sábado, novembro 01, 2014

5 CHAVES PARA FELICIDADE

Todos nós temos a responsabilidade de assumir o comando absoluto da nossa vida, mas essa responsabilidade não é sinónimo de bom uso. A vida é cheia de desafios que nos impedem de alcançar o nosso potencial.

Segundo Anthony Robbins (famoso escritor e palestrante motivacional norte-americano), se dominar estas cinco chaves alcançaremos a plena felicidade na vida:

1- Aprendamos a lidar com a frustração: a frustração pode matar os sonhos. Pode mudar a atmosfera de um ambiente deixando-o em estado de sentimento negativo. Se olharmos para os grandes homens de sucesso veremos que, num certo momento, sofreram com algum tipo de frustração. Temos que aprender a superar qualquer tipo de frustração, focalizando sempre o alvo ao invés de olharmos para os desafios/obstáculos que são inúmeros. 

2- Aprendamos a lidar com a rejeição: um não, muitas vezes gera uma grande decepção. Ninguém tem como objectivo, receber um “não”, pois por norma magoa. Apesar disso não nos podemos limitar, temos que arriscar para crescer na vida. Quantas vezes já decidimos não assumir uma posição na empresa ou tentar fazer uma venda com medo do não? Não há sucessos reais sem rejeição. Quanto mais sofremos a rejeição, mais podemos aprender. Isto acontece também nos relacionamentos, quando nos apaixonamos por uma pessoa e “levamos um não”, na verdade estamos a qualificar-nos para a próxima pessoa que se apaixonar. Quem nos “der um não” é porque não acredita em nós e, provavelmente, também não merece receber a nossa confiança. Valorizemo-nos a nós próprios, os “não” o iram qualificar para o “sim”, trazendo crescimento e sucesso para a vida.

3- Devemos aprender a lidar com a crise financeira: o dinheiro é como qualquer outra coisa na vida, podemos usá-lo a nosso favor ou contra nós. A crise financeira quando chega acarreta consigo crise para todas as outras áreas da vida, mas isso acontece porque perdemos o controlo da situação (lembremo-nos sempre: Deus é a prioridade, o dinheiro é a bênção que Deus vai providenciar, abrindo as portas para conquistar mais e mais prosperidade financeira). 

"Não são os acontecimentos da vida que determinam a forma como se sente e age, mas sim a maneira como interpreta e avalia esses acontecimentos". Tony Robbins.

4- Aprendamos a criar e gerar entusiasmo: todos nós vimos pessoas que conquistaram o sucesso e depois pararam de crescer e de desenvolver-se. O conforto pode ser uma emoção desastrosa porque quando ficamos muito confortáveis, paramos de crescer. A chave para gerir o entusiasmo é manter o foco nas metas a atingir.

5- Devemos dar sempre mais do que o que esperamos receber: a excelência deve ser o foco constante em tudo aquilo que fazemos. Em qualquer relacionamento que criemos, procuremos valorizar as pessoas e entregar-lhes o nosso melhor. Assim, desenvolver-nos-emos como pessoas agradáveis capazes de agregar valor na vida das pessoas.

