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quinta-feira, maio 31, 2012
domingo, maio 20, 2012
Ansiedade e Insegurança
As pessoas inseguras geralmente possuem uma visão idealizada do que é ser autoconfiante. Muitas imaginam que as pessoas confiantes não têm medo de nada e estão dispostas a enfrentar tudo com o peito e a coragem, e jamais sentem a mínima insegurança. Essa idealização torna o autoconceito da pessoa insegura ainda mais crítico, pois ao comparar-se a essa noção duma pessoa superconfiante, sente-se ainda mais insegura e inadequada.
Esta idealização, contudo, é extremamente ilusória. A autoconfiança completa é um mito e, quando real, caracteriza um quadro de arrogância ou mesmo de distúrbio mental – o “louco” pode ter uma autoconfiança extrema pelo simples facto de que não tem noção da realidade! Qualquer pessoa “normal” sente insegurança, em diversos níveis e em diversas situações na vida.
A diferença essencial é que a pessoa que costuma ser mais autoconfiante do que insegura pode até ter receios e duvidar da própria capacidade ou competência, mas tende a ser mais optimista e, no geral, não faz grande caso disso.
A pessoa que costuma ser mais insegura, por outro lado, faz grande caso de pequenas coisas e detalhes, como se a sua vida dependesse de resultados que são, na realidade, insignificantes ou pelo menos não tão importantes para justificar o stresse.
Toda esta preocupação gera ansiedade. A ansiedade é o exagero emocional gerado pela percepção incorreta do que está a ser enfrentado, ou seja, a pessoa faz uma grande tempestade num copo d’água, dando um peso demasiado grande para eventos que não deveriam ser valorizados dessa forma.
Um dos exemplos mais comuns é o medo de falar em público. Várias pesquisas comprovaram que as pessoas têm mais medo de falar em público do que da própria morte! Contudo falar em público não mata, nem nos tira nenhum pedaço. A ansiedade gerada por este tipo de situação, no entanto, mostra quão valorizada é a ideia de se expor publicamente.
Esta valorização extrema faz com que a pessoa acredite que precisa de ter um desempenho perfeito e é esta cobrança excessiva que gera a ansiedade neste caso. A pessoa autoconfiante, pelo contrário, não dá muito valor para o facto de se estar a expor em público e, apesar de poder passar por momentos de insegurança ou receios com relação à própria performance, é o peso que se dá à situação que define quão ansiosa se irá sentir. Ao não atribuir um valor muito grande, a pessoa sente-se mais tranquila e esta postura confere-lhe maior segurança ao passar pela experiência.
A insegurança e a ansiedade acabam por andar juntas e uma reforça a outra. Quanto maior for a “tempestade” feita com a ideia de passar por uma determinada situação, maior a ansiedade e, consequentemente, maior o nível de insegurança. Neste caso, a baixa auto-estima o pessimismo e a desconfiança quanto à própria capacidade, são as características que nutrem a insegurança, que por sua vez, alimentam ainda mais a ansiedade.
A ansiedade, em primeiro lugar, é uma questão de “opinião”. O que pensa sobre um determinado assunto define como irá sentir em relação a ele. Quanto mais dramatiza negativamente, ou seja, quanto mais valor dá a uma situação, mais ansiedade irá sentir. É muito importante não encarar aqui esta ansiedade como uma desordem emocional avançada ou uma doença (pois, não nos estamos a referir a casos clínicos, como o síndrome do pânico ou distúrbio bipolar, mas, sim, a ansiedade comum). A ansiedade não pode ser comparada a uma gripe que se “apanha” de repente, uma vez que se desenvolve na mente e depende dos seus conceitos e das suas opiniões para se fortalecer ou enfraquecer na vida.
Assim, também a insegurança segue o mesmo caminho. O pessimismo, a baixa auto-estima e a dúvida quanto à sua própria capacidade são coisas que nascem no nível das ideias e, assim como a ansiedade, não é uma doença que “se apanha” acidentalmente e, portanto, deve ser solucionada ao mesmo nível em que é criada.
As soluções mais práticas e eficazes para a ansiedade e insegurança são revisar os próprios conceitos pessoais que geram o medo causador das sensações de inadequação e desconfiança e expor-se o máximo possível, forçando-se a passar por experiências – quanto mais, melhor, até que se gerem novas convicções sobre um mesmo desafio.
