segunda-feira, julho 18, 2016

Corrida de Sapos



A fábula que vos deixo, trata-se duma corrida de sapinhos!
O objetivo era atingir o alto duma grande torre. No local estava uma multidão a assistir, a vibrar e a torcer por eles. Após ter começado a competição, observando a corrida a multidão começou a não acreditar que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, e o que mais se ouvia era:
"Que pena!!! esses sapinhos não vão conseguir... ...não vão conseguir..."
E os sapinhos começaram a desistir.
Mas havia um que persistia e continuava a subida em busca do topo...
A multidão continuava a gritar: “... que pena !!! vocês não vão conseguir !..."
E os sapinhos estavam mesmo a desistir, um por um... menos aquele sapinho que continuava tranquilo... embora cada vez mais arfante.
Já no fim da competição, todos desistiram, menos ele... A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido...
E assim, quando foram perguntar ao sapinho como é que ele tinha conseguido concluir a prova, aí sim conseguiram descobrir... que ele era surdo!

segunda-feira, julho 04, 2016

Zona de Conforto

Um rei foi presenteado com dois jovens falcões e imediatamente contratou um mestre em falcões para treiná-los. Depois de vários meses, o instrutor disse ao rei que um dos falcões foi bem educado, mas que não sabia o que estava a acontecer com o outro, pois desde que tinha chegado ao palácio, esse falcão não se tinha mudado de galho, e ainda lhe tinha que levar a comida diariamente.
O rei chamou diversos curadeiros, especialistas em aves, mas nenhum pode fazer voar o pássaro. Desesperado, o rei emitiu um decreto proclamando uma recompensa para aqueles que fizessem o falcão voar. Na manhã seguinte, o rei viu o pássaro a voar nos seus jardins.
– Tragam o autor deste milagre! Ordenou o rei. 
Apareceu diante dele um simples camponês. O rei perguntou:
– Como é que conseguiu fazer o falcão voar? Você é um mago?

– Não foi muito difícil meu rei – disse sorrindo o homem. – Apenas cortei o galho!

quarta-feira, junho 22, 2016

Quanto vale ter um bom vizinho?

“Um bom vizinho aumenta o valor da casa” diz um ditado popular
E isto pode ser confirmado por boa gente!E às vezes basta ter uma boa palavra para desarmar o vizinho mais conflituoso.
Assim reza: Um homem honesto e trabalhador, ao fim de muitos anos de trabalho árduo, conseguiu comprar um pequeno terreno nos arredores da cidade. Pensava entreter-se ali aos fins-de- semana com a mulher e os filhos a cultivar uma pequena horta.Numa das primeiras vezes que foi ao seu terreno, viu parar um condutor que lhe perguntou: - O Senhor é que é o novo dono desta propriedade?Sou! – respondeu com alegria.Pois lamento dizer-lhe que comprou um terreno com um processo judicial a correr. O muro do seu terreno está dois metros dentro do meu terreno.E esclareceu: “dentro de dias vão ser tomadas providências para que o muro volte ao seu lugar”.Sem perder a calma e sem se irritar, o dono do terreno respondeu:- Para mim, ter um vizinho é mais importante do que dois metros de terreno.O Motorista, surpreendido com a resposta, respondeu:- Para mim também, um bom vizinho é mais importante que dois metros de terreno.E saiu do carro, abraçou calorosamente o dono do terreno e acrescentou:- Já vejo que vou ter um bom vizinho. O muro ficará no lugar onde está!

domingo, maio 22, 2016

Manter o foco numa era de distracções

É cada vez mais difícil manter o foco no meio a era digital. As redes sociais, comunidades, mensagens instantâneas, entretenimento e os diversos atrativos da web são capazes de roubar o nosso tempo sem que possamos perceber.
Sem uma agenda organizada e, mais que isso, sem disciplina, é quase impossível cumprir os compromissos diários quando se tem acesso às tecnologias atuais. Não é que a internet ou a televisão façam mal a nossa carreira, pelo contrário, são poderosas ferramentas de atualização e interatividade. No entanto, o uso consciente de cada uma delas é totalmente necessário.
Seguem algumas sugestões para manter o foco perante tantas formas de distracção atual, nomeadamente no trabalho:

