segunda-feira, janeiro 26, 2015


O Zelador da Fonte

Conta uma lenda austríaca que em determinado povoado havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade. O cavalheiro com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos. Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. Rodas d´água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite. As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária.
Os anos foram passando. Certo dia, o conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente. Um dos membros do conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte. De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade. E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma. Seu discurso a todos convenceu. O conselho municipal dispensou o trabalho do zelador.
Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d´água começaram a girar lentamente, depois pararam. Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado. O conselho municipal tornou a se reunir, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido. Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte. Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas d´água voltaram a funcionar. Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso.........

(autor desconhecido)

sábado, janeiro 17, 2015

A FLAUTA MÁGICA


Era uma vez um caçador que contratou um feiticeiro para ajudá-lo a conseguir alguma coisa que pudesse facilitar o seu trabalho nas caçadas. Depois de alguns dias, o feiticeiro entregou-lhe uma flauta mágica que, ao ser tocada, enfeitiçava os animais, fazendo-os dançar.
Entusiasmado com o instrumento, o caçador organizou uma caravana com destino à África, convidando dois outros amigos. Logo no primeiro dia de caçada, o grupo deparou-se com um tigre feroz. De imediato, o caçador pôs-se a tocar a flauta e, milagrosamente, o tigre começou a dançar. Foi fuzilado à queima-roupa.
Horas depois, um sobressalto. A caravana foi atacada por um leopardo que saltava duma árvore. Ao som da flauta, contudo, o animal transformou-se: de agressivo, ficou manso e dançou. Os caçadores não hesitaram: mataram-no com vários tiros.
E foi assim até o final do dia, quando o grupo encontrou um leão faminto. A flauta soou, mas o leão não dançou, mas atacou um dos amigos do caçador flautista, devorando-o. Logo depois, devorou o segundo. O tocador de flauta, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas sem resultado. O leão não dançava. E enquanto tocava e tocava, o caçador foi devorado. Dois macacos, em cima duma árvore próxima, a tudo assistiam. Um deles observou com sabedoria:
- Eu sabia que eles se iam dar mal quando encontrassem um animal surdo...

Não confie cegamente nos métodos que deram sempre certo, pois um dia podem não dar. Tenha sempre planos de contingência, prepare alternativas para as situações imprevistas, analise as possibilidades de erro. Esteja atento às mudanças e não espere as dificuldades para agir.
Cuidado com o “leão surdo”.


Bem hajam!

domingo, janeiro 11, 2015

A Morte


Um homem muito rico pediu a um mestre Zen um texto que o fizesse sempre lembrar do quanto era feliz com a sua família. O mestre Zen pegou num pergaminho e, com uma linda caligrafia, escreveu:
- O pai morre. O filho morre. O neto morre.
- Como? - disse, furioso, o homem rico. - Eu pedi-lhe alguma coisa que me inspirasse, um ensinamento que fosse sempre contemplado com respeito pelas minhas próximas gerações, e o senhor dá-me algo tão depressivo e deprimente como estas palavras?
- O senhor pediu-me algo que lhe fizesse lembrar sempre a felicidade de viver junto da sua família. Se o seu filho morrer antes, todos serão devastados pela dor. Se o seu neto morrer, será uma experiência insuportável.

domingo, janeiro 04, 2015

O Inferno e o Ceu

Mestre e discípulo foram até uma região onde havia fartura de arroz mas os habitantes daquele lugar possuíam talas em seus braços, o que os impedia de levarem o alimento à própria boca. No meio daquela fartura, passavam fome e eram fracos e subnutridos!
- Veja! - Disse o Mestre - Isto, é o inferno.
Em seguida, o Mestre guiou o Discípulo para uma região próxima e mostrou que nela também havia fartura de arroz e as pessoas também tinham os braços atados a talas mas eram saudáveis e bem nutridas pois uma levava o arroz à boca do outro, em um processo de interdependência e cooperação mútua. 
- E isto é o Céu.

quarta-feira, dezembro 31, 2014

O Observador


Um certo dia um rei chamou ao seu palácio o mestre zen Muhak - que viveu de 1317 a 1405 - e lhe disse que, para afastar o cansaço e a tensão do trabalho administrativo, queria ter uma conversa completamente informal com ele. Em seguida, o rei comentou que Muhak parecia um grande porco faminto procurando comida. 

