terça-feira, dezembro 08, 2015

Uma lição de vida

Uma senhora idosa, elegante, bem vestida e penteada, acabava de se mudar para uma casa de repouso pois o marido com quem vivera 70 anos, tinha morrido e ela ficara só…
Depois de esperar pacientemente duas horas na sala de visitas, ainda deu um lindo sorriso quando uma das rececionistas a veio atender e dizer-lhe que o seu quarto estava pronto.
A caminho de sua nova morada, a rececionista ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela.
- Ah, adoro essas cortinas – disse a senhora idosa com o entusiasmo de uma garota que acabou de ganhar um cachorrinho.
- Mas a senhora ainda nem viu o seu quarto…
- Nem preciso ver – respondeu ela. – Felicidade é algo que você decide por princípio. E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todos os dias quando acordo. Sabe, eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama a contar as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem… ou posso-me levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Cada dia é um presente. E enquanto os meus olhos se abrirem, vou focaliza-los no novo dia e também nas boas lembranças que guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: Você só retira aquilo que guardou. Portanto, aconselho-a a depositar bastante alegria e felicidade na sua Conta de Lembranças. E como vê, eu ainda continuo a depositar. Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita:
1- Mande fora todos os números não essenciais para a sua sobrevivência.
2- Continue a aprender. Aprenda mais sobre computadores, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe o seu cérebro desocupado.
3- Aprecie as coisas simples.
4- Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.
5- As lágrimas acontecem. Aguente, sofra e siga em frente. A única pessoa que o acompanhará a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto viver.
6- Esteja sempre rodeado daquilo que gosta: pode ser família, animais , lembranças, música, plantas, um hobby, seja o que for. O seu lar é o seu refúgio.
7- Aproveite a sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
8- Diga a quem ama, que realmente o ama, em todas as oportunidades.
E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:
A vida não é medida pelo número de vezes que respirou, mas pelos momentos em que perdeu o fôlego … de tanto rir … de surpresa … de êxtase … de felicidade! Simples assim!!!
Bem hajam,

Miguel Ferreira

sábado, outubro 31, 2015

O porteiro do prostíbulo

Não havia no povoado pior ofício do que porteiro do prostíbulo (bordel). Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O facto é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse: - A partir de hoje, o Senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e os seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, Senhor - balbuciou - mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Então sinto muito, mas se é assim, já não poderá continuar a trabalhar.
- Mas Senhor, não me pode despedir, eu trabalhei nisto a toda a minha vida, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi-se embora. O porteiro sentiu-se como se o mundo desmoronasse. E o que fazer agora? Lembrou-se que no prostíbulo, quando se quebrava alguma cadeira ou mesa, ele arranjava-a, com cuidado e carinho.
Pensou que essa poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só tinha alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, tinha de viajar dois dias numa mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.
E assim o fez. No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabei de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar... já que...
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bem.
Na manhã seguinte, como tinha prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque não me o vende?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem de mula.
- Façamos um acordo - disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que está sem trabalho de momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias...aceitou. Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho esperava-o na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo ao nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe os seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que as compre para mim, pois não tenho tempo para viajar e fazer compras. Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu a sua caixa de ferramentas e o seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi-se embora. E o nosso amigo guardou as palavras que escutara: “não tenho tempo para viajar e fazer compras”.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas. Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que tinha vendido.
De facto, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a espalhar-se pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas. Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam os seus clientes. Com o tempo, alugou uma pequena loja para expor as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou a pequena loja, na primeira loja de ferragens do povoado.
Estavam todos contentes e ferramentas compravam-nas a ele. E agora, já não viajava, os fabricantes enviavam-lhe os seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens.
Um dia lembrou-se de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc..
E depois foram os pregos e os parafusos... Em poucos anos, o nosso amigo transformou-se, com o seu trabalho, num rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito entregou-lhe as chaves da cidade, abraçou-o e lhe disse:
-É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
-O Senhor?!?! - disse o prefeito sem acreditar. O Senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:
- O que teria sido do Senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder - disse o homem com calma. Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o PORTEIRO DO PROSTÍBULO!!!
Geralmente as mudanças são vistas como adversidades. As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de oportunidades. Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água: “A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna-os”.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas. Não há comparações entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar. 