Bem hajam

domingo, outubro 19, 2014

Crenças – as forças interiores

Esta história trata de um jovem príncipe que só não acreditava em três coisas. Não acreditava em princesas, ilhas e em Deus.
O seu pai, o rei, dissera-lhe que essas coisas não existiam. No reino do seu pai, não havia ilhas, princesas e nenhum sinal de Deus.
O jovem príncipe acreditava no pai.
Um dia, o príncipe fugiu do palácio para o país vizinho. Lá, para sua surpresa, de toda a costa avistou ilhas e, nestas ilhas, estranhas criaturas cujo nome nem sequer imaginava.
Enquanto procurava um barco na praia, um homem em trajes de gala aproximou-se dele.
- Aquelas ilhas são reais? - perguntou o jovem príncipe.
- Claro que são reais - respondeu o homem em trajes de gala.
- E aquelas estranhas e perturbadoras criaturas?
- São todas princesas autênticas e genuínas.
- Então, Deus também deve existir! - exclamou o príncipe.
- Eu sou Deus - replicou o homem em trajes de gala, curvando-se em reverência.
O jovem príncipe voltou para casa o mais depressa que pôde.
- Então está de volta - exclamou seu pai, o rei.
- Eu vi ilhas, vi princesas, eu vi Deus - disse o príncipe acusadoramente.
O rei permaneceu impassível.
- Não existem ilhas, nem princesas, nem um Deus de verdade.
- Eu vi-os!
- Diga-me como Deus estava vestido.
- Deus estava em trajes de gala.
- Estavam as mangas do casaco arregaçadas?
O príncipe lembrava-se de que estavam. O rei sorriu.
- Esse é o uniforme de um mágico. Foste enganado.
Com isto o príncipe retomou à terra vizinha e foi até a mesma costa, onde mais uma vez encontrou o homem em trajes de gala.
— Meu pai, o rei, disse-me quem é — disse o jovem príncipe indignado. — enganou-me da última vez, mas não o fará novamente. Agora sei que aquelas não são ilhas, nem princesas de verdade, porque é mágico.
O homem na praia sorriu.
- Estás enganado, meu rapaz. No reino do seu pai há muitas ilhas e muitas princesas. Mas estás sob a magia do teu pai, e por isso não podes vê-las.
O príncipe retomou a casa pensativo, e quando viu o seu pai, olhou-o nos olhos.
- Pai, é verdade que não é um rei de verdade, mas apenas um mágico? O rei sorriu e arregaçou as mangas.
- Sim, meu filho, sou apenas um mágico.
- Devo saber a verdade, a verdade acima da magia.
- Não há verdade acima da magia - disse o rei. O príncipe encheu-se de tristeza e disse:
- Vou-me matar.
O rei, por magia, fez a morte aparecer. A morte ficou em pé junto à porta e acenou para o príncipe real. O príncipe estremeceu. Ele lembrava-se das belas, mas irreais ilhas e das irreais, porém belas, princesas.
- Muito bem - disse ele. - Posso viver com isso.
- Vê, meu filho - disse o Rei. - Agora também começas a ser mágico.
(A Estrutura da Magia - Bandler)

Os dois pássaros

Inspirado em tantas situações, na certeza que vos irá fazer pensar também em todos os vossos equívocos. Respire duas a três vezes antes de se prender a sua visão.
“Dois pássaros estavam muito felizes sobre a mesma planta. Um mais acima e outro mais abaixo. A certa altura, um disse ao outro:
- Que lindas folhas verdes!
O que estava mais abaixo, irritado, respondeu:
- Estás cego? Não vês que são brancas?
O de cima continuou:
- Tu é que estás cego. São verdes e bem verdes.
A discussão prolongou-se até ao ponto de se prepararem para lutar um contra o outro.
Quando o de cima desceu, estando no mesmo ramo e preparando-se para o duelo, ambos olharam na mesma direção.
Foi então que o que antes estava em cima e desceu, disse:
- Que estranho! Afinal as folhas são brancas!
Depois voaram os dois para o ramo de cima e disseram:

- Que estranho! Afinal as folhas são verdes!

domingo, outubro 05, 2014

O monge mordido

Está é uma das histórias que mais me tem ajudado na vida, embora simples, diz muito da forma como cada um de nós anda diariamente, e claro que o importante é ter sempre uma melhor escolha para agir…
Um monge e os discípulos iam pela estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião a ser arrastado pelas águas.
O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho picou-o e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.
Foi então à margem, pegou num ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e salvou-o.
O monge voltou e juntou-se aos discípulos na estrada.
Eles tinham assistido à cena e receberam-no perplexos e penalizados.
- Mestre deve estar muito doente! Porque foi salvar esse bicho mau e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda, picou a mão que o salvara!
Não merecia a sua compaixão!
O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu (…):
- Ele agiu conforme a sua natureza, e eu de acordo com a minha. (Autor desconhecido)
Deixo aqui uma pergunta: O que é que nos impede der ser como o monge?
Aguardo respostas: mig-ferreira@hotmail.com