- E você, excelência parece o Buda Sakiamuni meditando, sobre um pico elevado dos Himalaias. 
O rei ficou surpreso com a resposta de Muhak. 
- Comparei você a um porco, e você compara-me ao Buda?
- É que um porco só pode ver porco, excelência, e um Buda só pode ver Buda.

sábado, dezembro 27, 2014

Inferioridade

Um samurai, conhecido por todos pela sua nobreza e honestidade, foi visitar um monge Zen em busca de conselhos. Entretanto, assim que entrou no templo onde o mestre rezava, sentiu-se inferior, e concluiu que, apesar de toda a sua vida ter lutado por justiça e paz, não tinha sequer chegado perto ao estado de graça do homem que tinha à sua frente.
- Por que razão me estou a sentir tão inferior a si? Já enfrentei a morte muitas vezes, defendi os mais fracos, sei que não tenho nada do que me envergonhar.
Entretanto, ao vê-lo meditar, senti que a minha vida não tem a menor importância.
- Espere. Assim que eu tiver atendido todos os que me procurarem hoje, eu dou-te a resposta.
Durante o resto do dia o samurai ficou sentado no jardim do templo, a olhar para as pessoas que entraram e saíram à procura de conselhos. Viu como o monge atendia a todos com a mesma paciência e com o mesmo sorriso luminoso no seu rosto. Mas o seu estado de ânimo ficava cada vez pior, pois tinha nascido para agir, não para esperar. De noite, quando todos já tinham partido, ele insistiu:
- Agora podes-me ensinar?
O mestre pediu que entrasse, e conduziu-o até o seu quarto. A lua cheia brilhava no céu, e todo o ambiente inspirava uma profunda tranquilidade.
- Estás a ver esta lua, como ela é linda? Ela vai cruzar todo o firmamento, e amanhã o sol tornará de novo a brilhar. Só que a luz do sol é muito mais forte, e consegue mostrar os detalhes da paisagem que temos à nossa frente: árvores, montanhas, nuvens. Tenho contemplado os dois durante anos, e nunca escutei a lua a dizer: por que não tenho o mesmo brilho do sol? Será que sou inferior a ele?
- Claro que não - respondeu o samurai. - Lua e sol são coisas diferentes, e cada um tem sua própria beleza. Não podemos comparar os dois.
- Então, tu sabes a resposta. Somos duas pessoas diferentes, cada qual a lutar à sua maneira por aquilo que acredita, e a fazer o possível para tornar este mundo melhor; o resto são apenas aparências. 

Bem hajem e Bom Natal,

Atravessando o Rio

Dois monges viajavam juntos num caminho lamacento. Chovia torrencialmente o que dificultava a caminhada.  A certa altura tinham que atravessar um rio, cuja água lhes dava pela cintura. Na margem estava uma moça que parecia não saber o que fazer:
- Quero atravessar para o outro lado, mas tenho medo.
Então o monge mais velho carregou a moça às suas cavalitas para a outra margem. Horas depois, o monge mais novo não se conteve e perguntou:
- Nós, monges, não nos devemos aproximar das mulheres, especialmente se forem jovens e atraentes. É perigoso. Por que fez aquilo?
- Eu deixei a moça lá atrás. Você ainda a está a carregar?

Pois é assim com muitas pessoas que conheço, e que passam a vida a julgar e a ressentir a atitude dos outros, gastando tempo e energia em algo que não irá contribuir em nada para a modificação do que passou e além disso, muitas vezes presa a esse mesmo passado que as impede de prosperar, aproveitar e disfrutar da vida.