domingo, outubro 18, 2015

O Religioso e os Filhos

Narra uma antiga lenda que um religioso dedicado, vivia muito feliz com a sua família: uma esposa admirável e dois filhos queridos.
Uma certa vez empreendeu uma longa viagem, ausentando-se do lar por vários dias. Nesse período, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados. A mãe sentiu o coração dilacerado de dor.
No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura. Mas, uma preocupação vinha-lhe à mente: como dar ao esposo a triste notícia? Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção. Lembrou-se de fazer uma prece, rogando a Deus auxílio para resolver a difícil questão.
Alguns dias depois, num final de tarde, o religioso retornou ao lar. Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos. Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois lhe falaria dos moços.
Alguns minutos depois, estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos. A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido:
- Deixe os filhos. Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave.
O marido, já um pouco preocupado, perguntou:
- O que aconteceu? Notei que estás abatida! Fala! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.
- Enquanto estiveste ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas joias de valor incalculável, para que as guardasse. São joias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo! O problema é esse... Ele vem buscá-las e não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que me dizes?
- Ora, mulher! Não estou a entender o seu comportamento! Tu nunca cultivaste vaidades! Porque isso agora?
- É que nunca tinha visto joias assim! São maravilhosas!
- Podem até ser, mas não te pertencem! Terás que devolvê-las.
- Mas eu não consigo aceitar a ideia de perdê-las!
E o religioso respondeu com firmeza:
- Ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo! Vamos devolvê-las, te ajudarei. Faremos isso juntos, hoje mesmo.
- Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito. As joias preciosas eram os nossos filhos. Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem Ele veio buscá-los… Eles se foram...
O religioso compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram muitas lágrimas.
Esta história é dedicada a todos os pais que sofrem com a perda de filhos, mas também a todos aqueles que perderam alguém.
Bem hajam.

terça-feira, outubro 06, 2015

O Burro de carga

No tempo em que não havia automóveis, na cocheira dum famoso palácio real, um burro de carga passava imensa amargura, sendo algo de piadas por parte dos companheiros de cocheira.
Reparando-lhe o pêlo maltratado, as fundas cicatrizes do lombo e a cabeça tristonha e humilde, aproximou-se um formoso cavalo árabe detentor de muitos prémios, dizendo orgulhoso:
- Triste sina a que recebeste! Não invejas a minha posição nas corridas?
Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavra dos réis!
- Pudera! - exclamou um potro de fina origem inglesa:
- Como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça? O infortunado animal recebia os sarcasmos, resignadamente.
Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto e comentou:
- Há dez anos, quando me ausentei da pastagem, vi este miserável a sofrer rudemente nas mãos de um bruto trabalhador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. É vergonhoso suportar-lhe a companhia.
Nisto, um admirável jumento espanhol acercou-se do grupo, e acentuou sem piedade:
- Lastimo reconhecer neste burro um parente próximo. É animal desonrado, fraco, inútil, não sabe viver senão sob pesadas disciplinas. Ignora o aprumo da dignidade pessoal e desconhece o amor-próprio. Aceito os deveres que me competem até o justo limite; mas se me constrangem a ultrapassar as obrigações, recuso-me à obediência, pinoteio e sou capaz de matar.
As observações insultuosas não tinham terminado, quando o rei entrou no recinto, em companhia do chefe das cavalariças.
- Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade, informou o monarca. Um animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança. O empregado perguntou:
- Não prefere o árabe, Majestade?
- Não, não - falou o soberano, é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância.
- Não quer o potro inglês?
- De modo algum. É muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.
- Não deseja o húngaro?
- Não, não. É bravo e sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho.
- O jumento espanhol serviria? - insistiu o servidor atencioso.
- De maneira nenhuma. É manhoso e não merece confiança.
Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou:
- Onde está o meu burro de carga?
O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais.
O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou-o selar com as armas resplandecentes da sua Casa e confiou-lhe o filho ainda criança, para longa viagem.
E ficou tranquilo, sabendo que poderia colocar toda a sua confiança naquele animal...
Assim também acontece na vida. Em todas as ocasiões, temos sempre grande número de amigos, de conhecidos e companheiros, mas somente nos prestam serviços de utilidade real aqueles que já aprenderam a servir, sem pensar em si mesmos.