1. Como trabalhar: afaste-se do computador ou vá para uma área sem internet, se for possível; trabalhe 50 minutos e faça uma pausa de 20 minutos;
2. Crie rituais e hábitos: realizar atividades programadas; simplesmente tomar um café pela manhã e tomar um banho à noite, podem auxilia-lo nesta conquista da disciplina;
3. Gerir os e-mails: determine horários para verificar os seus e-mails, pode ser 2 ou 3 vezes durante o dia, mas para que isso funcione, desligue os alertas que aparecem a cada novo item na caixa de entrada;
4. Gerir o seu espaço: faça uma coisa de cada vez; reserve espaços definidos para cada papel novo que colocam na sua mesa; use 10 minutos do dia para se livrar do desnecessário;
5. Guarde um tempo para refletir e revisar: o que funcionou? Em que me vou focar amanhã? O que fiz hoje? Onde posso melhorar? Qual é a primeira tarefa de amanhã? (Não verifique os seus e-mails antes da primeira tarefa do dia!)
6. Faça uma desintoxicação digital: diga sim para criar, passar mais tempo com pessoas, ler um livro; diga não para televisão, facebook, smartphone e e-mail;
7. Ajuda para os “viciados”: tenha autocontrole; desconecte-se da internet (novamente); bloqueie determinados sites se for o caso.
Se estas dicas forem seguidas, seguramente o nosso dia será muito mais produtivo!
Bem hajam!

segunda-feira, maio 09, 2016

Timidez = Atração

Ainda muitas vezes temos ideias negativas sobre as pessoas mais tímidas, e por isso gostaria de salientar algumas razões pelas quais, este tipo de pessoas são bem mais interessantes, atrativas e criativas que os extrovertidos. Senão, repare:

Atentos - As pessoas mais tímidas tem o “dom” de verem aquilo que muitos não vêm, e por isso acabam por retirar informações de lugares e de pessoas que mais tarde se tornam em criatividade.

Estimulantes - Os tímidos são pessoas muito intelectuais e por isso acabam por ser estimulantes nas suas conversas. Conseguem passar para o outro uma energia criativa e muitas vezes invulgar, que faz com que quem está presente se sinta atraído pelas suas conversas.

Misteriosos - Como são pessoas mais fechadas, são também mais misteriosas e isso torna-os pessoas intimidantes mas fascinantes ao mesmo tempo, porque nunca se sabe o que vai na sua mente.

Motivados - Tornam-se motivados e procuram agir de acordo com o que lhe vais no coração. Sabem o que querem na sua vida e procurar alcançá-lo de uma maneira apaixonada, atraente e inspiradora.

Inteligentes - Interessam-se pelo estudo e querem sempre saber mais, por isso gostam de descobrir coisas novas e tornam-se mais inteligentes. Isto faz com que sejam mais atraentes, porque não existe nada melhor do que conviver com alguém que está sempre interessado em saber mais.

Sonhadores - Os tímidos tem a habilidade de se perderem nas suas mentes com alguma frequência, o que faz com que estejam constantemente a ter várias ideias.

Criativos - Normalmente as pessoas mais tímidas acabam por ser as mais criativas, porque passam mais tempo sozinhos e isso faz com que a criatividade acabe por ser maior.

Fáceis de Lidar - As pessoas que geralmente são mais tímidas, também são as que pode ter uma grande amizade. São mais relaxados, amáveis, bem como amigáveis e isso atrai as atenções para eles, tornam-os mais atraentes.

Conscientes - Por vezes existem pessoas que por falarem de mais e dizerem coisas inapropriadas, acabam por parecer estúpidas e é por estas razões que as mais tímidas somam pontos. Até porque elas normalmente só falam o suficiente para deixá-lo com vontade de ouvir mais.

Ouvintes - Mostram mais interesse em ouvir o que outros tem para dizer, visto que não é da personalidade deles falarem muito. Isto faz com que eles se tornem mais especiais, pois é difícil encontrar bons ouvintes hoje em dia.