Procurem pois aprender com os erros e viver cada vez melhor o presente.

Votos de boas festas. Bem hajam

quarta-feira, dezembro 17, 2014

A chavená de chá

Um professor de filosofia foi ter com um mestre zen, Nan-In, e fez-lhe perguntas sobre Deus, o nirvana, meditação e muitas outras coisas. O Mestre ouviu-o em silêncio e depois disse.
- Pareces cansado. Escalaste esta alta montanha, vieste de um lugar longínquo.
Deixa-me primeiro servir-te uma chávena de chá.
O Mestre fez o chá. Fervilhando de perguntas, o professor esperou. Quando o Mestre serviu o chá encheu a chávena do seu visitante e continuou a enche-la. A chávena transbordou e o chá começou a cair do pires até que o seu visitante gritou:
- Para. Não vês que o pires está cheio?
- É exatamente assim que te encontras. A tua mente está tão cheia de perguntas que mesmo que eu responda não tens nenhum espaço para a resposta. Sai, esvazia a chávena e depois volta.
Encontramos tantas vezes pessoas na vida que estão tão cheias delas próprias e de convicções fixas acerca de si e dos assuntos da vida e que dificilmente conseguem encontrar espaço para aprender novas coisas ou ter novas perspetivas.
Mesmo que queiramos mostrar outros pontos de vista, quanto mais procuramos convence-las mais elas se justificam com as suas ideias que vão defendendo certas formas de ser e estar que de alguma forma as compensam ou equilibram.
De facto, necessitamos de acreditar sempre em algo. Uns acreditam num Deus todo-poderoso, outros em diversos Deuses, outros no Deus dinheiro, outros apenas na ciência e ainda outros que afirmam que não acreditam em nada, nem em ninguém.
A falta de abertura é por norma sinónimo de ignorância e esta é a porta para o fracasso em qualquer área da nossa vida, e é claro que não sendo propositado, essa rigidez representa para muitos a convicções defensivas, para que não se volte a sofrer, como passou no passado. O facto de ter caído uma vez, não significa que tenha que estar sempre a cair. Por isso, aprenda com a própria vida, pois ela mesmo está sempre a ensinarmos, ainda que muitas vezes a lição não é clara e custe a aceitar. No entanto é fundamental essa aprendizagem, pois de somos nós os principais responsáveis pela forma como interpretamos e sentimos a vida, e nem sempre ela acontece da forma como gostaríamos que acontecesse e por mais “voltas que o rio deia ele sempre vai desaguar ao mar”.

Tenha pois um espirito aberto á vida e pratique a gratidão. Só assim poderá estar verdadeiramente apto a tirar total partido da vida, pois o melhor está sempre para vir.

domingo, dezembro 07, 2014

Apego


Um dia morreu o guardião de um mosteiro Zen. Para descobrir quem seria a nova sentinela, o mestre convocou os discípulos e disse:
- O primeiro que conseguir resolver o problema que vou apresentar assumirá o posto.
Então numa mesa que estava no centro a sala colocou um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza. E disse apenas: 
- Aqui está o problema!
Todos ficaram a olhar a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer? Qual o enigma? De repente um dos discípulos saca da espada, olha para o mestre, dirigi-se para o centro da sala e... Zazzz! Com um só golpe destruiu tudo. 
- Você é o novo guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado.

O inferno e o céu

Atacado na própria honra, o samurai teve um acesso de fúria e, sacando da bainha a sua espada, berrou:
- Eu poderia matar-te por tua impertinência!
- Isso é o Inferno – respondeu o Mestre
Espantado por ver a verdade no que o mestre dizia, o samurai embainhou a espada e sorriu, fazendo-lhe uma reverência
- E isso é o Céu – disse o Mestre.

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Valorize o que é seu

O dono de um pequeno comércio, amigo de um poeta, abordou-o na rua e perguntou-lhe “amigo, preciso vender o meu sítio, aquele que conheces tão bem. Será que poderias redigir um anúncio para o jornal?”
O seu amigo poeta então escreveu:

“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente oferece sombra tranquila das tardes na varanda.”