Pensem nisto. Bem hajam

terça-feira, setembro 22, 2015

Um punhado de sal

"O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Mau. - disse o jovem sem pensar duas vezes.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e que a levasse junto com ele ao lago. Os dois caminharam em silêncio, e quando chegaram lá o mestre mandou que o jovem deita-se o sal no lago. O jovem então fez como o mestre disse.
De seguida, o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
O jovem assim o fez e enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! – disse o jovem sem pestanejar.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não - disse o jovem.
O Mestre então sentou-se ao lado do jovem, pegou nas suas mãos e disse:
- A dor na vida duma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando sentir dor, a única coisa que deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está à sua volta. É dar mais valor ao que tem em detrimento ao que ao que perdeu. Noutras palavras: é deixar de ser copo, para tornar-se um lago."

Bem hajam.

sábado, setembro 05, 2015

o Poder das Palavras

Um homem sentado na calçada tinha uma placa que dizia:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."
Alguns passantes olhavam-no intrigados, outros achavam-no doido e outros até lhe davam dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.
Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e disse-lhe:
- Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?
- Vamos lá. Só tenho a ganhar! - respondeu o mendigo.
Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.
Daí para frente a sua vida foi uma sequência de sucessos e a certa altura tornou-se um dos sócios maioritários.
Numa entrevista coletiva à imprensa, esclareceu a forma como conseguira sair da mendicância para tão alta posição.
Contou ele:
- Bem, houve uma época em que eu me costumava sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia:
"Não sou nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!"
As coisas iam de mal a pior quando, mas numa certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia:
"Tudo o que fala a seu respeito vai-se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que vai tudo bem. Por mais que não goste da sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja, diga a si mesmo e aos outros que é próspero."
- Aquilo tocou-me profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."
- E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida trouxe-me a pessoa certa para tudo o que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará por se manifestar na nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que a nossa aparência é horrível, que os nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa na nossa vida todas as nossas crenças.
Uma repórter, ironicamente, questionou:
O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?
Respondeu o homem, cheio de bom humor:
- Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!


Bem hajam,

domingo, agosto 02, 2015

Desperta Povo

Numa altura em que a democracia demonstrou a força do povo grego (embora fica-se comprovado na não-democracia em que vivemos na Europa), será bom refletir da tremenda desumanização que a máquina materialista vai impondo a esta massacrada humanidade. É altura de despertar e lutar pela liberdade do povo, que está farto de estar preso a sistemas obsoletos que pouco ou nada lutam pelos direitos humanos. Deixo-vos aqui um texto do famoso Charlie Chaplin que embora do século passado, me parece muitíssimo atual: 

“Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Porque havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A Terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém extraviamo-nos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas sentimo-nos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado na penúria. Os nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; a nossa inteligência tornou-nos empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos muito pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem estas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. A aviação e o rádio (média) aproximou-nos. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, a união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora. Milhões de desesperados: homens, mulheres, criancinhas, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há-de retornar ao povo. Sei que os homens morrem, mas a liberdade não perecerá jamais.” 

Charles Chaplin 

Basta de crueldade. 

Bem hajam. Miguel Ferreira

sábado, julho 18, 2015

O verdadeiro sábio...

Um homem perguntou a um sábio se deveria ficar com a sua esposa ou com a sua amante.
O sábio pegou em duas flores, uma em cada mão. Uma com uma rosa e a outra com um cacto e perguntou ao homem:- Se eu lhe der uma dessas flores qual delas escolhe? 
O homem sorriu e disse:- A rosa é lógico! És imprudente – respondeu o sábio. 
Às vezes os homens são movidos por beleza externa ou pelo mundano e escolhem o que lhes parece brilhar mais.

A rosa é mais bela, mas morre logo. O cacto, por sua vez, independentemente do tempo ou clima permanece o mesmo, verde com espinhos, e um dia vai-lhe dar a flor mais bonita que já viu.
A sua esposa conhece os seus defeitos, as suas fraquezas, os seus erros. Com ela você grita nos seus maus momentos e ela está sempre pronta a ajudar-te.
A sua amante quer o seu dinheiro, a sua felicidade, os seus espaços, fantasias e o seu sorriso, na primeira dificuldade não hesitará em trocar-te por outro amante jovem, feliz e com dinheiro. Agora diga-me homem, com quem quer ficar?