Grande parte da ansiedade e insegurança está ligada à falta de experiência. As pessoas que superaram o medo de falar em público referem sempre que o segredo é simplesmente expor-se o máximo possível e aproveitar toda e qualquer oportunidade para falar até que a se perceba, através da experiência pessoal, que não há nada de mais em expor-se frente a uma plateia – ou seja, a aprendizagem ocorre justamente quando o valor excessivo é retirado da situação. A pessoa que tem medo de falar em público e, com isso, desencadeia ansiedade e insegurança acha que isso é uma “grande coisa” e começa a formar um filme negativo enorme dentro da sua cabeça; ao passo que a pessoa que vai passando por esse tipo de experiências começa a reduzir o valor dado a essa actividade e começa a percebê-la como uma coisa normal, rotineira – logo, não alimenta toda a preocupação ansiosa ou de dúvidas em relação à sua própria capacidade. Ou seja, quando a experiência se torna comum, ai é desmascarada e essa ilusão cai por terra, tornando-se ridículo todo o medo anterior. É como acender a luz num quarto escuro, quando se consegue ver todos os detalhes da realidade, de repente deixa de parece tão assustadora!
Despojar-se desta forma e predispor-se a passar por experiências com o objectivo de extinguir a insegurança e a ansiedade geradas pela ideia de passar por elas acaba por ter um efeito glorioso, começando a não necessitar de repetir o mesmo processo com tudo o que anteriormente gerava ansiedade e insegurança. Desta forma aprende e torna-se um “craque” a dominar as suas emoções sempre que surge uma nova situação. Aprendemos muito por generalizações, e até pode não ter muita experiência com uma determinada situação específica, mas tem a experiência de enfrentar os seus fantasmas e isso começa a dar-lhe um forte senso de autoconfiança. Mesmo sendo realista e tendo a noção de que poderá não ser o melhor ou que até pode cometer algum deslize, a ansiedade já lá não está. Desta forma e através deste tipo de atitude – enfrentando os seus receios, você será capaz de dar “conta do recado” sem se alterar emocionalmente – isto é a verdadeira autoconfiança!
Força e bons desafios.
Miguel Ferreira
quarta-feira, maio 16, 2012
domingo, abril 29, 2012
quinta-feira, abril 26, 2012
O ciclo
"No
ventre de uma mulher grávida, dois bebés falavam:
- Acreditas na vida
pós-parto?
- Claro. Tem que haver alguma coisa. Se calhar estamos aqui a
preparar-nos para o que vamos ser.
...
- Disparate! Não há vida depois do
parto. Como é que seria verdadeiramente essa vida?
- Não sei, mas com certeza
deve haver mais luz que aqui. Talvez até consigas andar com os próprios pés e
comer com a própri...a boca.
- Isso é absurdo! Andar é impossível! E comer
com a boca!? Completamente ridículo! O cordão umbilical é que nos alimenta. Só
te digo isto: A vida após o parto não é possível. O cordão umbilical é muito
curto!
- Eu cá tenho a certeza que há alguma coisa. Com certeza apenas
diferente daquilo a que estamos habituados aqui.
- Mas nunca ninguém voltou
de lá para contar... o parto é o final e mais nada! Angústia prolongada na
escuridão.
- Bom, não sei como é que vai ser depois do parto, mas tenho a
certeza que a Mãe vai tratar de nós.
- Mãe? Acreditas nisso!? E onde é que
ela supostamente está?!
- Onde? Em tudo à nossa volta! Vivemos nela e através
dela. Sem ela nada existiria.
- Eu não acredito nisso! Nunca vi Mãe nenhuma
porque simplesmente não existe.
- Então, mas quando estamos em silêncio não a
consegues ouvir cantar e falar? E não a sentes a afagar o nosso mundo? Sabes, eu
acho mesmo que nos espera a vida real e que esta é só uma prepararação para
ela...
- Esquece! Isso são aquelas tretas da fé.
quinta-feira, abril 19, 2012
Como Trabalhar em Equipa
Ao
longo destes anos tive o privilégio de trabalhar com equipas formidáveis, e
todos eles agradeço a aprendizagem que tem sido constante. Bem sabemos que o
mercado de trabalho está cada vez mais competitivo,
isto é, se não tiver conhecimento sempre haverá uma pessoa acima de si. Por
isso é muito importante estar sempre atualizado e em formação permanente. Nos tempos atuais é difícil é
arranjar um novo emprego, e por vezes ainda mais difícil é mantê-lo, no entanto
uma oportunidade jamais poderá ser desperdiçada mas sim aproveitá-la ao máximo
para estar sempre em progressão, quer seja individualmente, quer em equipa ou
empresa. Para que seja um funcionário exemplar, especialmente no trabalho em
equipa deixo aqui algumas das principais dicas de
como trabalhar em grupo e não prejudicar o próximo e a si mesmo e ainda assim
destacar-se, pois grande parte do ano será passado nesse contexto com outras
pessoas.
1 – Paciência: Um dos principais obstáculos para se trabalhar em grupo
é conciliar as opiniões diversas, por isso nesse momento o que deve
falar mais alto é a devida paciência. A melhor forma de resolver esse problema
e saber expor a opinião tendo noção que alguém pode considerar ou não gostar,
procurando chegar a um acordo, sabendo ouvir o que outros tem a dizer
sobre determinado assunto
mesmo que não esteja de acordo com as suas opiniões.