Meses depois o poeta voltou a encontrar o homem e perguntou se já tinha vendido o sítio.
Ao que respondeu: nem pensei mais nisso. Quando li o anúncio percebi a maravilha que tinha.
Muitas vezes, desprezamos as coisas boas que possuímos e vamos atrás da miragem de falsos tesouros. Muitas vezes vimos pessoas a abrir mão da esposa/esposo, dos filhos, da família, da comunidade, dos amigos, da cidade onde residem, da profissão, do conhecimento acumulado durante os anos de vida, da boa saúde, das belezas da vida. Precipitadamente, mandam pela janela aquilo que a vida lhes deu com tanta graça e que foram cultivando com garra.
Olhe à sua volta, valorize o que tem: o seu lar, as pessoas amadas, os amigos com os quais pode de facto contar, o conhecimento que adquiriu, a sua boa saúde e as belezas da vida, que são verdadeiramente o seu mais precioso tesouro.
Não adianta fazer um carinho na esposa, depois dela estar dentro duma urna funerária. Não adianta querer reaver trabalhos que negligenciamos. O melhor a fazer é valorizar isso agora. Peça a alguém “superior”, mesmo que não acredite para que os problemas do dia-a-dia não lhe gerem sentimentos de impotência, tristeza, ansiedade.
Ao desenvolver uma ligação mais espiritual à vida, seguramente que a vitória com qualquer tipo de luta surgirá, pois por algo tivemos direito à vida e a natureza está cheia de abundância. Em vez de reclamar da sua família, faça o que está ao seu alcance para que ela possa melhorar. Em vez de reclamar do ambiente de trabalho, observe o que pode fazer para melhora-lo. Em vez de se isolar dos amigos por causa das suas fraquezas, procure investir na intimidade emocional, na cooperação, com o objetivo de poder ter liberdade para fazer críticas construtivas.
É necessário uma visão superior e para que a auto estima seja fortalecida pela superação dos problemas quotidianos e pelo aumento de atividades significativas para si próprio, as quais validam o que se é e o que se faz.

Bem hajam

sexta-feira, novembro 28, 2014

A rocha


O aluno perguntou ao Mestre : 
- Como faço para me tornar o maior dos guerreiros? 
- Vá atrás daquela colina e insulte a rocha que se encontra no meio da planície. 
- Mas para que, se ela não me vai responder? 
- Então golpeie-a com a tua espada. 
- Mas a minha espada quebrar-se-á! 
- Então agrida-a com as tuas próprias mãos.  
- Assim vou magoar as minhas mãos... E também não foi isso que eu perguntei. O que eu queria saber era como é que faço para me tornar o maior dos guerreiros. 
- O maior dos guerreiros e aquele que é como a rocha, não liga aos insultos nem às provocações, mas está sempre pronto para se desenvencilhar de qualquer ataque do inimigo.

quinta-feira, novembro 27, 2014

segunda-feira, novembro 24, 2014

Curso Comunicação e Liderança



Programa: http://www.projectointervir.org.pt/comunicaccedilatildeo-e-lideranccedila.html

Inscrições: http://www.esecs.ipleiria.pt/Paginas/conteudo.aspx?cid=24710&type=News

domingo, novembro 23, 2014

Sorte, má sorte, quem o pode dizer?