Bem hajam,

terça-feira, abril 26, 2016

Balões

Era uma vez um velho homem que vendia balões numa festa.
Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.
Havia ali perto um menino negro. Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.
Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.
Todos foram subindo até sumirem de vista. O menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava imaginando mil coisas...
Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto. 
Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou: 
- Se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto como os outros? 
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, rebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse: 
- Não é a cor,  miúdo, é o que está dentro dele que o faz subir. 

segunda-feira, abril 11, 2016

O ladrão veraz

Numa certa ocasião, foi trazido à presença de um honorável homem sábio um jovem ladrão que tinha sido apanhado no ato de roubar.
Porém, devido à sua pouca idade, não desejavam puni-lo tão severamente quanto a lei requeria.
O sábio deveria mostrar ao menino o caminho lúgubre e o trágico final de uma vida de roubo e, dessa maneira, fazê-lo desistir daquela prática abominável.
Mas o sábio não disse uma palavra sequer a respeito de roubo. Ele falou carinhosamente com o jovem e conquistou a sua confiança. A única exigência que fez foi que o rapaz prometesse sempre dizer a verdade.
Pensando que se tinha realmente safado com facilidade, o garoto imediatamente concordou com isso e foi para casa sentindo-se muito aliviado.
Porém, durante a noite, pensamentos a respeito de roubo vieram a ele como nuvens que obscurecem a lua.
Enquanto saía furtivamente por uma porta lateral da casa, entretanto, foi surpreendido por um pensamento: "Que irei dizer caso alguém me pare na rua para perguntar o que estou fazer? O que direi amanhã? Se mantiver a minha promessa de ser veraz, terei de confessar tudo e não poderei evitar o castigo que mereço."
À medida que o rapaz procurava ser veraz, apesar de todos os seus hábitos, tornava-se cada vez mais difícil para ele roubar.
O desenvolvimento de sua veracidade criou espaço para a sua honestidade e correcção.

quinta-feira, março 31, 2016

WORKSHOP: PNL JÚNIOR (12-15 anos)Local: LeiriaDias: 30/04 (Sábado) - Horário: 9:00-18:00...A Programação Neurolinguí...

Publicado por Chunking_Up PNL em Quarta-feira, 30 de Março de 2016

segunda-feira, março 28, 2016

Biscoitos

Um certo dia uma jovem estava à espera do seu vôo na sala de embarque de um aeroporto. Como tinha que esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para passar o tempo, e também comprou um pacote de biscoitos.



Então encontrou uma poltrona numa parte reservada do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz e ao seu lado sentou-se um homem.


Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. Ela sentiu-se indignada mas não disse nada. Pensou para consigo mesma: "Mas que desavergonhado! Se eu estivesse noutro local, dar-lhe-ia uma bofetada para que nunca mais se esquecesse".


Para cada biscoito que ela tirava, o homem também tirava um. Aquilo deixava-a tão furiosa que não conseguia reagir. Restava apenas um biscoito e pensou ela: "O que será que o abusador vai fazer agora?"



Então o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela.



Aquilo deixou-a irada e a bufar de raiva. Pegou no seu livro e nas suas coisas e dirigiu-se ao embarque. Quando se sentou confortavelmente no seu assento, para sua surpresa, o seu pacote de biscoitos estava ainda intacto dentro da sua bolsa.



Ela sentiu muita vergonha, pois quem estava errada era ela e já não havia mais tempo para pedir desculpas. O homem dividiu os seus biscoitos sem se sentir indignado, ao passo que isto a deixou muito transtornada.



Quantas vezes nas nossas vidas somos nós que estamos a comer os biscoitos dos outros e não temos a menor consciência de que os errados somos nós!