domingo, junho 07, 2015

O Farmacêutico e a Criançaa

João era o dono duma farmácia bem sucedida. Era um homem bastante inteligente mas não acreditava na existência de Deus ou de qualquer outra coisa além do mundo material.
Um certo dia, estava ele a fechar a farmácia quando chegou uma criança aos prantos a dizer que a sua mãe estava muito mal e que se ela não tomasse o medicamento iria morrer.
Muito nervoso, e após a insistência da criança, resolveu reabrir a farmácia para lhe dar o medicamento. A sua insensibilidade perante aquele momento era tal que acabou por lhe dar o medicamento mesmo no escuro. A criança agradeceu e saiu dali depressa. Alguns minutos depois João percebeu que tinha entregado o medicamento errado e que se aquela mãe o tomasse teria morte instantânea. Desesperado tentou alcançar a criança mas não teve êxito. Sem saber o que fazer e com a consciência pesada, ajoelhou-se e começou a chorar e a dizer que se realmente existisse um Deus que não o deixasse passar por assassino.
De repente, sentiu uma mão a tocar-lhe no ombro esquerdo e ao virar-se deparou com a criança a dizer: - Senhor, por favor não se zangue comigo, mas é que cai e parti o vidro do medicamento...

Será que o senhor me poderia dar outro?

terça-feira, maio 26, 2015

O Zelador da Fonte

Conta uma lenda austríaca que num determinado povoado havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas naturais que guarneciam a fonte de água da comunidade. O cavalheiro com silenciosa regularidade, inspeccionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos. Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. Rodas d´água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite. As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária.

Os anos foram passando. Certo dia, o conselho da cidade reuniu-se, como fazia semestralmente. Um dos membros do conselho resolveu inspeccionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte. De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade. E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma. O seu discurso a todos convenceu. O conselho municipal dispensou o trabalho do zelador.

Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. Numa certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. 

As rodas d´água começaram a girar lentamente, depois pararam. Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado. O conselho municipal tornou a reunir-se, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido. Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte. Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas d´água voltaram a funcionar. Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso...

Bem hajam,

domingo, maio 10, 2015

Crenças e convicções que stressam

Crenças e convicções que stressam...

O Stress é muitas vezes resultado das crenças tradicionais que nos foram passadas desde tempos remotos, e que seguimos de forma inconsciente sem questionar a veracidade dos fatos.
Poderíamos denominar como as nossas, leis, normas e regras às quais nos obrigamos a seguir e que muitas vezes são a “forca” que criamos ao longo da vida, querendo sempre que isso aconteça e o pior é que isso não depende unicamente de nós mais da realidade á nossa volta, o que é muito desagradável, pois quando tal não acontece, automaticamente geramos sentimentos negativos que não nos facilitam a vida.
De acordo com o Academic Resource Center do Sweet Briar College dos EUA, eis algumas dessas "tradições", que servem de combustível para nos tentar "arrastar" de vez ao precipício.
Assim enumeramos essas “tradições” ou crenças irracionais:
  1. Devemos ser amados por todos, e todos, sem exceção, devem aprovar todos os nossos atos.
  2. Devemos ser absolutamente competentes, capazes, bem sucedidos, articulados, admiráveis, adequados e inteligentes, e o mais importante, conseguirmos respeito de todos em tudo que fizermos.
  3. Certas atitudes ou atos são errados, desprezíveis ou prejudiciais, e as pessoas que cometem tais ações deverão ser severamente punidas.
  4. Podemos considerar como uma verdadeira catástrofe quando as coisas não acontecem como gostaríamos.
  5. Infelicidade é o resultado de eventos estranhos, e acontecimentos que são dirigidos exclusivamente a nós e sobre os quais não temos nenhum controle.
  6. Devemos preocupar-nos com coisas que são perigosas ou que nos causam temor, e devemos fixar os nossos pensamentos em tais "eventos", até que o perigo tenha passado.
  7. É mais fácil evitar as dificuldades e responsabilidades da vida do que enfrentá-las.
  8. Precisamos de alguém ou algo mais forte que nós para nos dar confiança.
  9. Porque algo nos influenciou de forma marcante no passado, isto deve determinar o nosso comportamento presente: A influência do passado é uma espécie de determinismo e não pode ser desfeita.
  10. O que as outras pessoas fazem tem importância vital para nós, e devemos fazer todo esforço possível para mudá-las, para que então pensem como nós.
  11. Existe uma solução única e perfeita para todo e qualquer problema, e se não for encontrada, os resultados serão desastrosos.
  12. Seguir a tradição e suas regras, mitos, tabus e rituais, cada um desses pontos sem questionar, é coisa fundamental, pois os antigos sempre sabiam o que estavam a fazer.
  13. O sofrimento é o único e verdadeiro caminho necessário à nossa felicidade e sem ele não temos a menor hipótese de alcançarmos o contentamento nem a paz de espírito.
  14. Ser bem-sucedido significa conseguir alcançar um ponto onde nenhum outro jamais colocou os pés. Sem isso a felicidade é impossível.
  15. Ser perfeito é possível, afinal de contas, existem pessoas perfeitas, especialmente os gurus religiosos, que podem nos servir de guias.