Bem hajam, Miguel Ferreira

A Receita da Dona Cacilda

A Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda e elegante, que todos os dias às 8 da manhã já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar da sua pouca visão.
E hoje ela mudou-se para uma casa de repouso: o marido, com quem viveu 70 anos, morreu recentemente, e não tinha outra solução.
Depois de esperar pacientemente duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a senhora que a veio atender lhe disse que o seu quarto estava pronto. Enquanto manobrava o andador em direção ao elevador, a senhora deu uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela. Ela interrompeu-a com o entusiasmo duma criancinha que acabou de ganhar um cachorrinho.
- Ah, adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu o seu quarto... Espera um pouco...
- Isso não tem nada a ver, respondeu a D. Cacilda, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todos os dias quando acordo. Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem... Ou posso levantar-me da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Parece assim? Nem por isso; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pela vida fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir os meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Calmamente a D. Cacilda continuou: - Cada dia é um presente, e enquanto os meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, o meu conselho para si, é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como vê, eu ainda continuo a depositar e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Vale a pena ter em conta a Receita da Dona Cacilda:  
COMO MANTER-SE JOVEM

1. Deixe de fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos levam-nos para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
“Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.” E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas.
   
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele ou ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem,  aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica connosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refúgio.
8. Tome cuidado com a sua saúde: Se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhorá-la, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa.
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
"De nada vale a pena se não tocarmos o coração das pessoas."


Bem hajam, Miguel Ferreira

domingo, setembro 28, 2014

Anthony Robbins 5 Chaves para uma Vida Incrível


Tony Robbins faz uma bela e emocionante reflexão neste vídeo: Em seus tempos mais difíceis, em seus tempos de desafios, como ele fez para dar a volta por cima? Nestas 5 chaves, o segredo para superarmos e sairmos mais fortalecidos de nossos desafios quotidianos.

sábado, setembro 27, 2014

Motivação – 8 dicas para se sentir motivado

Pensando sobre os nossos objetivos, muitas vezes, somos capazes de trabalhar sob quaisquer condições, não importa como nos sentimos, no entanto, tudo seria melhor se nos pudéssemos sentir motivados primeiro e trabalhar depois? Assim, dessa forma – trabalhamos melhor, com mais satisfação e eficiência quando motivados, do que quando estamos simplesmente a tentar terminar uma tarefa.
As estratégias de motivação não são milagrosas – com certeza haverá momentos em que simplesmente não se consegue sentir motivado a fazer algo, mas tem que fazê-lo da mesma forma. Seguem-me algumas dicas que nos poderão ajudar a superar a falta de motivação.

• Encontre o seu mantra ou slogan. Um mantra não precisa ser longo. Por exemplo, o de Aristóteles: “Você é o que faz repetidamente”. “Saia e faça algo. Mova-se. Interaja. Explore. Respire. Arrisque-se. Pare de desperdiçar a sua vida voluntariamente. Pare de reclamar e de dizer que está aborrecido. Esta é a sua vida. Faça algo com ela. Você é o que faz repetidamente.” - Aristóteles

• Relembre ou reviva os seus momentos de “pico”. Termo cunhado pelo escritor Michael Stanier, os momentos de “pico” são momentos de triunfo que me lembram de quem sou – e de porque estou na direção dos meus objetivos únicos.
Um momento de pico é um momento em que se sentiu no topo do mundo. O seu momento de pico é aquele que o conecta ao momento em que se sentiu mais satisfeito, mais realizado, mais presente. Um momento em que disse: ‘Sim, isto é algo para me lembrar, este é um momento meu, do meu “eu” mais essencial, “melhor” e “autêntico”.