Existia numa aldeia, um homem muito pobre, que tinha um cavalo muito bonito.
O cavalo era tão bonito que os fidalgos do castelo insistiam em comprar-lho, mas ele nunca quis.
"Para mim, este cavalo não é um animal, é um amigo. Como é que eu podia vender um amigo? Perguntou-se.
Uma manhã, o pobre homem foi ao estábulo, mas o cavalo não estava.
Todos os aldeões lhe disseram: "Nos avisámos-te! Devias tê-lo vendido. Agora roubaram-to... que má sorte!"
O velho homem respondeu " Sorte ou má sorte, quem o pode dizer?"
Todas as pessoas faziam pouco dele. Mas 15 dias depois, o cavalo tinha voltado, com uma horda de cavalos selvagens. Ele tinha fugido para conquistar uma bela égua e quando regressou trouxe consigo o resto da horda.
"Que sorte!" disseram os aldeões.
O velho homem e o seu filho começaram a domar os cavalos selvagens. Mas uma semana mais tarde, o filho partiu a perna durante um treino.
"Que má sorte!" disseram novamente os amigos. "O vais fazer, tu que já és tão pobre, se o teu filho, a tua única ajuda, não pode ajudar-te?!"
O velhote responde "Sorte, má sorte, quem o pode dizer?"
Alguns tempos mais tarde, os soldados dos fidalgos do país chegaram à aldeia e levaram à força todos os jovens disponíveis.
Todos ... exceto o filho do velhote, que tinha a perna partida.
"Que sorte tu tens, todos os nossos filhos foram para a guerra, e tu és o único a guardar o teu filho contigo. Os nossos se calhar vão morrer ..."
O velhote responde "Sorte, má sorte, quem o pode dizer?"
O futuro é-nos dado por fragmentos. Nunca sabemos o que vai acontecer. Mas um pensamento positivo permanente abre-nos as portas da sorte, da criatividade e faz-nos mais felizes. 


Bem Hajam!!

sexta-feira, novembro 07, 2014

A vaquinha (reflexão)

Todos nós possuímos habilidades e competências excepcionais, porém, muitas vezes ficamos presos ao básico e o comodismo. 

Já imaginou a enorme quantidade de vaquinhas que podem estar na sua vida? Muitas vezes ficamos presos as falsas sensações de conforto, ficamos estacionados porque encaramos a nossa situação atual como agradável e muitas pessoas tem medo de mudar. Se esta humilde família ainda tivesse como renda a vaquinha ainda estariam da mesma forma ou em situações piores.

A iniciativa de mudar deve partir de nós mesmos, pois todos nós possuímos qualidades e competências excelentes, mas, o medo de explorar o nosso verdadeiro eu faz-nos desistir antes mesmo de tentarmos. Outras até tentam, mas, com a demora em alcançar resultados retrocedem.

O maior problema em empurrar a vaquinha no "precipício", é que as "vaquinhas" representam coisas agradáveis e felizes para nós, e desligar-se disso pode ser muito difícil e constrangedor
Reflita. Aquela família estava feliz mesmo antes de ter alcançado o sucesso e glória; e isso prendia-os de procurar novos recursos e fontes de renda. A vaquinha proporcionava-lhes tudo o que desejavam mesmo concedendo-lhes somente leite como sustento.

Na vida podemos encarar as mudanças como boas ou más. Podemos escolher ser a vítima ou levantarmos a cabeça e continuarmos a acreditar que é possível, ou que tudo irá melhorar. Se esta humilde família se tivesse lamentado e angustiado entrando em momentos de desespero porque tinha perdido o seu único sustento, jamais teriam descoberto as suas reais qualidades, competências, habilidades e valores.

Empurrar a vaquinha no precipício é ir atrás do nosso sucesso e procurar novas metas, resultados e alcançá-los! Se alguma vaquinha já caiu no precipício é altura de aceitar e tirar um bom proveito disso, pois muitas vezes olha-se demais para trás, um passado que não poderá ser mudado, lamentações por ter sido despedido, uma promoção que não veio, etc.

Desta forma, podemos entender que muitas coisas necessitam de acontecer nas nossas vidas para amadurecermos, formarmos nosso carácter, servindo para nos mostrar que passamos por tais tribulações e vencemos, e se já vencemos tudo isso, porque é que nos comportarmos como derrotados?

É muito importante não ter medo do novo ou do desconhecido; os obstáculos existem para serem superados. Mostre ao mundo as suas qualidades, habilidades e competências. Tenha fé e continue sempre a inovar sempre; mesmo que o seu caminho esteja repleto de diamantes e ouro, continue a inovar! Podemos sempre fazer mais por nós, pelo próximo e pelo ambiente à nossa volta!