Se por acaso, reconhece em si algumas destas crenças, saiba que todas elas são irracionais e as principais determinantes pela nossa visão negativa e limitadora da realidade. Vale a pena questioná-las e desembaraçar-se delas, pois caso contrário a sua vida será um martírio.

Continuem a procurar a felicidade. Se a vida é simples porque complicar!
Bem hajam

Miguel Ferreira

domingo, abril 26, 2015

O Chapéu de Chuva à Porta

Um vez um Mestre mandou que chamassem determinado discípulo, que se encontrava recluso na sua cabana, nos arredores de um mosteiro Zen. Este discípulo já estava com este Mestre há anos, treinando sob a sua direção. Como o Mestre tinha muitos discípulos, era difícil de se conseguir uma entrevista particular com ele. O discípulo achou invulgar o facto do Mestre o estar a chamar para uma conversa. Começou a ficar excitado, pensando: "o que será que o Mestre deseja de mim?", "será que me vai perguntar alguma coisa sobre o Dharma, para testar-me?", "será que deseja atribuir-me algum cargo ou tarefa?". Com a mente repleta de pensamentos, pôs-se a andar. Como estava a chover, levou o seu guarda-chuva.   Ao chegar à casa do Mestre, fechou o guarda-chuva e colocou-o a um canto. Pôs as suas sandálias molhadas ao lado do guarda-chuva. Na frente do Mestre, fez as reverências como mandam a etiqueta monástica e sentou-se. O Mestre então foi logo perguntou:  - Quando entrou aqui, de que lado do guarda-chuva deixou as suas sandálias? O monge discípulo não se conseguiu lembrar com certeza. Então o Mestre declarou:  - Volte para a sua cabana e medite!   Desta maneira, o Mestre quis dizer que a meditação e a vida quotidiana são uma única realidade. Não podemos separar a nossa vida diária do ato de atenção com que devemos fazer todas as coisas. O discípulo estava separado, e ao ver que ainda não estava preparado o suficiente o Mestre recomendou que voltasse para a sua cabana e meditasse mais.
Esta é a prática budista no dia-a-dia e efetivamente, mesmo na nossa vida ocidental, sempre muito ocupada, quando praticada com algum rigor, dá-nos uma grande qualidade de vida, pois o acto de ter os sentidos despertos ao exterior, para além de reter mais informação, também nos possibilita viver a vida em tudo o vimos, ouvimos, sentimos, saboreamos e cheiramos com mais intensidade e satisfação, tendo com isso constantes experiência simples e ao mesmo tempo realizadoras.Não pense tanto e viva mais a realidade, tal como ele é, sem preconceitos nem críticas. Tudo à sua volta ganha mais sentido.

Bem hajam!

domingo, abril 12, 2015

A vida como o “Beber Chá”

Muitas vezes nos interrogamos, qual a melhor forma de estar na vida, sendo que cada um tem a sua própria forma de se reenquadrar nela.
O barómetro poderá estar na forma como nos damos conta que estamos, ou como nos sentimos a cada momento, pois não somos mais que meros intérpretes da vida e cada um interpreta a sua maneira. É isso que nos distingue também dos animais. Será que já viram algum cão ou gato triste por estar a “chover”, por exemplo ou irritado por estar “preso” a qualquer coisa. Pois é, todos nós podemos escolher a forma como queremos ver a vida, os outros e a nós próprios.
É como beber um chá, temos que estar totalmente despertos para apreciar o chá como deve ser. Temos que estar no momento presente. Apenas com a consciência no presente, as nossas mãos podem sentir o agradável calor da chávena. Apenas no presente podemos apreciar o aroma, sentir a doçura e saborear a delicadeza. Se estamos a lembrar o passado ou preocupados com o futuro, perdemos por completo a experiência de apreciar a chávena de chá. Olharemos para a chávena e o chá terá já terminado.
A vida é assim. Se não estamos totalmente no presente, quando olharmos à nossa volta esta terá desaparecido.
Quando pararmos de pensar no que já aconteceu, quando pararmos de nos preocupar com o que poderá nunca vir a acontecer, então estaremos no momento presente. Só então começaremos a experimentar a alegria de viver...