2 – Seja compreensivo: O orgulho pode prejudicar por não deixar a pessoa
admitir que está errado, ou até aceitar novas ideias. Porém esse orgulho pode
levar o profissional a grandes problemas dentro da empresa. O correto é que
esteja sempre aberto a novos projetos e aceitar o que o próximo sugere, porque toda
a equipa pode beneficiar com
um todo.
3 – Nada de críticas: Com a convivência diária realmente é muito
difícil não acontecer algum tipo de conflito entre o grupo. Portanto esse
problema não se pode tornar pessoal e deixar afetar o trabalho em
equipa. Pense muito bem no que vai dizer ao seu colega, e jamais critique na
sua identidade pessoal, falando de maneira construtiva sobre as ideias do mesmo
para que possa melhorar o serviço e o trabalho de todos no grupo\empresa.
Quando surgirem conflitos entre os colegas de grupo, é de vital importância não
deixar que isso interfira no trabalho em equipa. Avalie as colocações do
colega, com isenção total sobre suas impressões de carácter. Pode criticar (de
forma construtiva) as ideias, nunca a pessoa, pois dessa forma o outro poderá
sentir-se atacado, e ai defende-se.
4 –
Dividir: Algumas pessoas pensam que ao fazer tudo sozinhas estarão mais afrente
do que os seus outros colegas. Isto é mito, porque no caso de algum problema
toda a responsabilidade fica por sua conta, ficando ainda mais difícil de
resolver. Aproveite ao máximo a força e energia da equipe, dividindo as tarefas
com todos, pois delegar, compartilhar responsabilidades e informação é
fundamental.
5 –
Disposição: Jamais se esqueça das suas obrigações, deixando-as por conta dos “amigos
de trabalho”. Saiba separar a divisão de tarefas e deixar de trabalhar, a
diferença é grande, significativa e pode-o prejudicar. De qualquer forma,
colabore sempre mostrando disposição.
6 –
Solidariedade e participação: Esteja sempre à disposição para ajudar o seu
colega e dar sempre o melhor de si. Quando precisar não se sinta constrangido
para pedir ajuda a alguém da equipa. Esteja disponível, seja flexível e saiba
como pedir um favor educadamente.
7 – Comunicação e dialogo: Nunca
deixe acumular um problema, pois mais a frente poderá ser ainda
maior. Converse sobre e tente encontrar com o grupo a melhor solução para que
ninguém saia prejudicado.
8 – Planeamento:
Quando se tem um planeamento, tudo se torna muito mais fácil, e dessa forma
cada um terá uma tarefa, uma meta a ser alcançada e um prazo a ser concluído.
Assim ninguém fica perdido e tudo se torna mais organizado.
Acredito
que ao seguir estas dicas o seu cotidiano na equipa, empresa ou até mesmo na
família, tudo será muito mais agradável e as hipóteses de progresso serão muito
maiores, pois o serviço e a dinâmica grupal fluirão como deve ser. O mais
importante e ter dialogo com os seus colegas/ familiares, ter respeito e ser
sempre educado.
Bem hajam e bom trabalho.
Miguel Ferreira
Você é desarrumado ou perfeito?
Esta história pertence ao livro Steps to an
Ecology of Mind, de Gregory Bateson, trata-se da transcrição duma conversa que
este tivera com a filha:
Um dia, a filha perguntou-lhe: pai, porque é
que as coisas ficam desarrumadas com tanta facilidade?
- O que está a querer dizer com
"desarrumadas"? - perguntou ele.
- Bem, sabe como é quando as coisas não são
perfeitas. Olhe para a minha escrivaninha agora. Está cheia de coisas.
Desarrumada. E ontem à noite esforcei-me ao máximo para deixar tudo perfeito, mas
as coisas não permanecem perfeitas. Ficam desarrumadas com a grande facilidade!
Bateson pediu à filha:
- Mostre-me como é quando as coisas estão
perfeitas.
Ela arrumou tudo na devida ordem, e disse:
Aí está, assim é perfeito. Mas não continuará
assim.
E se eu deslocar esta caixa de tintas para aqui,
cerca de um palmo? O que acontece?
- Ora, pai, agora ficou desarrumado. Além do
mais, teria de estar direitinha, e não torta, como a deixou.
- E se eu mudasse este lápis para cá?
- Está desarrumado outra vez.
- E se deixasse este livro aberto?
- Também fica desarrumado!
Bateson declarou então para a sua filha:
- Querida, não é que as coisas fiquem
desarrumadas com grande facilidade. O que acontece apenas que tens mais meios
para desarrumar as coisas, e só tem um meio para deixar tudo perfeito.
A maioria das pessoas cria numerosos meios
para se sentir mal, e apenas uns poucos meios para se sentir realmente bem.
Bem
hajam e boas arrumações.