Bem hajam.

terça-feira, janeiro 19, 2016

Não vá pelas aparências

Num reino antigo havia um príncipe, filho único do rei, que de repente enlouqueceu. Ele arrancou as suas roupas, ficou nu, pôs-se debaixo da mesa e começou a cacarejar como um galo. Ele pensava que era um galo. 
O rei ficou desesperado, chamou todos os médicos, mágicos e fazedores de milagre para tentarem curar o príncipe, mas de nada adiantou. 
O rei começou a aceitar o facto de que o seu filho tinha ficado louco para o resto da vida. 
Entretanto um dia, um sábio chegou ao palácio e disse que podia curar o príncipe. O rei ficou muito desconfiado porque o homem parecia também um maluco, mais maluco ainda do que o príncipe. 
O sábio disse: - "Somente eu posso curar o seu filho, porque só um louco maior pode curar outro louco. Os seus médicos, mágicos e fazedores de milagres falharam porque eles não conheciam a loucura". 
O rei achou o argumento lógico e como o caso parecia sem jeito, resolveu experimentar.
Assim que o sábio tirou as suas roupas, foi para debaixo da mesa com o príncipe e começou a cacarejar como um galo, o príncipe tomou posição de defesa: 
- "Quem é você? O que pensa que está a fazer"? 
O homem disse: - "Eu sou um galo, um galo mais experiente do que você. Tu és apenas um aprendiz de galo". 
O príncipe aceitou: - "Se você também é um galo, está bem. Mas você parece um ser humano". 
- "Não vá pelas aparências", respondeu o sábio, "veja o meu espírito, a minha alma. Eu sou um galo tanto quanto tu és". Os dois tornaram-se amigos. 
Prometeram uma longa amizade e juraram que lutariam juntos contra o mundo. 
Passaram-se uns dias. 
O sábio começou a vestir-se. 
O príncipe replicou: - "O que é que estás a fazer? Ficaste maluco? Um galo a usar roupas de pessoas"! 
O homem respondeu: - "Estou apenas a procurar enganar aqueles tolos seres humanos. Lembre-se de que, mesmo vestido, nada mudou em mim. 
Sou um galináceo e ninguém pode mudar isso. Só porque estou vestido, achas que me tornei um ser humano"? 
O príncipe aceitou a explicação. Dias mais tarde o sábio persuadiu-o para que se vestisse, porque o inverno estava a chegar. Um dia, de repente, o sábio pediu comida do palácio. O jovem ficou atento e desconfiado gritando:
- "O que é que estás a fazer? Vais comer como um ser humano qualquer. Nós somos galos e comemos como galos". 
O homem respondeu calmamente: - "Tu podes comer qualquer coisa e aproveitar qualquer coisa. No que se refere ao meu galo, não faz a menor diferença. Tu podes viver como um ser humano e continuar a ser um galináceo. 
Não vás pelas aparências". Desta maneira, o sábio, aos poucos, foi persuadindo o príncipe a voltar ao mundo da realidade, até que foi considerado normal.  

Bem hajam. Não vão pelas aparências.


terça-feira, dezembro 08, 2015

Uma lição de vida

Uma senhora idosa, elegante, bem vestida e penteada, acabava de se mudar para uma casa de repouso pois o marido com quem vivera 70 anos, tinha morrido e ela ficara só…
Depois de esperar pacientemente duas horas na sala de visitas, ainda deu um lindo sorriso quando uma das rececionistas a veio atender e dizer-lhe que o seu quarto estava pronto.
A caminho de sua nova morada, a rececionista ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela.
- Ah, adoro essas cortinas – disse a senhora idosa com o entusiasmo de uma garota que acabou de ganhar um cachorrinho.
- Mas a senhora ainda nem viu o seu quarto…
- Nem preciso ver – respondeu ela. – Felicidade é algo que você decide por princípio. E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todos os dias quando acordo. Sabe, eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama a contar as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem… ou posso-me levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Cada dia é um presente. E enquanto os meus olhos se abrirem, vou focaliza-los no novo dia e também nas boas lembranças que guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: Você só retira aquilo que guardou. Portanto, aconselho-a a depositar bastante alegria e felicidade na sua Conta de Lembranças. E como vê, eu ainda continuo a depositar. Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita:
1- Mande fora todos os números não essenciais para a sua sobrevivência.
2- Continue a aprender. Aprenda mais sobre computadores, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe o seu cérebro desocupado.
3- Aprecie as coisas simples.
4- Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.
5- As lágrimas acontecem. Aguente, sofra e siga em frente. A única pessoa que o acompanhará a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto viver.
6- Esteja sempre rodeado daquilo que gosta: pode ser família, animais , lembranças, música, plantas, um hobby, seja o que for. O seu lar é o seu refúgio.
7- Aproveite a sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
8- Diga a quem ama, que realmente o ama, em todas as oportunidades.
E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:
A vida não é medida pelo número de vezes que respirou, mas pelos momentos em que perdeu o fôlego … de tanto rir … de surpresa … de êxtase … de felicidade! Simples assim!!!
Bem hajam,