Bem hajam e desfrutem o momento simplesmente pela sua simplicidade.


Miguel Ferreira

domingo, abril 05, 2015

O Pedreiro

Um velho pedreiro que construía casas estava pronto para se reformar. Informou o chefe, do seu desejo de se reformar e passar mais tempo com a sua família. Ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria refomar-se.
A empresa não seria muito afetada pela saída do pedreiro mas o chefe estava triste ao ver um bom funcionário a partir e pediu ao pedreiro para trabalhar em mais um projeto como um favor.
O pedreiro não gostou mas acabou por concordar. Foi fácil verificar que o mesmo não estava entusiasmado com a ideia. Assim lá prosseguiu a fazer um trabalho de segunda qualidade e a usar materiais inadequados. Foi uma forma negativa de terminar a carreira. Quando o pedreiro acabou, o chefe veio fazer a inspeção da casa construída.
Depois deu a chave da casa ao pedreiro e disse: "Esta é a sua casa. É o meu presente para si". O pedreiro ficou muito surpreendido.
Que pena! Se ele soubesse que estava a construir a sua própria casa, teria feito tudo diferente....
O mesmo acontece connosco. Construímos a nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes a fazer menos que o melhor possível na sua construção. Depois, com surpresa, descobrimos que precisamos de viver na casa que nós próprios construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente.
Tu és o pedreiro. Todo dia martelas pregos, ajustas tábuas e constróis paredes.
Alguém já disse: "A vida é um projeto que você mesmo constrói".
As tuas atitudes e escolhas de hoje estão a construir a "casa" em que vai morar amanhã. Portanto construa-a com sabedoria!


Bem hajam!

segunda-feira, março 16, 2015

As Abóboras

Era uma vez um cocheiro que conduzia uma carroça cheia de abóboras.
A cada solavanco da carroça, olhava para trás e via que as abóboras estavam todas desarrumadas.
Então parava, descia e colocava-as novamente no lugar. Mal reiniciava a sua viagem, lá vinha outro solavanco e... tudo se desarrumava novamente. Então começou a ficar desanimado e pensou:
"Jamais vou conseguir terminar a minha viagem! É impossível seguir nesta estrada de terra, conservando as abóboras arrumadas!”
Enquanto estava a pensar, passou à sua frente outra carroça cheia de abóboras, e observou que o cocheiro seguia em frente e nem olhava para trás: as abóboras que estavam desarrumadas organizavam-se sozinhas no próximo solavanco.
Foi quando compreendeu que, se colocasse a carroça em movimento na direção do local onde queria chegar, os próprios solavancos da carroça fariam com que as abóboras se acomodassem nos seus devidos lugares.
Assim também é a nossa vida: quando paramos demais para olhar os problemas, perdemos tempo e distanciamo-nos das nossas metas.


Bem hajam!

quarta-feira, março 11, 2015

Mais Devagar

Um jovem atravessou o Japão em busca da escola de um famoso praticante de artes marciais. Chegando ao dojo, foi recebido em audiência pelo Sensei. 
- O que quer de mim? perguntou-lhe o mestre 
- Quero ser seu aluno e tornar-me o melhor karateca do país. Quanto tempo preciso estudar?
- Dez anos, pelo menos.
- Dez anos é muito tempo respondeu o rapaz. E se eu praticasse com o dobro da intensidade dos outros alunos? 
- Vinte anos. 
- Vinte anos!  E se eu praticar noite e dia, dedicando todo o meu esforço?
- Trinta anos.
- Mas, eu lhe digo que vou dedicar-me em dobro, e o senhor me responde que a duração será maior? 
- A resposta é simples. Quando um olho está fixo aonde se quer chegar, só resta um para se encontrar o caminho.


Bem hajam!

sábado, fevereiro 28, 2015

Aceitar o "espinho" alheio...p

Durante a Era Glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo esta situação, resolveram juntar-se em grupos, assim se agasalhavam e protegiam mutuamente.
Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que lhes forneciam calor. E, por isso tornavam a afastar-se uns dos outros. Voltaram a morrer congelados e precisavam fazer uma escolha: Desapareceriam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante.
Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam, assim, a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
Sobreviveram!
O melhor grupo não é aquele que reúne membros perfeitos, mas aquele onde cada um aceita os defeitos do outro e consegue aceitação dos próprios defeitos.