• Faça menos. Faça tudo valer. O que quer que faça ou mantenha na sua vida, faça valer a pena mantê-lo. Faça realmente valer a pena. As pessoas frequentemente sentem-se desmotivados quando sentem que estão a carregar o mundo nas costas e, por causa disso, sentem que completar as tarefas na verdade não as fazem sentir bem – só fazem senti-las ansiosas e preocupadas com “o que vem depois”. Simplifique. Livre-se dos compromissos. Ao abrir espaço no seu dia para as coisas que quer fazer, irá sentir-se muito mais motivado a começá-las – e não se preocupe com a longa lista de afazeres que o espera. Não queira fazer tudo, faça apenas o essencial e deixe espaço para o não fazer nada, e ai escolha fazer o que realmente o motiva ou realiza

• Corte o mal pela raiz – não deixe que a depressão comece. Frequentemente, são as pequenas coisas que levam a uma depressão motivacional. Faltar um dia de formação ou desenvolvimento pessoal (escola ou faculdade), para sair com os amigos, depois dois, depois um hábito muito frequente e na próxima semana, continuando a maquinar o porquê de hoje ser um mau dia para ir à faculdade ou outro local de desenvolvimento – são tantos os impulsos a trabalhar contra mim que fica depois é difícil recomeçar. Não caia nesta situação – reconheça as atividades que usa como desculpa para procrastinar (adiar) e corte o mal pela raiz. Tome uma atitude imediatamente, por menor que seja a vitória, e use essa motivação para as tarefas futuras.

• Seja ativo. Só consigo perceber este facto de ser ativo, quando descubro que quando não me exercito, os meus objetivos também sofrem. Embora não seja evidente, este processo é “mágico”, pois poderá fazer toda a diferença, existindo uma relação entre a produtividade, a corrida, a música animada energética e um banho refrescante. Claro que isto é apenas uma exemplo e mesmo que eu não entenda a conexão entre isso tudo, fazer uma pausa e correr por meia hora pode mudar a nossa perspetiva e deixar-nos motivados a continuar. Na verdade, muitas vezes, as pessoas quando estão a correr ou andar/passear, inspiram-se e ficam tentadas a diminuir o intervalo para voltar logo ao trabalho como mais vigor e inspiração.

• Lembre-se de que este momento é precioso – e só acontece agora. 
Nos momentos, em que não estiverem motivados a fazer o que precisa ser feito, lembrem-se de que, se perderem essa oportunidade, essa hipótese única, será possível jamais ter outra. Os seus minutos, horas e dias só acontecem uma vez – e depende de si viver a vida que quer, agora.

• Sonhe. Isto pode ser apenas semântico, no entanto a palavra “sonho” é mais libertadora do que a palavra “objetivo”. Será muito bom focar-se diariamente nos seus objetivos – que tendem a ser concretos, discretos e mais de curto prazo. Os sonhos quando “alimentados” poderão lembrar-nos do porque que estamos a focar em objetivos de curto prazo – pois esses poderão levar-nos ao “grande sonho”. Você poderá ter o objetivo de visitar a Austrália, mas sonhar com uma viagem à volta do mundo…

• Use a motivação diária e constante. Descubra uma maneira de ter uma dose de inspiração diária, seja ao inscrever-se num site que lhe envia e-mails motivacionais diários ou um calendário na mesa que lhe mostra mensagens positivas todos os dias ou qualquer coisa que não necessite de andar atrás. Os e-mails serão enviados, quer se lembre ou não deles, e os calendários diários precisam ser atualizados e não é difícil de se lembrar de fazer isso! O que quero dizer é que se a sua onda motivacional diária depende de algo de que se esquece, mais do que se lembra, então não vai funcionar.