Miguel Ferreira

sábado, outubro 31, 2015

O porteiro do prostíbulo

Não havia no povoado pior ofício do que porteiro do prostíbulo (bordel). Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O facto é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse: - A partir de hoje, o Senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e os seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, Senhor - balbuciou - mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Então sinto muito, mas se é assim, já não poderá continuar a trabalhar.
- Mas Senhor, não me pode despedir, eu trabalhei nisto a toda a minha vida, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi-se embora. O porteiro sentiu-se como se o mundo desmoronasse. E o que fazer agora? Lembrou-se que no prostíbulo, quando se quebrava alguma cadeira ou mesa, ele arranjava-a, com cuidado e carinho.
Pensou que essa poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só tinha alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, tinha de viajar dois dias numa mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.
E assim o fez. No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabei de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar... já que...
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bem.
Na manhã seguinte, como tinha prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque não me o vende?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem de mula.
- Façamos um acordo - disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que está sem trabalho de momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias...aceitou. Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho esperava-o na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo ao nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe os seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que as compre para mim, pois não tenho tempo para viajar e fazer compras. Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu a sua caixa de ferramentas e o seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi-se embora. E o nosso amigo guardou as palavras que escutara: “não tenho tempo para viajar e fazer compras”.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas. Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que tinha vendido.
De facto, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a espalhar-se pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas. Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam os seus clientes. Com o tempo, alugou uma pequena loja para expor as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou a pequena loja, na primeira loja de ferragens do povoado.
Estavam todos contentes e ferramentas compravam-nas a ele. E agora, já não viajava, os fabricantes enviavam-lhe os seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens.
Um dia lembrou-se de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc..
E depois foram os pregos e os parafusos... Em poucos anos, o nosso amigo transformou-se, com o seu trabalho, num rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito entregou-lhe as chaves da cidade, abraçou-o e lhe disse:
-É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
-O Senhor?!?! - disse o prefeito sem acreditar. O Senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:
- O que teria sido do Senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder - disse o homem com calma. Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o PORTEIRO DO PROSTÍBULO!!!
Geralmente as mudanças são vistas como adversidades. As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de oportunidades. Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água: “A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna-os”.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas. Não há comparações entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar. 

domingo, outubro 18, 2015

O Religioso e os Filhos

Narra uma antiga lenda que um religioso dedicado, vivia muito feliz com a sua família: uma esposa admirável e dois filhos queridos.
Uma certa vez empreendeu uma longa viagem, ausentando-se do lar por vários dias. Nesse período, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados. A mãe sentiu o coração dilacerado de dor.
No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura. Mas, uma preocupação vinha-lhe à mente: como dar ao esposo a triste notícia? Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção. Lembrou-se de fazer uma prece, rogando a Deus auxílio para resolver a difícil questão.
Alguns dias depois, num final de tarde, o religioso retornou ao lar. Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos. Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois lhe falaria dos moços.
Alguns minutos depois, estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos. A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido:
- Deixe os filhos. Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave.
O marido, já um pouco preocupado, perguntou:
- O que aconteceu? Notei que estás abatida! Fala! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.
- Enquanto estiveste ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas joias de valor incalculável, para que as guardasse. São joias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo! O problema é esse... Ele vem buscá-las e não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que me dizes?
- Ora, mulher! Não estou a entender o seu comportamento! Tu nunca cultivaste vaidades! Porque isso agora?
- É que nunca tinha visto joias assim! São maravilhosas!
- Podem até ser, mas não te pertencem! Terás que devolvê-las.
- Mas eu não consigo aceitar a ideia de perdê-las!
E o religioso respondeu com firmeza:
- Ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo! Vamos devolvê-las, te ajudarei. Faremos isso juntos, hoje mesmo.
- Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito. As joias preciosas eram os nossos filhos. Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem Ele veio buscá-los… Eles se foram...
O religioso compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram muitas lágrimas.
Esta história é dedicada a todos os pais que sofrem com a perda de filhos, mas também a todos aqueles que perderam alguém.
Bem hajam.