A vaquinha

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com o seu fiel discípulo quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita...
Durante o percurso falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizagem que temos, também com as pessoas que mal conhecemos. Quando chegaram ao sítio constaram a pobreza do lugar, uma casa de madeira a cair aos bocados, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas... então aproximou-se do senhor, aparentemente o pai daquela família e perguntou:
- Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho, como é que o senhor e a sua família sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte produzimos queijo, manteiga, etc... para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo. O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois despediu-se e foi embora. A meio do caminho, dirigiu-se ao seu fiel discípulo e ordenou:
- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali à frente e empurre-a lá para baixo. O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o facto da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.
Assim empurrou a vaquinha morro abaixo e viu-a morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos até que um dia resolveu largar tudo o que tinha aprendido e voltar aquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.
Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças a brincar no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, "apertou" o passo e quando lá chegou, logo foi recebido por um caseiro muito simpático. Perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:
- Continuam a morar aqui. Espantado, entrou a correr na casa e viu que era a mesma família que visitara antes com o mestre.
Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):
- Como é que o senhor melhorou este sítio e esta tão bem de vida?
E o senhor entusiasmado, respondeu: - Nós apenas tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos e assim alcançamos o sucesso que os seus olhos vislumbram agora.

Todos temos uma “vaquinha” que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina, e com certeza a solução para desenvolvermos as nossas potencialidades é empurrá-la morro abaixo e praticar coisas inovadoras sendo merecedores de alcançarmos o sucesso que tanto merecemos!

sábado, novembro 01, 2014

5 CHAVES PARA FELICIDADE

Todos nós temos a responsabilidade de assumir o comando absoluto da nossa vida, mas essa responsabilidade não é sinónimo de bom uso. A vida é cheia de desafios que nos impedem de alcançar o nosso potencial.

Segundo Anthony Robbins (famoso escritor e palestrante motivacional norte-americano), se dominar estas cinco chaves alcançaremos a plena felicidade na vida:

1- Aprendamos a lidar com a frustração: a frustração pode matar os sonhos. Pode mudar a atmosfera de um ambiente deixando-o em estado de sentimento negativo. Se olharmos para os grandes homens de sucesso veremos que, num certo momento, sofreram com algum tipo de frustração. Temos que aprender a superar qualquer tipo de frustração, focalizando sempre o alvo ao invés de olharmos para os desafios/obstáculos que são inúmeros. 

2- Aprendamos a lidar com a rejeição: um não, muitas vezes gera uma grande decepção. Ninguém tem como objectivo, receber um “não”, pois por norma magoa. Apesar disso não nos podemos limitar, temos que arriscar para crescer na vida. Quantas vezes já decidimos não assumir uma posição na empresa ou tentar fazer uma venda com medo do não? Não há sucessos reais sem rejeição. Quanto mais sofremos a rejeição, mais podemos aprender. Isto acontece também nos relacionamentos, quando nos apaixonamos por uma pessoa e “levamos um não”, na verdade estamos a qualificar-nos para a próxima pessoa que se apaixonar. Quem nos “der um não” é porque não acredita em nós e, provavelmente, também não merece receber a nossa confiança. Valorizemo-nos a nós próprios, os “não” o iram qualificar para o “sim”, trazendo crescimento e sucesso para a vida.

3- Devemos aprender a lidar com a crise financeira: o dinheiro é como qualquer outra coisa na vida, podemos usá-lo a nosso favor ou contra nós. A crise financeira quando chega acarreta consigo crise para todas as outras áreas da vida, mas isso acontece porque perdemos o controlo da situação (lembremo-nos sempre: Deus é a prioridade, o dinheiro é a bênção que Deus vai providenciar, abrindo as portas para conquistar mais e mais prosperidade financeira). 

