Mostrar mensagens com a etiqueta resignificação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta resignificação. Mostrar todas as mensagens

sábado, fevereiro 28, 2015

Aceitar o "espinho" alheio...p

Durante a Era Glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo esta situação, resolveram juntar-se em grupos, assim se agasalhavam e protegiam mutuamente.
Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que lhes forneciam calor. E, por isso tornavam a afastar-se uns dos outros. Voltaram a morrer congelados e precisavam fazer uma escolha: Desapareceriam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante.
Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam, assim, a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
Sobreviveram!
O melhor grupo não é aquele que reúne membros perfeitos, mas aquele onde cada um aceita os defeitos do outro e consegue aceitação dos próprios defeitos.

Bem hajam.

segunda-feira, janeiro 26, 2015


O Zelador da Fonte

Conta uma lenda austríaca que em determinado povoado havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade. O cavalheiro com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos. Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. Rodas d´água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite. As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária.
Os anos foram passando. Certo dia, o conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente. Um dos membros do conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte. De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade. E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma. Seu discurso a todos convenceu. O conselho municipal dispensou o trabalho do zelador.
Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d´água começaram a girar lentamente, depois pararam. Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado. O conselho municipal tornou a se reunir, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido. Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte. Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas d´água voltaram a funcionar. Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso.........

(autor desconhecido)

domingo, janeiro 11, 2015

A Morte


Um homem muito rico pediu a um mestre Zen um texto que o fizesse sempre lembrar do quanto era feliz com a sua família. O mestre Zen pegou num pergaminho e, com uma linda caligrafia, escreveu:
- O pai morre. O filho morre. O neto morre.
- Como? - disse, furioso, o homem rico. - Eu pedi-lhe alguma coisa que me inspirasse, um ensinamento que fosse sempre contemplado com respeito pelas minhas próximas gerações, e o senhor dá-me algo tão depressivo e deprimente como estas palavras?
- O senhor pediu-me algo que lhe fizesse lembrar sempre a felicidade de viver junto da sua família. Se o seu filho morrer antes, todos serão devastados pela dor. Se o seu neto morrer, será uma experiência insuportável.

domingo, julho 06, 2014

O Verdadeiro Poder

Era uma vez um guerreiro, famoso pela sua invencibilidade na guerra. Era um homem extremamente cruel e, por isso, temido por todos. Quando se aproximava duma aldeia, os moradores saiam a correr para as montanhas, onde se escondiam do malvado guerreiro. Subjugou muitas aldeias.
Um certo dia, alguém o viu aproximar-se com o seu exército, numa pequena aldeia onde viviam alguns agricultores e entre eles um velhinho, muito sábio.
Quando o povo escutou a terrível notícia da aproximação do guerreiro, trataram de juntar o que podiam e fugir rapidamente para as montanhas. Só o velhinho ficou para trás. Ele já não podia fugir. O guerreiro entrou na aldeia e foi cruel, incendiando as casas e matando alguns animais soltos pelas ruas.
Até que chegou na casa do velhinho... E sem piedade, foi dizendo ao velhinho que os seus dias tinham chegado ao fim. Mas, que lhe concederia um último desejo, antes de passá-lo pelo fio da sua espada. O velhinho pensou um pouco e pediu que o guerreiro fosse com ele até ao bosque e ali lhe cortasse um galho duma árvore. O guerreiro achou aquilo ridículo. -"Este velho deve estar senil. Que último desejo mais idiota." Mas, se esse era o último desejo do velhinho, tinha que atendê-lo. E lá foi o guerreiro até o bosque e com um golpe da sua espada, cortou um galho duma árvore.-" Muito bem" disse o velhinho.
-"O senhor cortou o galho da árvore. Agora, por favor, coloque esse galho na árvore outra vez." O guerreiro deu uma grande gargalhada, dizendo que o velho devia estar louco, pois toda a gente sabe que isso já não era possível, colocar o galho cortado na árvore outra vez. O velhinho então respondeu-lhe:

- "Louco é você que pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar, esse não tem poder. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que faz reviver o que parece morto. Essa pessoa tem verdadeiro poder". 

(autor desconhecido)

Clic aqui para ver a nossa Agenda de Cursos

segunda-feira, novembro 14, 2011

Outro olhar: a vida, a larva da fruta e a consistência



Há fases da vida que se parecem à fruta da época que não foi cuidada.

Quando abrimos e olhamos, só se vê larvas e quase nada se aproveita. Quase…
E abre-se…uma a uma. E a vontade é desistir. Nada presta.
E é sempre mais fácil deitar tudo a perder.

Na verdade, OUTRO OLHAR, a paciência e a sabedoria, dizem-nos que ainda há bocadinhos a aproveitar. E transformar.
Assim nasceram os doces.

A qualidade dos mesmos varia da proporção do açúcar e o “ponto” desejado.
Durar, propõe criar consistência.
Do parecer ao ser, há uma grande distância.
Ainda assim, aproveitemos os bocadinhos do ser e… transformemos em algo melhor e mais consistente.

Boas aprendizagens, nos cultivos da vida.

(Ir. Cristina)