terça-feira, outubro 06, 2015

O Burro de carga

No tempo em que não havia automóveis, na cocheira dum famoso palácio real, um burro de carga passava imensa amargura, sendo algo de piadas por parte dos companheiros de cocheira.
Reparando-lhe o pêlo maltratado, as fundas cicatrizes do lombo e a cabeça tristonha e humilde, aproximou-se um formoso cavalo árabe detentor de muitos prémios, dizendo orgulhoso:
- Triste sina a que recebeste! Não invejas a minha posição nas corridas?
Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavra dos réis!
- Pudera! - exclamou um potro de fina origem inglesa:
- Como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça? O infortunado animal recebia os sarcasmos, resignadamente.
Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto e comentou:
- Há dez anos, quando me ausentei da pastagem, vi este miserável a sofrer rudemente nas mãos de um bruto trabalhador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. É vergonhoso suportar-lhe a companhia.
Nisto, um admirável jumento espanhol acercou-se do grupo, e acentuou sem piedade:
- Lastimo reconhecer neste burro um parente próximo. É animal desonrado, fraco, inútil, não sabe viver senão sob pesadas disciplinas. Ignora o aprumo da dignidade pessoal e desconhece o amor-próprio. Aceito os deveres que me competem até o justo limite; mas se me constrangem a ultrapassar as obrigações, recuso-me à obediência, pinoteio e sou capaz de matar.
As observações insultuosas não tinham terminado, quando o rei entrou no recinto, em companhia do chefe das cavalariças.
- Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade, informou o monarca. Um animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança. O empregado perguntou:
- Não prefere o árabe, Majestade?
- Não, não - falou o soberano, é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância.
- Não quer o potro inglês?
- De modo algum. É muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.
- Não deseja o húngaro?
- Não, não. É bravo e sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho.
- O jumento espanhol serviria? - insistiu o servidor atencioso.
- De maneira nenhuma. É manhoso e não merece confiança.
Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou:
- Onde está o meu burro de carga?
O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais.
O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou-o selar com as armas resplandecentes da sua Casa e confiou-lhe o filho ainda criança, para longa viagem.
E ficou tranquilo, sabendo que poderia colocar toda a sua confiança naquele animal...
Assim também acontece na vida. Em todas as ocasiões, temos sempre grande número de amigos, de conhecidos e companheiros, mas somente nos prestam serviços de utilidade real aqueles que já aprenderam a servir, sem pensar em si mesmos.


Pensem nisto. Bem hajam

terça-feira, setembro 22, 2015

Um punhado de sal

"O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Mau. - disse o jovem sem pensar duas vezes.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e que a levasse junto com ele ao lago. Os dois caminharam em silêncio, e quando chegaram lá o mestre mandou que o jovem deita-se o sal no lago. O jovem então fez como o mestre disse.
De seguida, o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
O jovem assim o fez e enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! – disse o jovem sem pestanejar.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não - disse o jovem.
O Mestre então sentou-se ao lado do jovem, pegou nas suas mãos e disse:
- A dor na vida duma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando sentir dor, a única coisa que deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está à sua volta. É dar mais valor ao que tem em detrimento ao que ao que perdeu. Noutras palavras: é deixar de ser copo, para tornar-se um lago."

Bem hajam.

sábado, setembro 05, 2015

o Poder das Palavras

Um homem sentado na calçada tinha uma placa que dizia:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."
Alguns passantes olhavam-no intrigados, outros achavam-no doido e outros até lhe davam dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.
Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e disse-lhe:
- Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?
- Vamos lá. Só tenho a ganhar! - respondeu o mendigo.
Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.
Daí para frente a sua vida foi uma sequência de sucessos e a certa altura tornou-se um dos sócios maioritários.
Numa entrevista coletiva à imprensa, esclareceu a forma como conseguira sair da mendicância para tão alta posição.
Contou ele:
- Bem, houve uma época em que eu me costumava sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia:
"Não sou nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!"
As coisas iam de mal a pior quando, mas numa certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia:
"Tudo o que fala a seu respeito vai-se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que vai tudo bem. Por mais que não goste da sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja, diga a si mesmo e aos outros que é próspero."
- Aquilo tocou-me profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."
- E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida trouxe-me a pessoa certa para tudo o que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará por se manifestar na nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que a nossa aparência é horrível, que os nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa na nossa vida todas as nossas crenças.
Uma repórter, ironicamente, questionou:
O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?
Respondeu o homem, cheio de bom humor:
- Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!