Bem hajam.

sábado, fevereiro 14, 2015

Agora apenas dormo para sonhar


Assim, depois de muito esperar, um dia como qualquer outro decidi triunfar? Decidi não ficar à espera das oportunidades e fui procurá-las Decidi ver cada problema como a oportunidade de encontrar uma solução Decidi ver cada deserto como a oportunidade de encontrar um oásis Decidi ver cada noite como um mistério a resolver Decidi ver cada dia como a oportunidade de ser Feliz Aquele dia, Descobri que o meu único rival eram apenas as minhas debilidades e que estas são a única e melhor forma de me superar Aquele dia deixei de ter medo de perder e comecei a ter medo de não ganhar Descobri que não era o melhor e que talvez nunca o tenha sido Deixou de me importar quem ganhara ou quem perdera Agora simplesmente me importa ser melhor que ontem Aprendi que o difícil não é chegar ao topo, mas sim nunca deixar de subir Aprendi que o maior sucesso que posso alcançar é o ter direito de chamar a alguém de "AMIGO" Descobri que o amor é mais do que uma simples paixão. O amor é uma filosofia de vida Aquele dia deixei de ser o reflexo dos meus poucos sucessos alcançados e comecei a ser a minha própria luz do meu presente Aprendi de que nada serve ser luz se não for para iluminar também o caminho da Humanidade Naquele dia decidi mudar tanta coisa? Aprendi que os sonhos são apenas para transformar em realidade e desde esse dia que Não durmo para descansar? Agora apenas durmo para sonhar.


Walt Disney

Carroças vazias


Certa manhã, meu pai convidou-me para dar uma volta numa carroça pelo bosque. Ao ouvir um ruído meu pai parou e perguntou-me: Para alem do barulho dos pássaros que outros barulhos ouves? Ouço o barulho de uma carroça – respondi-lhe. Muito bem –disse meu pai – uma carroça vazia! Como sabes que é uma carroça vazia? Perguntei-lhe, ao que ele me respondeu: É uma carroça vazia porque quando estão vazias fazem mais barulho. Cresci, fiz-me adulto e hoje quando ouço certo tipo de pessoas que falam sem respeitarem os outros, elevam a sua voz querendo dar a ideia de que são os donos da verdade e da sabedoria, que são agressivos com intenção de intimidar, lembro-me sempre do meu pai quando dizia: As carroças vazias são sempre as que mais barulho fazem!

O mestre da paciência


Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência. O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo. Chegou a jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todos os tipos de insultos.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se.

Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
O mestre perguntou:- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo. Respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale p/ a inveja, a raiva e os insultos. Quando não aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior depende exclusivamente de você.
As pessoas não podem lhe tirar a calma.....a não ser que você permita!!!!!!

UM REI...

Era uma vez..... Um rei que tinha 4 esposas...

Ele amava a 4ª esposa demais..... e vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor...

Ele também amava muito a sua 3ª esposa e gostava de exibi-la aos reinados vizinhos. Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei...

Ele também amava a sua 2ª esposa. Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e ciência. Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela, para atravessar esses tempos de dificuldade.....

A 1ª esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito Rico e poderoso, ele e o reino. Mas....ele não amava a 1ª esposa, e apesar dela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.

Um dia.... o rei caiu doente.... e percebeu que o seu fim estava próximo...Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou...."É.... agora eu tenho 4 esposas comigo, mas quando eu morrer, eu ficarei sozinho...

Então... ele perguntou a 4ª esposa:
-"Eu amei-te tanto, querida.... cobri-te com as mais finas roupas e jóias.... Mostrei o quanto te amava, cuidando bem de ti.... agora que eu estou morrendo.... és capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho...? De jeito nenhum!" respondeu a 4ª esposa e saiu do quarto sem sequer olhar para trás...
A resposta que ela deu....cortou o coração do rei...... como se fosse uma faca afiada...

Tristemente.... o rei então perguntou a 3ª esposa: "Eu também te amei tanto a vida inteira.....Agora que eu estou morrendo... és capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho...? "Não!!!", respondeu a 3ª esposa. "A vida é boa demais!!! Quando você morrer, eu vou é ..... casar de novo..." O coração do rei sangrou e gelou.... de tanta dor...