Bem hajam,

O vestido azul

Num bairro pobre duma cidade distante, morava uma garota muito bonita. Ela andava na Escola local. A sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase sempre se apresentava suja. As suas roupas eram muito velhas e maltratadas.
O Professor ficou chocado com a situação da menina: "Como é que uma menina tão bonita pode vir tão mal arranjada para a Escola?"
Gastou algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldades, resolveu comprar-lhe um vestido novo. A garota ficou linda no vestido azul!
Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que era lamentável que a sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a escola. Por isso, passou a dar-lhe banho todos os dias, pentear os seus cabelos, cortar as suas unhas...
Quando acabou a semana, o pai disse: "Mulher, não achas uma vergonha que a nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more num lugar como este, caindo aos bocados? Que tal se arranjar-se-mos a a casa? Nas horas vagas, eu posso pintar as paredes, consertar a cerca, plantar um jardim.“
Assim foi, a casa destacava-se na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, e o cuidado em todos os detalhes. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracas feias e resolveram também arranjar as suas casas, plantar flores, usar cores e criatividade. Em pouco tempo, o bairro estava todo transformado...
Um homem, que acompanhava os esforços e as lutas daquelas pessoas, pensou que eles mereciam o auxílio das autoridades. Foi ao “Presidente da Junta” expor as suas idéias e saiu de lá com autorização para formar uma comissão para estudar os melhoramentos que seriam necessários ao bairro.
A rua, de barro e lama, foram substituídos por alcatrão e calçadas de pedra. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ar de cidadania.
E tudo começou com um vestido azul...
Não era intenção daquele professor consertar a rua toda, nem criar um organismo que melhora-se o bairro. Ele fez o que podia, fez a sua parte.
Fez o primeiro movimento que acabou por fazer com que as outras pessoas se motivassem a lutar por melhorias.
Será que cada um de nós está a fazer A SUA PARTE no lugar em que vive?
Ou será que somos daqueles que somente apontam os buracos da rua, as crianças à solta sem escola e a violência do trânsito?
Lembremos que é difícil mudar o estado total das coisas.
Que é difícil limpar a rua toda, mas é fácil varrer a nossa calçada.
É difícil reconstruir um Planeta, mas é possível dar um vestido azul.
“Há moedas de amor que valem mais do que os tesouros bancários, quando endereçadas no momento próprio e com bondade.”

Bem hajam, Miguel Ferreira

sábado, agosto 30, 2014

O veado orgulhoso

Depois de muito caminhar e correr pelo campo, um certo veado saiu à procura de duma fonte onde houvesse águas frescas e cristalinas para matar a sede.
Não demorou muito a encontrar um regato que, embora pequeno, tinha águas limpas e frescas. Sem demonstrar pressa, abaixou-se tranquilamente e pôs-se a sorver o líquido procurado.
Após se ter satisfeito, o veado deteve a sua atenção para qualquer coisa que nunca antes tinha observado. Viu, espelhado nas águas superficiais do pequeno regato, as suas pernas compridas e tortas que formavam um triste contraste com os seus formosos chifres dispostos em galhos.
- É bem verdade o que dizem a meu respeito - exclamou o veado. Supero a todos os outros da minha espécie, em graça e nobreza! Que elegância majestosa se pode verificar quando levanto graciosamente a minha galhada (chifres)!
Entretanto, há uma triste e incontestável verdade ao lado de tudo isto contrastando com essa exuberância estão os meus pés tão horrorosos. Enquanto, desgostoso, escarnecia e ironizava a feiura dos seus pés tão tortos e desengonçados, eis que vê sair da floresta, vindo na sua direção, um esfomeado leão...
Pés, para que lhes quero? E em dois saltos firmes e velozes colocou-se fora do alcance do inimigo. Todavia, a fábula continua a contar que, na sua precipitada fuga, o veado resolveu passar por um apertado trilho entre as árvores.
Não tinha avançado muito, quando se deparou com a sua galhada presa num espinhal, cujos ramos delgados se emaranharam formando um verdadeiro alçapão.
Lutou desesperadamente para se desprender dali, mas todo o esforço foi em vão e enquanto isto o mesmo leão alcançou-o, devorando-o sem compaixão...

Assim, os pés que o animal tanto depreciava poderiam tê-lo salvo, se a galhada de que tanto se orgulhava não o fizesse encalhar. 

(Autor desconhecido) 

História do Burro

Um dia, o burro de um camponês caiu num poço. Não chegou a ferir-se, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.
Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena esforçar-se para tirar o burro de dentro do poço. Ao contrário, chamou os seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou numa pá e começou a mandar terra dentro do poço.
O burro não tardou a dar-se conta do que estavam a fazer com ele e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, o burro aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e surpreendeu-se com o que viu. A cada pá de terra que caía sobre as suas costas o burro a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando. A vida vai-lhe mandando muita terra nas costas. Principalmente se já estiver dentro dum “poço”. O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela. Cada um dos nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que lhe mandam para seguir adiante!

Recorde-se das 5 regras para ser feliz:
1. Liberte o seu coração do ódio.