Bem hajam,

domingo, agosto 02, 2015

Desperta Povo

Numa altura em que a democracia demonstrou a força do povo grego (embora fica-se comprovado na não-democracia em que vivemos na Europa), será bom refletir da tremenda desumanização que a máquina materialista vai impondo a esta massacrada humanidade. É altura de despertar e lutar pela liberdade do povo, que está farto de estar preso a sistemas obsoletos que pouco ou nada lutam pelos direitos humanos. Deixo-vos aqui um texto do famoso Charlie Chaplin que embora do século passado, me parece muitíssimo atual: 

“Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Porque havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A Terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém extraviamo-nos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas sentimo-nos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado na penúria. Os nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; a nossa inteligência tornou-nos empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos muito pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem estas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. A aviação e o rádio (média) aproximou-nos. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, a união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora. Milhões de desesperados: homens, mulheres, criancinhas, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há-de retornar ao povo. Sei que os homens morrem, mas a liberdade não perecerá jamais.” 

Charles Chaplin 

Basta de crueldade. 

Bem hajam. Miguel Ferreira

sábado, julho 18, 2015

O verdadeiro sábio...

Um homem perguntou a um sábio se deveria ficar com a sua esposa ou com a sua amante.
O sábio pegou em duas flores, uma em cada mão. Uma com uma rosa e a outra com um cacto e perguntou ao homem:- Se eu lhe der uma dessas flores qual delas escolhe? 
O homem sorriu e disse:- A rosa é lógico! És imprudente – respondeu o sábio. 
Às vezes os homens são movidos por beleza externa ou pelo mundano e escolhem o que lhes parece brilhar mais.

A rosa é mais bela, mas morre logo. O cacto, por sua vez, independentemente do tempo ou clima permanece o mesmo, verde com espinhos, e um dia vai-lhe dar a flor mais bonita que já viu.
A sua esposa conhece os seus defeitos, as suas fraquezas, os seus erros. Com ela você grita nos seus maus momentos e ela está sempre pronta a ajudar-te.
A sua amante quer o seu dinheiro, a sua felicidade, os seus espaços, fantasias e o seu sorriso, na primeira dificuldade não hesitará em trocar-te por outro amante jovem, feliz e com dinheiro. Agora diga-me homem, com quem quer ficar?


domingo, junho 07, 2015

O Farmacêutico e a Criançaa

João era o dono duma farmácia bem sucedida. Era um homem bastante inteligente mas não acreditava na existência de Deus ou de qualquer outra coisa além do mundo material.
Um certo dia, estava ele a fechar a farmácia quando chegou uma criança aos prantos a dizer que a sua mãe estava muito mal e que se ela não tomasse o medicamento iria morrer.
Muito nervoso, e após a insistência da criança, resolveu reabrir a farmácia para lhe dar o medicamento. A sua insensibilidade perante aquele momento era tal que acabou por lhe dar o medicamento mesmo no escuro. A criança agradeceu e saiu dali depressa. Alguns minutos depois João percebeu que tinha entregado o medicamento errado e que se aquela mãe o tomasse teria morte instantânea. Desesperado tentou alcançar a criança mas não teve êxito. Sem saber o que fazer e com a consciência pesada, ajoelhou-se e começou a chorar e a dizer que se realmente existisse um Deus que não o deixasse passar por assassino.
De repente, sentiu uma mão a tocar-lhe no ombro esquerdo e ao virar-se deparou com a criança a dizer: - Senhor, por favor não se zangue comigo, mas é que cai e parti o vidro do medicamento...

Será que o senhor me poderia dar outro?