Miguel Ferreira
domingo, abril 01, 2012
NASCIMENTO DA EXCELÊNCIA: A CRENÇA
"O
homem é o que ele acredita."
Anton Tchecóv
No
seu maravilhoso livro, Anatomy of an Illness, Norman Cousins conta uma
instrutiva história sobre Pablo Casals, um dos maiores músicos do século vinte.
É uma história de crença e renovação, e que todos nós podemos aprender com ela.
Cousins
descreve o encontro com Casals, um pouco antes do nonagésimo aniversário do grande
violoncelista. Diz ele que era doloroso olhar o velho homem quando começava o
seu dia. A sua fragilidade e artrite eram tão debilitadoras que precisava de
ajuda para se vestir. O Seu enfisema era evidente na difícil respiração,
andando com um arrastar de pés, curvado, cabeça inclinada para a frente. As
suas mãos eram inchadas, os seus dedos apertados. Parecia um homem muito velho,
velho e cansado.
Antes
mesmo de comer, foi até o piano, um dos vários instrumentos em que Casals se
tornara perito. Com grande habilidade, ajustou-se na banqueta. Parecia para ele
um terrível esforço levar os seus dedos inchados e cerrados até o teclado.
E,
então, algo de muito milagroso ocorreu. De repente, Casals transformou-se
completamente ante os olhos de Cousins. Entrou num estado cheio de recursos e,
conforme o fez, a sua fisiologia mudou a tal ponto que começou a mover-se, e a
tocar, produzindo no seu corpo e no piano resultados que só teriam sido
possíveis num pianista saudável, forte e flexível. Como Cousins descreveu, os
seus dedos abriram-se lentamente e acharam as teclas como os brotos de uma
planta em direcção à luz do sol e ai as suas costas endireitaram-se.
Parecia
respirar com mais facilidade". O simples pensamento de tocar piano mudava
todo o seu estado, e assim a eficiência do seu corpo. Casals começou com uma
peça do Cravo Bem Temperado, de Bach, com grande sensibilidade e controle.
Atirou-se, então, ao concerto de Brahms, e os seus dedos pareciam correr sobre
o teclado. "O seu corpo inteiro parecia fundido com a música",
escreveu Cousins.
"Deixava
de estar rijo e encolhido, ficando mais ágil, gracioso e completamente livre
das suas torceduras artríticas." Quando se afastou do piano, parecia uma
pessoa bem diferente da que se sentara para tocar.
Levantou-se
erecto e mais alto e andou sem sinal de arrastar os pés.
Logo
se dirigiu para a mesa do café, comeu com satisfação, e então saiu para dar um
passeio pela praia.
Pensamos
sempre em crenças no sentido de credos ou doutrinas e muitas crenças são isso
mesmo. Contudo, no sentido básico, uma
crença é qualquer princípio orientador, máxima, fé ou paixão que pode
proporcionar significado e direcção na vida. Estímulos ilimitados estão
disponíveis para nós. Crenças são os filtros pré-arranjados e organizados para
as nossas percepções do mundo. São como comandos do cérebro. Quando acreditamos
com convicção que alguma coisa é verdade, é como se mandássemos um comando para
o nosso cérebro, de como representar o que está a ocorrer.
Casals
acreditava na música e na arte. Foi o que deu beleza, ordem e nobreza à sua
vida, e é o que poderia ainda proporcionar-lhe milagres diários. Por acreditar
no poder transcendente da sua arte, ele estava fortalecido de uma forma que
quase desafiava o entendimento. As suas crenças transformavam-no, diariamente,
de um velho homem cansado num génio de vida. No sentido mais profundo, as suas
crenças mantinham-no vivo.
Certa
vez, John Stuart Mill escreveu: "Uma pessoa com uma crença é igual à força
de noventa e nove que só têm interesses".
É por isso que as crenças abrem a porta
para a excelência. A crença envia um comando directo para o seu sistema
nervoso. Quando acredita que alguma coisa é verdade, você entra mesmo no estado
de que aquilo deve ser verdade.
Tratadas
desta maneira, as crenças podem ser as mais poderosas forças para criar o bem
na sua vida.
Por outro lado, as crenças que limitam
as suas acções e pensamentos podem ser tão devastadoras como as crenças cheias
de recursos podem ser fortalecedoras. Através da história, as
religiões têm fortalecido milhões de pessoas dando-lhes força para fazerem
coisas que pensavam que não podiam. As crenças ajudam-nos a liberar os mais
ricos recursos que estão bem dentro de nós, criando-os e dirigindo-os para
apoiarem os nossos resultados desejados.
As crenças
são os compassos e os mapas que nos guiam na direcção das nossas metas e nos
dão a certeza de saber que lá chegaremos. Sem crenças ou a capacidade de entrar
nelas, as pessoas podem ser totalmente enfraquecidas. São como um barco a motor
sem o motor ou leme. Com crenças orientadoras fortes, você tem o poder de tomar
medidas e criar o mundo no qual quer viver. As crenças ajudam-no a ver o que
quer e energizam-no para obtê-lo.