Ele perguntou, então, à 2ª esposa: "Eu sempre recorri a ti quando precisei de ajuda...... e sempre estiveste ao meu lado... Quando eu morrer... serás capaz de morrer comigo, para me fazer companhia...? Sinto muito... mas..., desta vez, eu não posso fazer o que me pedes! "respondeu a 2ª esposa. O máximo que eu posso fazer... é enterrar-te..."
Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei e ele ficou arrasado...

Daí...uma voz se fez ouvir... "Eu partirei contigo e o seguirei por onde fores..."
O rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa, tão magrinha... tão mal nutrida,... tão sofrida...Com o coração partido, o rei falou:
"Eu deveria ter-te cuidado muito melhor, enquanto eu ainda podia..."

Na Verdade... nós todos temos 4 esposas nas nossas vidas...
A nossa 4ª esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para o manter saudável e bonito... ele deixará-nos, quando morrermos...

A nossa 3ª esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, as nossas riquezas...
Quando morremos, tudo isso vai para os outros...

A nossa 2ª esposa são a nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre a apoiar-nos, o máximo que eles podem fazer... é enterrar-nos...

E a nossa 1ª esposa é o nosso ESPÍRITO... ...muitas vezes deixado de lado... ele fica lá no fundo, esquecido, por perseguirmos durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso ego... É nele que cabe Deus, como bem dizia Dostoievsky:

"Todo homem tem dentro de si um vazio do tamanho de Deus".
Pena é que muitas vezes só consideramos isto quando estamos para deixar este mundo...
Apesar de tudo, é a única coisa que sempre irá connosco, não importa para onde formos...

Então... Cultive-o... Fortaleça-o... Bendiga-o... e acima de tudo, Alimente-o...
Dê o verdadeiro sentido à sua vida agora!!!!
É o maior presente que você pode dar ao mundo e principalmente a si mesmo...

LENDA ORIENTAL

Conta uma lenda popular do Oriente que um jovem chegou a um oásis junto a uma povoação e aproximou-se de um velho derviche e perguntou-lhe:
"Que tipo de pessoas vivem neste lugar?"
"Que tipo de pessoas viviem no lugar de onde vem?", perguntou o ancião.
"Oh, um grupo de egoístas e malvados.", replicou o rapaz.
"Estou satisfeito de ter saído de lá."
A isso, o velho replicou: "A mesma coisa haverá de encontrar por aqui."
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião, perguntou-lhe:
"Que tipo de pessoas vivem neste lugar?"
"Que tipo de pessoas viviem no lugar de onde vem?"
O rapaz respondeu: "um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras.
Fiquei muito triste por ter que deixá-las."
"O mesmo encontrará por aqui.", respondeu o ancião.
Um homem que tinha escutado as duas conversas perguntou ao velho:
"Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta? Ao que o velho respondeu:
"Cada um carrega no seu coração o meio em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares onde passou, não encontrará outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter o controle absoluto.

Coloque dentro de si a idéia do sucesso.
O primeiro requisito essencial para encontrar uma vida digna de ser vivida é ter uma atitude mental positiva.

O FARMACÊUTICO E A CRIANÇA


João era o dono duma farmácia bem sucedida. Era um homem bastante inteligente mas não acreditava na existência de Deus ou de qualquer outra coisa além do mundo material.
Um certo dia, estava ele a fechar a farmácia quando chegou uma criança aos prantos a dizer que a sua mãe estava muito mal e que se ela não tomasse o medicamento iria morrer.
Muito nervoso, e após a insistência da criança, resolveu reabrir a farmácia para lhe dar o medicamento. A sua insensibilidade perante aquele momento era tal que acabou por lhe dar medicamento mesmo no escuro. A criança agradeceu e saiu dali depressa. Alguns minutos depois João percebeu que tinha entregado o medicamento errado e que se aquela mãe o tomasse teria morte instantânea. Desesperado tentou alcançar a criança mas não teve êxito. Sem saber o que fazer e com a consciência pesada, ajoelhou-se e começou a chorar e a dizer que se realmente existisse um Deus que não o deixasse passar por assassino.
De repente, sentiu uma mão a tocar-lhe no ombro esquerdo e ao virar-se deparou com a criança a dizer: - Senhor, por favor não se zange comigo, mas é que cai e parti o vidro do medicamento...

Será que o senhor me poderia dar outro?