudo querendo saber o que tinha escrito.
O publicitário respondeu:
"Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras".
Sorriu e continuou o seu caminho.
O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:
"Hoje é Primavera, e não posso vê-la".
Mudemos a estratégia quando não nos acontece alguma coisa...
Mensagem: "Se é verdade que nada é perfeito, também é verdade que tudo pode ser melhorado."

Bem hajam e boas estratégias.

segunda-feira, março 17, 2014

De passagem

Conta-se que, no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, visitar um famoso rabino. 
 O turista ficou muito surpreso ao ver que o rabino morava num quarto simples, cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco. 
- Onde estão os seus móveis? - perguntou o turista. 
 E o rabino, bem depressa, perguntou também: 
- Onde estão os seus? 
- Os meus?! - disse o turista 
- Mas eu estou de passagem! 
- Eu também - disse o rabino.

terça-feira, março 04, 2014

Programação neurolinguística - inovação na terapia

Iniciei a minha caminhada na programação neurolinguística no ano de 2004, com aquele que considerei ser o curso da minha vida, a saber: o pratitioner (nível 1 em PNL). Recordo-me que passado um mês, após a realização do primeiro módulo (4 dias seguidos), já conseguia aplicar grande parte da metodologia apreendida.
A PNL, como modelo pragmático, dava não só a possibilidade de me conhecer a fundo, como também de desenvolver no domínio da prática clínica resultados muito mais rápidos e eficazes, enriquecendo as habilidade cognitivas do paciente que, por sua vez, passaria a ter uma maior compreensão de si próprio, assim como dos outros que o rodeavam.
Devo dizer que, simplesmente pela expansão da percepção do problema do paciente, usando as três posições perceptivas, a pessoa desenvolvia mais aceitação da realidade, nomeadamente, dos obstáculos que não lhe possibilitavam ver, que por de trás destes, estava o objetivo que realmente pretendiam alcançar, e que na maior parte dos casos nem era consciente, pois era tal o foco no obstáculo, que todo o sistema nervoso se focalizava nisso, ficando quase que totalmente associada àquilo que não queria.
Assim, com uma maior compreensão de si mesmo, dos outros e da própria vida em si, a pessoa passava a gerar mais aceitação e com isso aumentava consideravelmente o grau de tolerância e flexibilidade, ao mesmo tempo que criava estados de satisfação e serenidade. Paralelamente desenvolvia a comunicação assertiva (respeitando os seus interesses e também os dos outros), a qual implicava quase sempre a implementação de recursos fundamentais, tais como a segurança, a confiança e a tranquilidade.
Tradicionalmente, a psiquiatria estipula o tratamento da depressão nervosa, em seis meses, com o uso de psicofármacos, não garantindo eficácia. Ao longo da minha experiencia profissional tenho encontrado muitíssimos casos, vítimas da visão limitadora acerca desta desordem emocional, por muitos, chamada de “doença mental” e por outros, apenas por desordem emocional. O facto é que, os estudos comprovam que a intervenção integrada de múltiplas abordagens aumenta significativamente a eficácia dos tratamentos.
Posto isto, devo dizer que foi neste panorama de resignação que iniciei a minha carreira em clínica privada. Não obstante, não desisti e a impotência (muitas vezes maior que as estratégias de ajuda efectiva) deram lugar à PNL. Esta metodologia inovadora, cuja maior vantagem é a sua rapidez, permite, em poucas sessões, aprender novas estratégias mentais e assim resolver situações que antes levariam meses de terapia. Algo igualmente inovador foi descobrir que a depressão não passava duma estratégia mental disfuncional, inconsciente, ou seja, sem intenção da pessoa. Mas, mesmo sem intenção, o facto é que era da responsabilidade do ser pensante e como tal, passível de ser modificada, independentemente do grau de dependência de psicofármacos, como é habitual nesse tipo de tratamento.

Desta feita, e após vários anos de experiências gratificantes, constatei que, com os métodos e técnicas revolucionárias da programação neurolinguística, a pessoa mais facilmente resolve os conflitos interiores que geram medo, ansiedade, depressão e outras emoções limitantes. Mas, não são só os estados negativos que podem ser alvo da PNL. O mesmo se passa com os estados positivos que nos realizam e impulsionam - de forma fácil e divertida - para a concretização dos nossos objetivos, despertando recursos do subconsciente e, assim, melhorar significativamente os relacionamentos afetivos, pessoais e profissionais, sobretudo, com aquela pessoa que está sempre connosco, em concreto, nós mesmos. Para além disso, com a PNL aprendemos a relaxar e a resolver situações stressantes em poucos segundos.
Para concluir esta partilha sobre uma das minhas grandes paixões, não posso deixar de agradecer a todos aqueles que se esforçaram na busca da síntese para a eficácia, utilizando a grande ferramenta que nem sempre empregamos da melhor forma possível – a comunicação.

Bem hajam e sejam felizes.


Miguel Ferreira