De
facto, não há força directora mais poderosa no comportamento humano do que a
crença. Em essência, a história humana é a história da crença humana.
As
pessoas que mudaram a história - Cristo, Maomé, Copérnico, Colombo, Edison ou
Einstein - foram as que mudaram as nossas crenças.
Para mudar os nossos próprios
comportamentos temos de começar a alterar as nossas próprias crenças. Se
quisermos modelar excelência, precisamos aprender a modelar as crenças daqueles
que alcançaram excelência.
Escolha as
crenças em que quer acreditar e realize de forma mais fácil os seus objectivos.
Bem hajam.
Miguel
Ferreira
sábado, março 17, 2012
sexta-feira, março 09, 2012
Bom milho
Esta é a história de um agricultor bem-sucedido.
Ano após ano, ganhava o troféu "Milho Gigante" da feira da agricultura do seu município. Entrava com o seu milho na feira e saía com a faixa azul recobrindo o seu peito.
E o seu milho era cada vez melhor...
Numa dessas ocasiões, um jornalista, ao abordá-lo após a já tradicional colocação da faixa, ficou intrigado com a informação dada pelo entrevistado sobre como costumava cultivar o seu qualificado e valioso produto.
O repórter descobriu que o agricultor compartilhava a semente do seu milho gigante com os vizinhos, então perguntou:
- Como é que pode dispor-se a compartilhar a sua melhor semente com os seus vizinhos, quando eles estão a competir com o seu?
O agricultor pensou por um instante e respondeu:
- Você não sabe? O vento apanha o pólen do milho maduro e leva-o através do vento, de campo para campo. Se os meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade do meu milho. Se eu quiser cultivar milho bom, tenho que ajudar os meus vizinhos a cultivar milho bom.
Ele era atento aos laços da vida. O milho dele não poderia melhorar se o milho do vizinho também não tivesse a qualidade aprimorada.
Assim é também noutras dimensões da nossa vida, aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que os seus vizinhos estejam em paz. Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem. E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a encontrar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos.
Bem hajam.
Miguel Ferreira
domingo, março 04, 2012
Persistência
Um
dia, um menino de 3 anos estava na oficina do pai, vendo-o fazer arreios e
selas. Quando crescesse, queria ser igual ao pai. Tentando imitá-lo, pegou num
instrumento pontudo e começou a bater numa tira de couro. O instrumento escapou
da pequena mão, atingindo-lhe o olho esquerdo. Logo mais, uma infecção atingiu
o olho direito e o menino ficou totalmente cego.
Com
o passar do tempo, embora se esforçasse para se lembrar, as imagens foram
gradualmente desaparecendo e não se lembrava mais das cores. Aprendeu a ajudar
o pai na oficina, trazendo ferramentas e peças de couro. Ia para a escola e
todos se admiravam com a sua memória.
Na
verdade, ele não estava feliz com os seus estudos. Queria ler livros e escrever
cartas, como os seus colegas.
Um
dia, ouviu falar duma escola para cegos. Aos dez anos, Louis chegou a Paris,
levado pelo pai e matriculou-se no instituto nacional para crianças cegas.
Ali
havia livros com letras grandes em relevo. Os estudantes sentiam, pelo tato, as
formas das letras e aprendiam as palavras e frases. Logo o jovem Louis
descobriu que era um método limitado. As letras eram muito grandes. Uma curta
história enchia muitas páginas.
O
processo de leitura era muito demorado. A impressão de tais volumes era muito
cara. Em pouco tempo o menino tinha lido tudo o que havia na biblioteca.
Queria
mais. Como adorava música, tornou-se estudante de piano e violoncelo.
O
amor à música aguçou o seu desejo pela leitura. Queria ler também notas
musicais.
Passava
noites acordado, a pensar em como resolver o problema.
Ouviu
falar dum capitão do exército que tinha desenvolvido um método para ler
mensagens no escuro.
A
escrita noturna consistia em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel.
Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os códigos, ler sem precisar de
luz.
Ora,
se os soldados podiam, os cegos também podiam, pensou o garoto.
Procurou
o capitão Barbier que lhe mostrou como funcionava o método. Fez uma série de
furinhos numa folha de papel, com um furador muito semelhante ao que cegara o
pequeno.
Noite
após noite e dia após dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo
adaptações e aperfeiçoando-o.
Suportou
muita resistência. Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impressão
dos livros com as letras em relevo. Não queriam que tudo fosse por água abaixo.
Com
persistência, Louis Braille foi mostrando o seu método. Os meninos do instituto
interessavam-se.
À
noite, às escondidas, iam ao seu quarto, para aprender. Finalmente, aos 20 anos
de idade, Louis chegou a um alfabeto legível com combinações variadas de um a
seis pontos.