2. Liberte a sua mente das preocupações.
3. Simplifique a sua vida.
4. Dê mais e espere menos.
5. Ame-se mais e...aceite a terra que lhe mandam. Ela pode ser a solução, não o problema.


Bem hajam,

terça-feira, agosto 19, 2014

A Lição do Fogo

Um membro dum determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem avisar deixou de participar nas suas atividades.
Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Estava uma noite muito fria.
O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado à lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.
Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, à espera. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada.
No sério silêncio que se formou, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.
Após alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.
Então, voltou a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.
Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e o seu fogo apagou-se de vez.
Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto duma espessa camada de fuligem acinzentada.
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.
O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo.
Quase que imediatamente tornou-se a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.
Quando o líder alcançou a porta para partir, o seu anfitrião disse:
- Obrigado pela sua visita e pelo belíssimo sermão. Vou voltar ao convívio do grupo. Deus te abençoe!

Reflexão: Aos membros de qualquer grupo vale a pena lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo perdem todo o brilho. Aos líderes vale a pena lembrar que são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

Educação: apreciar o esforço

Nos tempos que correm, vivemos muito as consequências nos novos pais (fins dos anos 80 e anos 90 do século passado) que após gerações difíceis, e com todas as facilidades económicas dadas na altura, decidiram dar o melhor aos seus filhos. Nessa altura, todos tinham que ser “Doutores” e o negócio das faculdades estava de “vento em poupa”, mesmo para que estudantes medíocres que não tinham notas para o ensino superior.
A propósito disto, há pouco tempo recebi este e-mail que me tocou pessoalmente e pensei: vale a pena transmitir isto!
“Um jovem foi candidatar-se a um alto cargo numa grande empresa. Passou na entrevista inicial e selecionado para a entrevista final, encontrava-se agora com o diretor. O diretor viu o seu curriculum vitae, era excelente. E perguntou-lhe: 
- Algumas vez Recebeste alguma bolsa de estudo? - o jovem respondeu - Não.
- Foi o seu pai que pagou a sua formação?
- Sim - respondeu ele.
- Onde é que o seu pai trabalha?
- O meu pai faz trabalhos de serralharia.

O diretor pediu ao jovem para lhe mostrar as suas mãos.
O jovem mostrou um par de mãos suaves e perfeitas.

- Já ajudou o seu pai no seu trabalho?
- Nunca! Os meus pais sempre quiseram que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, ele faz esse tipo de tarefas melhor do que eu.

O Diretor lhe disse:
- Tenho um pedido a fazer-lhe: quando for para casa hoje, lava as mãos do seu pai. E venha cá amanhã de manhã.

O jovem sentiu que a sua hipótese de conseguir o trabalho era alta!
Quando voltou para casa, pediu ao seu pai para o deixar lavar as suas mãos.
O seu pai sentiu-se estranho, feliz, e com uma mistura de sentimentos, mostrou as mãos ao seu filho. O rapaz lavou as mãos do seu pai lentamente. Foi a primeira vez que percebeu que as mãos do seu pai estavam enrugadas e tinham muitas cicatrizes. Algumas contusões eram tão dolorosas que a sua pele se arrepiou quando o filho lhe tocou.
Esta foi a primeira vez que o rapaz se deu conta do significado deste par de mãos que trabalharam todos os dias para pagar os seus estudos. As contusões nas mãos eram o preço que o seu pai teve que pagar pela sua educação, atividades escolares e seu futuro.
Depois de limpar as mãos do seu pai, o jovem ficou em silêncio organizando e limpando a oficina do pai. Naquela noite, pai e filho conversaram bastante tempo.

Na manhã seguinte, o jovem encontrou-se com o Diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do rapaz quando ele perguntou:
- Pode dizer-me o que fez e aprendeu ontem na sua casa?
O rapaz respondeu: 
- Lavei as mãos do meu pai e também terminei de limpar e organizar a sua oficina. Agora eu sei o que é valorizar, reconhecer. Sem os meus pais, eu não seria quem eu sou hoje...