"Não são os acontecimentos da vida que determinam a forma como se sente e age, mas sim a maneira como interpreta e avalia esses acontecimentos". Tony Robbins.

4- Aprendamos a criar e gerar entusiasmo: todos nós vimos pessoas que conquistaram o sucesso e depois pararam de crescer e de desenvolver-se. O conforto pode ser uma emoção desastrosa porque quando ficamos muito confortáveis, paramos de crescer. A chave para gerir o entusiasmo é manter o foco nas metas a atingir.

5- Devemos dar sempre mais do que o que esperamos receber: a excelência deve ser o foco constante em tudo aquilo que fazemos. Em qualquer relacionamento que criemos, procuremos valorizar as pessoas e entregar-lhes o nosso melhor. Assim, desenvolver-nos-emos como pessoas agradáveis capazes de agregar valor na vida das pessoas.

Bem hajam

domingo, outubro 19, 2014

Crenças – as forças interiores

Esta história trata de um jovem príncipe que só não acreditava em três coisas. Não acreditava em princesas, ilhas e em Deus.
O seu pai, o rei, dissera-lhe que essas coisas não existiam. No reino do seu pai, não havia ilhas, princesas e nenhum sinal de Deus.
O jovem príncipe acreditava no pai.
Um dia, o príncipe fugiu do palácio para o país vizinho. Lá, para sua surpresa, de toda a costa avistou ilhas e, nestas ilhas, estranhas criaturas cujo nome nem sequer imaginava.
Enquanto procurava um barco na praia, um homem em trajes de gala aproximou-se dele.
- Aquelas ilhas são reais? - perguntou o jovem príncipe.
- Claro que são reais - respondeu o homem em trajes de gala.
- E aquelas estranhas e perturbadoras criaturas?
- São todas princesas autênticas e genuínas.
- Então, Deus também deve existir! - exclamou o príncipe.
- Eu sou Deus - replicou o homem em trajes de gala, curvando-se em reverência.
O jovem príncipe voltou para casa o mais depressa que pôde.
- Então está de volta - exclamou seu pai, o rei.
- Eu vi ilhas, vi princesas, eu vi Deus - disse o príncipe acusadoramente.
O rei permaneceu impassível.
- Não existem ilhas, nem princesas, nem um Deus de verdade.
- Eu vi-os!
- Diga-me como Deus estava vestido.
- Deus estava em trajes de gala.
- Estavam as mangas do casaco arregaçadas?
O príncipe lembrava-se de que estavam. O rei sorriu.
- Esse é o uniforme de um mágico. Foste enganado.
Com isto o príncipe retomou à terra vizinha e foi até a mesma costa, onde mais uma vez encontrou o homem em trajes de gala.
— Meu pai, o rei, disse-me quem é — disse o jovem príncipe indignado. — enganou-me da última vez, mas não o fará novamente. Agora sei que aquelas não são ilhas, nem princesas de verdade, porque é mágico.
O homem na praia sorriu.
- Estás enganado, meu rapaz. No reino do seu pai há muitas ilhas e muitas princesas. Mas estás sob a magia do teu pai, e por isso não podes vê-las.
O príncipe retomou a casa pensativo, e quando viu o seu pai, olhou-o nos olhos.
- Pai, é verdade que não é um rei de verdade, mas apenas um mágico? O rei sorriu e arregaçou as mangas.
- Sim, meu filho, sou apenas um mágico.
- Devo saber a verdade, a verdade acima da magia.
- Não há verdade acima da magia - disse o rei. O príncipe encheu-se de tristeza e disse:
- Vou-me matar.
O rei, por magia, fez a morte aparecer. A morte ficou em pé junto à porta e acenou para o príncipe real. O príncipe estremeceu. Ele lembrava-se das belas, mas irreais ilhas e das irreais, porém belas, princesas.
- Muito bem - disse ele. - Posso viver com isso.
- Vê, meu filho - disse o Rei. - Agora também começas a ser mágico.
(A Estrutura da Magia - Bandler)