O
método Braille estava pronto.
O
sistema permitia também ler e escrever música.
A
ideia acabou por encontrar aceitação. Semanas antes de morrer, no leito do
hospital, Louis disse a um amigo: "Tenho a certeza de que minha missão na
Terra terminou."
Dois
dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu. Nos anos seguintes à
sua morte, o método espalhou-se por vários países.
Finalmente,
foi aceite como o método oficial de leitura e escrita para aqueles que não vêm.
Assim, os livros
puderam fazer parte da vida dos cegos. Tudo graças a um menino imerso em
trevas, que dedicou a sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de
todos os que se encontram privados da visão física.
Vale a pena persistir.
Força.
Miguel Ferreira
sábado, fevereiro 18, 2012
O significado do grito
Um certo dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:
- Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma. - Disse um deles.
- Mas, porque gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? - questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça. - retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então esclareceu:
- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa?
O facto é que quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir essa distância precisam de gritar para se poderem escutar mutuamente.
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para se ouvirem um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E porquê?
Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.
Às vezes estão tão próximos os seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações entendem-se.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Quando discutirem, não deixem que os seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.
Bem hajam e deixem falar o coração
Miguel Ferreira
domingo, fevereiro 12, 2012
A Doença como Caminho
Achei muito interessante esta analogia descrita no
livro de “A doença como caminho”, de Thorwald Dethlefsen e Rudiger Dahlke, onde
nos é apresentado uma nova visão da cura como ponto de mutação em que um mal se
deixa transformar em bem e que nos fala da seguinte comparação: um automóvel
possui diversas lâmpadas de controlo no painel, as quais só se acendem quando
alguma função importante do carro não está a funcionar como devia. Num caso
concreto, quando uma destas luzinhas se acende durante uma viagem, não ficamos
nada satisfeitos com o facto. Sentimo-nos obrigados a interromper o nosso
passeio por causa deste sinal.
Apesar da nossa inquietação, muito compreensível,
seria ridículo ficarmos zangados com a lâmpada: afinal, informa-nos sobre um
evento que, de outra forma, talvez nem notássemos, ou então demorássemos a
notar, visto que para nós está numa zona "invisível". Assim,
entendemos que o facto da lâmpada se acender equivale a um convite para
chamarmos um mecânico para que, com a sua intervenção, a luzinha se apague e possamos
continuar tranquilamente a nossa viagem.
É claro que ficaríamos muito zangados se o mecânico
apagasse a lâmpada usando o simples estratagema de retirá-la. Por certo, a
luzinha não se acenderia mais - e isto, de facto, é o que desejávamos, mas o
modo como o problema foi resolvido parecer-nos-ia pior do que incompetente.
Achamos muito mais sensato tornar desnecessário o aviso da lâmpada, em vez de
impedir que ela se acenda. No entanto, para isso, precisamos desviar a nossa
atenção do painel para os âmbitos subjacentes, e desta forma descobrir o que
afinal deixou de funcionar. A função da lâmpada é agir como um mero indicador,
levando-nos a fazer perguntas.
Aquilo que, no exemplo acima, é a
lâmpada de controlo, equivale no nosso caso aos sintomas, quer seja físicos ou
emocionais. O que constantemente se manifesta no nosso corpo como sintoma é a
expressão visível de um processo invisível, o qual deseja interromper o nosso
caminho por meio da sua função de sinal de advertência, indicando que alguma coisa
não esta em ordem. Isto faz-nos questionar os motivos subjacentes. Também neste
caso é ridículo zangar-se com o sintoma, aliás, é de facto absurdo desejar
apagá-lo, meramente impedindo-o de se manifestar. O sintoma deve tornar-se
supérfluo e não ser impedido de se manifestar. Mas para isso, também neste caso,
é preciso desviar o nosso olhar do sintoma e examinar tudo com mais
profundidade, e desta forma compreendermos para onde o sintoma está a apontar.
Desta forma estaremos a agir de forma responsável, continuando num processo
contínuo de modificação de comportamento, rumo à qualidade de vida. Está
totalmente nas suas mãos grande parte de toda a sua felicidade.
Bem hajam e atenção aos sintomas
Miguel Ferreira
sábado, fevereiro 04, 2012
CURSO BÁSICO DE PNL (FÁTIMA)
Últimas Inscrições
FÁTIMA: 9 e 16 Fevereiro, 2013
APROVEITE ESTA OPORTUNIDADE, PARA AQUELA QUE É CONSIDERADA A METODOLOGIA QUE FAZ TODA A DIFERENÇA NA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL (PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA).
CURSO BÁSICO DE PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA (12 horas)
Modalidade B: (2 x 6 horas // 2 x Sábados, 9h30 – 18h30)
A FORMAÇÃO IRÁ DECORRER EM GRUPOS RESTRITOS.