Depois de ajudar o meu pai, percebo o quão difícil e duro é para conseguir fazer algo sozinho. Aprendi a apreciar a importância e o valor de ajudar a família.
O diretor disse: 
- É isso mesmo que procuro no meu pessoal. Quero contratar uma pessoa que possa apreciar a ajuda dos outros, que conheça os sofrimentos dos outros para fazer as coisas, e que não coloca o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Você está contratado.”

Aqui fica a moral: uma criança que tenha sido protegida e habituada a sempre receber o que quer sem esforço, desenvolve uma mentalidade de "Tenho direito" e coloca-se sempre em primeiro lugar. Ignora os esforços dos seus pais.
Se somos este tipo de pais protetores, estamos realmente a demonstrar amor ou estamos a destruir os nossos filhos?
Pode dar ao seu filho uma grande casa, boa comida, educação nas melhores escolas, tecnologia de topo... Mas quando está a lavar o chão, ou a pintar uma parede, ou qualquer outra tarefa de casa, por favor, faça-o experimentar também isso. Depois de comer, que lave os pratos com os seus irmãos e irmãs. Não é porque não ter dinheiro para contratar alguém que lhe faça isso; é porque quer amar da maneira certo. Não importa o quão rico é, importa sim entender isto e um dia, você irá ter os cabelos brancos como a mãe ou o pai deste jovem.


Muitas vezes oiço em consulta: “Doutor, ele teve tudo! Não entendo como é que isto acontece!”. Por norma, pergunto: “Tudo! E privações também teve?” Se queremos que a criança tenho o melhor e tudo, esse tudo, também inclui privações, pois o mais importante é que a criança aprenda a apreciar o esforço e ter a experiência da dificuldades, desenvolvendo a capacidade de trabalhar com os outros para alcançar as coisas. Um dia com certeza irá perceber que valeu a pena.

domingo, agosto 03, 2014

Voem juntos, mas nunca amarrados.

Conta uma velha lenda dos índios Sioux que uma vez, Touro Bravo - o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros e Nuvem Azul, a filha do chefe e uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e disseram:
Nós amamo-nos e vamo-nos casar. E amamo-nos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã. Alguma coisa que garanta que possamos ficar sempre juntos. Que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até a morte. O velho sábio, ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Pois bem. Há uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte desta aldeia e, apenas com as suas próprias mãos e uma rede, caçar o falcão mais vigoroso do monte e traze-lo com vida, até ao terceiro dia depois da lua cheia.
- E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono, onde encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la, trazendo-a viva.
Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada. No dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro dum saco.
O velho pediu que, com cuidado, as retirassem. Observou então que se tratavam de belos exemplares.
- E agora, o que faremos? Perguntou o jovem.
Matamo-las e depois bebemos à honra do seu sangue ou as cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne?
- Não, disse o feiticeiro! Apanhem as aves e amarrem-nas entre si pelas patas, com estas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...
O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros...
A águia e o falcão tentaram alçar voo, mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade de voar, as aves atiravam-se uma contra a outra, bicando-se até se magoarem.

- E o velho disse: jamais esqueçam o que estão a ver. Este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão: se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, viverão arrastando-se e, cedo ou tarde, começarão a magoarem-se mutuamente. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos... Mas nunca amarrados. 

Floquinhos de algodão (Dar sem esperar receber...)

Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava.
Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado.
A coisa mais importante, a coisa mais valiosa, era a amizade.
Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava o seu CARINHO.
O CARINHO era simbolizado por um floquinho de algodão.
Muitas vezes, era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca.
As pessoas davam o seu CARINHO pois sabiam que receberiam outros noutro momento ou noutro dia.
Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia, convenceu um pequeno garoto a não dar mais os seus floquinhos. Dessa forma, ele seria a pessoa mais rica da aldeia e teria o que quisesse. Iludido pelas palavras da malvada, o menino, que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar CARINHOS e em pouquíssimo tempo a sua casa estava repleta de floquinhos, ficando até difícil de movimentar-se dentro dela.
Daí então, quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, as pessoas começaram a guardar o pouco CARINHO que tinham e toda a HARMONIA da cidade desapareceu.
Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, o primeiro ROUBO, o ÓDIO, a DISCÓRDIA, as pessoas se OFENDERAM pela primeira vez e passaram a IGNORAR-SE pelas ruas.
Como era o mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO, o que o fez procurar a velha para lhe perguntar se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumularia.
Como não a encontrou mais, tomou uma decisão: pegou num carrinho de mão, onde colocou todos os seus floquinhos e foi por toda a cidade distribuindo aleatoriamente o seu CARINHO.
A todos a quem dava CARINHO, apenas dizia: "Obrigado por receber o meu carinho". Assim, sem medo de acabar com os seus floquinhos, distribuiu até o último CARINHO sem receber um só de volta.
Sem que tivesse tempo de se sentir sozinho e triste novamente, alguém caminhou até ele e deu-lhe CARINHO.