FAÇA JÁ A SUA PRÉ-INSCRIÇÃO ENVIANDO OS SEUS DADOS:
nome:
profissão:
morada:
telemóvel:
local de residência:
nº do BI|CC:
nif:
objectivos da formação:
Tlm: 91 401 94 01 begin_of_the_skype_highlighting
GRÁTIS 91 401 94 01end_of_the_skype_highlighting / 96 720 50 66 begin_of_the_skype_highlighting
GRÁTIS 96 720 50 66end_of_the_skype_highlighting


email: chunkingup@gmail.com
Com os melhores cumprimentos,
A equipa (Chunkingup):
Miguel Ferreira
domingo, janeiro 29, 2012
terça-feira, janeiro 24, 2012
Percepção é projecção
Um certo dia um rei chamou ao seu palácio o mestre zen
Muhak - que viveu de 1317 a 1405 - e disse-lhe que, para afastar o cansaço e a
tensão do trabalho administrativo, queria ter uma conversa completamente informal
com ele. De seguida, o rei comentou que Muhak parecia um grande porco faminto a procurar comida.
"E você, excelência", respondeu Muhak,
"parece o Buda Sakiamuni a meditar, sobre um pico elevado dos
Himalaias".
O rei ficou surpreso com a resposta de Muhak.
"Comparei você a um porco, e você me compara ao
Buda?"
"É que um porco só pode ver porco, excelência,
e um Buda só pode ver Buda", explicou Muhak com um jeito humilde.
O rei
sorriu, antes de admitir que a resposta de Muhak era uma lição de sabedoria.
365 Zen
Sayings, p. 205
Semeando
Esta história fala de um velho que se chamava Fleming,
um pobre fazendeiro escocês.
Um dia, enquanto trabalhava, ouviu um pedido
desesperado de socorro vindo de um pântano nas proximidades. Largou as suas
ferramentas e correu em direção aos gritos. Quando lá chegou, encontrou,
enlameado até a cintura, um menino a gritar e a tentar safar-se da morte. O
fazendeiro salvou o rapaz duma morte lenta e terrível.
No dia seguinte, uma carruagem riquíssima chega à
humilde casa do camponês. Um nobre, elegantemente vestido, sai e apresenta-se
como o pai do menino que o fazendeiro tinha salvo.
- Eu quero recompensá-lo por salvar a vida do meu
filho - disse o nobre.
- Não, eu não posso aceitar nenhum pagamento pelo que
fiz - respondeu o fazendeiro.
Naquele momento, o filho do fazendeiro veio à porta do
casebre.
- É seu filho? - perguntou o nobre.
- Sim - respondeu orgulhosamente o fazendeiro.
- Pois faço-lhe uma proposta: deixe-me levá-lo e
dar-lhe uma boa educação. Se o rapaz for como o seu pai, crescerá e será um
homem do qual ainda terá muito orgulho.
E assim foi.
Tempos depois, o filho do fazendeiro formou-se no St.
Mary's Hospital Medical School de Londres e ficou conhecido em todo o mundo como
o notável Sr. Alexander Fleming, um dos descobridores da penicilina e prémio
Nobel de 1945.
Anos depois, aquele mesmo filho do nobre ficou
doente, com pneumonia. E o que o salvou? A penicilina. O nome do nobre que
educou Alexander Fleming? Sr. Randolph Churchill. O nome do filho dele? Winston
Churchill...
Autor desconhecido
O Diamante
O Hindu chegou aos arredores de uma certa aldeia e sentou-se
para dormir debaixo duma árvore. Entretanto chega um habitante daquela aldeia e
diz, quase sem fôlego:
"Aquela pedra! Eu quero aquela pedra."
"Mas que pedra?" pergunta-lhe o Hindu.
"Ontem à noite, eu vi o meu Senhor Shiva e, num
sonho, que me disse para que viesse aos arredores da cidade, ao pôr-do-sol; aí
devia estar o Hindu que me daria uma pedra muito grande e preciosa que me faria
rico para sempre."
Então, o Hindu mexeu na sua trouxa e tirou a pedra e disse-lhe:
"Provavelmente é desta que te falou; encontrei-a
numa trilha da floresta, alguns dias atrás; podes levá-la!" Ofereceu-lhe assim
a pedra.
O homem olhou maravilhado para a pedra. Era um
diamante e, talvez, o maior jamais visto no mundo.
Pegou, pois, o diamante e foi-se embora. Mas, quando
veio a noite, ele virava-se de um lado para o outro na sua cama sem conseguir
dormir. Então, ao romper do dia, foi ver novamente o Hindu. Despertou-o e disse-lhe:
"Eu quero que me dê essa riqueza que lhe
tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim tão
facilmente!"Extraído de 'Histórias da Tradição Sufi'
Edições Dervish, 1993
sábado, janeiro 21, 2012
Convicções limitadoras
Conta um certa lenda, que estavam duas crianças a patinar num lago
congelado.
Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam
despreocupadas.
De repente, o gelo quebrou-se e uma delas caiu, ficando
presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu o amiguinho preso e a congelar-se, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as
suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os
bombeiros chegaram e viram o que tinha acontecido, perguntara ao
menino:
- Como é que conseguiu fazer isso?
É impossível que tenha
conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse
instante, um ancião que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele
conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples -
respondeu o
velho.
- Não havia ninguém ao seu redor, para lhe dizer que não seria
capaz.
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Como manter o amor?
Uma mãe e
filha estavam a caminhar pela praia.
A certa altura, a menina disse:
- Como é que se faz para manter um amor?
A mãe olhou para a filha e respondeu:
- Pega um pouco de areia e fecha a mão com força...
A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia, mais velocidade
a escapava a areia.
- Mamã, mas assim a areia cai!
- Eu sei, agora abre completamente a mão...
A menina assim fez, mas veio um forte vento que levou consigo a areia que
restava da sua mão.
- Assim também não consigo mantê-la na minha mão!
A mãe, sempre a sorrir disse-lhe:
- Agora pega outra vez um pouco de areia e mantem-na na mão semiaberta,
como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante
aberta para lhe dar liberdade.
A menina experimentou e viu que a areia não escapava da mão e que estava
protegida do vento.
- É assim que se faz durar um amor...
- Se você quer muito alguma coisa, deixe-a livre. Se ela voltar será sua para
sempre, se não, é porque na verdade nunca foi sua. A liberdade é o espaço que a
felicidade precisa.
quinta-feira, janeiro 19, 2012
Bom milho
Ano após ano, ganhava o troféu "Milho Gigante"
da feira da agricultura do seu município. Entrava com o seu milho na feira e saía
com a faixa azul recobrindo o seu peito.
E o seu milho era cada vez melhor...
Numa dessas ocasiões, um repórter de jornal, ao
abordá-lo após a já tradicional colocação da faixa, ficou intrigado com a
informação dada pelo entrevistado sobre como costumava cultivar o seu
qualificado e valioso produto.
O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a
semente do seu milho gigante com os vizinhos, então perguntou:
- Como pode o senhor se dispor a compartilhar a sua
melhor semente com os seus vizinhos, quando eles estão a competir com o seu?
O fazendeiro pensou por um instante e respondeu:
- Você não sabe? O vento apanha o pólen do milho
maduro e leva-o através do vento, de campo para campo. Se os meus vizinhos
cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade do
meu milho. Se eu quiser cultivar milho bom, tenho que ajudar os meus vizinhos a
cultivar milho bom.
Ele era atento aos laços da vida. O milho dele não poderia
melhorar se o milho do vizinho também não tivesse a qualidade aprimorada.
Assim é também noutras dimensões da nossa vida, aqueles
que escolhem estar em paz devem fazer com que os seus vizinhos estejam em paz.
Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem. E
aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a encontrar a
felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos.
Você É Desarrumado ou Perfeito?
Esta história pertence ao livro Steps to an Ecology of
Mind, de Gregory Bateson, trata-se da transcrição duma conversa que este tivera
com a filha, anos atrás:
Um dia, ela procurou-o, e fez uma pergunta interessante:
- Papa, porque é que as coisas se tornam desarrumadas
com tanta facilidade?
- O que está a querer dizer com
"desarrumadas", querida ? - perguntou ele.
- Bem, sabe como é, quando as coisas não são
perfeitas. Olhe para a minha escrivaninha agora. Está cheia de coisas. Desarrumada.
E ontem à noite esforcei-me ao máximo para deixar tudo perfeito. Mas as coisas
não permanecem perfeitas. Tornam-se desarrumadas com a maior facilidade!
Bateson pediu à filha :
- Mostre-me como é quando as coisas ficam perfeitas.
Ela arrumou cada coisa nas posições determinadas, e
depois disse:
Aí está, agora ficou perfeito. Mas não continuará
assim.
E se eu deslocar esta caixa de tinta para cá, cerca de
um palmo? O que acontece?
- Ora, papa, agora ficou desarrumado. Além do mais,
teria de estar recta, e não torta, como a deixou.
- E se eu mudasse este lápis para cá?
- Está desarrumado outra vez.
- E se deixasse este livro aberto?
- Também fica desarrumado!
Bateson declarou então para a sua filha:
- Querida, não é que as coisas fiquem desarrumadas com
mais facilidade. O que acontece apenas que tens mais meios para dessarrumar as coisas, e só
tem um meio para deixar tudo perfeito.
A maioria das pessoas cria numerosos meios para se
sentir mal, e apenas uns poucos meios para se sentir realmente bem.
Desperte o Gigante Interior
Robbins, Anthony
Editora Record, 1993, Pág. 386 e 387
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