Um outro fez o mesmo...Mais outro...e outro...até que definitivamente a aldeia voltou ao normal. 

domingo, julho 06, 2014

Pedra no Caminho (Obstáculos)

Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio duma estrada.
Então, escondeu-se e ficou a observar se alguém tiraria a imensa rocha do caminho.
Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra. Alguns até esbracejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas, mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.
De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao aproximar-se da imensa rocha, pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali. Após muita forca e suor, finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra.
A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.
O camponês aprendeu o que muitos de nos nunca entendeu: "Todo o obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos a nossa condição".
Podemos escolher agradecer os obstáculos da vida!

Bem hajam

O Verdadeiro Poder

Era uma vez um guerreiro, famoso pela sua invencibilidade na guerra. Era um homem extremamente cruel e, por isso, temido por todos. Quando se aproximava duma aldeia, os moradores saiam a correr para as montanhas, onde se escondiam do malvado guerreiro. Subjugou muitas aldeias.
Um certo dia, alguém o viu aproximar-se com o seu exército, numa pequena aldeia onde viviam alguns agricultores e entre eles um velhinho, muito sábio.
Quando o povo escutou a terrível notícia da aproximação do guerreiro, trataram de juntar o que podiam e fugir rapidamente para as montanhas. Só o velhinho ficou para trás. Ele já não podia fugir. O guerreiro entrou na aldeia e foi cruel, incendiando as casas e matando alguns animais soltos pelas ruas.
Até que chegou na casa do velhinho... E sem piedade, foi dizendo ao velhinho que os seus dias tinham chegado ao fim. Mas, que lhe concederia um último desejo, antes de passá-lo pelo fio da sua espada. O velhinho pensou um pouco e pediu que o guerreiro fosse com ele até ao bosque e ali lhe cortasse um galho duma árvore. O guerreiro achou aquilo ridículo. -"Este velho deve estar senil. Que último desejo mais idiota." Mas, se esse era o último desejo do velhinho, tinha que atendê-lo. E lá foi o guerreiro até o bosque e com um golpe da sua espada, cortou um galho duma árvore.-" Muito bem" disse o velhinho.
-"O senhor cortou o galho da árvore. Agora, por favor, coloque esse galho na árvore outra vez." O guerreiro deu uma grande gargalhada, dizendo que o velho devia estar louco, pois toda a gente sabe que isso já não era possível, colocar o galho cortado na árvore outra vez. O velhinho então respondeu-lhe:

- "Louco é você que pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar, esse não tem poder. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que faz reviver o que parece morto. Essa pessoa tem verdadeiro poder". 

(autor desconhecido)

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domingo, junho 22, 2014

Cada um na sua

Num largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Numa das viagens, iam um advogado e uma professora.
Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:
- Meu caro barqueiro, você entende de leis?
- Não, senhor - responde o barqueiro.
E o advogado, compadecido:
- É uma pena... Você perdeu metade da vida!
O barqueiro nada responde.
A professora, muito social, entra na conversa:
- Senhor barqueiro, o senhor sabe ler e escrever?
- Também não sei, senhora responde o remador.
- Que pena... - Condói-se a mestra. Você perdeu metade da vida!
Nisto, chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O canoeiro, preocupado, pergunta:
- Vocês sabem nadar?
- Não! - responderam eles rapidamente.
- Então, é pena... - conclui o barqueiro. Vocês perderam toda uma vida!
(autor desconhecido).

Descubram a essência da história. Bem hajam